Sinfor-DF defende foco estratégico e governança em rede para impulsionar o ecossistema de inovação do Distrito Federal
Presidente Carlos Jacobino reforça a importância das compras públicas e da definição de uma vocação tecnológica para tornar Brasília centro de referência em inovação.
O presidente do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF), Carlos Jacobino, defendeu a necessidade de uma agenda comum, entre governo, setor privado, academia e sociedade civil, para o desenvolvimento tecnológico do Distrito Federal.
Jacobino participou do painel “Governança para o Desenvolvimento Territorial”, durante o Eli Summit DF 2025, no SebraeLab, no Parque Tecnológico de Brasília. Entre os debatedores estavam: o coordenador do núcleo de Inovação Territorial no SEBRAE Nacional, Marcus Vinícius Bezerra, o Diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da FIBRA, Graciomário de Queiroz, e coordenador da Residência Tecnológica da Universidade Católica de Brasília, professor Santana.
De acordo com o presidente do Sinfor-DF, o setor público tem papel decisivo na dinamização do ecossistema local de inovação. “O governo é o principal motor do desenvolvimento. Quando ele não compra, as empresas locais não conseguem se desenvolver”, afirmou.
Ele destacou que, embora o governo do Distrito Federal tenha avançado na infraestrutura, ainda há um grande desafio no campo da tecnologia. “É preciso modernizar, adotar tecnologias mais eficientes e estimular o mercado local por meio da inovação e da compra pública”, reforçou.
Três pilares estruturais: segurança jurídica, funding e compras públicas
Jacobino defendeu que o fortalecimento do ecossistema depende de três pilares fundamentais:
- Segurança jurídica, que garanta estabilidade e confiança aos investidores;
- Funding, com linhas de financiamento adequadas ao setor;
- Compras públicas inovadoras, que priorizem soluções desenvolvidas por empresas brasileiras.
“Nos anos 1990, o Brasil tinha empresas que desenvolviam bancos de dados próprios. Hoje, só se compra soluções estrangeiras. Precisamos recuperar nossa capacidade de produzir tecnologia, com o Estado atuando como indutor”, afirmou.
Definir uma vocação para Brasília
Para o presidente do Sinfor-DF, o grande desafio do Distrito Federal é definir sua vocação tecnológica, assim como fizeram ecossistemas de sucesso ao redor do mundo, em países como Israel, Singapura e Emirados Árabes.
“Para quem não sabe onde quer ir, qualquer lugar serve. Precisamos de foco e direção. Brasília tem potencial para se tornar referência em GovTech, desenvolvendo soluções tecnológicas para o setor público — e isso inclui educação, saúde, segurança e gestão”, destacou.
Com uma vocação clara, explicou Jacobino, será possível alinhar a formação acadêmica, a produção científica e o investimento privado, gerando sinergia entre os diferentes atores do ecossistema: governo, universidades, empresas e sociedade civil.
Visão de futuro: Brasília como centro de soluções
Carlos Jacobino reforçou ainda que o Sinfor-DF continuará liderando esforços pela construção de uma governança em rede, capaz de unir propósitos e acelerar resultados para o Distrito Federal.
“Nosso objetivo é fazer de Brasília um centro de referência em soluções tecnológicas. Queremos que, quando o mundo buscar inovação para resolver desafios reais, olhe para o Distrito Federal e reconheça aqui um polo de excelência”, afirma.