Projeto da FAPDF investiga limites e uso responsável da IA no Brasil

Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) investiga os desafios e limites da inteligência artificial (IA), com foco no uso responsável da tecnologia no Brasil. A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) e analisa os impactos teóricos, éticos e práticos da IA.

O estudo destaca que os sistemas atuais de IA são altamente eficientes na identificação de padrões, mas não produzem explicações causais, o que limita sua aplicação em contextos que exigem interpretação mais profunda e tomada de decisão crítica.

A iniciativa busca contribuir para a construção de bases conceituais e regulatórias, auxiliando na formulação de políticas públicas e no uso mais seguro da tecnologia em áreas como saúde, justiça e serviços públicos.

Fonte: Agência Brasília — Projeto apoiado pela FAPDF investiga desafios e limites para uso responsável da inteligência artificial no Brasil (2026)
Imagem: Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF

5G deve chegar a 2.220 municípios brasileiros até o fim de 2026

A expansão do 5G no Brasil deve alcançar 2.220 municípios até o final de 2026, superando a meta inicial de 1.469 cidades prevista no cronograma original. Atualmente, a tecnologia está presente em cerca de 1.420 municípios, com expectativa de avanço acelerado nos próximos meses.

O plano prevê a ampliação da cobertura principalmente em cidades menores, com mais de 800 municípios com menos de 30 mil habitantes recebendo a tecnologia ainda neste ano. A estratégia segue as diretrizes definidas no leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com metas progressivas até a universalização do serviço.

Segundo o Ministério das Comunicações, a expansão do 5G representa um avanço estratégico para o país, ao impulsionar inovação, competitividade e inclusão digital, especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.

Fonte: Convergência Digital — 5G estará ativo em 2220 municípios até o final deste ano” (2026)
Imagem: Convergência Digital

Sinfor-DF realiza visita técnica para primeira etapa do Circuito Brasília Mais TI

Projeto voltado à formação tecnológica de jovens será realizado em parceria com o JK Shopping e integra a preparação para a 8ª Mostra Tecnologia Brasília Mais TI

A vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lúcia Soares, realizou visita técnica para a organização da 1ª Etapa do Circuito Brasília Mais TI, nesta sexta-feira (13). A etapa inicial do circuito será realizada em parceria com o JK Shopping, em Taguatinga, e deverá atender estudantes de diversas regiões administrativas do eixo oeste do Distrito Federal, incluindo Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires e Sol Nascente. A expectativa é de que mais de 15 mil pessoas passem pelos três dias de evento.

“O Circuito Brasília Mais TI amplia o acesso de jovens do Distrito Federal à formação em tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial”, explica Lúcia Soares. Ele foi concebido para criar uma trilha de formação que conecte estudantes da rede pública a oportunidades no mercado de tecnologia e no empreendedorismo digital. A programação reúne oficinas práticas, maratona de desenvolvimento de aplicativos, espaços makers, formação em robótica e competições tecnológicas.

Segundo a vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lucia Soares, o projeto busca aproximar jovens que ainda têm pouco contato com o universo das carreiras tecnológicas.

“O circuito quer alcançar o jovem que muitas vezes não tem acesso à informação sobre as carreiras de tecnologia. Em escolas com mais recursos, os estudantes costumam ter mais orientação sobre essas profissões. Já em muitas regiões, o jovem sequer sabe exatamente o que significa trabalhar com tecnologia.”

Para Lucia, ampliar o acesso à informação sobre essas oportunidades é um passo essencial para formar novos talentos no setor. “Quando alguém fala em odontologia, por exemplo, o estudante sabe que vai cuidar dos dentes das pessoas. Em tecnologia é diferente. A área é muito ampla e, muitas vezes, o jovem não sabe por onde começar ou acha que é algo muito distante da realidade dele. Nosso papel é mostrar que existe um caminho possível.”

Parceria fortalece agenda de educação e inovação

A parceria com o JK Shopping amplia o alcance do projeto ao aproximar tecnologia, educação e comunidade em um espaço de grande circulação na cidade. Segundo a superintendente do JK Shopping, Elisa Ferreira, receber o Circuito Brasília Mais TI no JK Shopping é uma oportunidade de conectar o shopping a uma agenda de educação e inovação que dialoga diretamente com o futuro da cidade. “Queremos que o espaço seja um ponto de encontro para estudantes, famílias e empresas que acreditam no potencial da tecnologia para transformar oportunidades em carreira”, afirma.

Entre os destaques da programação está a Competição de Robótica, que reúne estudantes em desafios de programação, engenharia e estratégia.

“A robótica desperta interesse pela tecnologia porque transforma aprendizado em experiência prática. O estudante, que constrói e programa um robô, passa a entender conceitos de engenharia, programação e lógica de forma concreta. A competição funciona como um laboratório de inovação e pode ser a porta de entrada de muitos jovens para carreiras em tecnologia”, explica João Victor Pinheiro, coordenador da competição.

O Circuito Brasília Mais TI integra o calendário de preparação para a 8ª Mostra Brasília Mais TI, evento que reúne estudantes, empresas e instituições de ensino em torno de projetos tecnológicos e desafios de inovação.

Além da formação técnica, a iniciativa busca estimular o empreendedorismo entre jovens e contribuir para reduzir o déficit de profissionais qualificados em tecnologia. Atualmente, o Distrito Federal já representa o terceiro maior mercado de tecnologia da informação do país, com mais de 30 mil vagas no setor.

IA é comparada a “exoesqueleto” que amplia capacidades humanas no setor público

Especialistas reunidos no Tech Gov Fórum MT, realizado em Cuiabá, defenderam que a inteligência artificial (IA) deve ser encarada como um “exoesqueleto” tecnológico, capaz de ampliar as capacidades humanas, mas não substituí-las. O conceito foi apresentado para explicar que a tecnologia atua como suporte ao trabalho das pessoas, aumentando produtividade e eficiência, mas mantendo o ser humano como elemento central na tomada de decisões.

Durante os debates, participantes ressaltaram que a transformação digital no setor público depende não apenas da adoção de ferramentas tecnológicas, mas também de mudanças culturais, capacitação profissional e desenvolvimento de habilidades humanas. Segundo os especialistas, embora a IA possa automatizar tarefas e apoiar análises complexas, competências como liderança, pensamento crítico, comunicação e colaboração continuam essenciais.

Outro ponto destacado foi que a incorporação da IA nas organizações exige preparo institucional e políticas de formação contínua, garantindo que servidores e profissionais consigam trabalhar de forma integrada com as novas tecnologias. Nesse cenário, a IA deixa de ser vista como substituta da força de trabalho e passa a atuar como instrumento de apoio para ampliar a inteligência e a capacidade produtiva das equipes.

Fonte: Convergência Digital — “Inteligência artificial é um exoesqueleto que reforça necessidade de capacidades humanas” (2026).
Imagem: Convergência Digital

Brasil e mais de 40 países lançam “teste supremo” para avaliar grandes modelos de IA

Pesquisadores de mais de 40 países, com participação brasileira, lançaram um novo benchmark global para avaliar o desempenho de ferramentas de inteligência artificial (IA), especialmente grandes modelos de linguagem (LLMs), em áreas amplas do conhecimento.

Batizado de Humanity’s Last Exam (HLE), o teste agrupa 2,5 mil questões distribuídas por dezenas de disciplinas e foi apresentado em um artigo na revista Nature em janeiro. O objetivo é criar uma referência global — chamada de “benchmark supremo” — para medir como diferentes modelos de IA respondem a desafios que envolvem matemática, ciências, humanidades e outras áreas.

A proposta é que o HLE sirva como um padrão rigoroso para comparar novas gerações de IAs, complementando métricas já existentes usadas por desenvolvedoras quando lançam modelos de propósito geral, com respostas claramente verificáveis.

📎 Fonte: Convergência Digital — Brasil e 40 países criam teste supremo para ferramentas de inteligência artificial (02/03/2026)

Identy.io aposta em biometria para acelerar integração digital e reduzir exclusão no Brasil

A Identy.io defende que a tecnologia biométrica pode atuar como catalisadora da integração digital ao permitir identificação remota mais segura e simples para serviços públicos e privados, como bancos, saúde e procedimentos administrativos.

O texto destaca que a digitalização ainda convive com exclusão digital: uma pesquisa do Cetic.br citada na matéria aponta que quase 28 milhões de brasileiros não usam internet no dia a dia, apesar de 86% dos domicílios estarem conectados, o que mantém parte da população dependente de atendimentos presenciais e deslocamentos longos.

Como resposta, a empresa apresenta soluções de biometria facial, impressão digital e biometria palmar (incluindo uso para recém-nascidos), com processamento e armazenamento de dados diretamente no celular do usuário, buscando elevar privacidade e reduzir dependência de infraestrutura externa.

A matéria também ressalta a detecção passiva de vida (liveness), que não exige ações como piscar ou mover a cabeça e usa sinais como reflexos de luz e microvariações da pele para diferenciar uma pessoa real de fraudes — inclusive “duplos digitais” gerados por IA —, além de funcionar com celulares comuns.

Por fim, o artigo aponta ganhos de custo e eficiência para organizações, já que o cadastro pode ocorrer em diferentes locais e até sem conexão no momento, reduzindo deslocamentos e filas presenciais e ampliando o acesso a serviços digitais.

📎 Fonte: Convergência Digital — “Identy.io: Tecnologia biométrica como catalisador para a integração digital” (23/02/2026).

Cientista brasileira desenvolve tecnologia solar que filtra água da chuva

A biotecnologista baiana Anna Luísa Beserra criou uma tecnologia solar sustentável capaz de filtrar e desinfetar água da chuva armazenada em cisternas, tornando-a própria para consumo humano. A solução, chamada Aqualuz, é de baixo custo e já beneficia comunidades rurais no Brasil e em outros países da América Latina, enfrentando a falta de acesso à água potável — um problema histórico em regiões como o Nordeste.

A inventora é fundadora da SDW for All e já desenvolveu outras tecnologias voltadas ao saneamento rural, com impacto socioambiental significativo. O projeto já rendeu reconhecimento internacional a Beserra, que recebeu o prêmio Jovens Campeões da Terra, concedido pela ONU Meio Ambiente, sendo a única brasileira a conquistar essa honraria.

Fonte: Brasil247 — Cientista brasileira cria tecnologia solar que filtra água da chuva, por Aquiles Lins.
Biotecnologista baiana Anna Luísa Beserra desenvolveu uma tecnologia solar capaz de filtrar e desinfetar a água armazenada em cisternas, tornando-a própria para consumo humano. (Foto: Divulgação)

Sinfor-DF avalia inauguração do Na Hora Empresarial como avanço no ambiente de negócios do DF

Centro reúne serviços dispersos no governo e contribui para reduzir entraves administrativos e ampliar previsibilidade regulatória para empresas

A Inauguração da primeira unidade do Na Hora Empresarial representa um passo relevante na racionalização do atendimento público às empresas no Distrito Federal, ao concentrar, em um único espaço, serviços dispersos entre diferentes órgãos. Para a vice-presidente do Sinfor-DF, Lúcia Soares, a iniciativa contribui para reduzir entraves operacionais, ampliar previsibilidade regulatória e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de empresas de tecnologia e inovação. O Sinfor-DF participou da cerimônia de lançamento nesta terça-feira (3).

Instalada no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, a unidade foi concebida para funcionar como um ponto focal de atendimento ao setor produtivo, reunindo serviços essenciais para abertura, regularização, expansão e manutenção de empresas. O espaço tem mais de 500 metros quadrados e capacidade estimada para realizar centenas de atendimentos diários, com a proposta de reduzir deslocamentos, eliminar redundâncias administrativas e acelerar etapas que historicamente impactam o tempo e o custo de operação dos negócios.

A estrutura integra serviços de diferentes áreas do Governo do Distrito Federal e de parceiros estratégicos, como licenciamento de atividades econômicas, vigilância sanitária, consultas urbanísticas, orientações tributárias, regularização de serviços públicos, apoio ao empreendedorismo e procedimentos empresariais junto à Junta Comercial. A concentração desses atendimentos em um único local responde a uma demanda recorrente do setor empresarial por maior coordenação entre órgãos públicos e maior clareza nos fluxos administrativos.

Na avaliação de Lúcia Soares, o desenho do Na Hora Empresarial dialoga diretamente com as necessidades das empresas de tecnologia da informação e comunicação, cujos modelos de negócio dependem de agilidade decisória, segurança jurídica e integração entre diferentes instâncias do poder público. “A iniciativa contribui para um ambiente mais previsível e funcional, condição essencial para que empresas de base tecnológica possam planejar, investir e crescer”, avalia.

Para o Sinfor-DF, o centro também se insere em uma agenda mais ampla de modernização do Estado e fortalecimento do ambiente de negócios, especialmente em um contexto de transformação digital e expansão da economia baseada em conhecimento. A atuação institucional do sindicato junto a iniciativas desse tipo reflete o entendimento de que competitividade e inovação exigem não apenas políticas de fomento, mas também estruturas públicas capazes de operar com eficiência, coerência regulatória e visão sistêmica sobre o ciclo de vida das empresas.

Com a nova unidade, o Distrito Federal passa a contar com um modelo de atendimento empresarial mais integrado, alinhado a boas práticas de gestão pública e às demandas reais do setor produtivo. O Sinfor-DF acompanha esse movimento como parte de seu papel institucional de contribuir para a construção de um ambiente regulatório mais moderno, funcional e aderente às dinâmicas do ecossistema de tecnologia e inovação.

GDF inaugura primeira unidade do Na Hora Empresarial para empreendedores em Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), a primeira unidade do Na Hora Empresarial, espaço voltado exclusivamente ao atendimento de empreendedores do DF. A nova estrutura funciona no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, e foi criada para centralizar serviços públicos essenciais à abertura, regularização e expansão de empresas, com atendimento presencial sem filas nem necessidade de agendamento.

Com área superior a 500 m², a unidade reúne órgãos estratégicos — como DF Legal, Vigilância Sanitária e Junta Comercial — para agilizar processos que antes exigiam visitas a diferentes repartições. A expectativa é realizar mais de 500 atendimentos por dia, contribuindo para reduzir a burocracia e facilitar a rotina de quem empreende na capital federal.

Fonte: Agência Brasília / GDF — GDF inaugura primeira unidade do Na Hora Empresarial para empreendedores (28/01/2026).

Governo atualiza metas da Estratégia Federal de Governo Digital até 2027

A Secretaria de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos atualizou a Estratégia Federal de Governo Digital 2024–2027 por meio da Portaria SGD/MGI nº 473, de 20 de janeiro de 2026, definindo um conjunto mais detalhado de metas operacionais para transformação digital do Estado até 2027.

As metas abrangem áreas estratégicas como serviços públicos digitais, acessibilidade, uso intensivo de dados, inteligência artificial (IA), segurança da informação e integração federativa. A atualização inclui ações específicas como a implantação de soluções de IA em órgãos públicos, capacitação de gestores, experimentação de projetos, publicação de guias orientativos e trilhas de capacitação, além de objetivos para que 95% dos serviços digitalizáveis sejam transformados até 2026 e que a satisfação dos usuários alcance níveis elevados até 2027.

No campo de dados, a estratégia reforça a Infraestrutura Nacional de Dados como base para a digitalização do Estado e estabelece metas de economia de recursos públicos por meio da redução de exigências de documentos via Conecta GOV.BR, além da integração de bases para qualificar benefícios sociais diante das políticas públicas.

As metas também apontam para a capacitação de servidores em governança de dados e tecnologias emergentes, com indicadores para elevar medidas de governança, privacidade e segurança da informação ao longo do ciclo de implementação.

Fonte: Capital Digital — As metas do Governo Digital até 2027 (publicado em 23/01/2026).
Imagem: Divulgação/Capital Digital

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