IA é comparada a “exoesqueleto” que amplia capacidades humanas no setor público

Especialistas reunidos no Tech Gov Fórum MT, realizado em Cuiabá, defenderam que a inteligência artificial (IA) deve ser encarada como um “exoesqueleto” tecnológico, capaz de ampliar as capacidades humanas, mas não substituí-las. O conceito foi apresentado para explicar que a tecnologia atua como suporte ao trabalho das pessoas, aumentando produtividade e eficiência, mas mantendo o ser humano como elemento central na tomada de decisões.

Durante os debates, participantes ressaltaram que a transformação digital no setor público depende não apenas da adoção de ferramentas tecnológicas, mas também de mudanças culturais, capacitação profissional e desenvolvimento de habilidades humanas. Segundo os especialistas, embora a IA possa automatizar tarefas e apoiar análises complexas, competências como liderança, pensamento crítico, comunicação e colaboração continuam essenciais.

Outro ponto destacado foi que a incorporação da IA nas organizações exige preparo institucional e políticas de formação contínua, garantindo que servidores e profissionais consigam trabalhar de forma integrada com as novas tecnologias. Nesse cenário, a IA deixa de ser vista como substituta da força de trabalho e passa a atuar como instrumento de apoio para ampliar a inteligência e a capacidade produtiva das equipes.

Fonte: Convergência Digital — “Inteligência artificial é um exoesqueleto que reforça necessidade de capacidades humanas” (2026).
Imagem: Convergência Digital

Empresas inovadoras ainda falham no básico: estratégia de marca

Para Gabriel Lyra, sócio da Mataco Studio, diferenciação em tecnologia nasce da escolha de problema, da proposta de valor e de um território narrativo próprio

No ecossistema de inovação, onde soluções tecnicamente semelhantes disputam mercado, só a funcionalidade não garante diferenciação. Segundo o sócio da Mataco Studio, Gabriel Lyra, o posicionamento da marca começa na definição do problema que a empresa pretende resolver, na promessa que está disposta a sustentar e no espaço de atuação que escolhe ocupar.

Em entrevista para o SINFORME, Lyra afirma que muitas empresas de tecnologia concentram esforços em produto e performance de canais, mas negligenciam decisões estruturais de marca. Para ele, presença digital não substitui posicionamento claro nem proposta de valor consistente.

O especialista aponta como erros recorrentes a falta de método no mapeamento de stakeholders, a construção superficial de autoridade e a ausência de estratégia para consolidar legitimidade. O problema, diz, torna-se mais evidente em setores regulados e altamente competitivos, nos quais reputação e clareza estratégica influenciam a capacidade de crescimento.

SINFORME – Para uma empresa de tecnologia que precisa estruturar sua marca?

Gabriel Lyra – As três decisões mais estratégicas são: escolher um problema específico para dominar, definir uma proposta de valor inegociável e escolher um território narrativo próprio.

SINFORME – Pequenas empresas costumam confundir marketing com presença em redes sociais. Onde começa, de fato, uma estratégia consistente de marca?

Gabriel Lyra – A estratégia precisa ser definida antes do feed. Uma marca consistente precisa ter clareza de posicionamento, saber que é seu público e qual é a promessa que vai cumprir. A rede social é só mais um canal onde o branding se manifesta. O branding é a direção e o segredo. A empresa precisa saber para quem fala, qual problema resolve e qual transformação gera para o esforço de marketing entregar os resultados.

SINFORME – No ecossistema de inovação, muitas soluções são tecnicamente semelhantes. Como uma empresa pode construir diferenciação quando o produto não é radicalmente distinto do concorrente?

Gabriel Lyra – Há diversas e variáveis estratégias. Uma interessante é vender método, não produto. Por exemplo, uma empresa que vende agentes de IA pode parecer igual a dezenas de outras. Mas se ela vende um método estruturado de implementação comercial orientado por IA, ela passa a ter uma narrativa diferenciada.

SINFORME – Existe um padrão recorrente de erro na comunicação de empresas de tecnologia? O que elas costumam fazer que enfraquece sua autoridade?

Gabriel Lyra – Falar demais sobre si mesmas. Empresas de tecnologia costumam colocar a solução como protagonista. Mas autoridade nasce quando o cliente se vê na narrativa e entende que sua solução realmente resolve o problema que ele está passando.

SINFORME – Como uma empresa pode mapear seus stakeholders de forma mais técnica, sem depender apenas de intuição?

Gabriel Lyra – Mapear stakeholders exige método e leitura do ambiente onde a decisão ocorre. A empresa pode iniciar com a matriz poder x interesse para hierarquizar atores conforme sua capacidade de influência e grau de impacto, avançar para um mapa de influência e decisão que distinga quem delibera, quem aconselha e quem opera, aplicar uma análise SWOT orientada à percepção de mercado para compreender vulnerabilidades e ativos reputacionais. Também é possível, realizar entrevistas estruturadas com clientes e não clientes para captar expectativas e fricções reais, e organizar o mapeamento da jornada para identificar pontos críticos de contato e decisão. A integração desses instrumentos transforma o diagnóstico em base estratégica consistente.

SINFORME – Autoridade digital se tornou um ativo reputacional relevante. Quais são os elementos mínimos para que uma empresa seja percebida como referência em seu segmento?

Gabriel Lyra – Entender que o que seu concorrente fez e deu certo pra ele, não necessariamente funciona para sua marca. Copiar comunicação, posicionamento e modelo de negócios dos concorrentes é assinar um atestado de cópia e não de referência

SINFORME – Em ambientes regulados ou com forte dependência de políticas públicas, como o setor de TI do DF, que papel a comunicação desempenha na construção de legitimidade institucional?

Gabriel Lyra – Em ambiente regulado, comunicação é sobre reduzir a desconfiança. Quando existe política pública, a empresa precisa mostrar que é estável, que entende o processo e que não vai virar dor de cabeça.

SINFORME – Métricas de engajamento são frequentemente supervalorizadas. Quais indicadores realmente ajudam a avaliar maturidade de marca e geração de valor?

Gabriel Lyra – Métricas válidas: maior nível de consciência de leads; menos pedido de desconto; maior percepção de valor; tempo de fechamento menor; CAC reduzido; maior taxa de conversão em todas as etapas da jornada; e atração e retenção de talentos dentro da operação.

SINFORME – Como empreendedores podem alinhar comunicação e modelo de negócios para evitar desalinhamento entre promessa e entrega?

Gabriel Lyra – Uma marca que realmente traz confiança é uma marca que “É, Faz e Fala”. Se uma empresa se posiciona como especialista em eficiência operacional, mas internamente vive em caos, atrasos e retrabalho, a incoerência aparece.

SINFORME – Em empresas em fase de crescimento, quem deve liderar a estratégia de comunicação: fundador, marketing ou área comercial? Como evitar que a narrativa se fragmente à medida que o time cresce?

Gabriel Lyra – Marca e branding são coração de qualquer empresa em fase de crescimento que realmente quer evoluir. O fundador tem que ser o principal líder e canal de geração de valor da marca. Dentro das estratégias de branding, o Marketing atrai e o comercial converte. Sobre não perder a narrativa conforme o time cresce, o Manual de Marca (Brandbook) tem todas as diretrizes e formas que a marca tem que se posicionar, parecer e se comunicar com seu público. Assim, evita-se perda de narrativa ao longo do tempo

SebraeLab recebe treinamento gratuito para empresárias em março

O SebraeLab – Parque Tecnológico Biotic, em Brasília, recebe no dia 06 de março de 2026, das 9h às 17h, um treinamento gratuito voltado para empresárias que desejam fortalecer sua marca e estruturar o crescimento em 2026.

A imersão abordará mentalidade estratégica, posicionamento de imagem, organização financeira, criação de receita previsível e amadurecimento profissional. A proposta é apoiar mulheres empreendedoras a saírem do improviso e assumirem uma gestão mais estruturada e lucrativa.

🔗 Inscrições:
https://forms.gle/MYKff8tpmfQbUVym6

26ª edição do Café com Negócios & Conexões reúne ecossistema no Espaço TEIA CAIXA

A 26ª edição do Café com Negócios & Conexões será realizada em 5 de março de 2026, das 8h30 às 12h, no Espaço TEIA CAIXA, localizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Ala Norte, Piso 1, em Brasília.

A programação inclui café da manhã e networking, abertura com Caio Moraes, além da apresentação de iniciativas como o Projeto Mão Borboleta, o Baralho da Divulgação e um panorama sobre Acessibilidade Digital no Brasil, apresentado pela ASSEPRO-DF. O evento também contará com dinâmica colaborativa para construção do mapa de competências do ecossistema.

🔗 Inscrições:
https://www.lojasebraedf.com.br/carrinho/7d0a10259eba33bb812afe6f220843719187eea2

Capacitação no SebraeLab aborda propriedade intelectual como estratégia para negócios de tecnologia

O Sebrae DF realiza, no dia 12 de março de 2026, das 18h às 20h30, no SebraeLab, a capacitação “Propriedade Intelectual para Negócios de Tecnologia”.

Voltado a empresas de TI, games, provedores de internet, startups e empreendedores, o encontro vai abordar proteção de software, registro no INPI, patentes, fortalecimento de marca e questões contratuais com sócios e desenvolvedores, com abordagem prática e dinâmica gamificada.

A palestra será ministrada por Giovanni Barbosa, advogado especializado em Propriedade Intelectual e consultor credenciado do Sebrae.

🔗 Inscrições: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260102

Câmara aprova incentivo fiscal para atrair data centers no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 278/26, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), criando incentivos fiscais para instalação de centros de processamento de dados no Brasil, com foco em computação em nuvem, inteligência artificial e serviços correlatos. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

O regime prevê a suspensão de tributos federais por cinco anos na aquisição de equipamentos destinados aos data centers, incluindo Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e IPI, desde que a empresa esteja em dia com tributos e cumpra contrapartidas. Estas incluem uso de energia limpa ou renovável, sustentabilidade, destinar parte da capacidade ao mercado interno e investimentos em pesquisa e inovação no país.

O governo estima uma renúncia fiscal de cerca de R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão nos dois anos subsequentes. Parlamentares defendem que a medida pode gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico, além de reduzir a dependência de infraestrutura de dados instalada no exterior.

Fonte: Agência Câmara de Notícias – Câmara aprova incentivo fiscal para investimentos em centros de processamento de dados (25/02/2026)
Imagem: Aguinaldo Ribeiro, relator do projeto de lei

 

Soberania tecnológica começa pela indústria nacional, diz artigo de opinião

Por Flávio Costa*

No artigo de opinião publicado no portal Convergência Digital, o autor defende que soberania tecnológica do Brasil deve começar pelo fortalecimento da indústria nacional e pela articulação de políticas públicas que incentivem ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O texto argumenta que a dependência de tecnologias estrangeiras expõe vulnerabilidades econômicas e geopolíticas, e que a indústria local precisa de mais apoio estratégico para competir globalmente.

O autor destaca que medidas como financiamento adequado, formação de mão de obra qualificada e integração entre universidades, centros de pesquisa e empresas são fundamentais para consolidar cadeias produtivas de alta tecnologia. A crítica recai sobre a insuficiente coordenação entre diferentes iniciativas governamentais e a necessidade de priorizar setores com potencial de impacto tecnológico e social.

Conforme o texto, uma abordagem coordenada pode promover eficiência produtiva, gerar empregos qualificados e reduzir a dependência externa, colocando o Brasil em posição mais forte no cenário internacional de inovação.

Fonte: Convergência Digital — Soberania tecnológica começa pela indústria nacional (opinião, 2026)
Imagem: Flávio Costa

Brasil e mais de 40 países lançam “teste supremo” para avaliar grandes modelos de IA

Pesquisadores de mais de 40 países, com participação brasileira, lançaram um novo benchmark global para avaliar o desempenho de ferramentas de inteligência artificial (IA), especialmente grandes modelos de linguagem (LLMs), em áreas amplas do conhecimento.

Batizado de Humanity’s Last Exam (HLE), o teste agrupa 2,5 mil questões distribuídas por dezenas de disciplinas e foi apresentado em um artigo na revista Nature em janeiro. O objetivo é criar uma referência global — chamada de “benchmark supremo” — para medir como diferentes modelos de IA respondem a desafios que envolvem matemática, ciências, humanidades e outras áreas.

A proposta é que o HLE sirva como um padrão rigoroso para comparar novas gerações de IAs, complementando métricas já existentes usadas por desenvolvedoras quando lançam modelos de propósito geral, com respostas claramente verificáveis.

📎 Fonte: Convergência Digital — Brasil e 40 países criam teste supremo para ferramentas de inteligência artificial (02/03/2026)

Fibra reúne indústria do DF para orientar edital da Finep com R$ 100 milhões para o Centro-Oeste

A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) promoveu um encontro com técnicos da Finep para orientar empresários sobre um edital de subvenção econômica que vai destinar R$ 100 milhões a projetos de inovação na região Centro-Oeste. Os recursos são não reembolsáveis e atendem empresas com faturamento de até R$ 90 milhões, desde que apresentem propostas nas linhas de desenvolvimento de produtos, processos ou serviços inovadores alinhados às missões da Nova Indústria Brasil.

Segundo a Fibra, a iniciativa busca fortalecer a competitividade do setor e apoiar a modernização do parque industrial, além de atrair negócios de base tecnológica para ampliar a participação da indústria na economia do DF.

As propostas podem ser enviadas até 18h de 7 de abril, com resultado previsto para 14 de agosto. O Senai-DF e o IEL-DF vão apoiar as empresas no enquadramento dos projetos às regras do edital, e os interessados devem preencher um formulário de triagem no site do Sistema Fibra.

Fonte: Correio Braziliense — “Fibra promove evento para orientar sobre edital que destina R$ 100 mi à indústria” (publicado em 27/02/2026).
Image: Indústria tem espaço para crescer e aumentar a participação na economia do DF, avalia Fibra – (crédito: Fibra)

Busca orgânica passou a influenciar receita e valor de mercado, diz CEO da BP Marketing

Bia Portela afirma que posicionamento no Google impacta ciclo de vendas e passou a influenciar reputação, ciclo de vendas e valor percebido da empresa.

A disputa por espaço na primeira página do Google ultrapassou o campo do marketing digital. Em mercados competitivos, especialmente em tecnologia e serviços especializados, a visibilidade orgânica se converteu em ativo estratégico, capaz de antecipar confiança, reduzir custo de aquisição e moldar a leitura pública da marca.

Nesta entrevista para o Sinforme, a CEO da BP Hub e da BP Marketing, Bia Portela, explica por que estar bem posicionado nas buscas impacta decisões de negócio, como o orgânico cria vantagem competitiva sustentável e quais erros ainda comprometem a presença digital de empresas que querem liderar seus segmentos.

 

Sinforme – Estar na primeira página do Google ainda é uma questão de tráfego ou já se tornou uma questão de posicionamento institucional?
Bia Portela – Não é mais só tráfego, por que o tráfego virou consequência de do posicionamento institucional essencial. Hoje, 70% das decisões B2B (especialmente tech) começam com buscas como “melhor SaaS Brasil”. A empresa que aparece na primeira página do Google cria a percepção de ser líder no seu mercado. Assim, quem domina o topo também passa a sinalizar confiabilidade e inovação. Estudos mostram um aumento de 20% a 30% no valuation das marcas top 3, aumento de parcerias estratégicas e atração de talentos sênior. Além disso, Venture Capital utilizam a presença digital e a visibilidade orgânica nos motores de busca, especialmente o Google, como principal métrica de validação do negócio antes de liberar o funding.

Sinforme – Como a presença orgânica no topo dos resultados influencia a construção de autoridade em mercados competitivos, especialmente para empresas de tecnologia e inovação?
Bia Portela – Falamos que é a construção do E-E-A-T, sigla em inglês que significa experiência, expertise, autoridade e confiabilidade, como nenhum outro canal. Dados da BrightEdge mostram que um aumento da confiança percebida de 2 a 3 vezes entre os top 3. Também reduz churn (perda de clientes) inicial em 15-20% e cria diferenciação em nichos saturados como IA/DevOps. Para tech, significa funis fricção bastante reduzida. Pela minha experiência, eu entendo que é uma vantagem competitiva sustentável que protege a empresa de concorrentes.

Sinforme – Em termos de reputação, qual o risco de deixar a primeira página “vazia” ou dominada por terceiros, como imprensa, concorrentes ou críticas?
Bia Portela – É um risco para os negócios, pois 68% dos usuários formam opinião inicial pelo SERP, as páginas de resultados do motor de busca. Se a primeira página é ocupada apenas por terceiros, a organização passa a depender da interpretação externa. Isso pode ser positivo quando há cobertura qualificada, mas se houver ruído, a marca não terá ativos próprios para equilibrar a percepção. Exemplo: uma notícia negativa no topo pode derrubar sentiment scores em 40%; terceiros (reviews ruins, fóruns) criam “efeito dominó” irreversível sem presença própria.

Sinforme – Existe diferença estratégica entre estar na primeira página por performance comercial e por reconhecimento de marca? Como equilibrar essas dimensões?
Bia Portela – Sim, estratégica e complementar: performance comercial mira palavras-chaves transacionais (“comprar CRM Brasil”) para fundo de funil e vendas diretas; reconhecimento de marca foca informacionais (“tendências cibersegurança 2026”) para awareness e nutrição. Empresas maduras estruturam uma arquitetura de conteúdo que cobre as duas frentes: conversão e construção de reputação técnica. Equilibre com alocação 60/40 (marca/comercial), clusters de conteúdo interligados e tracking GA4 (branded vs. non-branded traffic). O resultado será de funis híbridos com LTV três vezes maior.

Sinforme – Muitos executivos ainda tratam SEO como um tema técnico. O que muda quando a liderança entende busca como ativo estratégico de negócios?
Bia Portela – Muda o nível de investimento e integração. SEO deixa de ser tarefa isolada do marketing e passa a envolver comunicação, produto, dados e até relações institucionais. A busca passa a ser vista como um termômetro de mercado e uma fonte de inteligência sobre comportamento do público. O tráfego orgânico qualificado tende a gerar retorno superior ao longo do tempo, com múltiplos que frequentemente superam cinco vezes o investimento inicial, especialmente quando se considera o aumento de lifetime value de clientes que chegam por canais próprios e constroem relação com a marca de forma contínua.

Sinforme – Em um ambiente em que a decisão começa na pesquisa online, como a primeira página afeta a jornada do cliente e o ciclo de vendas?
Bia Portela – Ela encurta o ciclo. A etapa de consideração se torna mais eficiente quando o potencial cliente encontra conteúdos consistentes, depoimentos, provas sociais e clareza de proposta de valor logo na primeira página. O esforço do time comercial diminui porque parte da credibilidade já foi construída.Dados mostram que acelera ciclos B2B de 6-12 meses para 4-8 semanas, com confiança implícita no topo e redução de objeções, com o Google sendo o o primeiro “vendedor”.

Sinforme – Como você avalia o impacto da inteligência artificial e das respostas sintetizadas (como featured snippets e respostas generativas) na disputa pela primeira página?
Bia Portela – A disputa ficou mais complexa. Hoje não basta ranquear; é preciso estruturar conteúdo de forma que seja elegível para trechos em destaque, respostas diretas e indexação semântica. IA premia estrutura humana: schema markup, FAQs e clusters semânticos garantem visibilidade em 80% dos casos. Para tech, desafio é provar diferenciação (dados proprietários + expertise real) sobre IA genérica, para isso otimize para “conversational search” e mantenha domínio mesmo em respostas sintetizadas.

Sinforme – É possível sustentar presença consistente na primeira página sem uma estratégia integrada de conteúdo, imprensa e reputação digital?
Bia Portela – Absolutamente impossível. Para estar no topo calculamos algo como 50% conteúdo evergreen (clusters E-E-A-T), 30% PR/imprensa (backlinks DA80+ de veículos tech), 20% ORM (monitoramento/supressão negativos). A estratégia isolada de blog não vai sustentar relevância em mercados disputados. A integração com assessoria de imprensa e produção de conhecimento técnico é o pulo do gato para fortalecer o ecossistema digital.

Sinforme – Para marcas que já enfrentaram crise ou desgaste reputacional, qual o papel da primeira página na reconstrução de confiança?
Bia Portela – A primeira página se torna um campo de reorganização narrativa. Produzir conteúdo técnico consistente, cases, posicionamentos institucionais e presença qualificada em veículos confiáveis ajuda a reposicionar a leitura pública. A busca é um dos primeiros lugares onde a confiança é testada.

Sinforme – Se você tivesse que convencer um CEO cético a investir em estratégia de busca, qual argumento usaria para demonstrar retorno concreto — financeiro e reputacional?
Bia Portela – Eu mostraria três métricas: participação em palavras-chave estratégicas do setor, custo de aquisição comparado a mídia paga e impacto na taxa de conversão quando a marca já é conhecida na etapa de pesquisa. A presença na primeira página reduz dependência de anúncios, fortalece percepção de liderança e amplia poder de negociação no mercado. Por exemplo. R$ 100k investidos geram R$ 500k em leads orgânicos perenes, com retorno em 12 meses, mais aumento de 25% em valuation por autoridade percebida, de acordo com McKinsey. Torna-se um seguro patrimonial contra crises e concorrentes.

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