Pesquisadores do IMPA desenvolvem IA capaz de prever chuvas com até três horas de antecedência

Pesquisadores do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) desenvolveram o Tupann, um modelo de inteligência artificial capaz de prever chuvas intensas com até três horas de antecedência. A tecnologia utiliza imagens de satélite e técnicas avançadas de aprendizado de máquina para antecipar a ocorrência e a evolução de eventos meteorológicos extremos, contribuindo para ações preventivas e gestão de riscos climáticos.

O projeto foi iniciado em 2023 com apoio do Google Brasil e da Prefeitura do Rio de Janeiro, que forneceu dados meteorológicos utilizados no treinamento do sistema. Diferentemente de modelos que dependem de radares meteorológicos terrestres, o Tupann opera com dados de satélite, permitindo sua aplicação em regiões que possuem pouca ou nenhuma cobertura de radares.

Desenvolvido pelos doutorandos Leonardo Voltarelli, Antônio Catão e Melvin Poveda, sob orientação do pesquisador Paulo Orenstein, o modelo foi testado em cidades como Rio de Janeiro, Manaus, Miami, Toronto e La Paz. Segundo os pesquisadores, os resultados obtidos são comparáveis ou superiores aos de ferramentas internacionais utilizadas para previsões meteorológicas de curto prazo.

Além do potencial para apoiar sistemas de alerta e prevenção de desastres naturais, a pesquisa recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o prêmio Best Student Paper durante a International Conference on Learning Representations (ICLR) 2026, um dos principais eventos mundiais de inteligência artificial. Os próximos passos incluem ampliar os testes para outras regiões do mundo e aumentar o horizonte temporal das previsões.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) / IMPA
Imagem/Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Link: https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/2026/06/pesquisadores-do-impa-desenvolvem-modelo-de-ia-que-preve-chuvas-com-3-horas-de-antecedencia

Inscrições para o Exporta DF Brasília Tech seguem abertas e prazo é prorrogado até 15 de junho

As inscrições para o programa Exporta DF Brasília Tech foram prorrogadas até o dia 15 de junho, ampliando a oportunidade para empresas de tecnologia do Distrito Federal interessadas em expandir suas operações para o mercado internacional. A iniciativa é realizada pelo Sistema Fibra em parceria com instituições de apoio ao desenvolvimento empresarial e à inovação.

O programa tem como objetivo preparar empresas do setor de tecnologia para atuar em mercados globais, oferecendo capacitação, mentorias especializadas, diagnóstico de maturidade exportadora e orientação estratégica para internacionalização de produtos e serviços. A proposta busca aumentar a competitividade das empresas brasilienses e ampliar sua inserção no cenário internacional.

O Exporta DF Brasília Tech é direcionado a empresas de base tecnológica que desejam iniciar ou acelerar processos de exportação. A iniciativa contempla temas como inteligência de mercado, adequação comercial, estratégias de internacionalização e identificação de oportunidades de negócios em outros países.

A ação integra os esforços de fortalecimento do ecossistema de tecnologia e inovação do Distrito Federal, contribuindo para o posicionamento de Brasília como um polo de desenvolvimento tecnológico e geração de negócios de alcance global. Com a prorrogação, as empresas interessadas têm até o dia 15 de junho para realizar a inscrição no programa.

Fonte: Sistema Fibra
Imagem/Foto: Divulgação/Sistema Fibra
Link: https://sistemafibra.org.br/fibra/194-noticias/destaque/2683-inscricoes-para-o-exporta-df-brasilia-tech-estao-abertas

Governo acelera criação do primeiro data space nacional ainda em 2026

O governo federal está acelerando a implantação do primeiro data space nacional, iniciativa voltada ao compartilhamento seguro e interoperável de dados entre instituições públicas e privadas. O projeto-piloto deve entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2026 e faz parte da estratégia brasileira de transformação digital e soberania de dados.

O modelo de data space funciona como um ambiente estruturado para troca de informações com regras de governança, rastreabilidade e controle de acesso. A proposta é permitir integração de dados entre diferentes setores sem necessidade de centralização das informações, preservando autonomia e segurança dos participantes.

Segundo representantes do governo, a iniciativa terá foco inicial em áreas estratégicas ligadas à indústria, inovação e serviços públicos. O projeto também busca criar padrões nacionais de interoperabilidade e estimular o desenvolvimento de novos negócios baseados em dados, inteligência artificial e economia digital.

A construção do data space nacional ocorre em parceria com entidades públicas, setor produtivo e instituições de pesquisa. A expectativa é que a iniciativa fortaleça o ecossistema brasileiro de inovação e amplie a capacidade do país em projetos ligados à governança de dados, IA e transformação digital.

Fonte: Convergência Digital

Imagem/Foto: Reprodução/Convergência Digital

Link: https://convergenciadigital.com.br/governo/governo-acelera-piloto-para-ter-o-primeiro-data-space-nacional-ainda-no-1o-semestre/

Rafael Vilela fala sobre empreendedorismo, gestão e IA no TIC Talks do Sinfor-DF

O quinto episódio do TIC Talks, podcast do Sinfor-DF, recebeu Rafael Vilela, fundador da TAREA, para uma conversa sobre sua trajetória profissional, empreendedorismo, gestão e inteligência artificial. Durante o episódio, Vilela contou que iniciou sua carreira na área comercial da IBM e posteriormente passou pela Politec, onde atuou na gestão de grandes contratos da Caixa Econômica Federal.

Ao falar sobre a criação da TAREA, o empresário explicou que a empresa nasceu com foco em gestão de projetos e implantação de uma ferramenta SaaS de gestão trazida dos Estados Unidos. Segundo ele, a companhia começou atuando tanto no setor privado quanto no setor público e, ao longo do tempo, passou a focar mais em soluções voltadas ao atendimento do cidadão e gestão de dados.

Durante a entrevista, Rafael Vilela afirmou que atualmente o principal foco estratégico da empresa é inteligência artificial aplicada à gestão de dados. Ele citou projetos realizados junto ao Banco do Brasil envolvendo capacitação em IA, suporte a ambientes de inteligência artificial e implantação de projetos de machine learning. Segundo o empresário, quatro projetos implantados geraram retorno equivalente ao dobro do valor do contrato em apenas um ano.

No encerramento, Vilela destacou a importância do autoconhecimento e da experiência de mercado para quem deseja empreender. Também afirmou que sucesso não deve ser medido apenas pelo resultado financeiro, mas pelo equilíbrio entre empresa, família, saúde e vida pessoal.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=7nN59n5JN2c

Especialistas defendem governança para garantir eficiência da IA no serviço público

O avanço da inteligência artificial no setor público exige mais do que adoção tecnológica e automação de processos. Especialistas reunidos no Tech Gov Fórum ES defenderam que, sem governança, transparência e controle institucional, a IA tende a perder efetividade e ampliar riscos relacionados à tomada de decisão automatizada. O debate destacou que sistemas inteligentes precisam operar com critérios auditáveis, supervisão humana e responsabilidade clara sobre decisões que impactam diretamente a vida da população.

Entre os principais desafios apontados estão a rastreabilidade dos dados, prevenção de vieses algorítmicos e criação de mecanismos que permitam revisar decisões automatizadas. Segundo os participantes, a ausência de governança pode transformar erros pontuais em problemas estruturais dentro da administração pública, especialmente em áreas sensíveis como benefícios sociais, atendimento ao cidadão e análise de políticas públicas.

O debate também reforçou a necessidade de desenvolvimento de infraestrutura tecnológica nacional e modelos próprios de inteligência artificial. Um dos exemplos apresentados foi o projeto “Soberania”, desenvolvido no Piauí, uma Large Language Model (LLM) em português voltada ao setor público brasileiro. A proposta busca reduzir dependência de soluções estrangeiras e ampliar autonomia tecnológica do país em aplicações estratégicas de IA.

Especialistas defendem que o uso responsável da inteligência artificial no governo depende da combinação entre tecnologia, regulação e gestão pública. Além da modernização digital, o setor público precisará investir em capacitação técnica, marcos regulatórios e estruturas de governança capazes de garantir segurança, ética e eficiência no uso da IA em larga escala.

Fonte: Convergência Digital
Imagem/Foto: Reprodução/Convergência Digital

Fibra debate resultados da Jornada Nacional de Inovação da Indústria no DF

A Federação das Indústrias do Distrito Federal realizou a 28ª reunião do Comitê Gestor de Inovação para apresentar os resultados da etapa distrital da Jornada Nacional de Inovação da Indústria. O encontro reuniu representantes do setor produtivo, governo, instituições acadêmicas e entidades ligadas à inovação para discutir estratégias voltadas ao desenvolvimento econômico e tecnológico do Distrito Federal.

Durante a reunião, foi apresentado o relatório consolidado da jornada realizada em Brasília, documento que reúne diretrizes voltadas à competitividade industrial, sustentabilidade, transformação digital e fortalecimento do ecossistema de inovação. O presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, destacou a necessidade de consolidar debates estratégicos sobre inovação e aproximar o DF de modelos internacionais já avançados tecnologicamente.

Os participantes foram divididos em grupos temáticos para construção de propostas operacionais em áreas como indústria sustentável, políticas públicas de incentivo à inovação, transformação digital e futuro do trabalho. A iniciativa também reforçou a articulação entre instituições públicas e privadas para criação de projetos voltados à produtividade e modernização industrial.

Criado em 2015 a partir de iniciativa da Confederação Nacional da Indústria, o Comitê Gestor de Inovação da Fibra integra a Rede de Núcleos de Inovação da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). Os resultados das discussões devem ser consolidados em um novo encontro previsto para o segundo semestre de 2026.

Fonte: Sistema Fibra / Sudeco
Imagem/Foto: Bruno Frauzino/Sistema Fibra

Link: Matéria completa

Parque Tecnológico de Robótica oferece formação gratuita a jovens do DF

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto Eixos de Gestão, lançou o Parque Tecnológico de Robótica (PaTec), iniciativa voltada à formação tecnológica de estudantes da rede pública do DF. O projeto oferecerá mais de mil vagas gratuitas para jovens entre 11 e 17 anos das regiões do Itapoã, Ceilândia e Estrutural.

O programa inclui capacitações em robótica educacional, programação, pilotagem de drones e cultura maker, com metodologia prática e imersiva. As atividades ocorrerão durante oito meses em um hub tecnológico instalado no Setor Comercial Sul, equipado com laboratórios maker, estações de programação e ambientes de aprendizagem tecnológica.

Segundo a Secti-DF, o objetivo é preparar jovens para os desafios da economia digital e da indústria 4.0, além de estimular protagonismo estudantil, inovação e empreendedorismo tecnológico. O projeto também prevê distribuição de kits tecnológicos e realização de torneios escolares de robótica como etapa de culminância da formação.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo do Distrito Federal para ampliar inclusão digital e consolidar Brasília como polo de inovação e desenvolvimento tecnológico. Há previsão de expansão do programa para outras regiões administrativas ao longo das próximas etapas do projeto.

Fonte: Agência Brasília / Secti-DF / Lago Sul
Imagem/Foto: Divulgação/Secti-DF

Link: Matéria completa

MCTI firma parceria com empresa americana para formação em semicondutores

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação assinou uma carta de intenções com a empresa norte-americana Synopsys para ampliar a formação de profissionais e fortalecer o setor de semicondutores no Brasil. A parceria faz parte da estratégia nacional de desenvolvimento da microeletrônica e busca reduzir o déficit de mão de obra especializada no segmento.

O acordo prevê ações voltadas à capacitação técnica, apoio à criação de startups de base tecnológica e desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa e inovação. A iniciativa também abre caminho para uma cooperação mais ampla entre governo e setor privado, com foco em competitividade tecnológica e fortalecimento do ecossistema nacional de semicondutores.

Segundo a ministra Luciana Santos, estudos apontam déficit de cerca de 500 mil profissionais na área, tornando estratégica a ampliação de programas de qualificação. A parceria está alinhada às iniciativas do governo voltadas à expansão da indústria de chips e tecnologias críticas no país.

A expectativa é que a cooperação acelere a formação de talentos, impulsione a inovação e aumente a capacidade brasileira em pesquisa e desenvolvimento de microeletrônica. O acordo reforça o movimento global de disputa tecnológica por semicondutores, considerados fundamentais para setores como inteligência artificial, telecomunicações, automação e defesa.

Fonte: Convergência Digital / MCTI
Imagem/Foto: Rodrigo Cabral/MCTI

Link: Matéria completa

Biotic seleciona startups para programa de ativação e aceleração no DF

O Parque Tecnológico de Brasília divulgou o resultado do Edital nº 01/2026, selecionando quatro startups para o Programa Ativação MultipliCidades, iniciativa conduzida pelo Instituto MultipliCidades. O programa é voltado a empresas que já superaram as fases iniciais de incubação e validação e agora buscam crescimento estruturado e consolidação no mercado.

A proposta foca no fortalecimento da gestão, ampliação de oportunidades e desenvolvimento sustentável dos negócios. Durante a execução, as startups terão acesso a mentorias, capacitações, conexões com o mercado e suporte para estruturação de estratégias comerciais e captação de investimentos.

Com duração prevista de até dez meses, podendo ser estendida conforme desempenho, o programa não oferece infraestrutura física, priorizando suporte metodológico e estratégico. A lógica é acelerar a geração de negócios, ampliar a visibilidade e inserir as empresas em redes de inovação com maior potencial de escala.

As startups selecionadas foram avaliadas com base em critérios técnicos como equipe, solução, mercado, tração e potencial de impacto. A iniciativa reforça o papel do Biotic como polo de inovação no Distrito Federal, conectando startups, instituições e mercado para impulsionar soluções tecnológicas com impacto econômico e social.

Fonte: Jornal de Brasília
Imagem/Foto: Divulgação/Instituto MultipliCidades

D2D avança com 5G e promete comunicação contínua em qualquer lugar

A evolução da tecnologia Direct-to-Device (D2D), combinada ao avanço do 5G, está redefinindo o conceito de conectividade ao permitir comunicação direta entre dispositivos e satélites, sem dependência de infraestrutura terrestre tradicional. Esse modelo amplia significativamente a cobertura, eliminando limitações de áreas sem sinal e viabilizando comunicação em praticamente qualquer local.

A integração com o 5G é o principal vetor de escala dessa tecnologia. Com baixa latência e maior capacidade de transmissão, o 5G viabiliza a alternância automática entre redes celulares e satelitais, garantindo conectividade contínua mesmo em deslocamento ou em regiões remotas. Esse mecanismo é considerado crítico para aplicações que exigem disponibilidade constante, como logística, segurança e monitoramento em tempo real.

Na prática, o D2D transforma satélites em extensões das redes móveis, permitindo que smartphones e dispositivos IoT operem sem necessidade de antenas ou adaptações complexas. Isso abre espaço para novos casos de uso em setores como agronegócio, transporte, energia e defesa, além de fortalecer comunicações emergenciais em cenários de desastre ou falhas de infraestrutura.

Apesar do potencial, a adoção ainda enfrenta desafios relevantes, incluindo questões regulatórias, custo para o usuário final e limitações iniciais de capacidade. Mesmo assim, o movimento do setor indica que a convergência entre redes móveis e satelitais deve consolidar um novo padrão de conectividade global, com impacto direto na expansão da economia digital e na universalização do acesso à comunicação.

Fonte: Convergência Digital

Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos lhe proporcionar a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.