Projeto de Distrito de Tecnologia em Brasília avança com criação de S.A.

Iniciativa, voltada para todas as empresas de Tecnologia da Informação do DF, consolida Brasília como um polo de inovação

O projeto do Brasília Tech Hub, futuro distrito de tecnologia e inovação da capital federal, avançou com a formalização da sociedade anônima que irá estruturar o empreendimento e com a contratação de um executivo responsável pela condução da iniciativa. As decisões foram tomadas na segunda-feira, 12 de dezembro, durante reunião com o Conselho, e tratou da consolidação jurídica do projeto, da governança e dos próximos passos para a implementação.

A previsão é de que até o fim de janeiro, os estudos preliminares do projeto estejam prontos, com o detalhamento arquitetônico do complexo, que incluirá número de torres, por exemplo. No mesmo período, está previsto um roadshow para apresentar o projeto a empresas interessadas em ingressar na sociedade como novas acionistas.

A entrada de novos sócios deverá ocorrer por meio de janelas específicas de abertura de capital, com a primeira prevista para o fim de janeiro. Todas as empresas de Tecnologia da Informação podem fazer parte do Brasília Tech Hub. As empresas interessadas poderão conhecer o projeto, desde a concepção até as etapas futuras, em um evento público de apresentação, no início do próximo ano.

Presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, recebe prêmio AI EXPERIENCE Awards 2025

Evento em Brasília reuniu representantes do setor público, pesquisadores e executivos para destacar iniciativas que impulsionam o uso de IA no país

O fortalecimento de Brasília como referência nacional em tecnologia e inovação tem sido sustentado por lideranças que transformam visão em política pública e oportunidades concretas para empresas e cidadãos. Nesse contexto, o presidente do Sinfor-DF, o empresário Carlos Jacobino recebeu o prêmio Personalidade de IA no EXPERIENCE Awards 2025.

“A Inteligência Artificial está permitindo que Brasília avance com mais precisão nas escolhas que moldam seu futuro. Cada movimento que amplia a presença da tecnologia no cotidiano do cidadão fortalece a competitividade do nosso território. Esse prêmio alcança todas as pessoas que constroem esse ambiente em que inovação se traduz em novos serviços públicos, novas empresas e mais oportunidades”, afirma Jacobino.

O prêmio é organizado pela Giant Inovação e reuniu representantes do setor público, pesquisadores e executivos para reconhecer iniciativas que impulsionam o uso da Inteligência Artificial no país. A edição deste ano destacou a expansão de projetos de IA em áreas estratégicas e a crescente integração entre governo, empresas e universidades.

Segundo a coidealizadora do AI EXPERIENCE e head de Relacionamentos Estratégicos da GIANT Inovação, Eliane Raye Vallim, a premiação busca evidenciar contribuições que influenciam a modernização de serviços públicos, a competitividade empresarial e a formação de profissionais para setores tecnológicos em ascensão.

Nos últimos anos, Jacobino tem atuado em iniciativas que aproximam empreendedores, governo e instituições de pesquisa em projetos de transformação digital no Distrito Federal. Ele participa de articulações que buscam ampliar o uso de soluções baseadas em IA em serviços públicos e em programas de qualificação tecnológica, movimento que contribui para o fortalecimento do ecossistema local de inovação.

Vice-governadora do DF, Celina Leão, também é homenageada

Também foram homenageados a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; o diretor de tecnologia da Microsoft Brasil, Ronan Damasco; o professor Anderson Soares, da Universidade Federal de Goiás, responsável pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial; e o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal, Fernando Brites; o Presidente da FAPDF, Leonardo Reisman; o Presidente da BIOTIC, Gustavo Henrique.

Em comum, os premiados atuam em frentes distintas ligadas ao avanço da inovação e à adoção de novas tecnologias em escala regional e nacional.

“A presença de lideranças públicas e privadas na lista de reconhecidos reflete a consolidação de Brasília como um polo emergente de inovação”, explica a coaidealizadora do prêmio. A capital tem recebido centros de pesquisa, programas de incentivo e eventos dedicados à modernização da administração pública e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliando sua participação no cenário nacional de tecnologia.

Presidente do Sinfor-DF defende criação de Conselho de Transformação Digital e empresa pública de TI durante reunião do Codese-GDF

Propostas apresentadas pelo Sinfor-DF visam fortalecer a transformação digital no Distrito Federal, ampliar a oferta de serviços públicos modernos e reduzir barreiras burocráticas para inovação.

O presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, defendeu que o Governo do Distrito Federal priorize investimentos em tecnologia nas áreas de educação, saúde, telemedicina e segurança pública, após um ciclo intenso de obras públicas, com mais de seis mil entregues. A declaração foi feita, nesta quinta-feira (4/12), durante a 6ª Reunião de Governança do Codese-GDF, no auditório do Sinduscon-DF.

Jacobino reforçou a necessidade de elevar o desempenho do Distrito Federal no Índice ABEP-TIC de Oferta de Serviços Públicos Digitais (IOSPD). Embora reconheça avanços recentes, como melhorias nos canais de atendimento, entre eles o 156, ele destacou que o DF ainda tem grande potencial de evolução, especialmente quando comparado a outros estados brasileiros.

Para acelerar esse processo, o Sinfor-DF apresentou ao governo a criação do Conselho de Transformação Digital do Distrito Federal e a instituição de uma empresa pública de tecnologia da informação. Segundo Jacobino, o DF é a única unidade da federação sem uma estrutura dedicada exclusivamente à transformação digital, tarefa atualmente vinculada à Secretaria de Economia. “A ausência desse órgão gera entraves burocráticos e dificulta a atração de projetos de inovação voltados ao cidadão”, explicou.

Apesar dos desafios, o dirigente destacou avanços no ecossistema local de inovação, como o fortalecimento do Parque Tecnológico de Brasília e a tramitação do PL 2.038, de autoria da deputada Doutora Jane, que inclui o evento Brasília Mais TI no calendário oficial do Distrito Federal. A edição mais recente reuniu cerca de 24 mil participantes, com 90% do financiamento oriundo da iniciativa privada. Para 2026, a expectativa é ampliar a participação do governo, tanto no apoio estrutural e financeiro quanto na apresentação de soluções govtech.

Jacobino também defendeu o restabelecimento do repasse de 2% da receita corrente líquida à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), conforme previsto na legislação. Ele lembrou que cada R$ 1 investido em inovação pode gerar retorno de até R$ 12 à economia local.

 

Presidente do SINFOR-DF recebe a Medalha do Mérito Buriti por contribuição ao avanço tecnológico no Distrito Federal

O presidente do SINFOR-DF, Carlos Jacobino, recebeu a Medalha do Mérito Buriti, nesta quarta-feira (3/11). A medalha é uma das principais condecorações do Governo do Distrito Federal, destinada a personalidades que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento regional. A cerimônia ocorreu na Ala Oeste do Ulysses Centro de Convenções,

Na avaliação de Jacobino, a homenagem ocorre em um momento de consolidação do ecossistema de tecnologia e inovação no Distrito Federal, impulsionado por empresas de software e serviços digitais, instituições de ensino voltadas à formação de profissionais para a economia digital e políticas públicas que ampliam o acesso à inovação. O reconhecimento destaca o papel estratégico do setor de TI na competitividade e no crescimento econômico da região.

O presidente do Sinfor-DF explica que a medalha representa um marco coletivo. “O que realmente importa é o que essa homenagem sinaliza sobre o DF. A capital está colocando tecnologia, educação e desenvolvimento econômico no centro das decisões. Recebo essa medalha como parte de um movimento que organiza o território para gerar valor a partir do conhecimento, onde competitividade e inclusão caminham juntas”, afirmou.

Jacobino destacou ainda que o avanço tecnológico observado nos últimos anos resulta de uma rede formada por empreendedores, universidades, gestores públicos e jovens talentos. No DF, explica, há uma articulação que se traduz em novas oportunidades, empresas mais competitivas e iniciativas que fortalecem a economia do conhecimento.

Criada para reconhecer serviços relevantes prestados à administração pública e ao desenvolvimento regional, a Medalha do Mérito Buriti reforça a importância do setor de tecnologia como vetor econômico e educacional. O SINFOR-DF tem atuado na aproximação entre governo, setor produtivo e academia, contribuindo para o amadurecimento do ambiente de inovação e para a formação de profissionais qualificados.

Transformação digital exige cultura de inovação e inclusão, alerta Sinfor-DF

Carlos Jacobino destaca que a Indústria 5.0 recoloca o ser humano no centro da tecnologia e cobra políticas de longo prazo para competitividade industrial

O Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) participou da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, realizada no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), nesta segunda-feira (14). O evento reuniu especialistas, empresários e gestores públicos para discutir como a Inteligência Artificial, o Big Data e a Internet das Coisas (IoT) podem impulsionar a competitividade industrial brasileira.

Durante o painel “Transformação Digital: Inteligência Artificial, Big Data, Dados e IoT”, o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, destacou que a Indústria 5.0 recoloca o ser humano no centro da inovação tecnológica.

“A indústria 4.0 buscou eficiência e automação. A 5.0 deve ir além: usar a tecnologia a favor do bem-estar social, da sustentabilidade e da integração entre homem e máquina”, afirmou.

Jacobino reforçou que a digitalização é inevitável, mas ainda desigual. “O desafio é garantir acesso, cultura digital e capacitação em toda a base empresarial. Quem não se adaptar será descontinuado pelo mercado. O futuro exige agilidade e cooperação”, disse.

Inovação e cultura do risco

Os debates também abordaram a aversão ao risco e a insegurança jurídica como barreiras à inovação.

“Nos Estados Unidos, o empreendedor pode falir e recomeçar. No Brasil, o passivo trabalhista e tributário impede isso. Sem ambiente favorável, a inovação não prospera”, destaca Jacobino, citando o Índice Global de Inovação, que coloca o país abaixo na 52ª posição mundial.

Educação e inclusão digital

Representantes da academia e de startups apontaram a carência de formação técnica aplicada e letramento digital, especialmente em pequenas e médias empresas.

“Não há transformação digital sem educação básica sólida e ensino técnico conectado à realidade produtiva”, reforçou o dirigente.

Os participantes também destacaram a importância do ensino bilíngue e da ampliação da conectividade, lembrando que 95% da população brasileira não fala inglês, o que reduz a capacidade de absorver tecnologias globais.

Política nacional de transformação digital

O painel concluiu que a inovação deve ser tratada como política de Estado, com metas de longo prazo, financiamento e integração entre governo, empresas e universidades.

“A transformação digital não pode depender de governos. É um projeto nacional de desenvolvimento e de Estado”, afirmou Jacobino.

Sinfor-DF defende foco estratégico e governança em rede para impulsionar o ecossistema de inovação do Distrito Federal

Presidente Carlos Jacobino reforça a importância das compras públicas e da definição de uma vocação tecnológica para tornar Brasília centro de referência em inovação.

O presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, defendeu a necessidade de uma agenda comum, entre governo, setor privado, academia e sociedade civil, para o desenvolvimento tecnológico do Distrito Federal.

Jacobino participou do painel “Governança para o Desenvolvimento Territorial”, durante o Eli Summit DF 2025, no SebraeLab, no Parque Tecnológico de Brasília. Entre os debatedores estavam: o coordenador do núcleo de Inovação Territorial no SEBRAE Nacional, Marcus Vinícius Bezerra, o Diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da FIBRA, Graciomário de Queiroz, e coordenador da Residência Tecnológica da Universidade Católica de Brasília, professor Santana.

De acordo com o presidente do Sinfor-DF, o setor público tem papel decisivo na dinamização do ecossistema local de inovação. “O governo é o principal motor do desenvolvimento. Quando ele não compra, as empresas locais não conseguem se desenvolver”, afirmou.

Ele destacou que, embora o governo do Distrito Federal tenha avançado na infraestrutura, ainda há um grande desafio no campo da tecnologia. “É preciso modernizar, adotar tecnologias mais eficientes e estimular o mercado local por meio da inovação e da compra pública”, reforçou.

Três pilares estruturais: segurança jurídica, funding e compras públicas

Jacobino defendeu que o fortalecimento do ecossistema depende de três pilares fundamentais:

  1. Segurança jurídica, que garanta estabilidade e confiança aos investidores;
  2. Funding, com linhas de financiamento adequadas ao setor;
  3. Compras públicas inovadoras, que priorizem soluções desenvolvidas por empresas brasileiras.

“Nos anos 1990, o Brasil tinha empresas que desenvolviam bancos de dados próprios. Hoje, só se compra soluções estrangeiras. Precisamos recuperar nossa capacidade de produzir tecnologia, com o Estado atuando como indutor”, afirmou.

Definir uma vocação para Brasília

Para o presidente do Sinfor-DF, o grande desafio do Distrito Federal é definir sua vocação tecnológica, assim como fizeram ecossistemas de sucesso ao redor do mundo, em países como Israel, Singapura e Emirados Árabes.

“Para quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar serve. Precisamos de foco e direção. Brasília tem potencial para se tornar referência em GovTech, desenvolvendo soluções tecnológicas para o setor público — e isso inclui educação, saúde, segurança e gestão”, destacou.

Com uma vocação clara, explicou Jacobino, será possível alinhar a formação acadêmica, a produção científica e o investimento privado, gerando sinergia entre os diferentes atores do ecossistema: governo, universidades, empresas e sociedade civil.

Visão de futuro: Brasília como centro de soluções

Carlos Jacobino reforçou ainda que o Sinfor-DF continuará liderando esforços pela construção de uma governança em rede, capaz de unir propósitos e acelerar resultados para o Distrito Federal.

“Nosso objetivo é fazer de Brasília um centro de referência em soluções tecnológicas. Queremos que, quando o mundo buscar inovação para resolver desafios reais, olhe para o Distrito Federal e reconheça aqui um polo de excelência”, afirma.

Sinfor-DF é reconhecido como Instituição Protagonista no Prêmio País Digital 2025

Reconhecimento nacional destaca o papel do Sinfor-DF na consolidação de Brasília como um dos principais polos de tecnologia e inovação do país.

O Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) foi reconhecido nacionalmente com o Prêmio Instituição Protagonista País Digital 2025, concedido pelo movimento Brasil, País Digital, com apoio da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). A premiação ocorreu durante o ABES Summit 2025, realizado no JW Marriott Hotel, em São Paulo, e destacou o papel de instituições que têm impulsionado a transformação digital no país.

O reconhecimento marca um importante momento para o setor de tecnologia do Distrito Federal, que vem consolidando sua posição como um dos ecossistemas mais dinâmicos e inovadores do Brasil. “Esse prêmio representa o esforço coletivo de empresas, empreendedores e instituições que acreditam no potencial de Brasília como capital da tecnologia”, afirmou o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, ao receber a homenagem.

O Prêmio Brasil, País Digital chegou à edição de 2025 com quatro categorias principais: Embaixador(a), Protagonista, Instituição Protagonista e Soluções Mais Admiradas. As indicações reconhecem pessoas, organizações e empresas que, por meio de suas iniciativas, contribuíram para o avanço tecnológico e a democratização do acesso digital em todo o território nacional.

Na categoria Instituição Protagonista, da qual o Sinfor-DF foi vencedor, a comissão avaliadora considerou critérios como impacto regional, contribuição para políticas públicas de inovação, articulação setorial e resultados mensuráveis no fortalecimento do ambiente de tecnologia e inovação. O sindicato vem se destacando pela liderança em projetos como o Distrito de TI, a Mostra Brasília Mais TI e iniciativas de formação e governança colaborativa entre governo, academia e empresas.

Segundo a ABES, a categoria busca valorizar entidades que “transformam a inovação em realidade e constroem um Brasil mais digital, inclusivo e sustentável”.

Ações concretas em prol da digitalização do país

Criado para reconhecer agentes de transformação, o movimento Brasil, País Digital tem como missão inspirar ações concretas em prol da digitalização do país. Ao longo dos últimos anos, o Sinfor-DF tem sido uma das principais vozes desse processo, atuando na defesa da indústria local, no incentivo ao empreendedorismo tecnológico e na promoção de políticas voltadas à economia digital.

A entrega do prêmio reforça o papel de Brasília como referência nacional em tecnologia e inovação. “Receber esse reconhecimento é uma honra, mas também um compromisso de continuar trabalhando por um ecossistema mais integrado, competitivo e preparado para os desafios da nova economia digital”, completou Jacobino.

Vice-presidente executiva do SINFOR-DF recebe moção da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Lúcia Soares foi reconhecida, em sessão solene, entre as mulheres líderes em ciência, tecnologia e inovação do DF

A vice-presidente executiva do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (SINFOR-DF), Lúcia Soares, foi homenageada com uma moção de reconhecimento durante sessão solene realizada nesta quarta-feira (24), na Câmara Legislativa do DF (CLDF). A cerimônia, proposta e presidida pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada distrital Doutora Jane (Republicanos), destacou a trajetória de mulheres que ocupam posições de liderança na ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

Ao agradecer a homenagem, Lúcia lembrou que ingressou no setor há mais de duas décadas, quando a presença feminina em cargos de liderança era rara. “Naquela época, as mesas de decisão eram formadas quase exclusivamente por homens. Avançamos e, hoje no Sinfor-DF, metade da chapa do atual presidente é composta por mulheres. Mas ainda há muito por fazer, porque encontramos poucas meninas em laboratórios e em cursos de tecnologia. Este reconhecimento é também um chamado para inspirarmos as próximas gerações”, afirmou.

Na abertura da sessão, a deputada Dra. Jane destacou o papel estratégico das mulheres no desenvolvimento científico e tecnológico do país. “O futuro do DF e do Brasil passa pelo talento e pela inovação. E não há inovação sem diversidade, sem equidade, sem a presença ativa das mulheres”, disse. A parlamentar reconheceu os obstáculos enfrentados pelas profissionais da área, como barreiras culturais, falta de oportunidades e a solidão em ambientes majoritariamente masculinos. “Não aceitaremos que o talento feminino seja desperdiçado. Queremos que ele seja motor de desenvolvimento, geração de renda e transformação social”, completou.

Líder de comunicação do Grupo Mulheres do Brasil, a pesquisadora e jornalista Marcela Souza, também participou da mesa e apontou o desafio de aumentar a presença feminina na tecnologia. “Temos maioria de mulheres nas universidades e no empreendedorismo, mas não na ciência e na inovação. Esse é um gargalo mundial que precisa ser enfrentado com políticas públicas e também com responsabilidade individual”, afirmou. Segundo ela, as jovens precisam ver exemplos que as inspirem: “É fundamental que entendam que são capazes de ser cientistas, desenvolvedoras e programadoras”.

O SINFOR-DF ressaltou que a homenagem a Lúcia Soares simboliza não apenas o reconhecimento de sua trajetória, mas também a defesa da diversidade como um ativo estratégico para o setor de tecnologia.
“Valorizar as mulheres é valorizar a inovação e o futuro do Distrito Federal”, destaca do o presidente da instituição, Carlos Jacobino.

A trajetória de Lúcia Soares na tecnologia do DF

A vice-presidente executiva do SINFOR-DF, Lúcia Soares da Silva, é considerada uma das protagonistas da história recente da tecnologia da informação no Distrito Federal. Sua atuação no setor começou em 2001, quando passou a integrar a gestão do sindicato ao lado do então presidente Antônio Fábio Ribeiro. Desde então, tem se dedicado a fortalecer o ecossistema local de tecnologia, conectando pessoas, criando oportunidades e transformando inovação em desenvolvimento.

Ao longo de mais de duas décadas, Lúcia participou de iniciativas que marcaram o setor. Esteve na equipe que implantou o Arranjo Produtivo Local de TIC (APL-TIC-DF), responsável por ampliar a competitividade das empresas locais. Também foi peça-chave na consolidação do SINFOR-DF como interlocutor entre governo, academia e setor produtivo.

Entre suas realizações estão a criação da Mostra Brasília Mais TI e do Prêmio SINFOR de TI. A Mostra, que ela coordena desde a primeira edição, tornou-se um dos principais espaços de acesso à inovação no país. Já o prêmio, em 14 edições, destacou soluções e talentos que reposicionaram o DF como referência em inovação.

Seu trabalho foi reconhecido em 2017, quando recebeu da Câmara Legislativa o título de “Personalidade Parceira da TI”. Em 2022, trouxe para Brasília a franquia Super Geeks, voltada à formação de crianças e adolescentes em programação e pensamento computacional.

Hoje, como 1ª vice-presidente executiva do SINFOR-DF, Lúcia mantém o foco em três frentes: ampliar a participação de mulheres na tecnologia, criar oportunidades para jovens talentos e startups e defender políticas públicas que impulsionem a economia digital do DF.

Sua trajetória, avaliam colegas do setor, é também um legado: o de ajudar a consolidar Brasília como capital da tecnologia no Brasil e mostrar que inovação é, antes de tudo, sobre pessoas e oportunidades.

Homenageados pela CLDF reforçam importância do papel feminino na ciência e tecnologia

As lideranças, que compuseram a mesa da sessão solene, (Vice-presidente executiva do SINFOR-DF recebe moção da Câmara Legislativa do Distrito Federal) ressaltaram o papel das mulheres na ciência, tecnologia e inovação e compartilharam experiências de suas trajetórias no setor.

Silvia Marruá, presidente da Embrapa

A presidente da Embrapa, Silvia Marruá, lembrou que é a primeira mulher a assumir o comando da instituição em 50 anos. Pesquisadora de carreira desde 1989, ela destacou que sua formação em computação e atuação no agronegócio sempre foram marcadas pela predominância masculina.

“Quando entrei na Embrapa, em 1989, a diretoria tinha apenas uma mulher, como se fosse uma cota. Hoje, nossa gestão é majoritariamente feminina. Isso não significa substituir, mas somar, porque a complementaridade entre homens e mulheres enriquece a gestão”, afirmou.

Ela ressaltou o impacto de pesquisas lideradas por mulheres, citando a tecnologia de fixação biológica de nitrogênio, desenvolvida pela pesquisadora Johana Döbereiner, que gera economia anual de R$ 16 bilhões ao Brasil. “Esse é um exemplo da importância da liderança feminina na ciência”, afirmou.

Rose Rainha, superintendente do Sebrae-DF

A superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, parabenizou a deputada Dra. Jane pela iniciativa e disse que as homenageadas foram escolhidas “a dedo”. Para ela, o reconhecimento é uma forma de “trazer luz ao trabalho gigantesco e desafiador de tantas mulheres”.
Rose destacou ainda a presença da brasileira Mônica Monteiro na presidência do BRICS Woman e relembrou um encontro do grupo na Rússia. “Me emocionei ao ver a alegria de uma mulher que há apenas um ano podia tirar carteira de motorista. Isso mostra o quanto o Brasil já avançou e como nossas mulheres ocupam posição de destaque”, disse.

Leonardo Reisman, presidente da FAP-DF

De acordo com o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF), Leonardo Reisman, a presença feminina em tecnologia ainda é baixa: cerca de 20% no mercado e 30% em cursos das áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Ele explicou que essa limitação está ligada ao chamado “teto de vidro” e defendeu a divulgação de exemplos inspiradores. “Precisamos que os modelos de referência cheguem até as estudantes, para que elas se sintam capazes de ocupar esses espaços”, afirmou.

José Aparecido, presidente da Fecomércio-DF

O presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido, afirmou que as mulheres estão “começando a reagir” e a ocupar espaço na tecnologia. Ele lembrou que a entidade foi a primeira no país a criar uma Câmara de Mulheres Empreendedoras, iniciativa que hoje tem alcance nacional.

Aparecido destacou ainda a participação feminina no empreendedorismo do DF. “Trinta e duas em cada cem empresas abertas são de mulheres. Além disso, 42% dos lares são chefiados por elas e 84% das compras no comércio são feitas por mulheres”, disse.

Laura Oliveira, vice-presidente do CODESE

A vice-presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (CODESE), a empresária Laura de Oliveira Vieira, relatou sua experiência em um curso de eletrotécnica há mais de 30 anos, quando apenas seis mulheres estavam em uma turma de 50 alunos. “Três concluíram o curso, o que mostra como o desafio sempre foi grande”, afirmou.Ela defendeu a multiplicação de iniciativas como a sessão solene e destacou as dificuldades para fechar turmas de cursos de tecnologia voltados exclusivamente para mulheres em regiões periféricas. “Os laboratórios continuam intensamente masculinos. Precisamos trazer essa pauta também para os homens e multiplicar ações todos os dias”, disse.

Regulação da IA precisa acompanhar a velocidade da tecnologia, apontam especialistas

Painel no Brasília Mais TI discutiu desafios da regulação da inteligência artificial e das plataformas digitais no Brasil, destacando riscos para a inovação, a necessidade de marcos flexíveis e a importância da formação de talentos.

No terceiro dia do Brasília Mais TI, especialistas alertaram que a regulação da inteligência artificial e das mídias sociais precisa evoluir no ritmo da tecnologia para garantir segurança sem frear a inovação. O debate, mediado pelo diretor de Relações Governamentais da ABES, Marcelo Almeida, apontou caminhos para um equilíbrio entre governança, competitividade e inclusão digital.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Andriei Gutierrez, chamou atenção para a falta de clareza nos projetos em tramitação. “A regulação deve focar no uso da tecnologia e não na tecnologia em si. Definir riscos e obrigações de forma genérica é perigoso, porque cada setor tem necessidades diferentes”, afirmou, alertando para riscos de judicialização e insegurança jurídica.

Para a superintendente da Superintendência Científica, Tecnológica e Inovação da FAP-DF, Renata Vianna, a construção das regras precisa ser colaborativa e ágil. “A gente precisa começar a fazer uma conversa muito séria entre governo e empresas privadas sobre o uso de tecnologias. Não há retrocesso nesse caminho e temos que enfrentá-lo com responsabilidade e na mesma velocidade em que a tecnologia avança”, destacou. Ela citou a criação do Centro de Inteligência Artificial do Distrito Federal, que contará com cinco projetos em áreas estratégicas e investimento de R$ 20 milhões ao longo de três anos.

Já o gerente de Serviços, Produtos e Inovação da Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do Piauí (ETIPI), Lucas Costa, reforçou a importância da educação como base para a transformação digital. “O principal mecanismo de transformação do Brasil hoje é o que está acontecendo no meu estado: educação. Toda a rede pública do Piauí já tem ensino de inteligência artificial na grade curricular. Isso vai ajudar muito nessa transição regulatória e tecnológica”, afirmou.

O painel deixou claro que a regulação da IA deve ser adaptável, baseada em contexto e construída de forma colaborativa, garantindo proteção aos usuários sem travar a evolução tecnológica e a competitividade do país.

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