IA é aliada, e não rival do cientista, defende Sérgio Sacani
No evento Brasília Mais TI, o geofísico e popularizador da ciência ensina como a nova geração de pesquisadores pode usar a tecnologia para acelerar descobertas
Por Mateus Pinheiro
Em um mundo onde a inteligência artificial, uma criação humana, parece desafiar a capacidade de seu próprio criador, como os jovens cientistas podem se destacar? A resposta é simples: usando a IA como a mais poderosa ferramenta de seu laboratório. Essa foi a mensagem central do professor, cientista e podcaster Sérgio Sacani, que subiu ao palco do Brasília Mais TI, nesta quarta-feira (20), para desmistificar a relação entre o pesquisador e a tecnologia generativa.
Longe de um cenário de disputa, Sacani, que tem uma carreira consolidada em Geofísica e Geociências, defendeu que a inteligência artificial deve ser vista como uma aliada estratégica. Para ele, o receio de que a tecnologia possa substituir o pensamento crítico do cientista é infundado.
Durante a palestra, Sacani respondeu uma série de perguntas da platéia sobre a verdadeira natureza da IA, citando e alinhando-se à visão de Miguel Nicolelis de que a IA não pode ser considerada inteligente. “O termo “Inteligência Artificial” é, em grande parte, um conceito utilizado como estratégia de marketing, uma vez que, embora as máquinas possam realizar tarefas complexas, não possuem consciência ou verdadeira capacidade cognitiva”, afirmou o professor.
Sacani também compartilhou sua visão sobre o papel da IA no futuro das ciências, enfatizando que, embora a tecnologia traga mudanças significativas, ela não substitui a necessidade de especialistas humanos, que continuam sendo fundamentais em diversas áreas, como no desenvolvimento do software das IAS, por exemplo. Para o cientista, os profissionais que mais vão se destacar no futuro são aqueles que sabem integrar conhecimentos e resolver problemas fazendo uso das IAs.
Por fim, o podcaster mencionou a crescente demanda por terras raras, essenciais na produção de chips, baterias, dentre outras tecnologias fundamentais para o avanço das IAs, e como isso está gerando uma corrida por minerais raros ao redor do mundo.