SINFOR-DF realiza primeira reunião da Comissão Organizadora da 8ª Mostra Brasília Mais TI

Evento discutirá temas relacionados à transformação digital, inovação e desenvolvimento econômico, em diálogo com a agenda pública e regulatória

O planejamento da 8ª Mostra de Tecnologia Brasília Mais TI começou com primeira reunião de trabalho, na sede do SINFOR-DF, em 29 de dezembro. O Brasília Mais TI é um dos principais eventos do setor de tecnologia da informação no Distrito Federal, por conectar empresas, entidades representativas, formuladores de políticas públicas, academia e o ecossistema de inovação.

“Mais do que uma vitrine de soluções, o evento contribui para a construção de agenda, o fortalecimento institucional do setor e a projeção de Brasília como polo de tecnologia e inovação”, explica o presidente do Sinfor-DF, Carlos Jacobino.

De acordo com o presidente da Comissão Organizadora, o empresário Carlos Alberto Freitas, a meta para este ano é ampliar o alcance do evento. “Decidi integrar a organização deste evento com o propósito de ampliar seu alcance, trabalhando para que o Brasília Mais TI transcenda a escala regional e se consolide como um evento de repercussão nacional e, futuramente, internacional”, afirmou.

Também participaram da reunião o vice-presidente executivo de Ensino a Distância, Comércio Eletrônico e Inclusão Digital, Eduardo Telles Palmeira; o membro do Colégio de Diretores para Desenvolvimento e Difusão da Tecnologia da Informação e Comunicação, Emilson Donizeth dos Reis; o vice-presidente executivo para Capacitação, Eventos, Comunicação e Marketing, José Renato Riella; a vice-presidente executiva para Assuntos Administrativos e Financeiros, Lúcia Soares da Silva; o membro titular do Conselho Fiscal, Paulo Rogério Foina; o superintendente do Sinfor, Fagner Andrade; e o representante da Central IT, Caio Coelho.

Espaço de articulação entre a agenda econômica, a transformação digital e as políticas públicas

A reunião reforçou o papel do Brasília Mais TI como espaço de articulação entre a agenda econômica, a transformação digital e as políticas públicas, refletindo a posição de Brasília como centro decisório e regulatório do país. A etapa inicial de planejamento tem como foco garantir alinhamento estratégico, clareza de escopo e consistência institucional.

A partir deste primeiro encontro, a Comissão Organizadora dará sequência a uma agenda de reuniões periódicas para aprofundar as discussões, definir responsabilidades e estruturar as próximas etapas da 8ª edição da Mostra.

Editorial critica nova lei que classifica “profissional de multimídia” sem distinção técnica

O editorial “A lei que confunde tecnologia com jornalismo” critica a Lei nº 15.325/2026, sancionada em 7 de janeiro de 2026, por reconhecer o “profissional de multimídia” como trabalhador multifuncional apto a produzir e distribuir conteúdos digitais sem distinção clara entre tecnologia e formação jornalística profissional. Segundo a análise, a medida “ignorou formação, método e ética do jornalismo”, misturando ferramentas tecnológicas com atributos que são específicos à prática jornalística tradicional.

O texto argumenta que o jornalismo vai além da produção de conteúdo: envolve apuração, método, responsabilidade pública, ética e conhecimento técnico específico, elementos que não podem ser substituídos por competências genéricas atribuídas a profissionais multifuncionais. Conforme o editorial, a nova lei não foi construída em diálogo com a categoria — como sindicatos, federações ou universidades — e “legitima a confusão” entre tecnologia e ofício jornalístico, o que pode fragilizar a credibilidade da informação e prejudicar a sociedade.

O editorial reforça que tecnologia é apenas um meio para produzir informação, enquanto princípios éticos e técnicos são essenciais para garantir qualidade e confiança no jornalismo profissional.

Fonte: Âncora1 — Editorial: A lei que confunde tecnologia com jornalismo (10/01/2026).
Foto: Arquivo/Âncora1

Inscrições do Programa Centelha DF são prorrogadas até 15 de janeiro de 2026

As inscrições para o Programa Centelha DF foram prorrogadas até o dia 15 de janeiro de 2026, dando mais tempo para que empreendedores, startups e inovadores do Distrito Federal submetam suas propostas. A iniciativa tem como objetivo estimular a criação de novos negócios inovadores, oferecendo apoio financeiro, capacitação e acompanhamento técnico para transformar ideias em empreendimentos de sucesso.

O Centelha DF é promovido pelo GDF em parceria com instituições de fomento e inovação, com foco em projetos que apresentem soluções tecnológicas e impacto econômico e social. Os interessados podem se inscrever e submeter seus projetos por meio da plataforma oficial do programa.

Com a prorrogação do prazo, a expectativa é ampliar a participação de equipes inovadoras nas diversas áreas de atuação, contribuindo para fortalecer o ecossistema de empreendedorismo e tecnologia na capital federal.

Fonte: Agência Brasília — Inscrições para o Programa Centelha DF são prorrogadas até 15 de janeiro de 2026.
Foto: Divulgação/FAPDF

https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/inscricoes-para-o-programa-centelha-df-sao-prorrogadas-ate-15-de-janeiro-de-2026

Artigo defende marco federal para regulamentar a Inteligência Artificial no Brasil

O artigo “Regulamentar a IA no Congresso para proteger direitos e inovação”, publicado no Congresso em Foco em dezembro de 2025, argumenta que o Congresso Nacional deve aprovar um marco regulatório federal para a inteligência artificial (IA), capaz de oferecer **coerência normativa, proteção a direitos fundamentais e estímulo à inovação tecnológica.

O autor ressalta que a IA já está presente em áreas como saúde, educação e serviços públicos, e que o crescimento rápido dessa tecnologia expõe lacunas legais que precisam ser preenchidas para evitar uma fragmentação normativa entre diferentes estados e níveis de governo. Pilares propostos incluem a classificação de sistemas por risco, a responsabilidade compartilhada de desenvolvedores e operadores por danos causados e a integração com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), exigindo avaliações de impacto de privacidade e restrições ao uso de bases sensíveis sem consentimento.

O artigo também sugere a adoção de mecanismos operacionais claros, como auditorias independentes, identificação obrigatória de conteúdo gerado por IA e uma estrutura institucional coordenada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em conjunto com agências setoriais competentes. Segundo o texto, uma regulação bem desenhada amplia a confiança dos usuários, reduz riscos de fraudes, atrai investimentos e estimula inovação responsável, além de mitigar riscos, como fraudes com deepfakes, que cresceram significativamente no Brasil em 2025.

O autor conclui que sem um marco federal claro e efetivo, o Brasil corre o risco de transformar uma vantagem tecnológica em fonte de desigualdade e insegurança jurídica, sugerindo que uma regulação equilibrada pode posicionar o país como referência responsável no cenário global da IA.

Fonte: Congresso em Foco — Regulamentar a IA no Congresso para proteger direitos e inovação (23/12/2025).

Planetário de Brasília recebe oficinas de ciência e exposição interativa gratuitas

O Planetário de Brasília está oferecendo ao público uma programação especial com oficinas de ciência e uma exposição interativa gratuitas, voltadas para todas as idades. As atividades fazem parte de um esforço para incentivar o interesse por temas científicos e ampliar o acesso a experiências educativas sobre astronomia e tecnologia.

A programação inclui oficinas práticas, em que os participantes podem aprender conceitos científicos de forma lúdica, além de uma exposição interativa que apresenta conteúdos relacionados ao universo, fenômenos naturais e princípios básicos da física e astronomia. As atividades são gratuitas e buscam proporcionar experiências educativas e experiências imersivas para crianças, jovens e adultos.

O Planetário funciona como um importante espaço de divulgação científica em Brasília, integrando ações educativas para escolas, famílias e comunidade em geral, com foco em estimular o pensamento crítico e a curiosidade sobre o cosmos.

Fonte: Agência Brasília — Planetário de Brasília recebe oficinas de ciência e exposição interativa gratuitas.
Fotos: Divulgação/Secti-DF
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/planetario-de-brasilia-recebe-oficinas-de-ciencia-e-exposicao-interativa-gratuitas

A reforma tributária muda a lógica do negócio, não apenas o imposto, explica o contador

Gustavo Gualberto explica por que a nova tributação exige decisões antecipadas, redesenha cadeias de fornecedores e transforma o papel da contabilidade no Brasil

A reforma tributária não altera apenas alíquotas, regimes ou a forma de recolher impostos. Ela redefine, na prática, como as empresas se organizam, contratam, precificam e gerenciam caixa. É o que afirma o contador e especialista em planejamento tributário, Gustavo Gualberto. Ele tem acompanhado de perto a transição prevista entre 2026 e 2032. “A reforma tributária não é evento contábil. É uma mudança de engenharia operacional: cadeia, dado, preço e caixa”, explica o contador.

Nesta entrevista para o Sinforme, Gustavo Gualberto detalha como relações comerciais e decisões de precificação serão alteradas com a nova lógica de crédito tributário ao longo da cadeia. Ele explica os impactos do split payment sobre o fluxo de caixa das empresas e analisa os desafios específicos para optantes do Simples Nacional, especialmente prestadores de serviços inseridos em cadeias B2B.

O contador também aponta quais decisões precisam ser antecipadas já em 2026 — como o mapeamento de clientes e fornecedores, a revisão de custos e a leitura da posição da empresa na cadeia — para reduzir riscos e preservar competitividade durante a transição do novo sistema tributário.

Sinforme: Qual a principal mudança da reforma tributária para as empresas?

Gustavo Gualberto: A mudança central é o momento e a forma de organizar a tributação. É uma reforma que vai mexer com a gestão das empresas. Atualmente, em grande parte das empresas, a rotina é seguinte: emite a nota, fatura, apura no fechamento do mês, e paga depois. Na reforma, a lógica de crédito, a rastreabilidade da cadeia e o modelo de apuração passam a exigir uma leitura prévia do negócio: quem é o fornecedor? quem é o cliente? onde a empresa está na cadeia? Isso vira gestão porque impacta preço, contratação, margem e fluxo de caixa.

Sinforme: O que muda, na prática, na lógica de crédito com o IBS e a CBS em comparação ao sistema atual, e por que isso passa a influenciar decisões comerciais entre empresas?

Gustavo Gualberto: Estamos falando do crédito tributário no modelo do IBS e da CBS. A tendência do sistema é consolidar um modelo mais amplo de créditos ao longo da cadeia, e isso muda o comportamento de compra e venda entre empresas. O cliente passará a buscar o fornecedor também pela capacidade de gerar crédito.

Sinforme: A lógica de crédito do IBS e da CBS tende a pressionar empresas optantes do Simples Nacional a reverem seu enquadramento? Em que situações o Simples pode deixar de ser competitivo por não gerar crédito ao cliente?

Gustavo Gualberto: O ponto é menos “sair do Simples” como decisão automática e mais entender o incentivo econômico: se o cliente precisa tomar crédito, ele passa a preferir fornecedores que viabilizem esse crédito. Em cadeias B2B, esse efeito pode alterar a competitividade de prestadores de serviço e pequenos fornecedores, exigindo reprecificação e recontratação de estrutura tributária.

Sinforme: Isso deixa de ser apenas uma escolha tributária e passa a se tornar uma decisão comercial para as empresas?

Gustavo Gualberto: Vira. Porque, para alguns segmentos, o cliente pode dizer: “se você não me gera crédito, eu busco outro fornecedor”. A discussão deixa de ser só “quanto pago de imposto” e entra na estratégia de permanência em cadeias de fornecimento.

Sinforme: Quando a arrecadação e a apuração se tornam mais automatizadas, qual passa a ser o papel do contador e por que o modelo tradicional tende a se esgotar?

Gustavo Gualberto: Porque boa parte da contabilidade brasileira foi organizada por burocracia declaratória e apuração posterior. A reforma aumenta o peso da qualidade do dado fiscal, do documento eletrônico e da integração com sistemas de arrecadação e compensação. O contador ganha outra função: leitura de cadeia, modelagem de cenários, suporte de precificação e adaptação anual durante a transição.

Sinforme: O senhor associa essa mudança ao avanço de mecanismos como o split payment e ao uso de novas infraestruturas de pagamento, como o Drex. Onde essas ferramentas entram, na prática, na nova lógica de arrecadação?

Gustavo Gualberto: O que está no horizonte é um desenho em que o recolhimento fica mais “acoplado” ao fluxo financeiro e ao documento fiscal, com capacidade de automatização. O ponto prático para a empresa é: o imposto deixa de ser um valor que “fica rodando” no caixa até o mês seguinte. O sistema caminha para reduzir esse espaço de postergação.

Sinforme: Para uma empresa optante do Simples Nacional, o que muda efetivamente em 2026 com o início da transição da reforma??

Gustavo Gualberto: 2026 é abertura de transição. O efeito mais relevante para a empresa do Simples é preparar decisão operacional e comercial para o passo seguinte: mapear clientes e fornecedores, identificar cadeias que exigem crédito e organizar custos e precificação para 2027 em diante.

Sinforme: Que tipo de preparação prática uma empresa do Simples deveria fazer ao longo de 2026 para chegar a 2027 com menos risco?

Gustavo Gualberto: De janeiro a agosto: controle de custos e despesas; mapeamento de clientes e fornecedores; leitura de cadeia (quem compra de você e para quê); e simulações de preço considerando cenários de crédito. A decisão operacional para o ano seguinte tende a ser tomada com base nessa leitura.

Sinforme: E no caso de profissionais que atuam como PJ prestando serviço para uma única empresa, o que muda com o novo modelo de crédito?

Gustavo Gualberto: A conversa precisa acontecer com o cliente. Se o cliente está no meio de cadeia e precisa tomar crédito, ele vai pressionar o fornecedor (o PJ) a operar de modo que viabilize esse crédito. Se o cliente está no fim da cadeia (consumo final), a pressão diminui. É uma mudança com potencial de alterar relações de trabalho travestidas de contratação PJ, porque crédito vira variável econômica na tomada de serviços.

Sinforme: E pode impactar o caixa da empresa?

Com a reforma tributária, especialmente com mecanismos como split payment, a lógica muda. O imposto passa a ser recolhido no momento da transação e “intervalo financeiro” desaparece. O valor do tributo não vai mais integrar o caixa disponível da empresa. Por isso, as empresas que tratam imposto como caixa de curto prazo vão precisar se adaptar. Se o recolhimento ficar mais acoplado à transação, esse “giro” some. O efeito é fluxo de caixa mais pressionado e necessidade de gestão financeira mais disciplinada.

Sinforme: E sobre penalidades?

Gustavo Gualberto: Penalidades e obrigações acessórias ganham relevância porque a base do sistema é documento eletrônico e consistência de dados. O desenho vai se completar por regulamentações. A transição é longa, e a empresa vai recalibrar preço e operação ano a ano até o sistema estabilizar.

Sinforme: Em uma frase, qual é o principal alerta que o empresário deveria reter diante dessa transição?

Gustavo Gualberto: Que reforma tributária não é evento contábil. É uma mudança de engenharia operacional: cadeia, dado, preço e caixa.

Sebrae promove capacitação sobre como vender tecnologia para o governo

Durante o encontro, os participantes irão conhecer os principais pontos da Nova Lei de Licitações, além de estratégias práticas para fornecedores de tecnologia, funcionamento do Portal Nacional de Compras Públicas (PNCP), diretrizes das Portarias SGD/MGI nº 750 (Sistemas) e nº 1.070 (Infraestrutura), e boas práticas para participar de licitações com mais segurança e eficiência.

A capacitação será conduzida por Érica Alessandra, especialista em contratações públicas de TIC, com formação em Tecnologia da Informação e Direito e mais de 26 anos de experiência nos setores público e privado.

O evento é direcionado a empresas de TIC, provedores de internet, startups de base tecnológica, empresas de games e empreendedores em geral interessados em ampliar oportunidades junto ao setor público.

Inscrições: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV251324
Vagas limitadas.

Campanha de vacinação do SESI-DF oferece doses de gripe para empresas sem reajuste até 19 de janeiro

Empresas do Distrito Federal podem contratar a Campanha de Vacinação do SESI-DF contra a gripe até 19 de janeiro de 2026 garantindo as doses da equipe pelos valores de 2025, antes do reajuste previsto para 2026. A campanha é voltada para a imunização contra a influenza e é destinada principalmente a trabalhadores da indústria e seus dependentes, mas está aberta a empresas de outros segmentos.

A vacina utilizada é a quadrivalente, que protege contra duas cepas dos vírus da gripe tipo A (H1N1 e H3N2) e duas cepas da gripe tipo B (Victoria e Yamagata).

Para esse período promocional, estão disponíveis 7 mil doses, com preços diferenciados: R$ 62,50 por dose para empresas industriais e R$ 68,75 para empresas de outros segmentos — valores que incluem também a aplicação das vacinas. A aplicação pode ser feita na própria empresa, desde que seja solicitada a aquisição mínima de 20 doses.

Após 19 de janeiro, os valores serão atualizados pela tabela de 2026, passando para R$ 69,40 para indústrias e R$ 76,34 para demais empresas.

As empresas interessadas podem aderir à campanha por meio do formulário disponível online, ou entrar em contato com o SAC do SESI-DF, pelo telefone e e-mail disponibilizados pela organização.

Fonte: Sistema Fibra / SESI-DF — Contrate a Campanha de Vacinação do SESI-DF até 19 de janeiro e garanta as doses da sua equipe sem reajuste.

Presidente do Sinfor-DF é homenageado no Brasil Startups Awards 2025 por atuação em inovação e tecnologia

O presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, foi um dos homenageados no Brasil Startups Awards 2025 – Edição Inteligência Artificial, realizado durante o Brasil Startups Summit, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O reconhecimento destaca sua atuação institucional na articulação entre o setor produtivo, o poder público e o ecossistema de inovação.

A premiação integrou a programação da 25ª edição do Brasil Startups Summit, evento que reuniu empresários, investidores, representantes de big techs e autoridades para debater os impactos da Inteligência Artificial (IA) na economia e nas políticas públicas. A presença de Carlos Jacobino reforçou o papel das entidades representativas na construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento tecnológico no Distrito Federal.

À frente do Sinfor-DF, Jacobino tem atuado na defesa de políticas públicas voltadas à inovação, à transformação digital das empresas e à qualificação profissional, além de estimular a aproximação entre startups, empresas consolidadas e órgãos de fomento. O prêmio reconhece essa trajetória e a contribuição do dirigente para o fortalecimento do setor de tecnologia da informação no DF.
“O reconhecimento simboliza o esforço coletivo do setor de TI em Brasília para consolidar um ecossistema mais competitivo, inovador e integrado às decisões de política pública”, destacou Carlos Jacobino durante a cerimônia.

Além da homenagem ao presidente do Sinfor-DF, o Brasil Startups Awards 2025 premiou startups e empreendedores que se destacaram em diferentes categorias ligadas à Inteligência Artificial, evidenciando o amadurecimento do ecossistema nacional. A cerimônia também marcou a apresentação de um estudo sobre IA que servirá de base para o lançamento da Frente Parlamentar de Inteligência Artificial em 2026.

O Brasil Startups Summit 2025 teve como eixo central a necessidade de integração da IA aos modelos de negócio, o investimento em infraestrutura de dados e a capacitação de profissionais, apontando caminhos para o crescimento sustentável da economia digital brasileira.

Ping-pong | Governança, tecnologia e desenvolvimento no DF

Carlos Jacobino, presidente do Sinfor-DF

1 – Como o senhor avalia o estágio atual da transformação digital no Distrito Federal?
O Distrito Federal avançou em infraestrutura e em algumas frentes de digitalização de serviços, mas ainda opera sem uma governança própria para a transformação digital. Atualmente, essa agenda está vinculada à Secretaria de Economia, o que cria limitações operacionais e entraves burocráticos. A tecnologia precisa ser tratada como política estruturante de Estado, com coordenação dedicada, visão de longo prazo e capacidade de articulação entre áreas.

2 – Por que a ausência dessa estrutura específica é um problema para o DF?
Porque o DF é a única unidade da federação que não conta com um órgão dedicado exclusivamente à transformação digital. Essa ausência fragmenta decisões, dificulta a coordenação entre secretarias e reduz a atratividade do território para projetos inovadores. Sem uma instância própria, a tecnologia perde centralidade e velocidade, justamente em um ambiente que concentra grandes demandantes públicos e decisões estratégicas.

3 – É nesse contexto que surge a proposta do Conselho de Transformação Digital do DF?
Exatamente. O Sinfor-DF propôs o Conselho de Transformação Digital pensando em um espaço de coordenação estratégica, capaz de alinhar prioridades, integrar políticas públicas e estabelecer diretrizes claras para o uso da tecnologia no Distrito Federal. Ele permite diálogo estruturado entre governo, setor produtivo, academia e sociedade, reduzindo sobreposições e aumentando a efetividade das iniciativas.

4 – O Sinfor-DF também propõe a criação de uma empresa pública de tecnologia da informação? Qual seria o papel dela?
A empresa pública de TI complementa essa governança. Ela cria capacidade operacional permanente para executar a estratégia definida, profissionalizar a gestão tecnológica, reduzir dependências fragmentadas e dar escala às soluções digitais. Sem uma estrutura desse tipo, o Estado tende a operar de forma reativa, com contratos dispersos e pouca continuidade institucional.

5 – Como essa proposta dialoga com a melhoria dos serviços públicos ao cidadão?
Uma governança clara e uma estrutura dedicada permitem acelerar projetos voltados ao cidadão, especialmente em áreas como saúde, educação, segurança e atendimento digital. A ausência desse arranjo dificulta a atração de soluções inovadoras e a implementação de tecnologias mais eficientes. Com coordenação e capacidade técnica, o Estado entrega serviços mais integrados, confiáveis e acessíveis.

6 – O senhor tem defendido que o setor público é o motor do desenvolvimento tecnológico. Como isso se conecta a essa agenda?
O setor público, especialmente no DF, tem papel decisivo na organização do mercado de tecnologia. Quando o Estado planeja, compra e executa com visão estratégica, ele cria escala, induz inovação e fortalece empresas locais. Sem governança, esse potencial se perde. Por isso, estrutura institucional e compras públicas caminham juntas.

7 – O Sinfor-DF aponta três pilares estruturais para o fortalecimento do setor. Quais são eles?
O fortalecimento do ecossistema de TI no DF passa por segurança jurídica, funding adequado e compras públicas inovadoras. Segurança jurídica dá previsibilidade ao investimento. Funding cria condições para crescimento e inovação. Compras públicas, quando bem desenhadas, induzem desenvolvimento tecnológico e fortalecem empresas nacionais, especialmente em setores estratégicos.

8 – As compras públicas seguem sendo um ponto sensível. O que precisa evoluir?
É preciso avançar para modelos de contratação que valorizem qualidade técnica, segurança, governança e capacidade de evolução das soluções ao longo do tempo. Compras públicas não podem ser apenas transacionais; elas precisam funcionar como instrumento de política de desenvolvimento tecnológico, especialmente em um território com o peso institucional do DF.

9 – Como essa agenda se relaciona com a definição de uma vocação tecnológica para Brasília?
Governança é pré-condição para vocação. O DF tem potencial claro para se tornar referência em GovTech, desenvolvendo soluções para o setor público. Mas isso exige foco, coordenação e estrutura. Sem esses elementos, a vocação permanece apenas como discurso, não como estratégia de desenvolvimento.

10 – O Sinfor-DF também tem atuado no acompanhamento da agenda regulatória e tributária. Por quê?
Porque decisões regulatórias e tributárias impactam diretamente a capacidade das empresas de investir, inovar e crescer. A criação de comissões para acompanhar temas como a tributação de dividendos reflete a necessidade de antecipar cenários e oferecer leitura qualificada ao setor, especialmente em um ambiente de incerteza.

11 – Qual é a visão de futuro do Sinfor-DF para o Distrito Federal?
Nossa visão é construir uma governança em rede que permita ao Distrito Federal assumir protagonismo tecnológico. Queremos um Estado com coordenação clara da transformação digital, capacidade operacional própria e diálogo permanente com o ecossistema. Isso cria as condições para que Brasília se consolide como um centro de referência em soluções tecnológicas voltadas a desafios reais do setor público e da sociedade.

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