Em mercado dominado pela IA, criatividade ainda é principal diferencial competitivo

Em artigo de opinião, o portal Convergência Digital destaca que, apesar da crescente obsessão do mercado por inteligência artificial, o verdadeiro diferencial competitivo continua sendo a qualidade das ideias.

O texto argumenta que a tecnologia, por si só, não substitui a capacidade humana de tomar decisões, definir caminhos e dar sentido às informações, ressaltando que criatividade exige menos acúmulo de dados e mais clareza, síntese e foco.

Segundo o autor, em um cenário saturado de informação e ferramentas, o papel estratégico está em organizar o excesso e eliminar ruídos, valorizando o pensamento crítico e a direção criativa. A boa ideia, portanto, permanece como elemento central para gerar inovação real e vantagem competitiva.

Fonte: Convergência Digital — Em um mercado obcecado pela IA, a vantagem competitiva ainda é a boa ideia” (2026)
Imagem: Convergêncial Digital

5G deve chegar a 2.220 municípios brasileiros até o fim de 2026

A expansão do 5G no Brasil deve alcançar 2.220 municípios até o final de 2026, superando a meta inicial de 1.469 cidades prevista no cronograma original. Atualmente, a tecnologia está presente em cerca de 1.420 municípios, com expectativa de avanço acelerado nos próximos meses.

O plano prevê a ampliação da cobertura principalmente em cidades menores, com mais de 800 municípios com menos de 30 mil habitantes recebendo a tecnologia ainda neste ano. A estratégia segue as diretrizes definidas no leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com metas progressivas até a universalização do serviço.

Segundo o Ministério das Comunicações, a expansão do 5G representa um avanço estratégico para o país, ao impulsionar inovação, competitividade e inclusão digital, especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.

Fonte: Convergência Digital — 5G estará ativo em 2220 municípios até o final deste ano” (2026)
Imagem: Convergência Digital

Sinfor-DF realiza visita técnica para primeira etapa do Circuito Brasília Mais TI

Projeto voltado à formação tecnológica de jovens será realizado em parceria com o JK Shopping e integra a preparação para a 8ª Mostra Tecnologia Brasília Mais TI

A vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lúcia Soares, realizou visita técnica para a organização da 1ª Etapa do Circuito Brasília Mais TI, nesta sexta-feira (13). A etapa inicial do circuito será realizada em parceria com o JK Shopping, em Taguatinga, e deverá atender estudantes de diversas regiões administrativas do eixo oeste do Distrito Federal, incluindo Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires e Sol Nascente. A expectativa é de que mais de 15 mil pessoas passem pelos três dias de evento.

“O Circuito Brasília Mais TI amplia o acesso de jovens do Distrito Federal à formação em tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial”, explica Lúcia Soares. Ele foi concebido para criar uma trilha de formação que conecte estudantes da rede pública a oportunidades no mercado de tecnologia e no empreendedorismo digital. A programação reúne oficinas práticas, maratona de desenvolvimento de aplicativos, espaços makers, formação em robótica e competições tecnológicas.

Segundo a vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lucia Soares, o projeto busca aproximar jovens que ainda têm pouco contato com o universo das carreiras tecnológicas.

“O circuito quer alcançar o jovem que muitas vezes não tem acesso à informação sobre as carreiras de tecnologia. Em escolas com mais recursos, os estudantes costumam ter mais orientação sobre essas profissões. Já em muitas regiões, o jovem sequer sabe exatamente o que significa trabalhar com tecnologia.”

Para Lucia, ampliar o acesso à informação sobre essas oportunidades é um passo essencial para formar novos talentos no setor. “Quando alguém fala em odontologia, por exemplo, o estudante sabe que vai cuidar dos dentes das pessoas. Em tecnologia é diferente. A área é muito ampla e, muitas vezes, o jovem não sabe por onde começar ou acha que é algo muito distante da realidade dele. Nosso papel é mostrar que existe um caminho possível.”

Parceria fortalece agenda de educação e inovação

A parceria com o JK Shopping amplia o alcance do projeto ao aproximar tecnologia, educação e comunidade em um espaço de grande circulação na cidade. Segundo a superintendente do JK Shopping, Elisa Ferreira, receber o Circuito Brasília Mais TI no JK Shopping é uma oportunidade de conectar o shopping a uma agenda de educação e inovação que dialoga diretamente com o futuro da cidade. “Queremos que o espaço seja um ponto de encontro para estudantes, famílias e empresas que acreditam no potencial da tecnologia para transformar oportunidades em carreira”, afirma.

Entre os destaques da programação está a Competição de Robótica, que reúne estudantes em desafios de programação, engenharia e estratégia.

“A robótica desperta interesse pela tecnologia porque transforma aprendizado em experiência prática. O estudante, que constrói e programa um robô, passa a entender conceitos de engenharia, programação e lógica de forma concreta. A competição funciona como um laboratório de inovação e pode ser a porta de entrada de muitos jovens para carreiras em tecnologia”, explica João Victor Pinheiro, coordenador da competição.

O Circuito Brasília Mais TI integra o calendário de preparação para a 8ª Mostra Brasília Mais TI, evento que reúne estudantes, empresas e instituições de ensino em torno de projetos tecnológicos e desafios de inovação.

Além da formação técnica, a iniciativa busca estimular o empreendedorismo entre jovens e contribuir para reduzir o déficit de profissionais qualificados em tecnologia. Atualmente, o Distrito Federal já representa o terceiro maior mercado de tecnologia da informação do país, com mais de 30 mil vagas no setor.

Falhas jurídicas podem travar crescimento e investimentos em empresas

Advogada Roberta Nóbrega explica como erros trabalhistas, contratos frágeis e falta de governança podem dificultar a expansão e a entrada de investidores

Empresas em fase de crescimento precisam revisar sua estrutura jurídica para evitar riscos que possam comprometer o futuro do negócio. Segundo a sócia do escritório Nóbrega e Reis Advocacia, advogada Roberta Nóbrega, o momento de reorganização costuma surgir quando há aumento do faturamento, contratação de equipe, entrada de investidores ou expansão das atividades. Nesse estágio, é fundamental revisar contrato social, acordos entre sócios e contratos estratégicos, além de adotar práticas de governança e compliance que garantam segurança jurídica e facilitem a atração de investimentos.

Nesta entrevista para o SINFORME-DF, a advogada alerta que erros trabalhistas e falhas de governança são comuns em startups e empresas em rápida expansão. Um dos problemas recorrentes ocorre quando profissionais são contratados como prestadores de serviço, mas atuam na prática como empregados, o que pode gerar passivos trabalhistas. Para evitar conflitos societários, proteger ativos intangíveis e estruturar a entrada de investidores, ela recomenda contratos claros, políticas internas definidas e instrumentos como acordos de sócios e estruturas societárias adequadas, que permitem conciliar agilidade empresarial com proteção jurídica.

SINFORME-DF — Em que momento o empresário precisa reorganizar juridicamente a empresa?

Roberta Nóbrega — O momento de reorganização jurídica normalmente chega quando a empresa começa a crescer em complexidade — seja com aumento do faturamento, contratação de equipe, entrada de investidores ou expansão do negócio.

Muitas empresas nascem com estruturas simples, o que é natural. Mas, quando o crescimento começa, é essencial revisar contrato social, acordo de sócios, estrutura societária e contratos estratégicos, para evitar riscos que podem comprometer o futuro da empresa.

SINFORME-DF — Quais são os erros trabalhistas mais comuns em startups?

Roberta Nóbrega — O erro mais frequente é confundir flexibilidade com ausência de regras jurídicas. Modelos modernos de trabalho, como remoto, híbrido ou por projetos, são totalmente possíveis. O problema surge quando profissionais são contratados como prestadores de serviço, mas atuam na prática como empregados.

Isso pode gerar passivos trabalhistas relevantes, especialmente em empresas que crescem rápido.

SINFORME-DF — O que acontece quando governança e compliance são negligenciados?

Roberta Nóbrega — Os problemas geralmente aparecem no momento em que a empresa precisa crescer ou receber investimento, quando governança e compliance são ignorados no início.  Conflitos entre sócios, contratos frágeis, riscos trabalhistas e dificuldade para atrair investidores são consequências comuns dessa falta de estrutura. Governança não significa burocracia. Significa organização para crescer com segurança.

SINFORME-DF — Como proteger a empresa juridicamente sem perder agilidade?

Roberta Nóbrega — A solução está em estruturar processos jurídicos simples e padronizados. Modelos contratuais bem definidos, políticas internas claras e fluxos rápidos de decisão permitem que o jurídico funcione como um suporte estratégico para o crescimento, sem travar a inovação.

SINFORME-DF — Quando a criação de holdings passa a fazer sentido?

Roberta Nóbrega — A criação de holdings ou outras estruturas societárias passa a fazer sentido quando o empreendedor precisa proteger patrimônio, organizar participações societárias, planejar sucessão ou estruturar crescimento do grupo empresarial.

Essa organização permite maior segurança patrimonial e planejamento de longo prazo.

SINFORME-DF — Que cuidados jurídicos são essenciais quando a empresa recebe investimento?

Roberta Nóbrega — Antes de receber investimento, é fundamental que a empresa esteja juridicamente organizada. Isso inclui regularização societária, revisão de contratos, proteção da propriedade intelectual e análise de possíveis passivos trabalhistas ou tributários. Investidores analisam profundamente essas questões durante a due diligence jurídica.

SINFORME-DF — Como estruturar modelos de contratação seguros?

Roberta Nóbrega — Empresas podem adotar diferentes modelos de contratação, mas cada um precisa ser juridicamente coerente com a forma de trabalho exercida. Com contratos bem estruturados e políticas claras, é possível manter flexibilidade e competitividade sem gerar riscos trabalhistas.

SINFORME-DF — Como o compliance ajuda a proteger ativos intangíveis?

Roberta Nóbrega — No setor de tecnologia, ativos como dados, software e conhecimento técnico são extremamente valiosos. O compliance jurídico ajuda a proteger esses ativos por meio de políticas de proteção de dados, contratos de confidencialidade e cláusulas claras de propriedade intelectual.

SINFORME-DF — Como lidar com conflitos entre sócios?

Roberta Nóbrega — Conflitos societários são comuns em empresas que crescem rapidamente. Por isso, é fundamental que exista um acordo de sócios bem-estruturado, prevendo regras de decisão, saída de sócios e mecanismos de resolução de conflitos. Esse tipo de instrumento ajuda a preservar a continuidade da empresa mesmo em momentos de divergência.

SINFORME-DF — Que decisões jurídicas iniciais fazem diferença no futuro?

Roberta Nóbrega — Empresas que crescem de forma sólida normalmente tomaram algumas decisões importantes desde o início, como: formalizar bem a relação entre os sócios, proteger a propriedade intelectual, estruturar contratos com colaboradores e parceiros, adotar práticas mínimas de governança. Essas medidas criam uma base jurídica sólida para o crescimento do negócio. No setor de tecnologia, a inovação acontece rápido. O papel do direito é garantir que esse crescimento aconteça com segurança e sustentabilidade.

Finep pelo Brasil chega a Brasília para apresentar oportunidades de financiamento à inovação

Brasília recebe no dia 17 de março de 2026, às 10h, o evento Finep pelo Brasil, iniciativa que percorre mais de 100 cidades para apresentar oportunidades de financiamento e subvenção econômica para projetos de inovação. O encontro será realizado na Finatec, na Universidade de Brasília (UnB), Campus Darcy Ribeiro.

Durante o evento, empresários, empreendedores e pesquisadores poderão conhecer os editais abertos da Finep e esclarecer dúvidas diretamente com especialistas sobre o processo de submissão de projetos.

A iniciativa é promovida pela Finep em parceria com instituições como UnB, Sudeco, Sebrae, Fibra, Caixa, ABDE, ABDI, Corecon-DF, CNPq e Aesbe.

🔗 Inscrições:
https://profplay.com.br/evento/finep-pelo-brasil—regiao-centro-oeste-45

📎 Fonte: Divulgação oficial do evento (2026)

Startup Day 2026 reúne ecossistema de inovação em Brasília

O Startup Day 2026 – Brasília será realizado no dia 21 de março de 2026, a partir das 8h30, no SebraeLab, reunindo empreendedores, startups e agentes do ecossistema de inovação do Distrito Federal.

A programação inclui painéis, mentorias rápidas (Speed Mentory), batalha de pitches, showroom 3D da BR.INO e momentos de networking, além de um happy hour para ampliar conexões entre participantes. O evento busca incentivar o empreendedorismo e fortalecer o ambiente de inovação na região.

🔗 Inscrições:
https://www.sympla.com.br/evento/startup-day-2026-brasilia/3302054

Red Hat Gov Forum Brasil debate futuro da tecnologia no setor público

O Red Hat Gov Forum Brasil reunirá especialistas e gestores públicos para discutir o uso e o futuro da tecnologia no setor público, com foco na transformação digital do Estado e no papel das soluções de código aberto na modernização dos serviços governamentais.

O encontro acontece em 24 de março, em Brasília, e pretende abordar como tecnologias emergentes podem melhorar a eficiência administrativa, ampliar a inovação e fortalecer políticas públicas digitais.

Entre os temas previstos estão inclusão financeira digital, automação e segurança da informação no setor financeiro público, além do uso de plataformas digitais na educação, que podem ampliar o acesso ao ensino e conectar professores e estudantes em diferentes regiões.

O evento busca promover o debate sobre como governos podem utilizar tecnologia e inovação para aprimorar a prestação de serviços à população e acelerar a transformação digital na administração pública.

Fonte: Convergência Digital — Red Hat Gov Forum Brasil debate o uso e o futuro da tecnologia no setor público (2026).
Imagem: Convergência Digital

TCU aponta baixa maturidade no uso de dados no Governo Federal

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades na governança e no uso estratégico de dados em órgãos do governo federal, indicando baixo nível de maturidade na gestão dessas informações. A análise avaliou instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Agência Nacional de Telecomunicações, Instituto Nacional do Seguro Social e o Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o tribunal, muitos órgãos ainda apresentam lacunas em políticas institucionais, definição de responsabilidades e processos para garantir qualidade e segurança dos dados, o que limita o uso eficiente dessas informações na formulação de políticas públicas.

A auditoria também apontou problemas na integração de bases de dados, na gestão de metadados e na capacitação de servidores, além de identificar que o modelo de avaliação utilizado pelo governo pode gerar resultados mais otimistas do que a realidade.

Diante do diagnóstico, o TCU recomendou que a Secretaria de Governo Digital revise o sistema de avaliação de maturidade dos órgãos, com questionários mais detalhados e exigência de evidências para comprovar o nível real de governança e uso de dados.

Fonte: Convergência Digital — “TCU: Falta de maturidade no uso de dados federais exige mudanças da Secretaria de Governo Digital” (2026).
Imagem: Convergência Digital

Avanço da IA pressiona consumo de energia e desafia expansão de data centers

O avanço da inteligência artificial (IA) tem ampliado rapidamente a demanda por infraestrutura digital, especialmente data centers, o que traz um novo desafio global: garantir energia suficiente para sustentar esse crescimento tecnológico. O tema ganhou destaque em debate sobre o impacto energético da expansão da IA e do armazenamento massivo de dados.

Segundo análises do setor, o aumento do uso de IA, computação em nuvem e processamento de grandes volumes de dados tende a elevar significativamente o consumo elétrico. A previsão é que a demanda global por energia ligada a essas tecnologias possa mais que dobrar até 2026, pressionando sistemas elétricos e exigindo investimentos em infraestrutura energética.

No Brasil, o crescimento do mercado de data centers também está ligado ao aumento do tráfego digital e ao uso de ferramentas baseadas em IA. Esse cenário coloca desafios relacionados à capacidade energética, regulamentação e investimentos necessários para expandir a matriz elétrica e garantir segurança no fornecimento.

Especialistas apontam que o desenvolvimento sustentável da IA dependerá da cooperação entre empresas de tecnologia e o setor energético, com foco em eficiência energética, redução de emissões de carbono, modernização de sistemas de resfriamento e melhor gestão de recursos. Sem esse equilíbrio, o avanço da própria IA pode enfrentar limitações impostas pela capacidade de geração de energia.

Fonte: Capital Digital — “Avanço da IA e o dilema do suprimento de energia para data centers” (2026).
Imagem: Laís Leoncini e Gabriel Sassi* – Capital Digital

Edital do Mais Inovação Brasil impulsiona energia limpa e novas tecnologias

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram um novo edital do programa Mais Inovação Brasil para apoiar projetos voltados à energia limpa e tecnologias estratégicas no país. A iniciativa busca fortalecer a reindustrialização brasileira e estimular soluções capazes de reduzir emissões de carbono.

A chamada pública contempla oito frentes de inovação relacionadas à transição energética, incluindo desenvolvimento de tecnologias para geração de energia de baixo carbono — como solar, eólica, hidrelétrica, biomassa e nuclear — além de projetos voltados ao hidrogênio de baixa emissão e outras soluções sustentáveis para a indústria.

Os projetos devem ser apresentados por empresas brasileiras em parceria com instituições científicas e tecnológicas, e as propostas podem ser submetidas até 31 de agosto de 2026. O edital integra os programas estruturantes do governo voltados à inovação e ao fortalecimento da indústria nacional em bases sustentáveis.

Fonte: Portal Gov.br — MCTI (2026)
Foto: Anderson Coelho/Getty Images

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