Red Hat Gov Forum Brasil debate futuro da tecnologia no setor público

O Red Hat Gov Forum Brasil reunirá especialistas e gestores públicos para discutir o uso e o futuro da tecnologia no setor público, com foco na transformação digital do Estado e no papel das soluções de código aberto na modernização dos serviços governamentais.

O encontro acontece em 24 de março, em Brasília, e pretende abordar como tecnologias emergentes podem melhorar a eficiência administrativa, ampliar a inovação e fortalecer políticas públicas digitais.

Entre os temas previstos estão inclusão financeira digital, automação e segurança da informação no setor financeiro público, além do uso de plataformas digitais na educação, que podem ampliar o acesso ao ensino e conectar professores e estudantes em diferentes regiões.

O evento busca promover o debate sobre como governos podem utilizar tecnologia e inovação para aprimorar a prestação de serviços à população e acelerar a transformação digital na administração pública.

Fonte: Convergência Digital — Red Hat Gov Forum Brasil debate o uso e o futuro da tecnologia no setor público (2026).
Imagem: Convergência Digital

TCU aponta baixa maturidade no uso de dados no Governo Federal

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades na governança e no uso estratégico de dados em órgãos do governo federal, indicando baixo nível de maturidade na gestão dessas informações. A análise avaliou instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Agência Nacional de Telecomunicações, Instituto Nacional do Seguro Social e o Ministério do Meio Ambiente.

Segundo o tribunal, muitos órgãos ainda apresentam lacunas em políticas institucionais, definição de responsabilidades e processos para garantir qualidade e segurança dos dados, o que limita o uso eficiente dessas informações na formulação de políticas públicas.

A auditoria também apontou problemas na integração de bases de dados, na gestão de metadados e na capacitação de servidores, além de identificar que o modelo de avaliação utilizado pelo governo pode gerar resultados mais otimistas do que a realidade.

Diante do diagnóstico, o TCU recomendou que a Secretaria de Governo Digital revise o sistema de avaliação de maturidade dos órgãos, com questionários mais detalhados e exigência de evidências para comprovar o nível real de governança e uso de dados.

Fonte: Convergência Digital — “TCU: Falta de maturidade no uso de dados federais exige mudanças da Secretaria de Governo Digital” (2026).
Imagem: Convergência Digital

Avanço da IA pressiona consumo de energia e desafia expansão de data centers

O avanço da inteligência artificial (IA) tem ampliado rapidamente a demanda por infraestrutura digital, especialmente data centers, o que traz um novo desafio global: garantir energia suficiente para sustentar esse crescimento tecnológico. O tema ganhou destaque em debate sobre o impacto energético da expansão da IA e do armazenamento massivo de dados.

Segundo análises do setor, o aumento do uso de IA, computação em nuvem e processamento de grandes volumes de dados tende a elevar significativamente o consumo elétrico. A previsão é que a demanda global por energia ligada a essas tecnologias possa mais que dobrar até 2026, pressionando sistemas elétricos e exigindo investimentos em infraestrutura energética.

No Brasil, o crescimento do mercado de data centers também está ligado ao aumento do tráfego digital e ao uso de ferramentas baseadas em IA. Esse cenário coloca desafios relacionados à capacidade energética, regulamentação e investimentos necessários para expandir a matriz elétrica e garantir segurança no fornecimento.

Especialistas apontam que o desenvolvimento sustentável da IA dependerá da cooperação entre empresas de tecnologia e o setor energético, com foco em eficiência energética, redução de emissões de carbono, modernização de sistemas de resfriamento e melhor gestão de recursos. Sem esse equilíbrio, o avanço da própria IA pode enfrentar limitações impostas pela capacidade de geração de energia.

Fonte: Capital Digital — “Avanço da IA e o dilema do suprimento de energia para data centers” (2026).
Imagem: Laís Leoncini e Gabriel Sassi* – Capital Digital

Edital do Mais Inovação Brasil impulsiona energia limpa e novas tecnologias

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram um novo edital do programa Mais Inovação Brasil para apoiar projetos voltados à energia limpa e tecnologias estratégicas no país. A iniciativa busca fortalecer a reindustrialização brasileira e estimular soluções capazes de reduzir emissões de carbono.

A chamada pública contempla oito frentes de inovação relacionadas à transição energética, incluindo desenvolvimento de tecnologias para geração de energia de baixo carbono — como solar, eólica, hidrelétrica, biomassa e nuclear — além de projetos voltados ao hidrogênio de baixa emissão e outras soluções sustentáveis para a indústria.

Os projetos devem ser apresentados por empresas brasileiras em parceria com instituições científicas e tecnológicas, e as propostas podem ser submetidas até 31 de agosto de 2026. O edital integra os programas estruturantes do governo voltados à inovação e ao fortalecimento da indústria nacional em bases sustentáveis.

Fonte: Portal Gov.br — MCTI (2026)
Foto: Anderson Coelho/Getty Images

IA é comparada a “exoesqueleto” que amplia capacidades humanas no setor público

Especialistas reunidos no Tech Gov Fórum MT, realizado em Cuiabá, defenderam que a inteligência artificial (IA) deve ser encarada como um “exoesqueleto” tecnológico, capaz de ampliar as capacidades humanas, mas não substituí-las. O conceito foi apresentado para explicar que a tecnologia atua como suporte ao trabalho das pessoas, aumentando produtividade e eficiência, mas mantendo o ser humano como elemento central na tomada de decisões.

Durante os debates, participantes ressaltaram que a transformação digital no setor público depende não apenas da adoção de ferramentas tecnológicas, mas também de mudanças culturais, capacitação profissional e desenvolvimento de habilidades humanas. Segundo os especialistas, embora a IA possa automatizar tarefas e apoiar análises complexas, competências como liderança, pensamento crítico, comunicação e colaboração continuam essenciais.

Outro ponto destacado foi que a incorporação da IA nas organizações exige preparo institucional e políticas de formação contínua, garantindo que servidores e profissionais consigam trabalhar de forma integrada com as novas tecnologias. Nesse cenário, a IA deixa de ser vista como substituta da força de trabalho e passa a atuar como instrumento de apoio para ampliar a inteligência e a capacidade produtiva das equipes.

Fonte: Convergência Digital — “Inteligência artificial é um exoesqueleto que reforça necessidade de capacidades humanas” (2026).
Imagem: Convergência Digital

Empresas inovadoras ainda falham no básico: estratégia de marca

Para Gabriel Lyra, sócio da Mataco Studio, diferenciação em tecnologia nasce da escolha de problema, da proposta de valor e de um território narrativo próprio

No ecossistema de inovação, onde soluções tecnicamente semelhantes disputam mercado, só a funcionalidade não garante diferenciação. Segundo o sócio da Mataco Studio, Gabriel Lyra, o posicionamento da marca começa na definição do problema que a empresa pretende resolver, na promessa que está disposta a sustentar e no espaço de atuação que escolhe ocupar.

Em entrevista para o SINFORME, Lyra afirma que muitas empresas de tecnologia concentram esforços em produto e performance de canais, mas negligenciam decisões estruturais de marca. Para ele, presença digital não substitui posicionamento claro nem proposta de valor consistente.

O especialista aponta como erros recorrentes a falta de método no mapeamento de stakeholders, a construção superficial de autoridade e a ausência de estratégia para consolidar legitimidade. O problema, diz, torna-se mais evidente em setores regulados e altamente competitivos, nos quais reputação e clareza estratégica influenciam a capacidade de crescimento.

SINFORME – Para uma empresa de tecnologia que precisa estruturar sua marca?

Gabriel Lyra – As três decisões mais estratégicas são: escolher um problema específico para dominar, definir uma proposta de valor inegociável e escolher um território narrativo próprio.

SINFORME – Pequenas empresas costumam confundir marketing com presença em redes sociais. Onde começa, de fato, uma estratégia consistente de marca?

Gabriel Lyra – A estratégia precisa ser definida antes do feed. Uma marca consistente precisa ter clareza de posicionamento, saber que é seu público e qual é a promessa que vai cumprir. A rede social é só mais um canal onde o branding se manifesta. O branding é a direção e o segredo. A empresa precisa saber para quem fala, qual problema resolve e qual transformação gera para o esforço de marketing entregar os resultados.

SINFORME – No ecossistema de inovação, muitas soluções são tecnicamente semelhantes. Como uma empresa pode construir diferenciação quando o produto não é radicalmente distinto do concorrente?

Gabriel Lyra – Há diversas e variáveis estratégias. Uma interessante é vender método, não produto. Por exemplo, uma empresa que vende agentes de IA pode parecer igual a dezenas de outras. Mas se ela vende um método estruturado de implementação comercial orientado por IA, ela passa a ter uma narrativa diferenciada.

SINFORME – Existe um padrão recorrente de erro na comunicação de empresas de tecnologia? O que elas costumam fazer que enfraquece sua autoridade?

Gabriel Lyra – Falar demais sobre si mesmas. Empresas de tecnologia costumam colocar a solução como protagonista. Mas autoridade nasce quando o cliente se vê na narrativa e entende que sua solução realmente resolve o problema que ele está passando.

SINFORME – Como uma empresa pode mapear seus stakeholders de forma mais técnica, sem depender apenas de intuição?

Gabriel Lyra – Mapear stakeholders exige método e leitura do ambiente onde a decisão ocorre. A empresa pode iniciar com a matriz poder x interesse para hierarquizar atores conforme sua capacidade de influência e grau de impacto, avançar para um mapa de influência e decisão que distinga quem delibera, quem aconselha e quem opera, aplicar uma análise SWOT orientada à percepção de mercado para compreender vulnerabilidades e ativos reputacionais. Também é possível, realizar entrevistas estruturadas com clientes e não clientes para captar expectativas e fricções reais, e organizar o mapeamento da jornada para identificar pontos críticos de contato e decisão. A integração desses instrumentos transforma o diagnóstico em base estratégica consistente.

SINFORME – Autoridade digital se tornou um ativo reputacional relevante. Quais são os elementos mínimos para que uma empresa seja percebida como referência em seu segmento?

Gabriel Lyra – Entender que o que seu concorrente fez e deu certo pra ele, não necessariamente funciona para sua marca. Copiar comunicação, posicionamento e modelo de negócios dos concorrentes é assinar um atestado de cópia e não de referência

SINFORME – Em ambientes regulados ou com forte dependência de políticas públicas, como o setor de TI do DF, que papel a comunicação desempenha na construção de legitimidade institucional?

Gabriel Lyra – Em ambiente regulado, comunicação é sobre reduzir a desconfiança. Quando existe política pública, a empresa precisa mostrar que é estável, que entende o processo e que não vai virar dor de cabeça.

SINFORME – Métricas de engajamento são frequentemente supervalorizadas. Quais indicadores realmente ajudam a avaliar maturidade de marca e geração de valor?

Gabriel Lyra – Métricas válidas: maior nível de consciência de leads; menos pedido de desconto; maior percepção de valor; tempo de fechamento menor; CAC reduzido; maior taxa de conversão em todas as etapas da jornada; e atração e retenção de talentos dentro da operação.

SINFORME – Como empreendedores podem alinhar comunicação e modelo de negócios para evitar desalinhamento entre promessa e entrega?

Gabriel Lyra – Uma marca que realmente traz confiança é uma marca que “É, Faz e Fala”. Se uma empresa se posiciona como especialista em eficiência operacional, mas internamente vive em caos, atrasos e retrabalho, a incoerência aparece.

SINFORME – Em empresas em fase de crescimento, quem deve liderar a estratégia de comunicação: fundador, marketing ou área comercial? Como evitar que a narrativa se fragmente à medida que o time cresce?

Gabriel Lyra – Marca e branding são coração de qualquer empresa em fase de crescimento que realmente quer evoluir. O fundador tem que ser o principal líder e canal de geração de valor da marca. Dentro das estratégias de branding, o Marketing atrai e o comercial converte. Sobre não perder a narrativa conforme o time cresce, o Manual de Marca (Brandbook) tem todas as diretrizes e formas que a marca tem que se posicionar, parecer e se comunicar com seu público. Assim, evita-se perda de narrativa ao longo do tempo

SebraeLab recebe treinamento gratuito para empresárias em março

O SebraeLab – Parque Tecnológico Biotic, em Brasília, recebe no dia 06 de março de 2026, das 9h às 17h, um treinamento gratuito voltado para empresárias que desejam fortalecer sua marca e estruturar o crescimento em 2026.

A imersão abordará mentalidade estratégica, posicionamento de imagem, organização financeira, criação de receita previsível e amadurecimento profissional. A proposta é apoiar mulheres empreendedoras a saírem do improviso e assumirem uma gestão mais estruturada e lucrativa.

🔗 Inscrições:
https://forms.gle/MYKff8tpmfQbUVym6

26ª edição do Café com Negócios & Conexões reúne ecossistema no Espaço TEIA CAIXA

A 26ª edição do Café com Negócios & Conexões será realizada em 5 de março de 2026, das 8h30 às 12h, no Espaço TEIA CAIXA, localizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Ala Norte, Piso 1, em Brasília.

A programação inclui café da manhã e networking, abertura com Caio Moraes, além da apresentação de iniciativas como o Projeto Mão Borboleta, o Baralho da Divulgação e um panorama sobre Acessibilidade Digital no Brasil, apresentado pela ASSEPRO-DF. O evento também contará com dinâmica colaborativa para construção do mapa de competências do ecossistema.

🔗 Inscrições:
https://www.lojasebraedf.com.br/carrinho/7d0a10259eba33bb812afe6f220843719187eea2

Capacitação no SebraeLab aborda propriedade intelectual como estratégia para negócios de tecnologia

O Sebrae DF realiza, no dia 12 de março de 2026, das 18h às 20h30, no SebraeLab, a capacitação “Propriedade Intelectual para Negócios de Tecnologia”.

Voltado a empresas de TI, games, provedores de internet, startups e empreendedores, o encontro vai abordar proteção de software, registro no INPI, patentes, fortalecimento de marca e questões contratuais com sócios e desenvolvedores, com abordagem prática e dinâmica gamificada.

A palestra será ministrada por Giovanni Barbosa, advogado especializado em Propriedade Intelectual e consultor credenciado do Sebrae.

🔗 Inscrições: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260102

Câmara aprova incentivo fiscal para atrair data centers no Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 278/26, que institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), criando incentivos fiscais para instalação de centros de processamento de dados no Brasil, com foco em computação em nuvem, inteligência artificial e serviços correlatos. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

O regime prevê a suspensão de tributos federais por cinco anos na aquisição de equipamentos destinados aos data centers, incluindo Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e IPI, desde que a empresa esteja em dia com tributos e cumpra contrapartidas. Estas incluem uso de energia limpa ou renovável, sustentabilidade, destinar parte da capacidade ao mercado interno e investimentos em pesquisa e inovação no país.

O governo estima uma renúncia fiscal de cerca de R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão nos dois anos subsequentes. Parlamentares defendem que a medida pode gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico, além de reduzir a dependência de infraestrutura de dados instalada no exterior.

Fonte: Agência Câmara de Notícias – Câmara aprova incentivo fiscal para investimentos em centros de processamento de dados (25/02/2026)
Imagem: Aguinaldo Ribeiro, relator do projeto de lei

 

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