Utilizem a tecnologia como seu co-piloto, mas nunca como seu chefe, alertou pró-reitor da FIAP

Em sua palestra, Wagner Sanchez destacou o papel da inteligência artificial na robótica e incentivou o protagonismo jovem na criação de soluções inovadoras

Por Mateus Pinheiro

O avanço da inteligência artificial e seu impacto no cotidiano e nas profissões pautou um debate bastante aguardado no Brasília Mais TI, nesta terça-feira (19). Na palestra “Quando os Robôs Começam a Pensar”, o pró-reitor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP), Wagner Sanchez, analisou as transformações em curso e os desafios impostos pela tecnologia.

Diante de uma plateia repleta de jovens, entusiastas da tecnologia, empreendedores e profissionais do setor, o pesquisador destacou o papel transformador da IA generativa e sua integração com o mundo físico, um campo emergente conhecido como “física UI”. Segundo ele, essa combinação tem gerado robôs cada vez mais “inteligentes”, capazes de realizar tarefas repetitivas e perigosas com precisão e eficiência.

“Os robôs estão ficando cada dia mais, entre aspas, inteligentes. E eles devem ser muito utilizados no nosso dia a dia para tarefas repetitivas, para tarefas que nos trazem falta de segurança”, afirmou o professor.

Mais do que discutir os avanços tecnológicos, Sanchez trouxe uma mensagem de empoderamento e responsabilidade para os jovens. Ele reforçou a importância de utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio, sem perder a autonomia e o pensamento crítico. “Dica para as novas gerações: utilizem a tecnologia como seu co-piloto, mas nunca como seu chefe”, alertou.

Para o pesquisador, eventos como o Brasília Mais TI são fundamentais para fomentar inovação e colaboração entre diferentes atores do ecossistema tecnológico. “É um evento sensacional, de extrema importância, principalmente para os jovens que querem se conectar. É um hub, que junta ideias, startups, jovens, empresas. E isso tudo faz com que a gente consiga criar soluções com o uso da tecnologia. Soluções nunca pensadas, porque desafiando os jovens, dando uma causa para eles, suportando com tecnologia, com conhecimento, eu tenho certeza que essas novas gerações vão trazer soluções incríveis”, declarou.

A palestra foi marcada por provocações do professor sobre os limites éticos da inteligência artificial, os desafios da automação e o futuro das relações entre humanos e máquinas. Com linguagem acessível e exemplos do cotidiano, Sanchez conseguiu conectar teoria e prática, despertando reflexões profundas sobre o papel da tecnologia na sociedade contemporânea.

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