Prêmio Sinfor está com inscrições abertas para reconhecer empresas e lideranças de tecnologia no DF

Na esteira da transformação, prêmio valoriza quem impulsiona inovação, desenvolvimento econômico e soluções para os desafios públicos e privados

Estão abertas as inscrições para a 14ª edição do Prêmio Sinfor de Tecnologia da Informação. A premiação é promovida pelo Sindicato das Indústrias da Informação do DF (Sinfor-DF) e se consolidou como uma das principais do segmento de TI no DF e no Brasil, por reconhecer empresas, startups, gestores públicos e personalidades que atuam na construção de um ecossistema tecnológico mais forte e competitivo.

“O setor de tecnologia é um dos que mais cresce no Distrito Federal, gerando empregos, renda e soluções que impactam a vida das pessoas e das empresas. Este prêmio é uma forma de reconhecer quem faz a diferença na transformação digital e na construção de uma Brasília mais inovadora”, afirma o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino Lima. “A inovação que nasce aqui reverbera em todo o território nacional.”

Tecnologia além dos limites da Esplanada

Jacobino explica que a premiação é uma vitrine para mostrar que o DF também disputa protagonismo na economia do conhecimento. “O futuro que a gente discute aqui não é só sobre software, dados ou inteligência artificial. É sobre empregos, desenvolvimento, inclusão e competitividade para o país inteiro”, resume Jacobino.

Como participar

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 16 de julho pelo site do Sinfor-DF (www.sinfor.org.br/premio/). Podem participar empresas de todos os portes, startups e instituições públicas que tenham projetos ou iniciativas voltadas à transformação digital, inovação ou impacto social.

A avaliação será feita por uma banca formada por especialistas, empresários e formadores de opinião, que irão analisar critérios como inovação tecnológica, impacto econômico, social, sustentabilidade, qualidade técnica e potencial de escalabilidade.

Valorização da inovação que gera impacto

O prêmio será entregue no dia 21 de agosto, no encerramento da 7ª Mostra Brasília Mais TI, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reunindo empresários, autoridades, investidores e especialistas em tecnologia.

Nesta edição, o prêmio traz cinco categorias competitivas, que vão de inovação em produtos e serviços até impacto social e sustentabilidade, além de oito categorias honoríficas, destinadas a autoridades dos poderes Executivo e Legislativo e entidades que apoiam o setor.

Para o presidente do Sinfor-DF, o fortalecimento do ecossistema de tecnologia é também uma estratégia de desenvolvimento econômico para além da vocação pública de Brasília. “Estamos falando de um setor que gera empregos qualificados, fomenta exportação de serviços e, sobretudo, oferece soluções para desafios estruturais do país”, diz.

Após atuação do Sinfor-DF, TCU limita exigências do governo em contratos públicos de TI

Tribunal considera irregulares regras que impunham vínculo celetista e salários fixos. Decisão marca vitória do setor produtivo de tecnologia

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, em acórdão recente, que o governo federal não pode impor a exigência de que empresas contratem exclusivamente por regime celetista nem mantenham os mesmos salários previstos nas planilhas de custo apresentadas na licitação. Essa proibição vale para contratos de tecnologia da informação remunerados por resultado.

A decisão responde a representação feita pelo Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), em conjunto com outros atores do setor.

O julgamento marca uma inflexão relevante na forma como a Administração Pública contrata serviços de TI baseados em entrega. A modalidade focada em entrega busca eficiência e inovação, mas que estava sendo tolhida por interpretações normativas consideradas excessivamente restritivas pelo setor empresarial.

“O governo não pode querer controlar o resultado e a folha de pagamento ao mesmo tempo. Se deseja controlar pessoas, que faça licitação por dedicação exclusiva de mão de obra. Se quer contratar resultado, precisa permitir autonomia na gestão de pessoas”, afirma o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino.

Portaria alterou as regras e passou a exigir contratação por CLT

O problema começou quando o governo publicou a portaria a 6.679 de 2024, que alterou normas anteriores e passou a exigir, inclusive retroativamente, que empresas contratadas mantivessem vínculo CLT com todos os profissionais e pagassem os salários informados na fase de licitação.

Segundo o TCU, essa exigência contraria tanto a Lei 14.133/2021 quanto jurisprudência consolidada do próprio Tribunal e do Supremo Tribunal Federal.

Imposições oneravam contratos e restringiam concorrência

De acordo com o acórdão, essas imposições interferem indevidamente na gestão das empresas e podem encarecer os contratos, restringir a concorrência e comprometer a economicidade das compras públicas. “Não se pode exigir controle dos meios quando o modelo de contratação é por resultado. O que interessa é a entrega com qualidade”, conclui o relator.

O Sinfor-DF atuou como parte interessada no processo e foi responsável por apresentar, com apoio jurídico, argumentos técnicos sobre os impactos negativos das exigências. A decisão do TCU não apenas valida a posição do setor como estabelece diretrizes para futuras contratações: exigências de vínculo celetista e fiscalização trabalhista só podem ser feitas em contratos com dedicação exclusiva de mão de obra e com previsão expressa no termo de referência.

Acórdão tem efeito imediato

A medida deve ter efeito imediato sobre os contratos vigentes derivados dos pregões 7 e 8/2023, cujos valores somam quase R$ 100 milhões. Também impacta futuros editais da Central de Compras do Ministério da Gestão e Inovação.

Para o Sinfor-DF, trata-se de uma vitória institucional. “Esse acórdão corrige um erro estrutural que ameaçava sufocar a inovação no setor público. O Brasil precisa de um Estado que contrate inteligência, não controle de jornada”, avalia Jacobino.

Aumento do IOF vai sufocar pequenas e médias empresas de tecnologia, afirma presidente do Sinfor-DF

Carlos Jacobino defende que Congresso Nacional aprecie, vote e aprove o projeto de decreto legislativo que pretende cancelar o aumento de IOF

O presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, afirma que o aumento do IOF representa um custo desproporcional sobre pequenas e médias empresas, atualmente com dificuldade de crédito pelos juros elevados. A taxa básica de juros está, atualmente, em 14,75%, e a nova medida vai onerar e a sociedade em R$ 20,5 bilhões em 2025 e em R$ 41 bilhões em 2026.

Carlos Jacobino explica que o encarecimento do crédito, com aumento superior a 110% ao ano na carga tributária sobre empréstimos, afeta diretamente a capacidade das empresas de tecnologia de inovar, expandir suas atividades e gerar empregos qualificados. “A tributação adicional sobre operações de câmbio encarece a aquisição de insumos, serviços especializados e equipamentos de ponta indispensáveis à modernização do parque tecnológico nacional”, explica.

O setor de tecnologia da informação é responsável por impulsionar a transformação digital, a inovação e o aumento da competitividade do país. E mais de 90% das empresas do setor de tecnologia da informação são de microempreendedores, pequenas e médias empresas. “Não existe justificativa plausível para esse aumento. O IOF é um imposto acumulativo e vai onerar toda a cadeia produtiva. Esse aumento focado apenas em aumentar a arrecadação, para fazer frentes a mais gastos em um ano pré-eleitoral, compromete investimentos, planejamento e sustentabilidade financeira de inúmeros negócios”.

Mais completo evento de tecnologia do setor privado no País é lançado no BioTIC

A 7ª Mostra Brasília Mais TI reunirá palestrantes internacionais, especialistas nacionais e empresários para movimentar o ecossistema tecnológico no Distrito Federal

Com torneios de robótica, hackaton, batalhas de robôs, campeonato de xadrez, Brasília sediará o mais completo evento de tecnologia promovido pelo setor privado no Brasil em agosto. O Brasília Mais TI chega à sua 7ª edição e vai reunir inovação, negócios e inclusão em um mesmo espaço, com expectativa de atrair cerca de 5 mil pessoas por dia, em três dias de evento. O evento foi lançado nesta quinta-feira (12) no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC).

“Estamos consolidando Brasília como um hub nacional de inovação. Este é um evento que promove talentos locais, gera oportunidades reais de negócios e amplia o acesso à tecnologia de forma democrática”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino.

De acordo com o chefe de gabinete da presidência do BioTIC, Ricardo Bittencourt, receber o lançamento do Brasília Mais TI aqui no BioTIC reforça o papel do Parque Tecnológico como espaço catalisador da inovação no Distrito Federal. “Estamos alinhados com iniciativas que conectam tecnologia, educação e empreendedorismo, e esse evento representa exatamente isso: um ecossistema em movimento rumo ao futuro”, afirma.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do GDF em exercício, Alexandre Villain, diz que evento muito importante para o desenvolvimento tecnológico do DF e evidencia oportunidades de aproximação entre academia, setor privado e o governo.

Também participaram da abertura, a presidente da Frente Parlamentar para a Economia Digital e Desenvolvimento Tecnológico do DF, deputada distrital Jane Klébia, o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF, Leonardo Reismam, a diretora do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae- DF), Rose Rainha, e o diretor do SESI/SENAI do DF, Marco Secco, e a presidente do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira.

Sinfor-DF lança o edital do 14ª Edição do Prêmio Sinfor de TI

As inscrições para a 14ª edição do Prêmio Sinfor de TI – 2025, promovido pelo Sinfor-DF, estarão abertas entre 23 junho e 16 de julho. A premiação busca reconhecer boas práticas, soluções inovadoras e ações de impacto que contribuam para o fortalecimento do setor de tecnologia da informação no DF e no Brasil.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.sinfor.org.br/premio/.

O prêmio contempla tanto empresas e startups quanto personalidades públicas e autoridades governamentais que tenham atuado de forma significativa no ecossistema de TI, com foco em transformação digital, impacto social, sustentabilidade e avanço tecnológico.

“Nosso objetivo é valorizar as iniciativas que não apenas inovam, mas que também ajudam a construir um setor mais competitivo, inclusivo e sustentável”, afirma o presidente do Sinfor-DF.

SOBRE O BRASÍLIA MAIS TI

O evento acontece entre 19 e 21 de agosto, com entrada gratuita, ingressos limitados e programação voltada a profissionais de TI, empreendedores, estudantes e empresas em busca de soluções digitais e conexões de negócio.

O evento é realizado pelo Sinfor-DF em parceria com o Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (INESQ) e apoio do Programa Voz Ativa, Instituto Multiplicidades e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do GDF.

Inscreva-se no site: https://www.brasiliamaisti.com.br/

Inovação em movimento

Um dos destaques do evento destaques é o 2º Hackathon Brasília Mais TI, com R$ 20 mil em prêmios para as equipes que conquistarem os 1º, 2º e 3º lugares. Inscrições abertas e limitadas a 15 equipes de até 6 pessoas.

Também estão abertas as inscrições para o 2º Torneiro de Robótica Brasília Mais TI. A principal característica dessa competição é o fato de ter uma categoria bastante acessível a equipes iniciantes.

Além disso, será possível acompanhar uma Batalha de Robôs, com protótipos que enfrentam em tempo real em uma arena própria.

Também fazem parte da programação:

  • Rodadas de negócios com startups e grandes empresas
  • Feira de exposições com soluções em IA, automação e cibersegurança
  • Espaço maker e oficinas interativas para crianças e jovens
  • Painéis com especialistas sobre o futuro da tecnologia no Brasil
  • Palestra com especialista internacional em inovação

Protagonismo feminino

Um dos pontos altos do Brasília Mais TI será o Espaço Mulheres na Tecnologia, voltado para promover a equidade de gênero no setor de tecnologia. O espaço contará com painéis, workshops e sessões de mentoria com mulheres líderes em TI, além de discussões sobre os desafios enfrentados por profissionais em áreas majoritariamente masculinas.

“Ainda somos minoria nas áreas técnicas, mas eventos como esse criam caminhos para mais mulheres ocuparem esses espaços com protagonismo e voz”, diz explica a vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lúcia Soares.

Serviço

Brasília Mais TI – 7ª edição
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães 
Data: 19, 20 e 21 de agosto
Entrada gratuita e ingressos limitados
Inscrições: www.brasiliamaisti.com.br/

Implantação do Distrito de TI e Inovação no Parque Tecnológico

A primeira reunião de acompanhamento da implantação do Distrito de Tecnologia e Inovação no Parque Tecnológico – BIOTIC ocorreu em 1º de abril. Na ocasião, o escritório de advocacia Michilles e Tavares apresentou a primeira proposta do escopo para a instituição da Sociedade de Propósito Específico (SPE), que será responsável por gerir todo o Distrito de TI dentro do Parque Tecnológico.

Além do corpo jurídico e do presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (SINFOR/DF), Carlos Jacobino, também participaram os diretores Jarbas Júnior, Carlos Freitas, Alexander Kurt, Emilson Donizeth, Lucia Soares, Renato Moraes, Alex Aguelho e o superintendente Fagner Andrade.

O debate girou em torno da estruturação societária, deixando claros os objetivos, a governança, as ações, os instrumentos a serem utilizados, entre outros pontos relevantes.

A comissão realizará reuniões periódicas com o objetivo de avançar na formulação dos instrumentos e na consolidação do projeto.

Lançamento do Projeto Setorial de TIC

O Sebrae DF, em parceria com os principais líderes do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), realizou um evento que marcou o lançamento do projeto com o tema: “Maturidade Organizacional no Setor de TIC”. Foi um momento especial de integração com iniciativas inovadoras.

Na ocasião, o presidente do SINFOR/DF realizou a apresentação do Projeto Distrito de TI, que prevê a construção de três edifícios no Parque Tecnológico, totalizando 90 mil metros quadrados. Os interessados puderam manifestar sua intenção de participação.

SINFOR/DF Realiza Assembleia Geral

Cumprindo o regramento estatutário, no dia 26 de março, às 8h30, o SINFOR/DF realizou a segunda Assembleia Geral Ordinária da Gestão 2023/2027. Na ocasião, foram tratados assuntos como a aprovação das contas do exercício de 2024, o orçamento para o ano de 2025, as atividades realizadas em 2024 e as previstas para 2026. Todos os temas foram aprovados por unanimidade.

No mesmo dia, às 10h30, foi realizada a 5ª Assembleia Geral Extraordinária da mesma gestão. Foram discutidos diversos temas, como a criação de comissões de trabalho, resoluções internas e a mudança de endereço da sede do SINFOR, entre outros assuntos de interesse do setor.

Especialista do MIT aborda práticas para se adaptar às inovações da IA Generativa

Palestra magna do Brasília Mais TI traz uma das desenvolvedoras do ChatGPT para falar sobre perspectivas e aplicações da inteligência artificial generativa

A especialista do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e uma das desenvolvedoras da inteligência artificial generativa ChatGPT, Melissa Webster, compartilhou sua visão sobre a evolução e as possibilidades da IA generativa, abordando suas aplicações práticas no mundo real e como ela pode impulsionar a inovação. Sua apresentação ao público começou de forma inovadora, utilizando as aplicações da IA.

Melissa desenvolveu um roteiro no ChatGPT, traduziu o texto para o português e utilizou a IA para criar um vídeo a partir de seu avatar. “Eu sou Melissa Webster. Eu não falo português, então usei o ChatGPT para criar o roteiro da minha fala, traduzi para o português e com o Heygen (outra IA) criei um vídeo usando meu avatar. Tudo isso em apenas cinco minutos”, explicou ela, demonstrando o poder da tecnologia generativa ao vivo. Webster destacou o impacto da IA no trabalho e a consequente transição de tarefas, com liberação de tempo para atividades mais criativas e críticas. Ela citou o exemplo de um desenvolvedor que, ao utilizar o ChatGPT, conseguiu criar com excelência um código de programação que normalmente levaria dez meses.

Ao avaliar a evolução da inteligência artificial, a especialista fez uma analogia com seu esporte favorito, o remo, que, segundo ela, é como olhar para trás para entender onde estamos indo. “Não tem como prever o que nos espera. Algumas pessoas acreditam que é uma moda passageira, um ‘hype’, outras acham que vai atingir um platô de desenvolvimento e, os mais otimistas, acreditam que chegaremos muito rapidamente a modelos de inteligência artificial geral (AGI) com domínio de tarefas intelectuais.”

A especialista destacou a velocidade impressionante na adoção de ferramentas de IA, como o ChatGPT, confirmando sua expectativa de que não se trata de uma onda passageira. “O ChatGPT levou cinco dias para atingir cem mil usuários, número que o Instagram alcançou em 75 dias. Para chegar a 1 milhão de usuários, o ChatGPT levou três meses, enquanto o TikTok levou um ano. É impressionante como as tecnologias estão sendo adotadas pelas pessoas e empresas. Percebe-se que muitas empresas estão integrando as tecnologias generativas e, com isso, têm conseguido ganhos mais expressivos em qualidade de trabalho e eficiência.”

Ela também falou sobre os desafios e os riscos associados à IA generativa, como a segurança de dados, os vieses algorítmicos e as complexidades na implementação. Ponderou sobre a importância de utilizar essas tecnologias de forma estratégica, como a criação de modelos próprios de linguagem para empresas. Melissa ainda destacou a importância da educação para que as pessoas acompanhem as transformações que a IA provoca. “Quero que todos saiam dessa palestra com três sugestões: acompanhem as ondas, experimentem e continuem se adaptando. Lembrem-se de buscar as melhores aplicações para o que realmente é necessário”, concluiu, reforçando a importância de se atualizar em habilidades digitais.

Debate sobre inteligência artificial e criatividade é tema de painel no Brasília Mais TI

Especialistas discutem como preservar a criatividade humana aliada ao uso das novas ferramentas tecnológicas

A rápida adoção da inteligência artificial (IA) e a mudança cultural disruptiva geram questionamentos sobre a interferência na criatividade humana. Especialistas reunidos no painel do Brasília Mais TI discutiram essas questões e compartilharam suas percepções sobre as transformações que a IA pode causar.

Carlos Jacobino, presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor), acredita que a IA é uma ferramenta que potencializa a criatividade, e não sua concorrente. “Ela trouxe novos poderes à inovação e ao pensamento criativo. Porém, não recomendo que se use tecnologia para tarefas que são intrínsecas ao ser humano, como manifestar emoções”, afirmou.

Jacobino aposta que a IA aumentará a produtividade e será cada vez mais utilizada em tarefas repetitivas, liberando tempo para atividades intelectuais e criativas. “Um professor, por exemplo, poderá delegar à IA a tarefa de corrigir provas, utilizando o tempo livre para aprimorar a abordagem pedagógica e criar formatos mais originais para as aulas”, destacou.

A CEO da SOSA Brasil, Gianna Sagazio, concorda que a IA criará novas oportunidades, mas alerta para a necessidade de investir em educação para evitar o aumento da desigualdade social. “O Brasil ocupa uma posição crítica no desenvolvimento educacional, o que também se reflete no índice de criatividade, conforme indicadores internacionais recentes”, disse.

Para ela, é essencial formular políticas públicas que melhorem a qualidade da educação, permitindo que as ferramentas de IA sejam usadas em todo seu potencial e tragam resultados concretos para empresas e para o país. “Cada indivíduo precisa ter um repertório consistente para formular questionamentos assertivos e obter os melhores resultados das ferramentas”, completou.

Gianna também levantou a questão do propósito para o qual as tecnologias servirão. “Governos e empresas precisam direcionar a tecnologia para melhorar a qualidade de vida das pessoas, por meio de práticas que visem garantir um futuro viável, com bem-estar e trabalho digno”, afirmou.

Couto Silva, auditor de Finanças e Controle do Tesouro Nacional, compartilha uma visão semelhante sobre a necessidade de preparar a população para a transformação digital. “Grande parte da sociedade está vivendo essa mudança sem preparação, enquanto outra parte subestima os impactos da IA no mercado. A população precisa ser capacitada para usar a tecnologia a favor, criando uma inteligência aumentada que combine criatividade humana com recursos tecnológicos”, argumentou.

Couto considera que o futuro da IA é imprevisível. “A acessibilidade a tecnologias que respondem por meio de linguagem natural pode mudar muito do que conhecemos. Precisamos criar mecanismos para proteger a sociedade contra os riscos da desinformação, garantir a legitimidade das instituições e educar as pessoas para compreender melhor a realidade”, alertou. Ele destacou os riscos da disseminação de fake news nas redes sociais e o impacto que a IA pode ter, como no caso dos deep fakes.

O painel sobre Inteligência Artificial e Criatividade foi parte da programação do último dia do Brasília Mais TI. O evento discutiu a inovação, a tecnologia e seus impactos nas diversas áreas da sociedade, além de seu potencial na geração de novos negócios.

Brasília mais TI levou debates sobre inclusão digital, bitcoins e Brasília como cidade do futuro

Criptomoeda, cidades sustentáveis e inclusão digital foram temas de debates do evento

O Brasília Mais TI reuniu lideranças do setor, poder público e empresários para falarem sobre o impacto das novas tecnologias na economia, no desenvolvimento das cidades e na sociedade em geral. Paralelo aos debates, o evento traz uma feira de negócios e uma competição de robótica.

O Coordenador com Residência Tecnológica da Universidade Católica de Brasília (UCB), professor doutor Santana, e uma aluna de da universidade, Júlia Clovandi. falaram sobre a experiência do projeto da UCB que desenvolve na grade de ensino uma atuação prática em empresas de tecnologia, para que o aluno seja formado de acordo com as necessidades do mercado. Segundo ele, esse modelo permite que nos primeiros semestres do curso de Tecnologia da Informação, os alunos já possam aprender com projetos reais e garantir empregabilidade.

Em outro painel, o presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor), Carlos Jacobino, falou sobre como o bitcoin está moldando o futuro das finanças globais, destacando seu impacto no sistema econômico mundial. Segundo ele, o Bitcoin irá transformar os mercados financeiros, com ênfase na descentralização, segurança e transparência que ele oferece.

“O Bitcoin tem uma vantagem em relação às moedas nacionais que é a limitação de ativos. As moedas por conta da possibilidade de novas emissões sempre sofrerão depreciações, impactando o poder de compra a longo prazo” disse Jacobino. Segundo ele, em função dessa característica, a tendência é que a criptomoeda se valorize. “Invisto no bitcoin pensando a longo prazo. Não é recomendável a compra de bitcoin para um prazo determinado, pois a criptomoeda pode sofrer fortes oscilações especulativas, mesmo que a perspectiva da curva seja uma constante crescente em períodos espaçados”.

Finalizando a programação, ainda foram apresentadas as perspectivas de futuro para as cidades. O presidente do Instituto Niemeyer, o arquiteto Paulo Niemeyer, falou sobre a vocação de Brasília para um pensamento diruptivo futurista quando foi projetada. Segundo ele, a cidade foi desenvolvida para atender as necessidades do futuro, com grandes espaços verdes, prédios funcionais, além de uma orientação para integrar a visão de futuro para o País. Para ele, é importante pensar na cidade pensando na sustentabilidade e como um lugar preparado para os novos desafios que a evolução tecnológica traz.

O Brasília Mais TI é um evento, realizado entre os dias 26 e 28 de novembro, com palestras sobre tendências da tecnologia, campeonato de robótica, feira de negócios e hackathon – maratona intensiva com programadores, designers e profissionais de tecnologia para desenvolver soluções para problemas reais.

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