Sem tecnologia, o Brasil continuará sendo o país do quase

Artigo publicado no Correio Braziliense https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/06/7186041-sem-tecnologia-o-brasil-continuara-sendo-o-pais-do-quase.html

Carlos Jacobino,
presidente do
Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF)

O Brasil vive um problema crônico: comemora qualquer avanço econômico como se fosse uma vitória definitiva, enquanto ignora que estamos, há décadas, presos na armadilha do quase. Quase potência. Quase competitivo. Quase desenvolvido.

O resultado do PIB no primeiro trimestre é um exemplo claro. Mas, para entendermos, precisamos abrir os dados. O país cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre imediatamente anterior. Fomos puxados pelas safras generosas de soja e de milho. Mas nossa indústria segue estagnada e boa parte dos serviços anda de lado. E, lamentavelmente, o país mantém uma das menores taxas de investimento entre as principais economias do mundo: pouco menos de 19% do PIB.

Não podemos abrir mão da importância e da força do agronegócio brasileiro. Mas é preciso entender que, para além de apostar no ciclo das commodities, nossas vantagens comparativas, e no avanço das fronteiras agrícolas, é urgente que se olhe para as economias que geram riqueza, produtividade e inovação. Esses países operam em outro plano: o da tecnologia.

O Brasil é um dos maiores mercados de tecnologia da informação do mundo. De acordo com o mais recente estudo da ABES, ocupamos hoje a 10ª posição no ranking global, com 1,7% do mercado mundial de TI. Na América Latina, somos líderes absolutos, com 44% do mercado regional. Só em 2023, o setor movimentou US$ 57 bilhões, crescendo 6,4%, quase o dobro da média global.

E aqui está o dado mais relevante: 77% desse volume vêm de software e serviços, da economia do conhecimento, da inteligência e da inovação.

O setor de TI já responde por 6,8% do PIB brasileiro, com projeção de chegar a 8% até 2026, superando muitos setores tradicionais. E diferente do que muitos imaginam, não estamos falando de um setor de apoio, mas de um motor que impulsiona toda a economia.

Sem TI, não existe agro 4.0, não existe indústria competitiva, não existe logística eficiente, não existem serviços financeiros modernos e, muito menos, governo digital capaz de entregar serviços de qualidade e reduzir o custo da máquina pública.

Aliás, os poucos avanços que tivemos no setor público, como o Gov.br e o Pix, são frutos da adoção de tecnologia, com ganhos expressivos em eficiência, agilidade e economia de recursos.

Mas, infelizmente, esses avanços são episódicos, não estruturais. Falta ao país uma política robusta de transformação digital.

Os dados internacionais são cristalinos. Segundo o Banco Mundial, a cada 10% de aumento na penetração da banda larga, o PIB dos países em desenvolvimento cresce, em média, 1,38%. No Brasil, onde a produtividade anda na contramão do resto do mundo, o impacto seria ainda maior. A CNI calcula que empresas que investem em tecnologia têm, em média, 22% de aumento na produtividade. E segundo a Brasscom, cada R$ 1 investido em TI gera até R$ 4,30 em valor na economia.

Não se trata de estatizar a inovação ou criar mais burocracia, ao contrário, significa remover as travas que sufocam empresas, reduzir o custo Brasil, modernizar o ambiente regulatório, investir pesado na formação de mão de obra qualificada e criar um ambiente em que o setor privado possa liderar o processo de transformação digital.

O setor de tecnologia precisa de segurança jurídica, liberdade para inovar e acesso a financiamento competitivo.

Se quisermos destravar o crescimento do país, precisamos colocar a digitalização no centro da política econômica. Isso exige, de forma urgente, um conjunto de ações articuladas.

Começa pela formação massiva de talentos, já que o país enfrenta um déficit de mais de 800 mil profissionais de tecnologia até 2026. É necessário também criar incentivos reais à transformação digital das empresas e não apenas para startups, mas para toda a economia, incluindo pequenas, médias e grandes companhias.

Além disso, é indispensável investir de forma robusta em infraestrutura digital: mais conectividade, mais data centers, inteligência artificial, cibersegurança e soluções em nuvem. Por fim, é fundamental acelerar a transformação digital do próprio Estado, que, ao se tornar mais digital, custa menos, entrega mais e serve melhor à população, sem depender do inchaço da máquina pública.

O Brasil não pode mais ser o país do quase. Ou escolhemos ser protagonistas da nova economia, baseada em dados, inovação e tecnologia, ou vamos continuar sendo exportadores de soja, minério e carne, e importadores de crescimento, inovação e qualidade de vida.

Rejeição ao artigo 19 do Marco Civil da Internet atinge ecossistema de inovação

Artigo publicado no Jota (https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/rejeicao-ao-artigo-19-atinge-ecossistema-de-inovacao)

Carlos Jacobino,
Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF)

O julgamento sobre o artigo 19 do Marco Civil da Internet pelo Supremo Tribunal Federal (STF) merece atenção redobrada, porque os efeitos podem ir muito além das grandes plataformas digitais. A decisão do STF, de declarar o dispositivo inconstitucional, afeta o ecossistema de inovação, o ambiente regulatório e a liberdade de expressão online no país.

O artigo 19 protege a liberdade de expressão com mediação judicial. Ele estabelece que provedores de aplicação só podem ser responsabilizados por conteúdos gerados por terceiros caso descumpram uma ordem judicial específica de remoção. Essa regra surgiu após um processo legislativo transparente, participativo e equilibrado, aprovado pelo Congresso Nacional em 2014.

Por isso, a tese de que o STF precisa agir por “omissão legislativa” é falha. Há uma escolha política clara, construída a partir de um consenso plural sobre a importância de preservar a liberdade de expressão e evitar que plataformas privadas passem a decidir, sozinhas, o que pode ou não circular na rede.

Os ministros do STF, que consideram o artigo 19 inconstitucional, defendem propostas que vão do modelo europeu “notice and takedown” (notifique e remova) ao da responsabilização objetiva. Assim, no Brasil, a simples notificação poderia gerar responsabilização das plataformas, mesmo sem ordem judicial.

O jurista Marcel Leonardi, em levantamento recente, mostrou 100 casos reais em que o próprio Judiciário negou pedidos de remoção de conteúdo por entender que não havia ilicitude. Isso demonstra o grau de subjetividade e complexidade envolvido. Se até os tribunais divergem sobre o que deve ou não ser retirado, como esperar que uma plataforma digital tome decisões instantâneas sob pena de ser responsabilizada?

Mais grave: a rejeição do artigo 19 não atinge apenas as chamadas “big techs”. Qualquer site, fórum, blog ou veículo com seção de comentários pode ser enquadrado como provedor de aplicação. Isso inclui negócios locais, portais independentes, ferramentas de mobilização social e centenas de startups que hoje operam com recursos limitados e não têm estrutura para lidar com o volume de notificações e pedidos de retirada. O resultado será uma onda de autocensura preventiva, que sufocará a inovação e a crítica legítima.

Ao contrário do que se afirma, o artigo 19 não impede a responsabilização de plataformas que impulsionam, recomendam ou monetizam conteúdos ilícitos. Nesses casos, elas respondem por seus próprios atos. Mas imputar responsabilidade automática por tudo que terceiros publicam significa empurrar empresas à remoção generalizada de conteúdo por medo, e não por justiça.

A atualização do Marco Civil pode ser necessária, especialmente diante de desafios trazidos pela inteligência artificial, pelas deepfakes e pela desinformação em escala. Mas isso deve ocorrer pelo caminho legítimo: o Legislativo, com debate público, transparência e participação de quem vive e constrói o ecossistema digital brasileiro.

Desconstruir o artigo 19 por decisão judicial é um atalho perigoso. Não nos aproxima de um ambiente digital mais seguro, apenas mais concentrado, opaco e inibidor. A internet brasileira precisa de regulação, sim. Mas precisa, antes de tudo, de estabilidade institucional e respeito às escolhas democráticas.

Setor de TI do DF avança com S.A. para tirar do papel o maior distrito tecnológico do Centro-Oeste

Grupo de trabalho inicia estruturação societária para viabilizar polo de inovação no Parque Tecnológico de Brasília; investimento previsto é de R$ 457 milhões

O projeto para a criação do maior Distrito Tecnológico do Centro-Oeste deu início a uma nova fase. Liderado pelo Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), o setor empresarial começou o processo de implementação do polo no Parque Tecnológico de Brasília (BIOTIC), com a formação de uma Sociedade Anônima (S.A.) voltada à gestão do empreendimento.

O grupo de trabalho responsável pelo projeto já iniciou os estudos técnicos e operacionais. Segundo o Sinfor, a equipe do escritório Michiles Tavares Advocacia Empresarial é responsável pela assessoria jurídica do projeto e está dedicada à consolidação da melhor estrutura societária e organizacional para viabilizar a execução do plano e garantir segurança jurídica aos investidores, parceiros e de toda operação.

Com investimento estimado em R$ 457,2 milhões, a proposta prevê a construção de 95 mil m² e a criação de mais de 13 mil empregos diretos. O cronograma aponta início das obras em até dez meses após a formalização contratual, com o primeiro edifício a ser entregue em até três anos e o complexo finalizado em sete anos.

A Sociedade Anônima será responsável por coordenar desde o planejamento urbanístico até a atração de empresas e a articulação com o setor público. A ideia é criar um ambiente corporativo estruturado, com regras claras de governança, participação e entrada de capital privado.

“O processo de estruturação está em andamento com responsabilidade e foco no longo prazo. Queremos garantir que o Distrito de TI seja mais do que um espaço físico. Ele deve ser a base de um ecossistema sustentável de inovação no Distrito Federal”, afirma Carlos Jacobino, presidente do Sinfor-DF.

Além da estrutura empresarial, o plano inclui a criação de uma cooperativa voltada à inclusão de startups, micro e pequenas empresas do setor. O objetivo é democratizar o acesso ao novo polo, evitando a concentração dos benefícios apenas em grandes grupos.

Apesar do avanço, o projeto enfrenta desafios antigos. O BIOTIC, concebido nos anos 2000, acumula um histórico de adiamentos, baixa ocupação e falta de incentivos robustos. Especialistas apontam ainda que, para além da infraestrutura, o sucesso do projeto depende da conexão com universidades, programas de pesquisa e estratégias de formação de mão de obra.

“A escolha pela estrutura de S.A. é acertada para dar escala e atratividade ao projeto. Mas o diferencial virá da articulação entre setor produtivo, academia e Estado. Sem isso, corremos o risco de repetir os erros de outros parques subutilizados no Brasil”, avalia um consultor do setor de inovação.

A expectativa do Sinfor é concluir os estudos societários e lançar oficialmente a S.A. até o fim do segundo semestre de 2025.

Prêmio Sinfor está com inscrições abertas para reconhecer empresas e lideranças de tecnologia no DF

Na esteira da transformação, prêmio valoriza quem impulsiona inovação, desenvolvimento econômico e soluções para os desafios públicos e privados

Estão abertas as inscrições para a 14ª edição do Prêmio Sinfor de Tecnologia da Informação. A premiação é promovida pelo Sindicato das Indústrias da Informação do DF (Sinfor-DF) e se consolidou como uma das principais do segmento de TI no DF e no Brasil, por reconhecer empresas, startups, gestores públicos e personalidades que atuam na construção de um ecossistema tecnológico mais forte e competitivo.

“O setor de tecnologia é um dos que mais cresce no Distrito Federal, gerando empregos, renda e soluções que impactam a vida das pessoas e das empresas. Este prêmio é uma forma de reconhecer quem faz a diferença na transformação digital e na construção de uma Brasília mais inovadora”, afirma o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino Lima. “A inovação que nasce aqui reverbera em todo o território nacional.”

Tecnologia além dos limites da Esplanada

Jacobino explica que a premiação é uma vitrine para mostrar que o DF também disputa protagonismo na economia do conhecimento. “O futuro que a gente discute aqui não é só sobre software, dados ou inteligência artificial. É sobre empregos, desenvolvimento, inclusão e competitividade para o país inteiro”, resume Jacobino.

Como participar

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 16 de julho pelo site do Sinfor-DF (www.sinfor.org.br/premio/). Podem participar empresas de todos os portes, startups e instituições públicas que tenham projetos ou iniciativas voltadas à transformação digital, inovação ou impacto social.

A avaliação será feita por uma banca formada por especialistas, empresários e formadores de opinião, que irão analisar critérios como inovação tecnológica, impacto econômico, social, sustentabilidade, qualidade técnica e potencial de escalabilidade.

Valorização da inovação que gera impacto

O prêmio será entregue no dia 21 de agosto, no encerramento da 7ª Mostra Brasília Mais TI, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, reunindo empresários, autoridades, investidores e especialistas em tecnologia.

Nesta edição, o prêmio traz cinco categorias competitivas, que vão de inovação em produtos e serviços até impacto social e sustentabilidade, além de oito categorias honoríficas, destinadas a autoridades dos poderes Executivo e Legislativo e entidades que apoiam o setor.

Para o presidente do Sinfor-DF, o fortalecimento do ecossistema de tecnologia é também uma estratégia de desenvolvimento econômico para além da vocação pública de Brasília. “Estamos falando de um setor que gera empregos qualificados, fomenta exportação de serviços e, sobretudo, oferece soluções para desafios estruturais do país”, diz.

Após atuação do Sinfor-DF, TCU limita exigências do governo em contratos públicos de TI

Tribunal considera irregulares regras que impunham vínculo celetista e salários fixos. Decisão marca vitória do setor produtivo de tecnologia

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, em acórdão recente, que o governo federal não pode impor a exigência de que empresas contratem exclusivamente por regime celetista nem mantenham os mesmos salários previstos nas planilhas de custo apresentadas na licitação. Essa proibição vale para contratos de tecnologia da informação remunerados por resultado.

A decisão responde a representação feita pelo Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), em conjunto com outros atores do setor.

O julgamento marca uma inflexão relevante na forma como a Administração Pública contrata serviços de TI baseados em entrega. A modalidade focada em entrega busca eficiência e inovação, mas que estava sendo tolhida por interpretações normativas consideradas excessivamente restritivas pelo setor empresarial.

“O governo não pode querer controlar o resultado e a folha de pagamento ao mesmo tempo. Se deseja controlar pessoas, que faça licitação por dedicação exclusiva de mão de obra. Se quer contratar resultado, precisa permitir autonomia na gestão de pessoas”, afirma o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino.

Portaria alterou as regras e passou a exigir contratação por CLT

O problema começou quando o governo publicou a portaria a 6.679 de 2024, que alterou normas anteriores e passou a exigir, inclusive retroativamente, que empresas contratadas mantivessem vínculo CLT com todos os profissionais e pagassem os salários informados na fase de licitação.

Segundo o TCU, essa exigência contraria tanto a Lei 14.133/2021 quanto jurisprudência consolidada do próprio Tribunal e do Supremo Tribunal Federal.

Imposições oneravam contratos e restringiam concorrência

De acordo com o acórdão, essas imposições interferem indevidamente na gestão das empresas e podem encarecer os contratos, restringir a concorrência e comprometer a economicidade das compras públicas. “Não se pode exigir controle dos meios quando o modelo de contratação é por resultado. O que interessa é a entrega com qualidade”, conclui o relator.

O Sinfor-DF atuou como parte interessada no processo e foi responsável por apresentar, com apoio jurídico, argumentos técnicos sobre os impactos negativos das exigências. A decisão do TCU não apenas valida a posição do setor como estabelece diretrizes para futuras contratações: exigências de vínculo celetista e fiscalização trabalhista só podem ser feitas em contratos com dedicação exclusiva de mão de obra e com previsão expressa no termo de referência.

Acórdão tem efeito imediato

A medida deve ter efeito imediato sobre os contratos vigentes derivados dos pregões 7 e 8/2023, cujos valores somam quase R$ 100 milhões. Também impacta futuros editais da Central de Compras do Ministério da Gestão e Inovação.

Para o Sinfor-DF, trata-se de uma vitória institucional. “Esse acórdão corrige um erro estrutural que ameaçava sufocar a inovação no setor público. O Brasil precisa de um Estado que contrate inteligência, não controle de jornada”, avalia Jacobino.

Aumento do IOF vai sufocar pequenas e médias empresas de tecnologia, afirma presidente do Sinfor-DF

Carlos Jacobino defende que Congresso Nacional aprecie, vote e aprove o projeto de decreto legislativo que pretende cancelar o aumento de IOF

O presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, afirma que o aumento do IOF representa um custo desproporcional sobre pequenas e médias empresas, atualmente com dificuldade de crédito pelos juros elevados. A taxa básica de juros está, atualmente, em 14,75%, e a nova medida vai onerar e a sociedade em R$ 20,5 bilhões em 2025 e em R$ 41 bilhões em 2026.

Carlos Jacobino explica que o encarecimento do crédito, com aumento superior a 110% ao ano na carga tributária sobre empréstimos, afeta diretamente a capacidade das empresas de tecnologia de inovar, expandir suas atividades e gerar empregos qualificados. “A tributação adicional sobre operações de câmbio encarece a aquisição de insumos, serviços especializados e equipamentos de ponta indispensáveis à modernização do parque tecnológico nacional”, explica.

O setor de tecnologia da informação é responsável por impulsionar a transformação digital, a inovação e o aumento da competitividade do país. E mais de 90% das empresas do setor de tecnologia da informação são de microempreendedores, pequenas e médias empresas. “Não existe justificativa plausível para esse aumento. O IOF é um imposto acumulativo e vai onerar toda a cadeia produtiva. Esse aumento focado apenas em aumentar a arrecadação, para fazer frentes a mais gastos em um ano pré-eleitoral, compromete investimentos, planejamento e sustentabilidade financeira de inúmeros negócios”.

Mais completo evento de tecnologia do setor privado no País é lançado no BioTIC

A 7ª Mostra Brasília Mais TI reunirá palestrantes internacionais, especialistas nacionais e empresários para movimentar o ecossistema tecnológico no Distrito Federal

Com torneios de robótica, hackaton, batalhas de robôs, campeonato de xadrez, Brasília sediará o mais completo evento de tecnologia promovido pelo setor privado no Brasil em agosto. O Brasília Mais TI chega à sua 7ª edição e vai reunir inovação, negócios e inclusão em um mesmo espaço, com expectativa de atrair cerca de 5 mil pessoas por dia, em três dias de evento. O evento foi lançado nesta quinta-feira (12) no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC).

“Estamos consolidando Brasília como um hub nacional de inovação. Este é um evento que promove talentos locais, gera oportunidades reais de negócios e amplia o acesso à tecnologia de forma democrática”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino.

De acordo com o chefe de gabinete da presidência do BioTIC, Ricardo Bittencourt, receber o lançamento do Brasília Mais TI aqui no BioTIC reforça o papel do Parque Tecnológico como espaço catalisador da inovação no Distrito Federal. “Estamos alinhados com iniciativas que conectam tecnologia, educação e empreendedorismo, e esse evento representa exatamente isso: um ecossistema em movimento rumo ao futuro”, afirma.

O Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do GDF em exercício, Alexandre Villain, diz que evento muito importante para o desenvolvimento tecnológico do DF e evidencia oportunidades de aproximação entre academia, setor privado e o governo.

Também participaram da abertura, a presidente da Frente Parlamentar para a Economia Digital e Desenvolvimento Tecnológico do DF, deputada distrital Jane Klébia, o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF, Leonardo Reismam, a diretora do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae- DF), Rose Rainha, e o diretor do SESI/SENAI do DF, Marco Secco, e a presidente do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira.

Sinfor-DF lança o edital do 14ª Edição do Prêmio Sinfor de TI

As inscrições para a 14ª edição do Prêmio Sinfor de TI – 2025, promovido pelo Sinfor-DF, estarão abertas entre 23 junho e 16 de julho. A premiação busca reconhecer boas práticas, soluções inovadoras e ações de impacto que contribuam para o fortalecimento do setor de tecnologia da informação no DF e no Brasil.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.sinfor.org.br/premio/.

O prêmio contempla tanto empresas e startups quanto personalidades públicas e autoridades governamentais que tenham atuado de forma significativa no ecossistema de TI, com foco em transformação digital, impacto social, sustentabilidade e avanço tecnológico.

“Nosso objetivo é valorizar as iniciativas que não apenas inovam, mas que também ajudam a construir um setor mais competitivo, inclusivo e sustentável”, afirma o presidente do Sinfor-DF.

SOBRE O BRASÍLIA MAIS TI

O evento acontece entre 19 e 21 de agosto, com entrada gratuita, ingressos limitados e programação voltada a profissionais de TI, empreendedores, estudantes e empresas em busca de soluções digitais e conexões de negócio.

O evento é realizado pelo Sinfor-DF em parceria com o Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (INESQ) e apoio do Programa Voz Ativa, Instituto Multiplicidades e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do GDF.

Inscreva-se no site: https://www.brasiliamaisti.com.br/

Inovação em movimento

Um dos destaques do evento destaques é o 2º Hackathon Brasília Mais TI, com R$ 20 mil em prêmios para as equipes que conquistarem os 1º, 2º e 3º lugares. Inscrições abertas e limitadas a 15 equipes de até 6 pessoas.

Também estão abertas as inscrições para o 2º Torneiro de Robótica Brasília Mais TI. A principal característica dessa competição é o fato de ter uma categoria bastante acessível a equipes iniciantes.

Além disso, será possível acompanhar uma Batalha de Robôs, com protótipos que enfrentam em tempo real em uma arena própria.

Também fazem parte da programação:

  • Rodadas de negócios com startups e grandes empresas
  • Feira de exposições com soluções em IA, automação e cibersegurança
  • Espaço maker e oficinas interativas para crianças e jovens
  • Painéis com especialistas sobre o futuro da tecnologia no Brasil
  • Palestra com especialista internacional em inovação

Protagonismo feminino

Um dos pontos altos do Brasília Mais TI será o Espaço Mulheres na Tecnologia, voltado para promover a equidade de gênero no setor de tecnologia. O espaço contará com painéis, workshops e sessões de mentoria com mulheres líderes em TI, além de discussões sobre os desafios enfrentados por profissionais em áreas majoritariamente masculinas.

“Ainda somos minoria nas áreas técnicas, mas eventos como esse criam caminhos para mais mulheres ocuparem esses espaços com protagonismo e voz”, diz explica a vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lúcia Soares.

Serviço

Brasília Mais TI – 7ª edição
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães 
Data: 19, 20 e 21 de agosto
Entrada gratuita e ingressos limitados
Inscrições: www.brasiliamaisti.com.br/

Implantação do Distrito de TI e Inovação no Parque Tecnológico

A primeira reunião de acompanhamento da implantação do Distrito de Tecnologia e Inovação no Parque Tecnológico – BIOTIC ocorreu em 1º de abril. Na ocasião, o escritório de advocacia Michilles e Tavares apresentou a primeira proposta do escopo para a instituição da Sociedade de Propósito Específico (SPE), que será responsável por gerir todo o Distrito de TI dentro do Parque Tecnológico.

Além do corpo jurídico e do presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (SINFOR/DF), Carlos Jacobino, também participaram os diretores Jarbas Júnior, Carlos Freitas, Alexander Kurt, Emilson Donizeth, Lucia Soares, Renato Moraes, Alex Aguelho e o superintendente Fagner Andrade.

O debate girou em torno da estruturação societária, deixando claros os objetivos, a governança, as ações, os instrumentos a serem utilizados, entre outros pontos relevantes.

A comissão realizará reuniões periódicas com o objetivo de avançar na formulação dos instrumentos e na consolidação do projeto.

Lançamento do Projeto Setorial de TIC

O Sebrae DF, em parceria com os principais líderes do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), realizou um evento que marcou o lançamento do projeto com o tema: “Maturidade Organizacional no Setor de TIC”. Foi um momento especial de integração com iniciativas inovadoras.

Na ocasião, o presidente do SINFOR/DF realizou a apresentação do Projeto Distrito de TI, que prevê a construção de três edifícios no Parque Tecnológico, totalizando 90 mil metros quadrados. Os interessados puderam manifestar sua intenção de participação.

SINFOR/DF Realiza Assembleia Geral

Cumprindo o regramento estatutário, no dia 26 de março, às 8h30, o SINFOR/DF realizou a segunda Assembleia Geral Ordinária da Gestão 2023/2027. Na ocasião, foram tratados assuntos como a aprovação das contas do exercício de 2024, o orçamento para o ano de 2025, as atividades realizadas em 2024 e as previstas para 2026. Todos os temas foram aprovados por unanimidade.

No mesmo dia, às 10h30, foi realizada a 5ª Assembleia Geral Extraordinária da mesma gestão. Foram discutidos diversos temas, como a criação de comissões de trabalho, resoluções internas e a mudança de endereço da sede do SINFOR, entre outros assuntos de interesse do setor.

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