D2D avança com 5G e promete comunicação contínua em qualquer lugar

A evolução da tecnologia Direct-to-Device (D2D), combinada ao avanço do 5G, está redefinindo o conceito de conectividade ao permitir comunicação direta entre dispositivos e satélites, sem dependência de infraestrutura terrestre tradicional. Esse modelo amplia significativamente a cobertura, eliminando limitações de áreas sem sinal e viabilizando comunicação em praticamente qualquer local.

A integração com o 5G é o principal vetor de escala dessa tecnologia. Com baixa latência e maior capacidade de transmissão, o 5G viabiliza a alternância automática entre redes celulares e satelitais, garantindo conectividade contínua mesmo em deslocamento ou em regiões remotas. Esse mecanismo é considerado crítico para aplicações que exigem disponibilidade constante, como logística, segurança e monitoramento em tempo real.

Na prática, o D2D transforma satélites em extensões das redes móveis, permitindo que smartphones e dispositivos IoT operem sem necessidade de antenas ou adaptações complexas. Isso abre espaço para novos casos de uso em setores como agronegócio, transporte, energia e defesa, além de fortalecer comunicações emergenciais em cenários de desastre ou falhas de infraestrutura.

Apesar do potencial, a adoção ainda enfrenta desafios relevantes, incluindo questões regulatórias, custo para o usuário final e limitações iniciais de capacidade. Mesmo assim, o movimento do setor indica que a convergência entre redes móveis e satelitais deve consolidar um novo padrão de conectividade global, com impacto direto na expansão da economia digital e na universalização do acesso à comunicação.

Fonte: Convergência Digital

Jornada do cidadão redefine acesso a serviços públicos no Brasil

A transformação digital no setor público brasileiro evolui para um novo estágio ao priorizar a chamada “jornada do cidadão”, conceito que reorganiza o funcionamento do Estado a partir das necessidades do usuário. A proposta vai além da digitalização de serviços isolados e busca integrar dados, sistemas e experiências ao longo da vida do cidadão, reduzindo burocracias e tornando o acesso mais simples e previsível.

Esse avanço é sustentado pela integração e interoperabilidade entre órgãos públicos, substituindo estruturas fragmentadas por um ecossistema conectado. Na prática, isso elimina redundâncias — como o preenchimento repetido de informações — e acelera processos em áreas como educação, saúde, benefícios sociais e regularização fiscal.

O Brasil já figura entre os países mais avançados em governo digital desde 2023, segundo a OCDE, resultado não apenas da digitalização de interfaces, mas da construção de infraestruturas públicas robustas. Essas estruturas combinam identidade digital, sistemas de pagamento e compartilhamento de dados em larga escala, ampliando eficiência e escala dos serviços.

Um dos exemplos mais relevantes dessa evolução é o Pix, que se consolidou como infraestrutura essencial não só para o sistema financeiro, mas também para serviços públicos. O uso do sistema em pagamentos de tributos e transferências governamentais reduz custos operacionais, elimina intermediários e amplia o acesso da população a serviços essenciais, reforçando a lógica de simplificação e eficiência na relação entre Estado e cidadão.

Por Sandra Vaz*

Fonte: Convergência Digital

STF se prepara para enxurrada de ações sobre reforma tributária

O Supremo Tribunal Federal iniciou uma consulta pública com instituições para avaliar os impactos da reforma tributária do consumo no sistema de Justiça. A medida, conduzida pelo Centro de Estudos Constitucionais da Corte, antecipa um cenário de forte judicialização a partir das mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional 132.

O diagnóstico central é que a reforma ampliou significativamente a presença de normas tributárias na Constituição, o que tende a elevar o volume de disputas levadas ao STF. A expectativa é de aumento da litigiosidade, impulsionada principalmente por conflitos interpretativos sobre os novos tributos, como a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal).

Um dos principais problemas identificados é a divisão de competências: enquanto a CBS será julgada pela Justiça Federal, o IBS ficará sob responsabilidade da Justiça Estadual, apesar de ambos terem regras semelhantes. Esse modelo pode gerar decisões divergentes, ampliando a insegurança jurídica justamente no momento de implementação do novo sistema, previsto para 2027.

Diante desse risco, o STF avalia alternativas para uniformizar entendimentos, incluindo estruturas híbridas de julgamento, maior coordenação institucional e até concentração de processos. As contribuições das instituições serão recebidas até 30 de maio de 2026 e servirão de base para propostas que busquem reduzir conflitos e garantir maior previsibilidade jurídica.

Fonte: Convergência Digital

Edital de R$ 300 milhões impulsiona tecnologias digitais avançadas no Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Finep, lançou um edital de R$ 300 milhões para apoiar projetos de desenvolvimento de tecnologias digitais avançadas no país. A iniciativa integra o programa Mais Inovação Brasil e busca acelerar a transformação digital da indústria nacional, com foco em soluções de alto impacto tecnológico.

O edital prioriza áreas estratégicas como inteligência artificial, computação avançada (incluindo computação quântica), semicondutores, fotônica, comunicações avançadas e outras tecnologias críticas para a soberania digital. O objetivo é estimular a criação de produtos, processos e serviços inovadores que elevem a competitividade das empresas brasileiras em mercados globais.

Voltado a empresas de diferentes portes, o programa oferece subvenção econômica, ou seja, recursos não reembolsáveis para projetos com elevado grau de risco tecnológico. A seleção ocorre em fluxo contínuo, com análise de mérito técnico, potencial de inovação e capacidade de execução das propostas. O prazo para submissão vai até 30 de setembro de 2026 ou até o esgotamento do orçamento.

A medida faz parte da estratégia nacional de reindustrialização e fortalecimento do ecossistema de inovação, incentivando a aproximação entre empresas e instituições científicas e tecnológicas. A expectativa é ampliar a autonomia tecnológica do Brasil e posicionar o país de forma mais competitiva em setores digitais considerados críticos no cenário internacional.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

AGU vai avaliar impacto da IA nas eleições e propor diretrizes de uso

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do Observatório da Democracia, iniciou a elaboração de um estudo para avaliar o impacto da inteligência artificial no processo eleitoral brasileiro. A decisão foi tomada em 8 de abril de 2026, durante reunião do conselho gestor do órgão.

O objetivo é analisar tanto os riscos — como manipulação de opinião pública e disseminação de desinformação — quanto os usos positivos da tecnologia para ampliar o acesso à informação qualificada durante as eleições.

O estudo deve resultar em recomendações práticas, como manual, código de uso ou diretrizes para aplicação de IA generativa no contexto eleitoral. A entrega está prevista para junho de 2026, antes do pleito.

O impacto direto é a criação de bases regulatórias para uso da IA em eleições, com foco em proteger a integridade do processo democrático e mitigar riscos de desinformação em larga escala.

Fonte: Convergência Digital + AGU

Coalizão pelo Impacto realiza encontro sobre negócios de impacto e economia criativa no DF

A Comunidade Coalizão pelo Impacto promove, no dia 24 de abril de 2026, em Brasília, um encontro voltado à troca de experiências e fortalecimento do ecossistema de impacto. O evento será realizado no SebraeLab DF e reunirá participantes para debater negócios de impacto e economia criativa.

A programação inclui bate-papo com especialistas e apresentação de case local do Galpão Casa do Design Brasileiro, com foco em aprendizados práticos e oportunidades de conexão.

O impacto esperado é ampliar a articulação entre empreendedores, iniciativas e organizações, incentivando colaboração e desenvolvimento de soluções com impacto social e econômico.

Data: 24/04/2026
Horário: 14h
Local: SebraeLab DF
Inscrição: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260329

BNDES financia R$ 300 milhões à Positivo Tecnologia para expansão em inteligência artificial

O BNDES aprovou financiamento de até R$ 300 milhões para a Positivo Tecnologia, com foco no plano de inovação da companhia para o período de 2026 a 2028.

Os recursos serão destinados a pesquisa e desenvolvimento, incorporação de inteligência artificial em produtos e serviços e modernização de processos industriais, incluindo iniciativas alinhadas à Indústria 5.0.

O investimento será dividido entre duas frentes principais: ampliação do portfólio com soluções baseadas em IA para consumidores e empresas, e aumento da eficiência operacional com uso de tecnologias inteligentes na produção e logística.

O financiamento faz parte do programa BNDES Mais Inovação e também contribui para melhorar a estrutura financeira da empresa, reduzindo custos e ampliando capacidade de investimento.

O impacto estratégico é o fortalecimento da indústria nacional de tecnologia, com aumento da competitividade da Positivo e avanço na democratização do uso de inteligência artificial no Brasil.

Fonte: Convergência Digital + BNDES / CNN Brasil

Tecnologia e natureza deixam de ser opostos e passam a convergir na economia

O artigo defende que a relação entre tecnologia e natureza está mudando de um modelo histórico de conflito para um cenário de convergência, no qual inovação passa a ser instrumento central para regeneração ambiental e geração de valor econômico.

Nas últimas décadas, o avanço tecnológico foi associado à exploração intensiva de recursos naturais. No entanto, esse paradigma está sendo substituído por soluções que integram eficiência produtiva com sustentabilidade, como energias renováveis, bioeconomia e tecnologias de monitoramento ambiental.

O texto destaca que essa transição não é apenas ambiental, mas econômica e estratégica: mercados, investimentos e políticas públicas começam a privilegiar modelos que conciliam crescimento com preservação. A agenda ESG deixa de ser periférica e passa a influenciar decisões centrais de negócio e alocação de capital.

O impacto direto é a redefinição do modelo de desenvolvimento: empresas e países que conseguirem integrar tecnologia e natureza terão vantagem competitiva em uma economia orientada por descarbonização, eficiência e inovação sustentável.

Fonte: Capital Reset

GDF lança edital do Prêmio Ipê de Inovação em Transparência 2026

O Governo do Distrito Federal lançou o edital do Prêmio Ipê de Inovação em Transparência 2026, iniciativa do Conselho de Transparência e Controle Social, por meio da Controladoria-Geral do DF (CGDF), voltada a reconhecer práticas inovadoras que ampliem o acesso à informação pública.

A premiação é destinada a órgãos e entidades do GDF que tenham implementado iniciativas já em funcionamento, com impacto positivo para a população, especialmente na transparência ativa e no fortalecimento do controle social.

Os projetos serão avaliados com base em critérios como inovação, qualidade do acesso à informação, potencial de fiscalização pela sociedade e uso de linguagem simples para comunicação pública.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas entre 3 de agosto e 4 de setembro de 2026, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

O impacto direto é o estímulo à cultura de transparência e à modernização da gestão pública, incentivando soluções que tornem o governo mais acessível, eficiente e conectado com a sociedade.

Data / prazo
Inscrições: 03/08 a 04/09/2026

Fonte: Agência Brasília / CGDF
Foto: Divulgação/CGDF – Para concorrer, as iniciativas devem estar em funcionamento e apresentar impactos positivos para a população do DF

GDF lança carretas do Gamifica e amplia capacitação digital para 23,5 mil pessoas

O Governo do Distrito Federal lançou duas carretas tecnológicas do programa Gamifica para ampliar o acesso à capacitação em tecnologia, jogos digitais e economia criativa. As unidades móveis se somam a 16 polos fixos e elevam a capacidade de atendimento para até 23,5 mil jovens e adultos até novembro de 2026.

As carretas oferecem cerca de 20,2 mil vagas em oficinas práticas nas áreas de design, desenvolvimento e marketing de jogos, permanecendo por cerca de duas semanas em cada região administrativa.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, busca aproximar estudantes da rede pública de áreas com alta demanda no mercado, incluindo inteligência artificial, audiovisual e desenvolvimento de games.

O impacto direto é a ampliação da inclusão digital e da formação profissional, conectando jovens a oportunidades na economia digital e fortalecendo o ecossistema tecnológico do Distrito Federal.

Lançamento: 22/04/2026
Local: Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) – Cruzeiro (DF)

Fonte: Agência Brasília / Jornal de Brasília
Foto: Celina Leão: “Vamos também alinhar e fortalecer as iniciativas de robótica nas escolas públicas, ampliando programas já existentes e integrando ações como essa, para aumentar o alcance e as oportunidades para os estudantes” – Lúcio Bernardo Jr.

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