Observar ou acelerar? O dilema dos conselhos na era da transformação
No artigo de opinião publicado no portal Convergência Digital, a autora Luiza Pacheco Zequi destaca o dilema que os conselhos de administração e acionistas enfrentam na era da transformação digital: manter-se apenas como guardiões de riscos e conformidade ou assumir um papel mais ativo como aceleradores estratégicos da inovação e do crescimento sustentável.
Zequi argumenta que, diante da velocidade das mudanças tecnológicas, culturais e sociais, os boards precisam equilibrar suas funções tradicionais (como compliance e gestão de riscos) com temas emergentes — incluindo inteligência artificial, cenários futuros, liderança cultural e desenvolvimento de talentos — para guiar as organizações rumo a 2050.
Baseando-se em estudos e debates internacionais, ela aponta competências críticas que os conselhos devem cultivar até 2030 e ressalta que uma governança eficaz também passa por conectar capital, inovação e parcerias. No contexto brasileiro, a autora observa desafios na integração dos programas de fomento à inovação às agendas estratégicas das empresas.
A reflexão central é que adotar uma agenda de aceleração não é apenas uma opção estratégica, mas uma condição de sobrevivência e crescimento sustentável no cenário competitivo atual.
Convergência Digital — Observar ou acelerar? O dilema dos conselhos na era da transformação (opinião de Luiza Pacheco Zequi)
Foto: Luiza Pacheco Zequi