Cientista brasileira desenvolve tecnologia solar que filtra água da chuva

A biotecnologista baiana Anna Luísa Beserra criou uma tecnologia solar sustentável capaz de filtrar e desinfetar água da chuva armazenada em cisternas, tornando-a própria para consumo humano. A solução, chamada Aqualuz, é de baixo custo e já beneficia comunidades rurais no Brasil e em outros países da América Latina, enfrentando a falta de acesso à água potável — um problema histórico em regiões como o Nordeste.

A inventora é fundadora da SDW for All e já desenvolveu outras tecnologias voltadas ao saneamento rural, com impacto socioambiental significativo. O projeto já rendeu reconhecimento internacional a Beserra, que recebeu o prêmio Jovens Campeões da Terra, concedido pela ONU Meio Ambiente, sendo a única brasileira a conquistar essa honraria.

Fonte: Brasil247 — Cientista brasileira cria tecnologia solar que filtra água da chuva, por Aquiles Lins.
Biotecnologista baiana Anna Luísa Beserra desenvolveu uma tecnologia solar capaz de filtrar e desinfetar a água armazenada em cisternas, tornando-a própria para consumo humano. (Foto: Divulgação)

Analistas destacam importância de fundos públicos para inovação, produtividade e transição no Brasil

No editorial “Por que fundos públicos são essenciais para produtividade, inovação e transição no Brasil”, publicado no portal Brasil247, especialistas argumentam que fundos públicos de apoio à ciência, tecnologia e inovação desempenham um papel central no fortalecimento da economia brasileira. Esses mecanismos — como recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e outros fundos setoriais — são apontados como essenciais para reduzir lacunas de financiamento, estimular pesquisa e desenvolvimento (P&D) e elevar a produtividade das empresas e do setor público.

O texto ressalta que, sem uma base sólida de recursos públicos, muitos projetos de tecnologia e inovação enfrentam barreiras de acesso a capital e riscos elevados que desencorajam investimentos privados, principalmente em fases iniciais de desenvolvimento tecnológico. Por isso, mecanismos de fomento público são vistos como instrumentos que podem facilitar a transição digital e tecnológica da economia brasileira, além de promover maior competitividade e sustentabilidade no longo prazo.

Fonte: Brasil247 — Por que fundos públicos são essenciais para produtividade, inovação e transição no Brasil (portal Brasil247).
Por que Fundos Públicos são essenciais para produtividade, inovação e transição no Brasil (Foto: Agência Brasil )

 

Comissão da Câmara aprova projeto que incentiva inovação e tecnologia em regiões com menor IDH

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 6269/2023, que cria incentivos para a implantação e fortalecimento de atividades de inovação e tecnologia em regiões brasileiras com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A proposta segue para análise de outras comissões antes de ser votada no Plenário. (camara.leg.br)

O objetivo do projeto é descentralizar políticas de inovação, ampliando o acesso a incentivos fiscais, financiamentos e apoio técnico para empresas, startups e instituições de pesquisa instaladas em áreas historicamente desfavorecidas no país. A proposta busca reduzir desigualdades regionais por meio da promoção de tecnologia, ciência e empreendedorismo local, fortalecendo ecossistemas inovadores fora dos grandes centros urbanos.

Entre os mecanismos previstos estão a liberação de recursos prioritários para infraestrutura tecnológica, apoio a projetos de P&D, incentivos para capacitação profissional em tecnologia e estímulos à cooperação entre universidades, governo e setor produtivo. A expectativa é que essas medidas contribuam para o desenvolvimento econômico e social das regiões com menor IDH.

Fonte: Câmara dos Deputados — Comissão aprova projeto que incentiva inovação e tecnologia em regiões com menor IDH no Brasil (publicado em 09/02/2026).
Foto: Julio Cesar Ribeiro, relator do projeto de lei

MCTI e Finep lançam R$ 3,3 bilhões em editais para projetos da Nova Indústria Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram, em 6 de fevereiro de 2026, o lançamento de 13 editais com recursos não reembolsáveis de R$ 3,3 bilhões destinados a projetos de inovação e reindustrialização no âmbito da Nova Indústria Brasil (NIB).

Os editais são voltados a empresas brasileiras de todos os portes que apresentem propostas de desenvolvimento tecnológico alinhadas às linhas temáticas da NIB: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional.

A iniciativa busca promover sustentabilidade, autonomia tecnológica, geração de empregos e renda, além de reduzir dependência externa e fortalecer a competitividade nacional. Os recursos poderão ser usados em gastos de pessoal, consultoria, equipamentos e materiais de consumo, entre outros itens financiáveis.

O anúncio foi feito durante reunião do Movimento Empresarial de Inovação (MEI), em São Paulo, e inclui também uma chamada para o Programa Conhecimento Brasil, voltado à atração e fixação de talentos científicos no país.

Fonte: Governo do Brasil — MCTI e Finep anunciam R$ 3,3 bilhões para projetos alinhados à Nova Indústria Brasil (publicado em 6/02/2026).
O anúncio do lançamento dos editais foi feito durante a reunião presencial do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação. Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)

Sinfor-DF avalia inauguração do Na Hora Empresarial como avanço no ambiente de negócios do DF

Centro reúne serviços dispersos no governo e contribui para reduzir entraves administrativos e ampliar previsibilidade regulatória para empresas

A Inauguração da primeira unidade do Na Hora Empresarial representa um passo relevante na racionalização do atendimento público às empresas no Distrito Federal, ao concentrar, em um único espaço, serviços dispersos entre diferentes órgãos. Para a vice-presidente do Sinfor-DF, Lúcia Soares, a iniciativa contribui para reduzir entraves operacionais, ampliar previsibilidade regulatória e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de empresas de tecnologia e inovação. O Sinfor-DF participou da cerimônia de lançamento nesta terça-feira (3).

Instalada no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, a unidade foi concebida para funcionar como um ponto focal de atendimento ao setor produtivo, reunindo serviços essenciais para abertura, regularização, expansão e manutenção de empresas. O espaço tem mais de 500 metros quadrados e capacidade estimada para realizar centenas de atendimentos diários, com a proposta de reduzir deslocamentos, eliminar redundâncias administrativas e acelerar etapas que historicamente impactam o tempo e o custo de operação dos negócios.

A estrutura integra serviços de diferentes áreas do Governo do Distrito Federal e de parceiros estratégicos, como licenciamento de atividades econômicas, vigilância sanitária, consultas urbanísticas, orientações tributárias, regularização de serviços públicos, apoio ao empreendedorismo e procedimentos empresariais junto à Junta Comercial. A concentração desses atendimentos em um único local responde a uma demanda recorrente do setor empresarial por maior coordenação entre órgãos públicos e maior clareza nos fluxos administrativos.

Na avaliação de Lúcia Soares, o desenho do Na Hora Empresarial dialoga diretamente com as necessidades das empresas de tecnologia da informação e comunicação, cujos modelos de negócio dependem de agilidade decisória, segurança jurídica e integração entre diferentes instâncias do poder público. “A iniciativa contribui para um ambiente mais previsível e funcional, condição essencial para que empresas de base tecnológica possam planejar, investir e crescer”, avalia.

Para o Sinfor-DF, o centro também se insere em uma agenda mais ampla de modernização do Estado e fortalecimento do ambiente de negócios, especialmente em um contexto de transformação digital e expansão da economia baseada em conhecimento. A atuação institucional do sindicato junto a iniciativas desse tipo reflete o entendimento de que competitividade e inovação exigem não apenas políticas de fomento, mas também estruturas públicas capazes de operar com eficiência, coerência regulatória e visão sistêmica sobre o ciclo de vida das empresas.

Com a nova unidade, o Distrito Federal passa a contar com um modelo de atendimento empresarial mais integrado, alinhado a boas práticas de gestão pública e às demandas reais do setor produtivo. O Sinfor-DF acompanha esse movimento como parte de seu papel institucional de contribuir para a construção de um ambiente regulatório mais moderno, funcional e aderente às dinâmicas do ecossistema de tecnologia e inovação.

GDF inaugura primeira unidade do Na Hora Empresarial para empreendedores em Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), a primeira unidade do Na Hora Empresarial, espaço voltado exclusivamente ao atendimento de empreendedores do DF. A nova estrutura funciona no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, e foi criada para centralizar serviços públicos essenciais à abertura, regularização e expansão de empresas, com atendimento presencial sem filas nem necessidade de agendamento.

Com área superior a 500 m², a unidade reúne órgãos estratégicos — como DF Legal, Vigilância Sanitária e Junta Comercial — para agilizar processos que antes exigiam visitas a diferentes repartições. A expectativa é realizar mais de 500 atendimentos por dia, contribuindo para reduzir a burocracia e facilitar a rotina de quem empreende na capital federal.

Fonte: Agência Brasília / GDF — GDF inaugura primeira unidade do Na Hora Empresarial para empreendedores (28/01/2026).

Café com Negócios & Conexões chega à 25ª edição com foco em projetos e oportunidades em Brasília

A 25ª edição do Café com Negócios & Conexões será realizada no dia 5 de fevereiro de 2026, no Brasília Game Hub, reunindo empreendedores, instituições e atores do ecossistema local para uma manhã dedicada a networking, apresentação de projetos e troca de experiências.

A programação tem início às 8h30, com café da manhã e networking, seguida da abertura oficial pela ABRING. O evento contará com o momento “Conhecendo os Projetos dos Atores Locais: Iniciativas que Transformam”, com apresentações de diferentes instituições e destaque para o BRB LAB.

Na sequência, ocorre a palestra “Brasília: Vocações e Oportunidades”, abordando potenciais estratégicos da capital. O encontro será encerrado com foto oficial e integração entre os participantes.

Data: 05 de fevereiro de 2026
Local: Brasília Game Hub – Asa Norte

Congresso avança na análise de projetos de lei sobre tecnologia e inteligência artificial em 2026

Em 2026, o Congresso Nacional retoma a análise de propostas legislativas importantes na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e regulamentação da inteligência artificial (IA), em meio a impasses políticos e disputas setoriais. Segundo especialistas, isso inclui o marco legal da IA e outras leis voltadas ao setor digital, como regras para serviços de streaming e regime tributário para data centers.

O texto informa que projetos como o PL 2.338/2023, que cria um sistema nacional de governança da IA coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e integrando cinco ministérios, ficaram sem acordo para votação no fim de 2025 e foram remarcados para continuidade das discussões em 2026.

Especialistas e representantes do setor apontam que a postergação decorre de divergências sobre tributação, direitos autorais e incentivos à inovação tecnológica, e que a expectativa agora é de que o plenário avance com a tramitação assim que as casas legislativas reiniciarem o calendário regular.

Fonte: Convergência Digital — Leis de tecnologia deixam de ser votadas e ficam para 2026, incluindo marco da IA (principal matéria relacionada).

Lei 14.133 redefine regras para fornecedores de TI

A nova Lei de Licitações alterou de forma objetiva a maneira como empresas de tecnologia se posicionam para vender ao setor público. A Lei 14.133/21 ampliou o peso do planejamento, da formação de preço e da governança interna, elevando o nível de exigência para fornecedores de soluções de TIC.

Nesta entrevista exclusiva para o Sinforme, a sócia da Innova4Up e especialista em contratações públicas, advogada Érica Alessandra Silva, detalha como a nova legislação reorganizou a dinâmica competitiva, quais são os erros mais recorrentes das empresas e por que atuar no mercado público deixou de ser uma decisão meramente comercial.

Sinforme — Quais  mudanças a lei 14.133/21 trouxe para para o relacionamento entre governo e fornecedores?
Érica Alessandra Silva — Alterou de forma relevante. A Lei 14.133/21 reforçou o peso da etapa de planejamento. A contratação deixou de ser vista apenas sob uma ótica burocrática e passou a ser orientada por estudo e análise prévia do objeto a ser contratado. Isso envolve a leitura detalhada dos documentos da fase de planejamento, como o Estudo Técnico Preliminar (ETP), prática que, no caso das contratações de TIC, já vinha sendo adotada. As contratações passaram a ser orientadas a resultados e entregas, além da consolidação da modalidade eletrônica como padrão para contratações diretas, salvo justificativa expressa para o formato presencial.

Sinforme — Que tipo de preparo estratégico as empresas de tecnologia ainda subestimam ao olhar apenas para o aspecto jurídico da lei?
Érica — O principal ponto ainda subestimado é a leitura minuciosa do edital e do termo de referência. Muitas empresas ignoram regras essenciais, como o cálculo do fator K e a correta composição da planilha de custos e formação de preço. Isso exige equipes com perfil analítico e domínio das regras específicas de venda para o governo. Outro aspecto pouco observado é o modelo de contratação solicitado, que pode gerar riscos relevantes durante a execução, como impactos logísticos, variação cambial e inviabilidade financeira do contrato.

Sinforme — Do ponto de vista de quem vende soluções de TIC, quais são os erros mais recorrentes quando a nova lei chega à área comercial das empresas?
Érica — Entre os erros mais frequentes estão a ausência de uma análise adequada dos custos diretos e indiretos, a precificação feita sem a participação da equipe operacional e a conferência inadequada do fator K para os diferentes perfis profissionais, o que resulta em propostas mal estruturadas. Também é comum a não utilização dos instrumentos previstos no edital, como pedidos de esclarecimento, recursos administrativos e o estudo de acórdãos dos Tribunais de Contas, que são fundamentais para embasar decisões e reduzir riscos.

Sinforme — O Portal Nacional de Compras Públicas (PNCP) ainda é visto como um repositório de editais. Que tipo de inteligência pode ser extraída por empresas mais maduras?
Érica — O PNCP não deve ser encarado apenas como um repositório. Ele é uma fonte relevante de informações e uma ferramenta importante de transparência. Por meio do portal, é possível consultar o que a administração pública pretende contratar, além do histórico de contratações realizadas e dos valores praticados. Isso permite estudos prévios de mercado e análises estratégicas. Empresas mais estruturadas combinam essas informações com ferramentas privadas para obter vantagem competitiva.

Sinforme — As portarias SGD/MGI nº 750 e nº 1.070 reorganizam o espaço competitivo entre fornecedores?
Érica — Essas portarias reorganizam o mercado ao impor padronização técnica, modelos de contratação e parâmetros salariais mais rígidos, com definição prévia de remuneração. Isso reduz a competição baseada na precarização da mão de obra e favorece empresas capazes de estruturar corretamente suas propostas, com planilhas de custos bem definidas e cálculo adequado do fator K.

Sinforme — O que diferencia uma empresa que “participa de licitações” de uma que constrói presença consistente no mercado público?
Érica — Empresas que vendem de forma estruturada para o governo entendem que, além do fluxo de caixa, existe a possibilidade de faturamento recorrente, que pode se estender por até dez anos. Muitas têm o Estado como cliente principal e constroem reputação de entrega e confiança, sendo chamadas antes mesmo da publicação do edital, como em consultas ou chamadas públicas. Por outro lado, ainda há empresas que entram em licitações sem compreender a lógica interna do órgão contratante e sem uma estratégia definida.

Sinforme — O que muda quando o fornecedor passa a entender planejamento, governança e a forma de decisão do Estado?
Érica — Quando o fornecedor compreende esses elementos, deixa de “adivinhar o edital” e passa a antecipar demandas com base no planejamento plurianual, no orçamento e no Plano Diretor de TIC, todos disponíveis em fontes públicas. As propostas passam a ser alinhadas aos resultados esperados e aos impactos dos serviços públicos, com argumentos de valor que dialogam com riscos, compliance, continuidade e segurança da informação.

Sinforme — Como as novas exigências de governança impactam empresas de TIC em crescimento?
Érica — A Lei 14.133/21 exige, para contratos de grande vulto, a implantação de programas de integridade em até seis meses após a assinatura. Para empresas em crescimento, isso implica a profissionalização da estrutura interna. Não se trata apenas de ter bom código ou infraestrutura, mas de manter controles internos, gestão de riscos, canais de denúncia e processos auditáveis. A lei também reforça a segregação de funções e a responsabilização, o que exige maturidade organizacional para evitar sanções severas, como a declaração de inidoneidade.

Sinforme — Quando não faz sentido disputar uma contratação pública?
Érica — A decisão deve se basear em análise objetiva. É necessário avaliar se a empresa atende aos requisitos de habilitação, especialmente certidões e capacidade técnica comprovada; se possui condições reais de executar o objeto contratado, com equipe capacitada e alinhamento estratégico; e se a participação é economicamente viável, a partir de uma planilha de custos consistente e sustentável.

Sinforme — A segurança jurídica é apontada como um avanço da nova lei. Como isso se traduz na prática?
Érica — A previsibilidade começa com a regulamentação específica, como instruções normativas e portarias setoriais, a exemplo das Portarias SGD/MGI nº 750 e nº 1.070. Soma-se a isso o amplo conjunto de acórdãos dos órgãos de controle, frequentemente utilizados pelas empresas de tecnologia para orientar decisões e reduzir incertezas nas contratações públicas.

Sinforme — Como se preparar para uma estratégia mais estruturada focada no setor público?
Érica — O primeiro ajuste precisa ser na governança. Vender para o governo não é burocracia excessiva, mas organização e disciplina. É fundamental manter certidões em dia, documentos que comprovem capacidade técnica e uma estrutura interna apta a passar por diligências. Sem governança sólida, não há contrato público sustentável. A partir disso, entram as dimensões comercial, técnica e jurídica, sempre de forma integrada.

Artigo defende uso inteligente da Inteligência Artificial no ensino superior

O artigo “Contramanifesto e o estímulo inteligente à utilização da tecnologia” questiona iniciativas que defendem a proibição do uso de inteligência artificial generativa (IA) nos processos de ensino-aprendizagem no ensino superior. O texto argumenta que negar o acesso a tecnologias amplamente utilizadas no mundo real compromete a formação adequada dos estudantes.

A autora compara o atual receio em relação à IA à resistência enfrentada, no passado, pela introdução das calculadoras nas escolas, destacando que grandes disrupções tecnológicas costumam gerar desconforto, mas também impulsionam inovação. Segundo o artigo, a educação precisa evoluir continuamente para acompanhar as transformações sociais e tecnológicas.

O texto defende que a integração consciente da IA em sala de aula pode fortalecer o pensamento crítico, desde que os alunos sejam incentivados a questionar resultados, compreender limites da tecnologia e utilizá-la de forma responsável. Proibir o uso, segundo a análise, tende a estimular práticas ocultas e impede que a universidade cumpra seu papel de preparar os estudantes para o futuro.

O artigo conclui que o ensino superior deve promover curiosidade, reflexão e capacidade crítica, utilizando a tecnologia como aliada no processo educativo, e não como ameaça.

Fonte: Público (Portugal) — Contramanifesto e o estímulo inteligente à utilização da tecnologia, por Joana Mendonça.

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