Projeto da FAPDF investiga limites e uso responsável da IA no Brasil

Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) investiga os desafios e limites da inteligência artificial (IA), com foco no uso responsável da tecnologia no Brasil. A pesquisa é desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) e analisa os impactos teóricos, éticos e práticos da IA.

O estudo destaca que os sistemas atuais de IA são altamente eficientes na identificação de padrões, mas não produzem explicações causais, o que limita sua aplicação em contextos que exigem interpretação mais profunda e tomada de decisão crítica.

A iniciativa busca contribuir para a construção de bases conceituais e regulatórias, auxiliando na formulação de políticas públicas e no uso mais seguro da tecnologia em áreas como saúde, justiça e serviços públicos.

Fonte: Agência Brasília — Projeto apoiado pela FAPDF investiga desafios e limites para uso responsável da inteligência artificial no Brasil (2026)
Imagem: Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF

Encontro de Labs 2026 reúne inovação pública e debate futuro dos laboratórios

A Enap, por meio da Diretoria de Inovação (GNova), realiza nos dias 13 e 14 de maio de 2026 o Encontro de Labs 2026, em Brasília, reunindo profissionais de laboratórios e unidades de inovação do setor público do Brasil e de países do Cone Sul.

O evento presencial, que será realizado no Sebrae, terá como tema Os futuros dos Labs & os Labs do futuro”, com foco nos impactos da inteligência artificial e da digitalização na inovação governamental.

As inscrições podem ser solicitadas até 16 de março.

🔗 Inscrição:
https://forms.gle/DFuhYNNTpUNQGJAz7

LABDAY abre inscrições para soluções sustentáveis no DF

O evento LABDAY abriu inscrições para empresas que desejam apresentar soluções de sustentabilidade e impacto socioambiental voltadas a pequenos negócios no Distrito Federal.

A iniciativa busca conectar o ecossistema de inovação a empresas tradicionais, promovendo a troca de soluções e oportunidades de negócios. As vagas para exposição são limitadas.

🔗 Inscrição:
https://form.jotform.com/260376120661653

SebraeLab recebe lançamento do Ciclo Tech DF com foco em inovação e crescimento

O SebraeLab, em Brasília, recebe no dia 26 de março de 2026, das 13h30 às 20h, o lançamento do Ciclo Tech DF – Conecta TIC & Games 2026, iniciativa voltada a empresas de tecnologia, provedores de internet, desenvolvedores de games e startups.

O encontro busca apoiar o crescimento dos negócios, com foco em aumento de faturamento, acesso ao mercado internacional, estruturação estratégica e posicionamento na era da inteligência artificial, além de promover conexões com talentos e oportunidades.

A programação também prevê espaço dedicado ao fortalecimento da participação feminina no setor de tecnologia.

🔗 Pré-inscrição:
https://credenciamento.df.sebrae.com.br/EV260103

GDF lança mestrado para capacitar servidores em inovação e tecnologia

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou um programa de mestrado voltado à capacitação de servidores públicos, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a FAPDF, com investimento de R$ 2,4 milhões.

Ao todo, serão ofertadas 80 vagas, sendo 70 destinadas a servidores e 10 ao público geral, com foco em temas como inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico.

O curso, intitulado Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia e Crescimento Econômico na Era da Inteligência Artificial, terá duas turmas, com início previsto entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027.

A iniciativa busca qualificar gestores públicos e melhorar a formulação de políticas, contribuindo para a modernização dos serviços prestados à população do DF.

Fonte: Correio Braziliense — GDF lança mestrado para servidores” (2026)
GDF lança mestrado em parceria com Universidade de Brasília e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) – (crédito: FAPDF)

CNJ libera uso de IA para identificar litigância predatória no Judiciário

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) liberou o uso de uma ferramenta de inteligência artificial para auxiliar tribunais brasileiros no combate à litigância predatória, caracterizada pelo ajuizamento em massa de ações repetitivas ou padronizadas.

A tecnologia, chamada Berna e desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Goiás, foi integrada à Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br) e analisou cerca de 30 milhões de processos, identificando 2,5 milhões de possíveis ações abusivas organizadas em mais de 353 mil grupos semelhantes.

O sistema examina petições iniciais e utiliza critérios matemáticos para detectar padrões de repetição e similaridade entre processos, permitindo que magistrados identifiquem práticas abusivas com mais rapidez e adotem medidas como julgamentos em lote e padronização de decisões.

A iniciativa faz parte do programa Justiça 4.0 e busca aumentar a eficiência do Judiciário, melhorar a gestão de grandes volumes de processos e fortalecer o uso de dados na tomada de decisões.

Fonte: Convergência Digital — CNJ libera uso de inteligência artificial que identifica litigância predatória” (2026)
Imagem: Convergência Digital

Em mercado dominado pela IA, criatividade ainda é principal diferencial competitivo

Em artigo de opinião, o portal Convergência Digital destaca que, apesar da crescente obsessão do mercado por inteligência artificial, o verdadeiro diferencial competitivo continua sendo a qualidade das ideias.

O texto argumenta que a tecnologia, por si só, não substitui a capacidade humana de tomar decisões, definir caminhos e dar sentido às informações, ressaltando que criatividade exige menos acúmulo de dados e mais clareza, síntese e foco.

Segundo o autor, em um cenário saturado de informação e ferramentas, o papel estratégico está em organizar o excesso e eliminar ruídos, valorizando o pensamento crítico e a direção criativa. A boa ideia, portanto, permanece como elemento central para gerar inovação real e vantagem competitiva.

Fonte: Convergência Digital — Em um mercado obcecado pela IA, a vantagem competitiva ainda é a boa ideia” (2026)
Imagem: Convergêncial Digital

5G deve chegar a 2.220 municípios brasileiros até o fim de 2026

A expansão do 5G no Brasil deve alcançar 2.220 municípios até o final de 2026, superando a meta inicial de 1.469 cidades prevista no cronograma original. Atualmente, a tecnologia está presente em cerca de 1.420 municípios, com expectativa de avanço acelerado nos próximos meses.

O plano prevê a ampliação da cobertura principalmente em cidades menores, com mais de 800 municípios com menos de 30 mil habitantes recebendo a tecnologia ainda neste ano. A estratégia segue as diretrizes definidas no leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com metas progressivas até a universalização do serviço.

Segundo o Ministério das Comunicações, a expansão do 5G representa um avanço estratégico para o país, ao impulsionar inovação, competitividade e inclusão digital, especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.

Fonte: Convergência Digital — 5G estará ativo em 2220 municípios até o final deste ano” (2026)
Imagem: Convergência Digital

Sinfor-DF realiza visita técnica para primeira etapa do Circuito Brasília Mais TI

Projeto voltado à formação tecnológica de jovens será realizado em parceria com o JK Shopping e integra a preparação para a 8ª Mostra Tecnologia Brasília Mais TI

A vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lúcia Soares, realizou visita técnica para a organização da 1ª Etapa do Circuito Brasília Mais TI, nesta sexta-feira (13). A etapa inicial do circuito será realizada em parceria com o JK Shopping, em Taguatinga, e deverá atender estudantes de diversas regiões administrativas do eixo oeste do Distrito Federal, incluindo Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires e Sol Nascente. A expectativa é de que mais de 15 mil pessoas passem pelos três dias de evento.

“O Circuito Brasília Mais TI amplia o acesso de jovens do Distrito Federal à formação em tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial”, explica Lúcia Soares. Ele foi concebido para criar uma trilha de formação que conecte estudantes da rede pública a oportunidades no mercado de tecnologia e no empreendedorismo digital. A programação reúne oficinas práticas, maratona de desenvolvimento de aplicativos, espaços makers, formação em robótica e competições tecnológicas.

Segundo a vice-presidente executiva do Sinfor-DF, Lucia Soares, o projeto busca aproximar jovens que ainda têm pouco contato com o universo das carreiras tecnológicas.

“O circuito quer alcançar o jovem que muitas vezes não tem acesso à informação sobre as carreiras de tecnologia. Em escolas com mais recursos, os estudantes costumam ter mais orientação sobre essas profissões. Já em muitas regiões, o jovem sequer sabe exatamente o que significa trabalhar com tecnologia.”

Para Lucia, ampliar o acesso à informação sobre essas oportunidades é um passo essencial para formar novos talentos no setor. “Quando alguém fala em odontologia, por exemplo, o estudante sabe que vai cuidar dos dentes das pessoas. Em tecnologia é diferente. A área é muito ampla e, muitas vezes, o jovem não sabe por onde começar ou acha que é algo muito distante da realidade dele. Nosso papel é mostrar que existe um caminho possível.”

Parceria fortalece agenda de educação e inovação

A parceria com o JK Shopping amplia o alcance do projeto ao aproximar tecnologia, educação e comunidade em um espaço de grande circulação na cidade. Segundo a superintendente do JK Shopping, Elisa Ferreira, receber o Circuito Brasília Mais TI no JK Shopping é uma oportunidade de conectar o shopping a uma agenda de educação e inovação que dialoga diretamente com o futuro da cidade. “Queremos que o espaço seja um ponto de encontro para estudantes, famílias e empresas que acreditam no potencial da tecnologia para transformar oportunidades em carreira”, afirma.

Entre os destaques da programação está a Competição de Robótica, que reúne estudantes em desafios de programação, engenharia e estratégia.

“A robótica desperta interesse pela tecnologia porque transforma aprendizado em experiência prática. O estudante, que constrói e programa um robô, passa a entender conceitos de engenharia, programação e lógica de forma concreta. A competição funciona como um laboratório de inovação e pode ser a porta de entrada de muitos jovens para carreiras em tecnologia”, explica João Victor Pinheiro, coordenador da competição.

O Circuito Brasília Mais TI integra o calendário de preparação para a 8ª Mostra Brasília Mais TI, evento que reúne estudantes, empresas e instituições de ensino em torno de projetos tecnológicos e desafios de inovação.

Além da formação técnica, a iniciativa busca estimular o empreendedorismo entre jovens e contribuir para reduzir o déficit de profissionais qualificados em tecnologia. Atualmente, o Distrito Federal já representa o terceiro maior mercado de tecnologia da informação do país, com mais de 30 mil vagas no setor.

Falhas jurídicas podem travar crescimento e investimentos em empresas

Advogada Roberta Nóbrega explica como erros trabalhistas, contratos frágeis e falta de governança podem dificultar a expansão e a entrada de investidores

Empresas em fase de crescimento precisam revisar sua estrutura jurídica para evitar riscos que possam comprometer o futuro do negócio. Segundo a sócia do escritório Nóbrega e Reis Advocacia, advogada Roberta Nóbrega, o momento de reorganização costuma surgir quando há aumento do faturamento, contratação de equipe, entrada de investidores ou expansão das atividades. Nesse estágio, é fundamental revisar contrato social, acordos entre sócios e contratos estratégicos, além de adotar práticas de governança e compliance que garantam segurança jurídica e facilitem a atração de investimentos.

Nesta entrevista para o SINFORME-DF, a advogada alerta que erros trabalhistas e falhas de governança são comuns em startups e empresas em rápida expansão. Um dos problemas recorrentes ocorre quando profissionais são contratados como prestadores de serviço, mas atuam na prática como empregados, o que pode gerar passivos trabalhistas. Para evitar conflitos societários, proteger ativos intangíveis e estruturar a entrada de investidores, ela recomenda contratos claros, políticas internas definidas e instrumentos como acordos de sócios e estruturas societárias adequadas, que permitem conciliar agilidade empresarial com proteção jurídica.

SINFORME-DF — Em que momento o empresário precisa reorganizar juridicamente a empresa?

Roberta Nóbrega — O momento de reorganização jurídica normalmente chega quando a empresa começa a crescer em complexidade — seja com aumento do faturamento, contratação de equipe, entrada de investidores ou expansão do negócio.

Muitas empresas nascem com estruturas simples, o que é natural. Mas, quando o crescimento começa, é essencial revisar contrato social, acordo de sócios, estrutura societária e contratos estratégicos, para evitar riscos que podem comprometer o futuro da empresa.

SINFORME-DF — Quais são os erros trabalhistas mais comuns em startups?

Roberta Nóbrega — O erro mais frequente é confundir flexibilidade com ausência de regras jurídicas. Modelos modernos de trabalho, como remoto, híbrido ou por projetos, são totalmente possíveis. O problema surge quando profissionais são contratados como prestadores de serviço, mas atuam na prática como empregados.

Isso pode gerar passivos trabalhistas relevantes, especialmente em empresas que crescem rápido.

SINFORME-DF — O que acontece quando governança e compliance são negligenciados?

Roberta Nóbrega — Os problemas geralmente aparecem no momento em que a empresa precisa crescer ou receber investimento, quando governança e compliance são ignorados no início.  Conflitos entre sócios, contratos frágeis, riscos trabalhistas e dificuldade para atrair investidores são consequências comuns dessa falta de estrutura. Governança não significa burocracia. Significa organização para crescer com segurança.

SINFORME-DF — Como proteger a empresa juridicamente sem perder agilidade?

Roberta Nóbrega — A solução está em estruturar processos jurídicos simples e padronizados. Modelos contratuais bem definidos, políticas internas claras e fluxos rápidos de decisão permitem que o jurídico funcione como um suporte estratégico para o crescimento, sem travar a inovação.

SINFORME-DF — Quando a criação de holdings passa a fazer sentido?

Roberta Nóbrega — A criação de holdings ou outras estruturas societárias passa a fazer sentido quando o empreendedor precisa proteger patrimônio, organizar participações societárias, planejar sucessão ou estruturar crescimento do grupo empresarial.

Essa organização permite maior segurança patrimonial e planejamento de longo prazo.

SINFORME-DF — Que cuidados jurídicos são essenciais quando a empresa recebe investimento?

Roberta Nóbrega — Antes de receber investimento, é fundamental que a empresa esteja juridicamente organizada. Isso inclui regularização societária, revisão de contratos, proteção da propriedade intelectual e análise de possíveis passivos trabalhistas ou tributários. Investidores analisam profundamente essas questões durante a due diligence jurídica.

SINFORME-DF — Como estruturar modelos de contratação seguros?

Roberta Nóbrega — Empresas podem adotar diferentes modelos de contratação, mas cada um precisa ser juridicamente coerente com a forma de trabalho exercida. Com contratos bem estruturados e políticas claras, é possível manter flexibilidade e competitividade sem gerar riscos trabalhistas.

SINFORME-DF — Como o compliance ajuda a proteger ativos intangíveis?

Roberta Nóbrega — No setor de tecnologia, ativos como dados, software e conhecimento técnico são extremamente valiosos. O compliance jurídico ajuda a proteger esses ativos por meio de políticas de proteção de dados, contratos de confidencialidade e cláusulas claras de propriedade intelectual.

SINFORME-DF — Como lidar com conflitos entre sócios?

Roberta Nóbrega — Conflitos societários são comuns em empresas que crescem rapidamente. Por isso, é fundamental que exista um acordo de sócios bem-estruturado, prevendo regras de decisão, saída de sócios e mecanismos de resolução de conflitos. Esse tipo de instrumento ajuda a preservar a continuidade da empresa mesmo em momentos de divergência.

SINFORME-DF — Que decisões jurídicas iniciais fazem diferença no futuro?

Roberta Nóbrega — Empresas que crescem de forma sólida normalmente tomaram algumas decisões importantes desde o início, como: formalizar bem a relação entre os sócios, proteger a propriedade intelectual, estruturar contratos com colaboradores e parceiros, adotar práticas mínimas de governança. Essas medidas criam uma base jurídica sólida para o crescimento do negócio. No setor de tecnologia, a inovação acontece rápido. O papel do direito é garantir que esse crescimento aconteça com segurança e sustentabilidade.

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