Missão Empresarial do DF levará empresários ao Congresso de Inovação da Indústria 2026

A FIBRA, em parceria com o Sebrae DF, está organizando uma Missão Empresarial do Distrito Federal para participação no 11º Congresso de Inovação da Indústria, considerado o maior fórum de inovação da América Latina. O evento será realizado nos dias 25 e 26 de março de 2026, no WTC São Paulo.

Com o tema “Transição ecodigital, sustentabilidade e tecnologias digitais”, o congresso reunirá lideranças empresariais, especialistas e representantes da indústria para debater tendências, soluções tecnológicas e estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável e à competitividade do setor produtivo.

As vagas para a missão são limitadas, e os empresários interessados devem manifestar interesse por meio de formulário online, etapa necessária para viabilização da participação organizada pela FIBRA e pelo Sebrae DF.

Manifestação de interesse:
https://forms.cloud.microsoft/r/8a8C6X4uXF

Mais informações sobre o congresso:
https://congressodeinovacao.com.br

Fonte: FIBRA | Sebrae DF

Governo digital avança, mas enfrenta desafio de retenção em TI, diz presidente da ANATI

Luiz Alexandre Silva alerta para evasão de servidores, salários defasados e risco de instabilidade em políticas públicas e perda de capacidade operacional nos serviços digitais

O avanço do governo digital no Brasil depende cada vez mais de sistemas críticos, mas enfrenta um problema interno: a perda acelerada de profissionais de tecnologia no serviço público. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Analistas de Tecnologia da Informação (ANATI), Luiz Alexandre Silva, a carreira federal de ATIs vive um “apagão silencioso”, com evasão, dificuldade de reposição e risco à continuidade dos serviços digitais.

Em entrevista para o Sinforme, ele alerta sobre o insucesso das políticas de retenção adotadas pelo Governo Federal, a ausência de capacitação adequada em órgãos SISP, sobre a falta de padronização tecnológica e afirma que empresas interessadas em atuar com o governo precisam alinhar propostas/soluções ao planejamento dos órgãos públicos já vigentes. E deixa um recado para o empresário de TI: “O empresário precisa conhecer o plano de transformação digital de cada órgão, dominar o Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) vigente. Quando entende a necessidade real, a conversa vira parceria e não oferta genérica”, explica.

Sinforme — O governo tem tido dificuldade de manter profissionais de TI?
Luiz Alexandre Silva — O problema central é retenção. A carreira de Analista em Tecnologia da Informação – ATI do Governo Federal teve forte evasão na última década. Muitos que entraram em 2015 estão saindo agora, e quem chega leva anos para atingir maturidade. Quando o servidor fica pronto, o mercado privado — e até o exterior — oferece um salário maior, e claro compatível com as atribuições do cargo. Além é claro de garantir o  trabalho remoto. O que acontece hoje é que o Estado investe em formação pensando nos anos 2000 ainda, então o ATI se forma, faz capacitações e logo em seguida fica tão maduro profissionalmente que não consegue mais segurar o profissional, perdendo ele  na sequência, seja para o ente privado, como para outras carreiras do serviço público.

Sinforme — O novo concurso não mudou esse cenário?
Luiz Alexandre — Ajuda, mas parcialmente. Das 500 vagas, 182 concluíram o curso de formação e cerca de 150 tomaram posse. O curso foi presencial, na Academia da Polícia Federal, e muitos candidatos desistiram por logística e custo pessoal. E mesmo entre os que entraram, já há gente migrando para outros concursos e para o setor privado. Com salário inicial em torno de R$ 11 mil e teto de R$ 21 mil, após 20 anos de serviços prestados, fica difícil competir com carreiras equivalentes que começam com inicial entre 18 e 22 mil e chegam ao teto entre R$ 30 e 35 mil.

Sinforme — A tendência é de redução no quadro de analistas? O que o governo perde se isso continuar?
Luiz Alexandre — O risco real é colapso digital. Serviços públicos essenciais dependem de equipes técnicas para operar, evoluir e manter segurança e claro de profissionais que liderem essas equipes. Já existem órgãos com equipe insuficiente para sustentar sistemas críticos. E ataques cibernéticos são permanentes: sem gente qualificada para monitorar e responder, o dano pode ser enorme, financeiro, reputacional e de soberania nacional.

Sinforme — O senhor costuma dizer que transformação digital começa depois do lançamento. Por quê?
Luiz Alexandre — Porque aplicativo não é entrega final. Se o sistema cai, o cidadão perde confiança. TI é sustentação: disponibilidade, segurança, continuidade. Cada serviço anunciado exige operação 24 horas, proteção de dados e capacidade de resposta. Esse trabalho é invisível, mas é o que mantém o Estado funcionando.

Sinforme — O Brasil tem infraestrutura para sustentar essa digitalização crescente?
Luiz Alexandre — É uma pergunta difícil, pois a resposta para a área de TI sempre será que estamos correndo atrás de estar UPTIME, ou 100% preparados para as ameaças do dia a dia, mas seria um ultrage chegar a esse nível, ainda mais na área de tecnologia. Nosso grande problema é que cada CIO ou responsável pela TI Federal, quer tende a ter sua própria solução, seu datacenter, sua arquitetura. Quando muda a gestão, muda o rumo — e parte do investimento se perde. O caminho é interoperabilidade, consolidação gradual de infraestrutura e padrão mínimo de segurança e arquitetura. Ou seja, ainda faltam mais políticas para melhorar a governança e padronização no SISP.Sinforme — O que significa ‘nuvem soberana’?
Luiz Alexandre — Significa manter dados sob jurisdição brasileira. Parte das bases pode estar em servidores fora do país, o que cria risco para soberania e privacidade. Nuvem soberana não é fechar o mercado; é garantir continuidade e controle. Infraestrutura digital hoje é tão estratégica quanto energia e logística.

Sinforme — E a inclusão digital?
Luiz Alexandre — É condição para a transformação funcionar. O Brasil é muito conectado por celular, mas ainda há regiões sem banda larga e grupos com barreiras de acesso. Serviço digital precisa ser acessível para idosos, pessoas com deficiência e comunidades isoladas. Se o cidadão não consegue usar, a política não entrega aquilo que ela foi pensada, ou seja, estamos correndo sérios riscos de ser ineficientes.

Sinforme — Que conselho o senhor daria a empresas que querem vender soluções ao governo?
Luiz Alexandre — Ouvir antes de vender. Muita gente chega com produto pronto, sem entender o diagnóstico do órgão. O empresário precisa conhecer o plano de transformação digital, Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI). Quando entende a necessidade real, a conversa vira parceria e não oferta genérica.

Sinforme — O que falta em capacitação?
Luiz Alexandre — Política contínua. TI muda muito rápido: linguagens, ameaças, métodos. O servidor precisa de tempo institucional e incentivo para se atualizar. Sem isso, a defasagem técnica vira risco de segurança.

Sinforme — Que mensagem o senhor deixa para o governo e a sociedade?
Luiz Alexandre — TI não é setor-meio. É o próprio Estado funcionando. Sem o trabalho dos Analistas em Tecnologia da Informação, serviços param, contratos não são bem geridos abrindo margens para falhas e desvios, equipes não sabem o que fazer na tempestade dos “problemas diários de tecnologia” faltando alguém para ser o direcionador e mediador de conflitos. Alguém que prospecta, analisa, planeja, institui, gerencia, controla, reporta e avalia as políticas públicas de TI. Quando não se pensa em todo o ciclo da política pública, dados ficam expostos e o principal acontece, perdemos a confiança e credibilidade do cidadão em acreditar no Governo Federal. Portanto, buscar valorizar essa carreira é investimento em soberania, eficiência e cidadania, é garantir que serviços como , FGTS Digital, Login Único do GOVBR, Carteira Nacional de Habilitação Digital, ConectaGOV, assinatura digital do GOVBR, Contrata+ Brasil, Carteira de Trabalho Digital, Portal GOV.BR, Alistamento Militar Online, Prova de Vida Online, além de outros mais de 3000 serviços públicos digitais.

IA, produtividade e o novo valor do potencial humano

O artigo “IA, produtividade e o novo valor do potencial humano”, publicado no Capital Digital, analisa como a inteligência artificial está redefinindo o conceito de produtividade no trabalho e nas organizações. Segundo o texto, o uso da IA não deve ser visto apenas como ferramenta de automação, mas como um meio de ampliar as capacidades humanas, permitindo que pessoas se concentrem em atividades criativas, estratégicas e de maior valor agregado.

A análise destaca que a adoção responsável da IA pode gerar ganhos significativos de eficiência, desde que acompanhada de qualificação profissional, mudanças culturais e novos modelos de gestão. O autor argumenta que o verdadeiro diferencial competitivo passa a ser o potencial humano ampliado pela tecnologia, e não apenas a substituição de tarefas por sistemas automatizados.

O texto conclui que governos, empresas e instituições precisam investir em educação, capacitação e políticas públicas, para garantir que a IA contribua para crescimento econômico, inclusão e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Capital Digital — IA, produtividade e o novo valor do potencial humano
Foto: Niki Armstrong / Capital Digital

Lei do DF cria diretrizes para Centros de Robótica nas escolas

A Lei nº 7.796/2025, publicada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), estabelece diretrizes para a criação de Centros Interescolares de Robótica (CIR) nas escolas públicas do Distrito Federal, com o objetivo de promover o letramento digital, a robótica e o uso de inteligência artificial como ferramenta didática na Educação Básica.

A norma prevê a implementação e estruturação desses espaços físicos voltados ao ensino de tecnologias digitais, robótica e IA, buscando preparar os estudantes para os desafios da era digital e estimular habilidades como pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe.

Além de fortalecer a inclusão tecnológica desde os primeiros anos escolares, a lei também destaca a importância da capacitação contínua de docentes, para que possam incorporar efetivamente essas tecnologias nas práticas pedagógicas.

Fonte: Câmara Legislativa do Distrito Federal — Lei estabelece diretrizes para a criação de Centros de Robótica nas escolas (publicada em 23/01/2026).
Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

 

Acordo entre Finep e OCB amplia acesso de cooperativas a recursos para inovação

Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) vai ampliar o acesso das cooperativas brasileiras às linhas de financiamento para pesquisa, desenvolvimento e inovação. A parceria, assinada em Brasília, visa reduzir barreiras históricas de informação e facilitar que cooperativas de todos os ramos possam estruturar e viabilizar projetos de tecnologia e inovação com impacto econômico, social e ambiental.

O acordo estabelece uma agenda permanente de cooperação entre as instituições, com foco na divulgação das linhas de financiamento da Finep, capacitações técnicas, orientação sobre requisitos operacionais e uso das plataformas digitais da agência. Entre as ações previstas estão a realização de seminários e eventos técnicos, a produção de conteúdos orientativos e o desenvolvimento conjunto de iniciativas que ampliem o alcance do fomento à inovação no setor cooperativista.

A presidente executiva da OCB destacou que a parceria cria condições práticas para que as cooperativas entendam as oportunidades disponíveis, preparem projetos sólidos e aumentem sua presença no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação no país. Já a Finep ressaltou o papel estratégico do cooperativismo para o desenvolvimento nacional, especialmente em áreas como agro, energia, sustentabilidade e inclusão produtiva.

O acordo ganha relevância após a sanção da Lei nº 15.184/2025, que incluiu oficialmente as cooperativas entre as beneficiárias diretas dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), ampliando as possibilidades de financiamento para projetos inovadores.

Fonte: Finep / OCB – Acordo técnico para ampliar acesso das cooperativas ao financiamento de inovação (assinado em 22/01/2026).

Edital do Programa FAPDF Learning é lançado para pesquisa aplicada no DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou o Edital nº 06/2024 do Programa FAPDF Learning, que abre seleção de propostas de pesquisa científica, tecnológica e de inovação com apoio financeiro no Distrito Federal. O objetivo é incentivar projetos que promovam a inovação e o desenvolvimento econômico e social da região, fortalecendo o ecossistema de ciência e tecnologia local.

O programa apoia projetos em quatro macroáreas de pesquisa:

  • BIO Learning (biotecnologia e meio ambiente);

  • TECH Learning (tecnologia da informação e comunicação);

  • GOV Learning (gestão pública e govtechs);

  • AGRO Learning (agronegócio e inovação no setor).

Podem participar pesquisadores e equipes vinculados a instituições públicas ou privadas de ensino e pesquisa, bem como empresas de base tecnológica sediadas no Distrito Federal. As propostas deverão ser submetidas conforme os critérios e prazos estabelecidos no edital, com chamadas específicas para cada macroárea.

A iniciativa integra a estratégia distrital de fomento à pesquisa aplicada e busca estimular a colaboração entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo, promovendo soluções inovadoras em áreas prioritárias para a economia regional.

Fonte: Agita Brasília – Edital FAP Learning do Programa de Pesquisa Aplicada é lançado (site do Agita Brasília, com base no Edital 06/2024 do Programa FAPDF Learning da FAPDF).
Pesquisador do Laboratório de Nanotecnologia Verde durante análise em espectrômetro de massas | Fotos: Divulgação/FAPDF

Especialistas defendem regulação equilibrada da Inteligência Artificial para não travar a inovação

O debate sobre a regulamentação da Inteligência Artificial (IA) no Brasil tem avançado no Congresso Nacional, com especialistas alertando para a necessidade de um marco legal que proteja direitos sem comprometer a inovação tecnológica. A avaliação é de que a IA já está presente em setores estratégicos como saúde, educação, indústria e serviços públicos, exigindo regras claras, mas flexíveis.

Segundo a análise, uma legislação excessivamente rígida pode inibir investimentos, desacelerar o desenvolvimento tecnológico e reduzir a competitividade do país no cenário internacional. Por outro lado, a ausência de regras pode ampliar riscos relacionados a vieses algorítmicos, uso indevido de dados e impactos sociais e econômicos.

A proposta defendida é a adoção de um modelo regulatório baseado em risco, que diferencie aplicações de alto impacto daquelas de uso cotidiano, permitindo ajustes conforme a tecnologia evolui. O texto também destaca a importância do diálogo entre Congresso Nacional, setor produtivo, academia e sociedade civil para a construção de uma legislação que assegure segurança jurídica e estímulo à inovação responsável.

Fonte: Correio Braziliense — Regulação da Inteligência Artificial não pode engessar inovação.

LABDAY 2026 – Startups reúne empreendedores e inovação no SebraeLab

O LABDAY 2026 – Startups (1ª edição) será realizado no dia 27 de janeiro de 2026, no SebraeLab – Biotic, em Brasília, reunindo startups, empreendedores e parceiros do ecossistema de inovação para uma noite de conexões, oportunidades e troca de experiências voltadas ao crescimento dos negócios.

O evento marca o início de um novo ciclo da inovação na capital federal e contará com uma programação que inclui o lançamento da Estratégia LABDAY 2026, apresentações de startups, momento dedicado a oportunidades de negócio, apresentação da Estratégia CAMP COTI 2026, além de networking com players do ecossistema, sorteios e happy hour.

Com entrada gratuita e vagas limitadas, o LABDAY 2026 tem como proposta fortalecer o ambiente empreendedor, aproximando iniciativas inovadoras de parceiros estratégicos e fomentando a colaboração entre os participantes.

Data: 27 de janeiro de 2026
Horário: 17h30 às 21h
Local: SebraeLab – Biotic (Brasília/DF)
Inscrições: https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV251330
Evento gratuito | Vagas limitadas

A tecnologia redefine modos de ver e ouvir — da fotografia à voz artificial

No artigo “Fotografia, voz e tecnologia”, o autor Gustavo Martins de Almeida discute como as inovações tecnológicas ao longo da história — como a fotografia no início do século XX — transformaram práticas culturais e suscitaram debates sobre arte, técnica e direitos legais. Ele relembra que, enquanto a fotografia demorou a ser reconhecida como forma de arte nas leis de direitos autorais, hoje tecnologias de conversão de texto em voz (TTS) e inteligência artificial estão provocando mudanças semelhantes no mercado editorial, especialmente no uso e produção de audiolivros, permitindo sintetizar vozes artificiais com variadas entonações e sotaques.

O texto ressalta que, embora a Constituição Federal proteja a voz humana, não há proteção legal clara para a voz artificial, gerando desafios jurídicos para narradores e dubladores diante da automação crescente dessa produção sonora. A tecnologia TTS já torna possível converter textos em áudio com agilidade, potencialmente substituindo parte do trabalho humano e levantando questões sobre autorização e remuneração na transformação de obras escritas em formatos falados.

O editorial conclui refletindo sobre os impactos dessas transformações tecnológicas no mercado editorial, ressaltando que avanços disruptivos continuam a moldar diferentes formas de consumo de conteúdo e exigem atenção dos profissionais e do Direito para acompanhar tais mudanças no uso de tecnologia aplicada à voz e à imagem.

Fonte: PublishNews — Fotografia, voz e tecnologia (15/01/2026).

Dados, pessoas e tempo de resposta: o seguro já opera na mesma lógica da tecnologia, diz CEO da Rainha Seguros

Regina Lacerda diz que a transformação digital tornou o seguro mais rápido e preciso e defende que empresas tratem proteção como camada de continuidade de negócios

A CEO da Rainha Seguros, Regina Lacerda, que liderou um painel com executivos de grandes grupos do setor durante a 7ª Mostra Brasília Mais TI, explica que a agenda de TI e a agenda do seguro já se encontram em três pontos: dados, pessoas e tempo de resposta. Na entrevista, ela detalha como o setor tem usado tecnologia para tornar o seguro mais justo e acessível, explica por que o Brasil ainda é subpenetrado em coberturas básicas e defende que benefícios corporativos e proteção cibernética devem entrar no radar de empresas de tecnologia como decisão de gestão e não apenas como custo.

Com 34 anos a frente da empresa, Regina Lacerda explica que a transformação digital chegou ao seguro de forma silenciosa, com precificação baseada em mais dados, assinatura eletrônica, indenização mais rápida e redução de fraudes com processos rastreáveis. Mas a medida que empresas de tecnologia ampliam sua exposição a riscos operacionais, contratuais e reputacionais — de vazamentos de dados à instabilidade de serviços — o seguro passa a ser percebido como instrumento de continuidade de negócios e proteção de riscos.  

Ao tratar de benefícios corporativos, a empresária explica que coberturas como planos odontológico, funeral e vida em grupo funcionam como instrumento de atração e retenção de talentos. “Com impacto bastante positivo contra absenteísmo e rotatividade”, explica.

Sinforme — Por que levar o seguro para um evento de tecnologia como o Brasília Mais TI?
Regina Lacerda — O seguro já depende de tecnologia para funcionar melhor, com mais precisão e menos fricção. Mas o setor costuma discutir isso entre si, em congressos e fóruns. No Brasília Mais TI, a proposta foi conversar com o público de TI: mostrar o que já mudou no seguro e por que empresas de tecnologia precisam olhar para proteção como parte do negócio.

Sinforme — Onde, na prática, TI e seguro se cruzam com mais força hoje?
Regina — Em três pontos: dados, pessoas e tempo de resposta. Dados porque precificação, risco e fraude passam por informação e rastreabilidade. Pessoas porque benefícios e proteção de vida e saúde impactam retenção e estabilidade. E tempo de resposta porque o tamanho do dano depende da capacidade de reagir rápido, seja num sinistro, seja num incidente operacional.

Sinforme — Executivos de grupos como Tokio Marine, Porto e GFT participaram do painel. Qual foi o principal recado?
Regina — O head de TI da Tokio Marine, o head de TI da Porto e uma diretora sênior da GFT vieram a Brasília exclusivamente para esse painel. Isso mostra que o seguro já se transformou por dentro com tecnologia e entendeu a importância do ecossistema de TI. A tecnologia, por sua vez, precisa acompanhar essa transformação.

Sinforme — O que vocês fizeram questão de colocar na mesa para o público de TI?
Regina — Três linhas. A primeira é a experiência do cliente: assinatura digital, fluxo documental mais rápido e sinistro com menos atrito. A segunda é a precificação: mais dados e modelos melhores tornam o preço mais aderente ao risco real. A terceira é a proteção digital, com seguro cibernético e a discussão de LGPD, vazamento de dados e continuidade.

Sinforme — O que muda para uma empresa de tecnologia quando ela passa a tratar seguro como parte da continuidade do negócio?
Regina — O risco operacional já é risco de negócio. Empresas de TI operam com exposição a pessoas, ativos, dados, responsabilidade e continuidade — e isso pede proteção. Ao mesmo tempo, tecnologia virou infraestrutura do seguro: precificação, subscrição, regulação de sinistros, prevenção de fraude e atendimento dependem de sistemas e automação. O evento ajuda a colocar esse tema no radar de quem decide.

Sinforme — O que mudou no seguro com a digitalização acelerada nos últimos anos?
Regina — Mudou a experiência do cliente e o fluxo de operação. O que exigia deslocamento, papel e etapas lentas hoje pode ser resolvido com assinatura eletrônica, envio estruturado de documentos e validação digital. Isso encurta o ciclo de indenização e melhora o serviço. O seguro evoluiu muito nos últimos cinco anos.

Sinforme — Mais dados e automação mudam a forma de precificar risco e isso chega no preço final?
Regina — Sim. O atuário trabalha com matemática e modelagem para precificar risco. Com mais dados e ferramentas melhores, a precificação tende a ficar mais aderente ao risco real. Isso tem efeito direto no consumidor e também no ambiente corporativo, porque permite calibrar melhor o custo de proteção.

Sinforme — E quanto a fraude pesa nessa conta — e onde a tecnologia reduz esse impacto?
Regina — Fraude é um dos fatores que pressionam preço. Quanto mais inconsistência e fraude, mais caro fica o sistema. A tecnologia reduz isso com rastreabilidade: vistorias estruturadas, registros organizados, evidência digital e menos espaço para manipulação de informação.

Sinforme — Em que ponto o seguro deixa de ser periférico e vira variável de continuidade para empresas de tecnologia?
Regina — Quando a empresa entende que risco não é exceção. Operação, dados, contratos e entregas podem falhar, e o que importa é a capacidade de responder. O seguro entra como instrumento de continuidade e de redução de dano. E empresas de tecnologia também ajudam o setor de seguros a avançar, com soluções mais simples e eficientes.

Sinforme — O seguro cibernético já entrou no radar do setor de TI?
Regina — O tema de perda de informação, indisponibilidade de sistemas e impacto em clientes ficou central. Um incidente não é só técnico: afeta contrato e reputação. O seguro cibernético faz parte dessa discussão, junto com governança e LGPD.

Sinforme — O que as empresas de TI precisam observar com mais atenção?
Regina — Que risco não é só ataque. Pode ser erro humano, falha de processo ou dependência de fornecedor. E o tamanho do prejuízo depende do tempo de resposta e da capacidade de recuperar operação.

Sinforme — A senhora tem defendido o seguro como instrumento de gestão. Qual é a lógica?
Regina — Benefícios são parte da estabilidade da empresa. Em tecnologia, a rotatividade custa caro porque leva junto conhecimento e continuidade de entrega. Coberturas coletivas como odontológico, vida e funeral têm custo relativamente baixo por pessoa e entregam valor real em momentos críticos.

Sinforme — O empresário costuma olhar isso como custo. Como a senhora traduz essa decisão?
Regina — Como previsibilidade. O seguro organiza o risco e reduz o impacto financeiro quando algo acontece. A empresa não controla tudo, mas pode se preparar para sofrer menos dano e responder melhor.

Sinforme — Para o empresário, qual é o ponto de partida para tratar proteção como parte da estratégia do negócio?
Regina — Começa por entender que seguro entra como continuidade e governança, porque dados, pessoas e tempo de resposta definem o tamanho do dano. Na prática, isso vira decisão: vida, saúde e odontológico para dar estabilidade à equipe; proteção patrimonial e de frota para resguardar ativos; e seguro cibernético quando a operação envolve dados, sistemas críticos e responsabilidade perante clientes. TI convive com risco todos os dias; o seguro organiza resposta e dá previsibilidade.

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