Brasília Mais TI transforma a capital em potência da robótica com recorde de participantes e emoção nas arenas

O 2º Campeonato Brasiliense de Robótica terminou nesta quinta-feira (21), na 7ª Mostra Brasília Mais TI, com recorde de participantes, disputas acirradas e histórias de superação que reforçam Brasília como referência nacional em tecnologia.

Por Lukas Soares

Superação, inovação e emoção marcaram o encerramento do 2º Campeonato Brasiliense de Robótica, nesta quinta-feira (21), durante a 17ª Mostra Brasília Mais TI, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O torneio reuniu cerca de 60 equipes de escolas públicas, privadas e universidades de todo o país, consolidando Brasília como referência nacional na área. Ao longo de três dias de disputas, robôs de diferentes portes enfrentaram desafios e batalhas na maior arena já construída no Brasil, com 36 m² e mais de R$ 100 mil em prêmios. Para Carlos Jacobino, presidente da Sinfor e organizador da mostra, a robótica vai além da tecnologia: “Aula de resiliência, força, luta, criatividade e inovação. Parabéns a quem venceu, parabéns a quem competiu. Não desistam de lutar.”

Na avaliação do engenheiro mecatrônico Guibson Gomes, juiz-chefe das provas de Segue Linha e Chão de Fábrica, o impacto do torneio está em aproximar crianças e jovens de áreas que pareciam distantes. “Tem aluno que acha que robótica é inalcançável. Mas lógica e mecânica também são robótica. Quando eles percebem que está ao alcance, entendem que também conseguem. É muito satisfatório ver esse despertar.”

As provas desafiaram os participantes em simulações da Indústria 4.0. No Chão de Fábrica, os estudantes tiveram de gerenciar um robô em tarefas como estoque e entrega em lojas. Já no Segue Linha, cada equipe extraiu o máximo de programação e sensores em percursos desafiadores.

Os resultados revelaram histórias de superação. Carlos Eduardo e Peter Esteves, do Sesc Taguatinga Norte, comemoraram o terceiro lugar na modalidade Segue Linha. “Não esperávamos ficar em terceiro. Os códigos davam umas bugadas, mas o robô deu tudo certo. Estamos felizes”, disseram.

O professor Ruan Soares, do Colégio Vip, vibrou com o título de primeiro lugar de sua equipe no Segue Linha. Para ele, a evolução dos alunos resume o espírito da competição. “Ano passado não tivemos um bom desempenho. Este ano a equipe se superou. Eles adquiriram maturidade, aprenderam a equilibrar as emoções e descobriram que tecnologia vai além do celular. É robótica, é modelagem 3D. Esse contato amplia horizontes.”

Valentina, aluna componente da equipe campeã da mesma categoria, confessou a surpresa com o resultado. “Esperava superação, mas não o primeiro lugar. Foi o evento mais legal do mundo. Tinha uma equipe que fantasiou o robô de Perry, e eu comecei a torcer por eles. Mesmo sendo competição, a gente cria apego pelos oponentes porque todos passam pelas mesmas dificuldades.”

No Chão de Fábrica, as amigas Mirella e Sarah Cardoso ficaram em segundo lugar. Sarah agradeceu o apoio. “É muito gratificante. Agradeço à família e a Deus. Vamos correr atrás de novos campeonatos.” Já a aluna Ana Clara Nunes, campeã pela equipe do Sesc Taguatinga, celebrou a dedicação. “Fizemos reuniões fora do horário de aula. Essa conquista mostra o engajamento da equipe.”

As batalhas de robôs também tiveram momentos marcantes. A equipe da Universidade Federal de Itajubá (MG), liderada por Nikolas Cunha, subiu ao pódio em quatro categorias: campeã no primeiro e segundo lugar do combate Fairyweight, terceiro lugar na Hobbyweight e terceiro na Beetleweight. “A gente não esperava, porque o nível aqui é muito alto, o Brasília Mais TI reúne as maiores equipes do país. O evento foi perfeito: local, estrutura, alimentação, hospedagem, tudo gratuito e acessível. O combate foi incrível, os jurados excelentes. Estamos muito felizes com o resultado e pretendemos voltar a Brasília”, disse o estudante.

Para João Victor Pinheiro, coordenador do campeonato e campeão olímpico de robótica, a competição fecha com chave de ouro. “Foi emocionante. A premiação é a melhor do Brasil. A cada ano conseguimos elevar o nível.”

Entre lágrimas, conquistas e descobertas, o campeonato deixou lições de persistência e inspiração. Mais do que medalhas, a mostra aproximou jovens da ciência, despertou vocações e reforçou o papel de Brasília como palco de inovação e tecnologia.

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