Tecnologias nas Guerras: A Criatividade Humana e o Futuro
O colunista Gilberto Namastech, no iG Tecnologia, discute como a criatividade humana sempre esteve presente no desenvolvimento de tecnologias militares — muitas das quais tiveram impacto decisivo em conflitos e, posteriormente, em partes da vida civil. Ele traça uma linha histórica que vai desde invenções antigas, como o estribo que transformou a cavalaria, até inovações contemporâneas como drones e guerra cibernética, mostrando que grande parte da tecnologia que hoje conhecemos passou por aplicação bélica em algum momento.
O texto ressalta que, ao longo dos séculos, armas e ferramentas de combate impulsionaram avanços tecnológicos como a pólvora, veículos submarinos e aviação militar, com efeitos que moldaram estratégias militares e estruturas de poder global. Conflitos modernos, como o entre Rússia e Ucrânia, ilustram o papel central de tecnologias como drones e ataques digitais, que mudaram a natureza dos combates e reduziram distâncias físicas entre agressor e alvo.
Namastech também aborda o futuro da guerra, apontando para robótica autônoma, inteligência artificial e bioengenharia aplicada a soldados como possíveis próximos grandes vetores de inovação militar — com profundas implicações éticas. Além disso, ele destaca as consequências sociais e ambientais decorrentes de conflitos armados, incluindo desigualdades tecnológicas entre nações e o impacto ecológico das atividades bélicas.
O autor conclui com um convite à reflexão ética, questionando se a humanidade deve continuar a direcionar sua criatividade para destruição ou redirecioná-la a fins pacíficos e regenerativos, como a solução de desafios globais e a promoção de cooperação internacional.