Editorial critica nova lei que classifica “profissional de multimídia” sem distinção técnica

O editorial “A lei que confunde tecnologia com jornalismo” critica a Lei nº 15.325/2026, sancionada em 7 de janeiro de 2026, por reconhecer o “profissional de multimídia” como trabalhador multifuncional apto a produzir e distribuir conteúdos digitais sem distinção clara entre tecnologia e formação jornalística profissional. Segundo a análise, a medida “ignorou formação, método e ética do jornalismo”, misturando ferramentas tecnológicas com atributos que são específicos à prática jornalística tradicional.

O texto argumenta que o jornalismo vai além da produção de conteúdo: envolve apuração, método, responsabilidade pública, ética e conhecimento técnico específico, elementos que não podem ser substituídos por competências genéricas atribuídas a profissionais multifuncionais. Conforme o editorial, a nova lei não foi construída em diálogo com a categoria — como sindicatos, federações ou universidades — e “legitima a confusão” entre tecnologia e ofício jornalístico, o que pode fragilizar a credibilidade da informação e prejudicar a sociedade.

O editorial reforça que tecnologia é apenas um meio para produzir informação, enquanto princípios éticos e técnicos são essenciais para garantir qualidade e confiança no jornalismo profissional.

Fonte: Âncora1 — Editorial: A lei que confunde tecnologia com jornalismo (10/01/2026).
Foto: Arquivo/Âncora1

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