A tecnologia redefine modos de ver e ouvir — da fotografia à voz artificial

No artigo “Fotografia, voz e tecnologia”, o autor Gustavo Martins de Almeida discute como as inovações tecnológicas ao longo da história — como a fotografia no início do século XX — transformaram práticas culturais e suscitaram debates sobre arte, técnica e direitos legais. Ele relembra que, enquanto a fotografia demorou a ser reconhecida como forma de arte nas leis de direitos autorais, hoje tecnologias de conversão de texto em voz (TTS) e inteligência artificial estão provocando mudanças semelhantes no mercado editorial, especialmente no uso e produção de audiolivros, permitindo sintetizar vozes artificiais com variadas entonações e sotaques.

O texto ressalta que, embora a Constituição Federal proteja a voz humana, não há proteção legal clara para a voz artificial, gerando desafios jurídicos para narradores e dubladores diante da automação crescente dessa produção sonora. A tecnologia TTS já torna possível converter textos em áudio com agilidade, potencialmente substituindo parte do trabalho humano e levantando questões sobre autorização e remuneração na transformação de obras escritas em formatos falados.

O editorial conclui refletindo sobre os impactos dessas transformações tecnológicas no mercado editorial, ressaltando que avanços disruptivos continuam a moldar diferentes formas de consumo de conteúdo e exigem atenção dos profissionais e do Direito para acompanhar tais mudanças no uso de tecnologia aplicada à voz e à imagem.

Fonte: PublishNews — Fotografia, voz e tecnologia (15/01/2026).

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