Expansão de data centers fortalece indústria do cobre no Brasil

O avanço dos data centers no Brasil vem ampliando o protagonismo da indústria do cobre, considerado um dos principais insumos para infraestrutura digital e energética. Segundo análise publicada pelo portal Convergência Digital, o país ocupa atualmente a 12ª posição global em volume de estruturas de data centers e deve receber investimentos bilionários nos próximos anos, impulsionados principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação em nuvem.

As propriedades do cobre como alta condutividade elétrica, eficiência térmica, resistência e durabilidade tornam o metal essencial para sistemas de transmissão de energia, refrigeração, cabeamento e conectividade dentro dos centros de processamento de dados. Com o aumento da demanda computacional gerada pela IA, cresce também a necessidade de infraestruturas mais robustas e energeticamente eficientes.

O cenário coloca o Brasil em posição estratégica, tanto pela capacidade de atração de investimentos quanto pela disponibilidade de recursos minerais e potencial energético. O crescimento do setor também amplia oportunidades para cadeias industriais associadas à infraestrutura tecnológica, especialmente mineração, energia, telecomunicações e construção de sistemas críticos.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam para desafios ligados ao alto consumo energético e à sustentabilidade ambiental dos data centers. O aumento da demanda por eletricidade e refrigeração intensifica o debate sobre eficiência energética, uso de água e necessidade de expansão da infraestrutura nacional para suportar a nova geração de operações digitais em larga escala.

Fonte: Convergência Digital
Imagem/Foto: Reprodução/Convergência Digital

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Jornada do cidadão redefine acesso a serviços públicos no Brasil

A transformação digital no setor público brasileiro evolui para um novo estágio ao priorizar a chamada “jornada do cidadão”, conceito que reorganiza o funcionamento do Estado a partir das necessidades do usuário. A proposta vai além da digitalização de serviços isolados e busca integrar dados, sistemas e experiências ao longo da vida do cidadão, reduzindo burocracias e tornando o acesso mais simples e previsível.

Esse avanço é sustentado pela integração e interoperabilidade entre órgãos públicos, substituindo estruturas fragmentadas por um ecossistema conectado. Na prática, isso elimina redundâncias — como o preenchimento repetido de informações — e acelera processos em áreas como educação, saúde, benefícios sociais e regularização fiscal.

O Brasil já figura entre os países mais avançados em governo digital desde 2023, segundo a OCDE, resultado não apenas da digitalização de interfaces, mas da construção de infraestruturas públicas robustas. Essas estruturas combinam identidade digital, sistemas de pagamento e compartilhamento de dados em larga escala, ampliando eficiência e escala dos serviços.

Um dos exemplos mais relevantes dessa evolução é o Pix, que se consolidou como infraestrutura essencial não só para o sistema financeiro, mas também para serviços públicos. O uso do sistema em pagamentos de tributos e transferências governamentais reduz custos operacionais, elimina intermediários e amplia o acesso da população a serviços essenciais, reforçando a lógica de simplificação e eficiência na relação entre Estado e cidadão.

Por Sandra Vaz*

Fonte: Convergência Digital

Tecnologia e natureza deixam de ser opostos e passam a convergir na economia

O artigo defende que a relação entre tecnologia e natureza está mudando de um modelo histórico de conflito para um cenário de convergência, no qual inovação passa a ser instrumento central para regeneração ambiental e geração de valor econômico.

Nas últimas décadas, o avanço tecnológico foi associado à exploração intensiva de recursos naturais. No entanto, esse paradigma está sendo substituído por soluções que integram eficiência produtiva com sustentabilidade, como energias renováveis, bioeconomia e tecnologias de monitoramento ambiental.

O texto destaca que essa transição não é apenas ambiental, mas econômica e estratégica: mercados, investimentos e políticas públicas começam a privilegiar modelos que conciliam crescimento com preservação. A agenda ESG deixa de ser periférica e passa a influenciar decisões centrais de negócio e alocação de capital.

O impacto direto é a redefinição do modelo de desenvolvimento: empresas e países que conseguirem integrar tecnologia e natureza terão vantagem competitiva em uma economia orientada por descarbonização, eficiência e inovação sustentável.

Fonte: Capital Reset

CIO assume papel estratégico na geração de valor com inteligência artificial

Por Cassio Christianini*

A adoção de inteligência artificial está reposicionando o papel do CIO (Chief Information Officer), que deixa de atuar apenas como gestor de infraestrutura para assumir função estratégica na geração de valor nas organizações. O principal desafio não está na implementação da IA, mas na preparação do ambiente tecnológico, incluindo organização de dados, modernização de sistemas e governança.

Na América Latina, esse cenário é mais crítico devido à fragmentação tecnológica, com sistemas legados e baixa maturidade de dados, o que aumenta o risco de projetos de IA sem base estruturada. Menos da metade das empresas possui gestão de dados adequada antes de iniciar iniciativas de IA.

Nesse contexto, o CIO passa a atuar como orquestrador entre tecnologia e negócio, responsável por integrar dados, processos e estratégia, garantindo que a IA gere impacto real e não apenas experimentação tecnológica.

O impacto direto é a transformação da IA em ativo transversal da organização, exigindo liderança focada em governança, alinhamento estratégico e capacidade de traduzir tecnologia em resultado de negócio.

Fonte: Convergência Digital

Inovação no setor financeiro exige equilíbrio entre crescimento rápido e solidez operacional

Por Caroline Capitani*

O setor financeiro passa por uma mudança estrutural em que velocidade de inovação deixa de ser vantagem isolada e passa a exigir equilíbrio com solidez operacional e sustentabilidade financeira. O novo cenário, impulsionado por iniciativas como Pix e Open Finance, elevou o nível de competição e aumentou a exigência por governança e resiliência desde a concepção dos produtos.

Fintechs que priorizaram crescimento acelerado e aquisição de clientes enfrentam agora pressão para gerar lucro recorrente, manter reservas e sustentar operações no longo prazo. O modelo baseado em escala única perde espaço para estruturas mais robustas, com foco em rentabilidade e gestão de risco.

A tendência aponta para a transição de empresas de produtos isolados para plataformas financeiras sustentáveis, onde crescimento é consequência de um modelo sólido, e não substituto dele. Tecnologias como inteligência artificial avançada passam a apoiar decisões em tempo real, otimizando liquidez e antecipando riscos.

O impacto direto é a redefinição da competitividade no setor: instituições que conseguirem integrar inovação com estabilidade, governança e previsibilidade financeira terão vantagem estratégica no médio e longo prazo.

Fonte: Capital Digital

Corrida global por IA pressiona oferta de chips e impacta planejamento de TI no Brasil

A corrida global por inteligência artificial está provocando uma realocação estrutural na indústria de semicondutores, reduzindo a oferta de componentes tradicionais e impactando diretamente o planejamento de TI das empresas brasileiras. O movimento prioriza data centers e infraestrutura de IA, restringindo a disponibilidade de memórias e chips usados em equipamentos como PCs e servidores.

Como consequência, empresas enfrentam aumento de preços, prazos mais instáveis e necessidade de antecipar compras para evitar interrupções operacionais. Estimativas indicam alta de 40% a 50% nos preços de chips de memória no início de 2026, com novas elevações previstas ao longo do ano.

No Brasil, o impacto é amplificado pela dependência de importação e pela volatilidade cambial, pressionando custos e margens. Setores intensivos em tecnologia, como financeiro, educação e serviços digitais, são os mais afetados.

Diante desse cenário, empresas estão migrando de modelos de investimento (CAPEX) para serviços (OPEX), como outsourcing e “PC as a Service”, buscando previsibilidade e redução de risco. O foco passa a ser gestão eficiente do ciclo de vida dos ativos e decisões mais criteriosas de compra.

O principal impacto estratégico é a mudança no modelo de planejamento de TI: deixa de ser baseado em previsibilidade de custo e passa a exigir flexibilidade, antecipação e adaptação contínua a choques na cadeia global.

Fonte: Convergência Digital (Opinião – Vittorio Danesi, CEO da Simpress)
Foto: Vittorio Danesi – Convergência Digital

Uso de IA no serviço público exige governança além da tecnologia

O avanço da inteligência artificial no setor público já é realidade, mas especialistas alertam que o principal desafio não está na tecnologia, e sim na governança do seu uso. Sistemas automatizados já são utilizados em processos como análise de dados, triagem de serviços e identificação de fraudes, impactando diretamente a vida dos cidadãos.

O artigo destaca que, sem regras claras, transparência, registro de decisões e definição de responsabilidades, a IA pode ampliar erros em escala, transformando falhas pontuais em problemas estruturais dentro da administração pública.

Outro ponto crítico é que os sistemas de IA passam a integrar processos decisórios que envolvem direitos e políticas públicas, exigindo mecanismos de auditoria, supervisão humana e revisão de decisões automatizadas.

Nesse contexto, o uso da IA deve ser tratado como uma questão de gestão de risco e governança pública, e não apenas como inovação tecnológica. Normas como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já oferecem base para esse controle, mas especialistas defendem maior maturidade institucional para garantir um uso ético e responsável da tecnologia.

Fonte: Convergência Digital — “IA no serviço público vai além da tecnologia e exige governança” (2026)
Foto: Convergência Digital

Em mercado dominado pela IA, criatividade ainda é principal diferencial competitivo

Em artigo de opinião, o portal Convergência Digital destaca que, apesar da crescente obsessão do mercado por inteligência artificial, o verdadeiro diferencial competitivo continua sendo a qualidade das ideias.

O texto argumenta que a tecnologia, por si só, não substitui a capacidade humana de tomar decisões, definir caminhos e dar sentido às informações, ressaltando que criatividade exige menos acúmulo de dados e mais clareza, síntese e foco.

Segundo o autor, em um cenário saturado de informação e ferramentas, o papel estratégico está em organizar o excesso e eliminar ruídos, valorizando o pensamento crítico e a direção criativa. A boa ideia, portanto, permanece como elemento central para gerar inovação real e vantagem competitiva.

Fonte: Convergência Digital — Em um mercado obcecado pela IA, a vantagem competitiva ainda é a boa ideia” (2026)
Imagem: Convergêncial Digital

Avanço da IA pressiona consumo de energia e desafia expansão de data centers

O avanço da inteligência artificial (IA) tem ampliado rapidamente a demanda por infraestrutura digital, especialmente data centers, o que traz um novo desafio global: garantir energia suficiente para sustentar esse crescimento tecnológico. O tema ganhou destaque em debate sobre o impacto energético da expansão da IA e do armazenamento massivo de dados.

Segundo análises do setor, o aumento do uso de IA, computação em nuvem e processamento de grandes volumes de dados tende a elevar significativamente o consumo elétrico. A previsão é que a demanda global por energia ligada a essas tecnologias possa mais que dobrar até 2026, pressionando sistemas elétricos e exigindo investimentos em infraestrutura energética.

No Brasil, o crescimento do mercado de data centers também está ligado ao aumento do tráfego digital e ao uso de ferramentas baseadas em IA. Esse cenário coloca desafios relacionados à capacidade energética, regulamentação e investimentos necessários para expandir a matriz elétrica e garantir segurança no fornecimento.

Especialistas apontam que o desenvolvimento sustentável da IA dependerá da cooperação entre empresas de tecnologia e o setor energético, com foco em eficiência energética, redução de emissões de carbono, modernização de sistemas de resfriamento e melhor gestão de recursos. Sem esse equilíbrio, o avanço da própria IA pode enfrentar limitações impostas pela capacidade de geração de energia.

Fonte: Capital Digital — “Avanço da IA e o dilema do suprimento de energia para data centers” (2026).
Imagem: Laís Leoncini e Gabriel Sassi* – Capital Digital

Soberania tecnológica começa pela indústria nacional, diz artigo de opinião

Por Flávio Costa*

No artigo de opinião publicado no portal Convergência Digital, o autor defende que soberania tecnológica do Brasil deve começar pelo fortalecimento da indústria nacional e pela articulação de políticas públicas que incentivem ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O texto argumenta que a dependência de tecnologias estrangeiras expõe vulnerabilidades econômicas e geopolíticas, e que a indústria local precisa de mais apoio estratégico para competir globalmente.

O autor destaca que medidas como financiamento adequado, formação de mão de obra qualificada e integração entre universidades, centros de pesquisa e empresas são fundamentais para consolidar cadeias produtivas de alta tecnologia. A crítica recai sobre a insuficiente coordenação entre diferentes iniciativas governamentais e a necessidade de priorizar setores com potencial de impacto tecnológico e social.

Conforme o texto, uma abordagem coordenada pode promover eficiência produtiva, gerar empregos qualificados e reduzir a dependência externa, colocando o Brasil em posição mais forte no cenário internacional de inovação.

Fonte: Convergência Digital — Soberania tecnológica começa pela indústria nacional (opinião, 2026)
Imagem: Flávio Costa

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