Hackathon de tecnologia e saúde premia soluções inovadoras no DF

O hackathon de tecnologia e saúde do programa Impulsiona Saúde foi realizado na Escola Técnica do Guará, no Distrito Federal, reunindo estudantes, empreendedores e profissionais para desenvolver soluções voltadas ao sistema público de saúde.

Promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (Secti-DF), em parceria com o Instituto MultipliCidades, o evento focou desafios como gestão hospitalar, atendimento ao cidadão e otimização de processos, com apoio de mentores e especialistas.

Ao final, três equipes foram premiadas e terão seus projetos encaminhados para incubação, com suporte técnico e estratégico para transformação em negócios de base tecnológica.

O impacto direto é o estímulo à inovação aplicada à saúde pública, conectando formação técnica a problemas reais e acelerando o desenvolvimento de soluções com potencial de implementação no sistema de saúde do DF.

Local: Escola Técnica do Guará – DF

Fonte: Jornal de Brasília
Imagem: Divulgação Agência Brasília

Inovação no setor financeiro exige equilíbrio entre crescimento rápido e solidez operacional

Por Caroline Capitani*

O setor financeiro passa por uma mudança estrutural em que velocidade de inovação deixa de ser vantagem isolada e passa a exigir equilíbrio com solidez operacional e sustentabilidade financeira. O novo cenário, impulsionado por iniciativas como Pix e Open Finance, elevou o nível de competição e aumentou a exigência por governança e resiliência desde a concepção dos produtos.

Fintechs que priorizaram crescimento acelerado e aquisição de clientes enfrentam agora pressão para gerar lucro recorrente, manter reservas e sustentar operações no longo prazo. O modelo baseado em escala única perde espaço para estruturas mais robustas, com foco em rentabilidade e gestão de risco.

A tendência aponta para a transição de empresas de produtos isolados para plataformas financeiras sustentáveis, onde crescimento é consequência de um modelo sólido, e não substituto dele. Tecnologias como inteligência artificial avançada passam a apoiar decisões em tempo real, otimizando liquidez e antecipando riscos.

O impacto direto é a redefinição da competitividade no setor: instituições que conseguirem integrar inovação com estabilidade, governança e previsibilidade financeira terão vantagem estratégica no médio e longo prazo.

Fonte: Capital Digital

CNCiber propõe Lei Geral de Cibersegurança com Anatel como autoridade nacional

O Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber) publicou o anteprojeto da Lei Geral de Cibersegurança, que estabelece princípios, deveres, sanções e a criação de um Sistema Nacional de Cibersegurança no Brasil. A proposta foi construída com participação multissetorial, envolvendo governo, setor produtivo, academia e sociedade civil.

O texto apresenta diferentes modelos de governança para a autoridade nacional responsável pela coordenação da política de cibersegurança. Entre as opções, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aparece como uma das principais alternativas, apoiada por parte significativa dos participantes por já possuir estrutura técnica e menor impacto orçamentário.

A proposta ainda será analisada pelo governo federal e posteriormente enviada ao Congresso, podendo tramitar em conjunto com projetos já existentes sobre o tema.

O impacto direto é a criação de um marco regulatório unificado para segurança digital no país, com potencial para melhorar a coordenação entre setores, proteger infraestruturas críticas e aumentar a capacidade de resposta a incidentes cibernéticos.

Fonte: Convergência Digital + TeleSíntese / CNCiber
Imagem: Convergência Digital

Finep destina parte de R$ 300 milhões para computação quântica em novo edital de inovação

A Finep abriu a segunda edição do edital Mais Inovação Brasil, com R$ 300 milhões em subvenção para projetos tecnológicos, incluindo uma linha específica voltada à computação quântica.

Empresas podem submeter propostas até 30 de setembro de 2026, desde que em parceria com instituições científicas e tecnológicas. O edital contempla seis áreas estratégicas, sendo uma delas dedicada a tecnologias quânticas, abrangendo computação, comunicação e sensores.

O objetivo é reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, inserir o Brasil em cadeias globais de alto valor e acelerar o desenvolvimento de soluções avançadas. A computação quântica, baseada em qubits, promete resolver problemas complexos com maior velocidade, além de viabilizar novos padrões de segurança, como criptografia baseada nas leis da física.

O impacto estratégico é posicionar o país em uma área crítica da próxima geração tecnológica, com aplicações em indústria, defesa, energia e segurança da informação.

Prazo final: 30/09/2026
Edital: https://www.finep.gov.br/chamadas-publicas

Fonte: Convergência Digital + MCTI/Finep
Imagem: Convergência Digital

DF lança programa para levar empresas de tecnologia ao mercado internacional

Articulação entre empresas, governo e instituições organiza o avanço do setor em direção a mercados globais, com foco em escala, parcerias e competitividade

O Distrito Federal passa a estruturar uma agenda de inserção internacional para o setor de tecnologia. O lançamento do programa Exporta DF 2026: Brasília Tech reuniu, nesta terça-feira (31), empresas, governo e instituições para consolidar a internacionalização como eixo de desenvolvimento da tecnologia da informação e comunicação (TIC) na região.

A iniciativa é coordenada pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), em parceria com ApexBrasil, Sebrae-DF, Secretaria de Relações Internacionais do DF, com apoio do Sindicado das Indústrias da Informação do DF (Sinfor-DF). O projeto integra a agenda de comércio exterior da indústria local.

De acordo com o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino, o Distrito Federal reúne competências técnicas, capacidade empresarial e um ambiente institucional favorável à internacionalização. “O desafio é transformar esse potencial em presença global. O Exporta DF contribui ao organizar o ecossistema, conectar empresas e viabilizar o acesso a novos mercados”, disse.

O programa prevê ações de capacitação, adequação de produtos e conexão com demandas internacionais. A agenda inclui acesso a mercados, formação de parcerias estratégicas e inserção em redes globais de inovação, com foco em continuidade.

A CEO da SOSA Brasil, Gianna Sagazio, apresentou estratégias para a inserção de empresas brasileiras no exterior, com ênfase na construção de parcerias e no posicionamento competitivo.

O setor de TIC é um dos principais vetores da economia do Distrito Federal. O segmento reúne milhares de empresas, gera empregos qualificados e concentra competências em desenvolvimento tecnológico, integração de sistemas e soluções digitais.

A iniciativa busca organizar o setor em torno de uma agenda comum de internacionalização. A articulação entre empresas, entidades e poder público deve ampliar a visibilidade das soluções desenvolvidas no DF e fortalecer a atuação em mercados externos.

A internacionalização exige preparo, articulação e estratégia. Com o Exporta DF Brasília Tech, o setor de tecnologia do Distrito Federal passa a contar com mais estrutura para competir em escala global.

Café com Negócios & Conexões reúne ecossistema de inovação na Embrapa

A 27ª edição do Café com Negócios & Conexões será realizada em 9 de abril de 2026, em Brasília, com foco na geração de oportunidades, fortalecimento de parcerias e integração do ecossistema de inovação. O encontro acontece na sede da Embrapa e reúne representantes de projetos e iniciativas locais.

A programação inclui café da manhã e networking, abertura institucional conduzida por Ana Margarida Castro Euler, apresentações de projetos de inovação e exposição do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Embrapa.

O evento tem como objetivo ampliar conexões estratégicas entre empresas, instituições e atores do setor, incentivando colaboração e desenvolvimento de iniciativas inovadoras no Distrito Federal.

Data: 09/04/2026
Horário: 08h30 às 12h00
Local: Embrapa Sede
Inscrição: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260211

Evento debate defesa cibernética na era da computação quântica em Brasília

O CESAR e o Banco do Brasil promovem, no dia 23 de abril de 2026, em Brasília, a primeira edição do co.labbs series, com foco em defesa cibernética no contexto da computação quântica.

O evento reunirá especialistas e profissionais para discutir estratégias, desafios e impactos da evolução tecnológica na segurança digital, com ênfase em resiliência e adaptação a novos cenários. A programação inclui painel aberto, networking e troca de experiências entre participantes.

A iniciativa busca antecipar discussões sobre riscos e oportunidades da computação quântica, contribuindo para a preparação de empresas e profissionais diante de mudanças estruturais na segurança da informação.

Data: 23/04/2026
Horário: 09h30 às 11h30
Local: Espaço co.labbs
Formato: híbrido

YouTube: https://www.youtube.com/live/GMpSpSbg87M
Inscrição: https://bit.ly/colabbseries-ciberquantica

Capacitação sobre ITIL 4 aborda gestão de serviços e melhoria contínua no DF

Será realizada no dia 9 de abril de 2026, no SebraeLab, no Distrito Federal, uma capacitação voltada à gestão de serviços com base no ITIL 4. O treinamento será conduzido por José Luis Fagondes Miguel, profissional com mais de 25 anos de experiência em governança, inovação e implementação de boas práticas em TI.

O conteúdo aborda como estruturar processos, organizar fluxos de trabalho, aplicar melhoria contínua e transformar demandas operacionais em oportunidades de crescimento. A proposta é ampliar a eficiência operacional, melhorar a experiência do cliente e apoiar a escalabilidade dos negócios.

O público-alvo inclui empresas de TI, provedores de internet, estúdios de games e empreendedores que buscam maior maturidade na gestão de serviços. O impacto esperado é a profissionalização da operação e maior previsibilidade na entrega de valor.

Data: 09/04/2026
Horário: 18h às 20h30
Local: SebraeLab DF
Inscrição: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260199

SINFOR-DF aprova contas e define estratégia para 2026

Assembleia aprovou, por unanimidade, o balanço financeiro do exercício anterior, que fechou com superávit, e traçou agenda para o setor de tecnologia no Distrito Federal

O Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (SINFOR-DF) encerrou o exercício de 2025 com superávit e aprovou, por unanimidade, as contas do período durante a 3ª Assembleia Geral Ordinária da gestão 2023–2027, realizada nesta terça-feira (31) em Brasília. Na mesma ocasião, a entidade definiu o planejamento orçamentário e a agenda estratégica para 2026.

O Conselho Fiscal emitiu parecer favorável às contas, destacando a consistência da gestão financeira, o controle do fluxo de caixa e o cumprimento das exigências legais, sob a gestão do empresário Carlos Jacobino.

Entre os projetos confirmados para o próximo ano, o Brasília Mais TI terá edições bianuais, alinhadas ao calendário nacional de grandes eventos do setor. O Prêmio Sinfor de TI seguirá anual e, neste ano, integrará as comemorações dos 40 anos da entidade, previstas para novembro de 2026. “Temos que celebrar as quatro décadas do Sinfor, um sindicado que soma muitas contribuições para o setor de tecnologia o DF e para a cidade”, afirma Jacobino.

A assembleia também formalizou um termo de cooperação com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). A parceria amplia o acesso das empresas filiadas ao ecossistema nacional de software e às agendas técnicas e regulatórias do setor, sem transferência de recursos financeiros entre as partes.

Reforma tributária na pauta

Um dos debates mais densos da reunião envolveu os efeitos da reforma tributária sobre contratos em execução. O tema expôs lacunas na repactuação de acordos que demandam adequação por parte do poder público. A Comissão da Reforma Tributária do SINFOR-DF ficou incumbida de aprofundar a análise e propor encaminhamentos.

Além disso, ocorrem duas assembleias extraordinárias. Na sétima, foi reconduzida a comissão responsável pela negociação da Convenção Coletiva de Trabalho do setor, sob a presidência do empresário Jarbas Ari Machado. Na oitava, os diretores aprovaram a atualização dos valores da contribuição social com base no IPCA, mantendo o modelo escalonado conforme o porte das empresas.

Balanço de 2025

A diretoria apresentou um balanço de realizações do ano. A Mostra de Tecnologia Brasília Mais TI reuniu mais de 8 mil pessoas presencialmente e 12 mil espectadores online. O sindicato realizou o 14º Prêmio SINFOR de TI e recebeu o Prêmio Instituição Protagonista País Digital 2025, concedido pelo movimento Brasil Digital.

No campo regulatório, o Acórdão 2528/2025 do Tribunal de Contas da União (TCU) representou um avanço relevante para o setor. A decisão considerou irregulares regras que exigiam vínculo celetista e salários fixos em contratações de tecnologia. O SINFOR-DF também ampliou sua presença institucional com participação no CODESE-DF, na FAP/DF e no Comitê Gestor do Projeto TIC/Games 2025.

Com quatro décadas de atuação, o sindicato mantém agenda voltada à inovação, ao ambiente regulatório e à articulação com as principais instâncias de formulação de políticas para o setor no Distrito Federal.

Corrida global por IA pressiona oferta de chips e impacta planejamento de TI no Brasil

A corrida global por inteligência artificial está provocando uma realocação estrutural na indústria de semicondutores, reduzindo a oferta de componentes tradicionais e impactando diretamente o planejamento de TI das empresas brasileiras. O movimento prioriza data centers e infraestrutura de IA, restringindo a disponibilidade de memórias e chips usados em equipamentos como PCs e servidores.

Como consequência, empresas enfrentam aumento de preços, prazos mais instáveis e necessidade de antecipar compras para evitar interrupções operacionais. Estimativas indicam alta de 40% a 50% nos preços de chips de memória no início de 2026, com novas elevações previstas ao longo do ano.

No Brasil, o impacto é amplificado pela dependência de importação e pela volatilidade cambial, pressionando custos e margens. Setores intensivos em tecnologia, como financeiro, educação e serviços digitais, são os mais afetados.

Diante desse cenário, empresas estão migrando de modelos de investimento (CAPEX) para serviços (OPEX), como outsourcing e “PC as a Service”, buscando previsibilidade e redução de risco. O foco passa a ser gestão eficiente do ciclo de vida dos ativos e decisões mais criteriosas de compra.

O principal impacto estratégico é a mudança no modelo de planejamento de TI: deixa de ser baseado em previsibilidade de custo e passa a exigir flexibilidade, antecipação e adaptação contínua a choques na cadeia global.

Fonte: Convergência Digital (Opinião – Vittorio Danesi, CEO da Simpress)
Foto: Vittorio Danesi – Convergência Digital

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