Sexta, 17 de Novembro de 2017

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

A digitalização dos serviços bancários tem ganhado cada vez a confiança dos clientes e já soma mais da metade das operações realizadas no ano passado.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os segmentos internet banking e mobile banking responderam em 2015 pela gorda fatia de 54% das operações e serviços realizadas pelos bancos.

Porém o dado que mais chama a atenção no levantamento da Federação é o crescimento exponencial do segmento mobile em comparação com as demais opções de serviços.

Em quatro anos, os aplicativos de celular passaram de zero para 21% do total de operações efetuadas. Entre 2014 e 2015, o total de transações efetuadas pelo celular mais que dobrou, passando de 4,7 bilhões para 11,2 bilhões de operações.

Essa migração para plataformas online já é vista como permanente pelo mercado. Segundo o presidente da agência de risco Austin, Erivelto Rodrigues, a tecnologia dos aplicativos para celular é uma tendência que veio para ficar.

“Hoje em dia você consegue fazer quase tudo pelo celular, desde pagamentos até pedidos de folhas de cheques. Trata-se de um movimento irreversível de digitalização dos serviços bancários”.

Os investimentos bancários nessas novas plataformas também ganham cada vez mais espaço dentro das instituições financeiras.

O relatório da Febraban de 2015 sobre tecnologias online aponta que o Brasil segue como o integrante do grupo de países emergentes Brics, formado por China, Rússia, Índia e África do Sul, com maiores investimentos em Tecnologia da Informação nos segmentos bancários.

Ainda segundo o relatório, o país ocupa a sétima colocação, entre as 10 maiores economias do mundo, em gastos com TI no setor. Em números absolutos, os bancos brasileiros investiram R$ 19 bilhões em tecnologia.

Para Erivelto Rodrigues, o grande destaque dos bancos está na divulgação de produtos e treinamento de funcionários para promover esses aplicativos mobile.

Investimento pesado em segurança

Outro grande destaque observado é o forte investimento em sistemas de segurança e criptografia para garantir o funcionamento dos aplicativos e plataformas.

O risco de fraudes e invasões de contas no ambiente online é muito maior do que os sistemas bancários convencionais e isso tornou-se um dos principais desafios para os bancos.

“Para acompanhar esse boom dos aplicativos que o Brasil vive hoje, os bancos se depararam com o desafio de ampliar cada vez mais os recursos de segurança para suportar essa demanda”, acrescenta Erivelto.

Agências físicas tendem a perder espaço; caixas eletrônicos devem manter participação

Nesse processo de digitalização bancária, o futuro das agências físicas parece estar cada vez mais ameaçado. O segmento perdeu espaço entre as opções de serviços oferecidos pelos bancos e voltou em 2015 ao mesmo patamar de números absolutos de agências observados três anos atrás.

Para o presidente da Austin, as agências ficarão sem utilidade e sofrerão cada vez mais com o processo de fechamento. “A tendência que vamos observar no futuro próximo será a tentativa dos bancos de disseminar a ideia do uso do mobile e do digital”, afirma.

“Trata-se de um movimento muito rápido de mudança, e o fluxo de clientes nas agências deve diminuir cada vez mais rápido”, acrescenta.

Apesar do fim pré-anunciado das agências físicas, o uso dos caixas eletrônicos deve perder boa parte do espaço que possui hoje, porém não deve ser extinto sobretudo pela necessidade de saques em dinheiro dos clientes.

Os pontos de autoatendimento nas agências perderam 7% de participação entre os serviços bancários em 4 anos. No ano passado, segundo a Febraban, os caixas eletrônicos eram responsáveis por 19% das transações efetuadas no país.

Em 2011, esse percentual era de 26%. “A necessidade do saque em cash é o que vai sustentar o uso dos caixas eletrônicos no futuro. Esse segmento deve perder espaço para o online, mas sem correr o risco de extinção total”.

Fonte: Revista Exame


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Informações em tempo real, 24 horas por dia, sobre desastres naturais no Brasil serão disponibilizadas a partir de agora pelo Google. A parceria da empresa americana com os Ministérios da Integração Nacional e da Agricultura, lançada nesta sexta-feira (22), tem o objetivo de auxiliar os profissionais que atuam no setor e a população. Os alertas serão publicados antes, durante e depois dos desastres naturais, com avisos meteorológicos, orientações sobre os procedimentos a serem adotados ao longo das ocorrências, números de emergências, links para doações, notícias atualizadas e demais medidas executadas pela Defesa Civil Nacional.

 

O sistema lançará dados fornecidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, em conjunto com as defesas civis estaduais e municipais, sobre alagamentos e inundações, enxurradas, granizo,  tornado e vendaval. Os alertas exibidos dependerão da localização, da gravidade da ocorrência e do tipo de consulta realizada na busca e ficarão disponíveis em várias plataformas do Google, como Google Now, Google Maps e Busca, além da página de Avisos Públicos do Google.

 

“A parceria do Ministério da Integração Nacional com o Google vai ajudar a salvar vidas. Com o serviço de Alertas Públicos vamos gerar informações de emergência, apoiar os profissionais envolvidos no atendimento e orientar a população, trazendo mais agilidade ao acesso e garantindo que a sociedade obtenha dados oficiais em tempo real”, explica o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

 

Segundo o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, a parceria com o Google tem duas principais vertentes. “Uma delas é crescer a cultura de defesa civil na nossa população e a outra é oferecer informação rápida e de qualidade na internet”, ressalta.

 

Durante o evento, a Gerente de parcerias do Google, Juliana Dib Rezende, destacou o objetivo do serviço de trazer informações criticas sobre desastres quando as pessoas mais precisam. “Acreditamos que o serviço de Alertas Públicos ajudará os brasileiros a se prepararem melhor para situações sensíveis ao trazer as informações valiosas do INMET e do CENAD para ferramentas online que já fazem parte do dia a dia deles”, diz

 

O Projeto Google é desenvolvido pela equipe Google Apoio em Emergências, apoiado pela Google.org, e usa os recursos da empresa em informação e tecnologia para criar produtos e defender políticas voltadas para os desafios globais. Com o Brasil, o serviço Google de Avisos Públicos já está disponível num total de 12 países (Austrália, Canadá, Colômbia, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, Filipinas, Taiwan e Estados Unidos). O primeiro a receber a ferramenta foram os Estados Unidos, em 2012.

 

A plataforma do Google no Brasil conta com a parceria do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que será responsável pela inserção de avisos meteorológicos de tempo severo no sistema.

 

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

As novas tecnologias surgem para facilitar a vida das pessoas, mas a velocidade das inovações estão dando dor de cabeça para especialistas em direito tributário e trabalhista e, principalmente, para o governo. Cada vez mais aplicativos, softwares e serviços OTTs (Over-the-Top) — dos quais Netflix e WhatsApp são os exemplos mais conhecidos — subvertem as cadeias produtivas de setores tradicionais da economia. Como o tempo para adequar a lei não acompanha, nem de perto, a rapidez das transformações, os efeitos iniciais são perversos para a sobrevivência de empresas e manutenção de empregos e para a arrecadação de impostos.

Os bloqueios do WhatsApp, as controvérsias sobre o Uber, a reação exacerbada de taxistas diante do novo modelo de transporte de passageiros e a ameaça de regulação dos aplicativos, encarecendo os serviços, mostram como a sociedade ainda não está preparada para lidar com as modernidades da era digital. Quase não há setores que já não tenham enfrentado problemas com a concorrência de processos inovadores. Desde o século passado, a automação vem provocando o desemprego em fábricas, com a substituição de homens por robôs. O que mudou foi a velocidade. Enquanto se tinha anos e até décadas para adaptação no passado, agora um aplicativo é capaz de provocar estragos em questão de semanas.

A recuperação, no entanto, é muito mais lenta. Os setores que sentiram o baque há 15 ou 20 anos só agora aprenderam a conviver com a concorrência e se beneficiar das inovações. A receita mundial da indústria fonográfica, por exemplo, caiu de US$ 26,6 bilhões por ano em 1999 para US$ 14,9 bilhões em 2014 desde os primeiros programas de compartilhamento de música pela internet. No ano passado, contudo, os formatos digitais superaram as vendas físicas de CDs pela primeira vez e o setor voltou a crescer. A receita global cresceu 3,2%, para mais de US$ 15 bilhões, depois de declínio ininterrupto por quase duas décadas, aponta a IFPI (federação internacional da indústria fonográfica, na sigla em inglês).

No país, com a chegada do Spotify, ficou mais raro ver as lojas de CDs lotadas. O aplicativo permite escutar músicas gratuitamente pela internet, pelo celular ou tablet e, gradativamente, substituiu a mídia física pelos conteúdos disponibilizados nas redes. Márcio Júlio, de 50 anos, gerente de uma loja de discos há 30, foi obrigado a diminuir o quadro de funcionários devido à queda nas vendas. “Como se não bastasse a crise, a tecnologia está sendo uma dura concorrente. Tínhamos 12 empregados, hoje são apenas oito”, lamenta. Para não perder receita, a loja incorporou a venda de instrumentos musicais. 

O mesmo ocorreu com as agências de turismo, que sofreram com a proliferação de sites de venda de passagens, pacotes e hospedagem. Carlos Vieira, presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), lembra que as micro e pequenas empresas do setor tiveram dificuldades de sobreviver e muitas fecharam. “Atualmente, no entanto, os grandes players produzem tecnologia e a disponibilizam, dando condições das menores brigarem pelo mercado”, afirma. Edmar Bull, presidente da Abav Nacional, ressalta que a maior parte das agências já se adaptou. “É difícil aceitar a mudança. Várias empresas tinham restrição à tecnologia. Assim que entenderam que a ferramenta é uma aliada e não concorrência, o setor ganhou produtividade, transparência e rapidez”, diz.

EXPLOSÃO Os exemplos mais recentes, contudo, ainda estão no centro da polêmica. São os casos dos OTTs, como WhatsApp e Netflix, e o Uber. Presente em 59 países e em mais de 250 cidades, o aplicativo de transporte de passageiro minou a categoria de taxistas por onde passou. A Cidade do México foi a primeira da América Latina a regulamentar o serviço e os motoristas passaram a pagar taxas. Em Londres, os táxis sofreram com a concorrência. E, em Nova York, os carros amarelos já são minoria.

No Brasil, o Uber começou a operar em maio de 2014, não sem polêmica. Uma prova de que a sociedade não está preparada para as mudanças foram os casos de agressão de taxistas aos motoristas do aplicativo, depredação de carros e até retirada à força de passageiros. Os taxistas reclamam que precisam de licença especial e têm vários custos que o Uber não tem, o que torna a concorrência desleal. Cabe a cada cidade legislar sobre o assunto.

Para o consumidor, a inovação só traz benefícios, na opinião de Patrícia Agra, advogada especialista em defesa da concorrência e sócia da L.O. Baptista-SVMFA, porque as novas tecnologias tiram o setor tradicional da zona de conforto. “Quando o processo é muito competitivo, as empresas nunca param de tentar corrigir, melhorar, baratear. Quem inova colhe frutos e provoca uma mexida na forma tradicional de fazer as coisas”, avalia.

Patrícia cita o caso do Uber como exemplo. “O cara do táxi fica imaginando como ir além do copo d’água e do pagamento com cartão. Ele começa a pensar no que pode melhorar”, diz. Da mesma forma, acrescenta, a Netflix provocou a criação dos produtos sob demanda das TVs por assinatura. “Agora, quando alguma cadeia tradicional não consegue competir porque tem uma estrutura de custos muito pesado, aí a legislação tem que socorrer”, explica.

É o caso das telecomunicações, que recolhem, no país, R$ 60 bilhões por ano em tributos. Alex Castro, diretor de regulamentação do Sinditelebrasil, diz que o setor defende eliminar a assimetria. “A revolução digital afeta todos os setores. Geram desequilíbrio. São raros os casos em que o poder público consegue, antecipadamente, fazer a regulamentação”, aponta. “Mas, em algum momento, a cadeia se equilibra novamente. Nesse processo, muitas empresas desaparecem, quebram, mas novas surgem. A revolução digital é inexorável. É uma realidade”, ressalta.

 

Fonte: Estado de Minas


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Única equipe latino-americana classificada para a primeira edição da Cybathlon, conhecida como “Olimpíadas Biônicas”, a Empowering Mobility and Autonomy (EMA) precisa de ajuda para arcar com custos da participação no torneio. O grupo é de um projeto da Universidade de Brasília (UnB) voltado para o desenvolvimento de tecnologias que auxiliam na mobilidade e autonomia de pessoas com dificuldades motoras.

 

Através de tecnologias de estímulo elétrico funcional, os pesquisadores desenvolveram a chamada EMA Trike, uma espécie de triciclo adaptado para que pessoas com lesões medulares possam pedalar com as próprias pernas. O equipamento ainda não está disponível para a população, mas o grupo acredita que a exposição na Cybathlon pode atrair a atenção de parceiros interessados no desenvolvimento do dispositivo.

 

Nosso objetivo final com a competição é levar a tecnologia desenvolvida a pessoas que precisam dela. Além de atrair olhares de possíveis patrocinadores, acreditamos que a Cybathlon seja uma boa oportunidade para mostrar que conseguimos desenvolver tecnologias desse tipo por aqui"
George Brindeiro, engenheiro que integra a equipe

Multidisciplinar, o grupo é composto por pessoas de diversas áreas, como engenharia e fisioterapia. “Já trabalhávamos com a criação de tecnologias assistivas quando ficamos sabendo do torneio. Foi um estímulo para desenvolvermos o projeto da EMA Trike”, explicou o engenheiro de 28 anos.

A competição, marcada para outubro na Suíça, será realizada entre pessoas com deficiência, que devem correr contra o tempo para realizar tarefas cotidianas auxiliadas por diferentes tecnologias. As categorias são divididas entre interface cérebro-máquina, prótese ativa de braço, prótese ativa de perna, exoesqueleto robótico, cadeira de rodas motorizada e ciclismo com estimulação elétrica. A EMA competirá na última.

Para garantir a classificação, a equipe teve que mandar uma série de formulários e vídeos, provando para o comitê organizador que estava apta a participar. “A gente tinha o Trike pronto e uma programação, que ainda não estava 100%, mas que mostrava potencial. A gente fez vídeos mostrando a questão da segurança do equipamento também”, contou Brindeiro ao Metrópoles.

Vaquinha
No ano passado, os responsáveis pela Cybathlon organizaram um evento teste – do qual a EMA não conseguiu participar por falta de financiamento. “Para 2016, conseguimos apoio com alguns parceiros e ainda tentamos com outros. Então decidimos recorrer à campanha para divulgar um pouco do nosso trabalho e dar a oportunidade a quem achar bacana e puder ajudar a gente a participar”, explicou Brindeiro.

O grupo já conseguiu recursos para cobrir os gastos com passagens, hospedagem e aluguel de van. No entanto, ainda precisa de ajuda para arcar com os custos da inscrição, alimentação e o transporte da EMA Trike. A meta é arrecadar R$ 21.350. A equipe já conseguiu cerca de 70% do valor necessário.

A Empowering Mobility and Autonomy conta com 16 integrantes, mas, com base nos recursos arrecadados, a ideia é levar apenas quatro deles e um piloto para a Suíça. Os testes para eleger o condutor da EMA Trike ainda estão em andamento. “Temos duas pessoas com potencial muito grande. Todos os candidatos faziam o treinamento com a equipe de fisioterapia e estão acostumados a trabalhar com estímulos elétricos”, finalizou o engenheiro.

Serviço
Quem quiser ajudar a EMA a participar da Cybathlon pode contribuir através da vaquina on-line criada pelo grupo no site Catarse. Todos os gastos estão detalhados na página.

Fonte: Metrópoles


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 20 2016

Kassab participou de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, marcada por discussões entre deputados do governo e da oposição e por críticas de entidades ligadas à área de pesquisa e tecnologia à fusão dos dois ministérios.

Em resposta às questões dos deputados e às críticas das entidades, Kassab garantiu a manutenção dos principais programas do antigo ministério. “Assumo o compromisso de manter os programas do ministério e de tentar, junto com o Congresso, reverter a tendência de queda do orçamento da área”, disse o ministro, ao responder a perguntas dos deputados Sibá Machado (PT-AC), Margarida Salomão (PT-MG) e do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

Kassab referia-se principalmente aos programas relacionados a pesquisas nuclear, de satélites e banda larga. Ele também assumiu o compromisso de prosseguir na negociação de empréstimo de R$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento de pesquisas.

Manifesto contra a fusão

No início de maio, assim que foi anunciada a fusão, 13 entidades ligadas à área de pesquisa assinaram um manifesto contra a extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Segundo o documento, a fusão dos dois ministérios “é uma medida artificial, que prejudicará o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País”. O texto foi endossado, entre outras entidades, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Kassab respondeu às críticas com a alegação de que existe “sinergia” entre as duas áreas. A redução do número de ministérios, segundo ele, é uma exigência da sociedade.

“A redução de ministérios é o primeiro passo para uma reforma administrativa e um dos pontos mais focados pela população é a redução dos ministérios, que caíram de 39 para 23. Tenho certeza de que nas próximas eleições a população vai cobrar redução maior ainda”, disse.


Críticas 

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, considerou a extinção do ministério um antecedente perigoso para o setor. “Concordo que é preciso enxugar a máquina, mas há outras maneiras de fazer isso que não seja sobre o Ministério da Ciência e Tecnologia. Em todos os lugares do mundo, a ciência e tecnologia são consideradas o motor da economia. Quando o governo federal faz isso, os estados podem começar a fazer também”, alertou.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, também criticou a fusão dos ministérios. Segundo Davidovich, a medida enfraquece o setor de pesquisa e inovação, que ele considera fundamental para que o País supere a crise econômica. “O que está em jogo é o futuro do País. Os Estados Unidos investem 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento. Coreia do Sul e Israel, 4%. O Brasil não chega a 2%”, comparou.

Davidovich apontou que o setor de pesquisa já enfrenta dificuldades, como corte orçamentário e a falta de investimento dos recursos arrecadados pelos fundos setoriais. O resultado se reflete no número de pesquisadores do País.

Ele apresentou dados que mostram que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Econômico (OCDE) têm 7.600 pesquisadores por milhão de habitantes, enquanto outros, como a Argentina, tem mais de mil e o Brasil apenas 760.

Fonte: Agência Câmara Notícias


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 17 2016

O Ministério do Planejamento abriu uma consulta pública sobre a norma que vai estabelecer a Política de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação dos órgãos federais – integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP).

“Esta política é fundamental para envolver a alta administração dos órgãos públicos nas ações de tecnologia. Os projetos de TIC têm de estar focados nas necessidades do cidadão”, afirma Fernando Siqueira, secretário adjunto de Tecnologia da Informação do MP. 

O documento determina, entre outras medidas, que cabe à alta administração a responsabilidade pela governança de TIC, sendo exigido que cada órgão defina claramente o papel de cada estrutura interna. Também exige gestão por resultados e medidas de transparência. 

Segundo a STI, a participação dos órgãos públicos na consulta é imprescindível, visto serem os agentes das medidas ali descritas. Para participar deve ser feito cadastro no portal Participa.br, onde o texto já está disponível. As sugestões serão aceitas até 30/6.

* Com informações do MPOG


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 18 2016

O ex-secretário de Educação no governo de Agnelo Queiroz (PT), Marcelo Aguiar, é o novo titular da Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação, vinculada à Casa Civil. Marcelo entra no lugar de Oskar Klingl, que passa a ser chefe da assessoria internacional da governadoria. Marcelo é filiado ao PDT, mas não entrou no cargo por indicação de integrantes da legenda. O convite veio diretamente de Rodrigo Rollemberg (PSB), com apoio do deputado distrital Cláudio Abrantes (Rede).

Aguiar passou um ano à frente da Educação e conseguiu dar celeridade ao processo de educação integral, por exemplo. Agora, entra na secretaria adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação com outra missão difícil: fazer projetos parados historicamente, alguns há mais de 15 anos, saírem do papel.

 

“Temos muito trabalho pela frente. Uma das prioridades é desatar os nós do Parque Tecnológico Digital. A outra questão é o Wi-Fi público para ampliar a capacidade de atendimento à população”, afirmou Aguiar. Um terceiro ponto a ser retomado é o Brasília Sem Fronteiras, programa com o objetivo de enviar estudantes ao exterior para ampliar os estudos, que passará para a sua gestão.

Fonte: Metrópoles


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 17 2016

Pena de prisão para quem cometer crimes de racismo e discriminação pela internet, inclusive para aqueles que repassarem as ofensas adiante. É o que prevê o PLS 80/2016, do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quarta-feira (15). A proposta, que atualiza a lei de racismo no Brasil, também dá ao juiz a possibilidade de interditar mensagens ou páginas de acesso público.

Sendo assim, quem for acusado de preconceito por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade cometido por meio da internet, ou de qualquer outra rede de computadores destinada ao acesso público, poderá ser condenado a pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

A relatora original, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), foi substituída na reunião pelo senador Telmário Mota (PDT-RR). Durante a leitura do parecer, ele lembrou que a internet é tida por muitos como “território livre”, sendo usada como cenário da manifestação de discriminações e preconceitos variados. O aparente anonimato e a ausência de confrontação física incentivam a prática criminosa, o que a proposta pretende alterar. Segundo o senador, o Direito não pode ficar alheio à realidade trazida pela modernidade digital.

“Num momento em que a sociedade se encontra profundamente dividida, e em que proliferam comportamentos marcados pela agressividade e pela intolerância, que ofendem os valores que aprendemos a respeitar como fundadores da nação brasileira, qualquer iniciativa que objetive coibir os excessos de comportamento, incentivando o cultivo civilizado – e educado – das diferenças será sempre bem-vindo” – afirmou o relator em seu parecer.

O texto segue para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e, depois, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual caberá decisão terminativa.

Agência Senado


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 17 2016

As contratações do setor público no setor de tecnologia da informação estiveram em debate no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) na segunda-feira (13). O evento fez parte do segundo ciclo de palestras no Poder Legislativo. O auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União, Carlos Alberto Mamede Hernandes, proferiu a palestra Contratações Públicas de TI: aspectos relevantes a partir de uma visão sistêmica.

Segundo o auditor, as contratações públicas de bens e serviços de TI deveriam ser planejadas num plano global de aquisição de cada instituição. Seguindo a jurisprudência do TCU, este instrumento deve ser orientado, por exemplo, pelo plano estratégico institucional. Do mesmo modo, outros instrumentos, como o Plano Plurianual e a Estratégia de Governança Digital — este último no caso de órgãos do Poder Executivo —, deveriam ser considerados. Estas medidas visam evitar desperdícios e falta de foco nos gastos e investimentos públicos.

Para o especialista, o Congresso Nacional poderia elaborar um plano estratégico conjunto, bem como um plano comum da área de TI, diante da similaridade da natureza do trabalho realizado pelas duas Casas Legislativas.

Outro aspecto ressaltado é a importância das instâncias de governança, da alta administração do órgão. Nesses colegiados, diferentes setores da instituição precisam tomar a decisão sobre quais projetos de TI atendem melhor os objetivos organizacionais, não deixando a responsabilidade apenas para a área de tecnologia. Além da seleção dos projetos, a alta administração também deveria supervisionar as principais contratações de TI.

Para Hernandes, o sistema de registro de preços, que envolve um processo licitatório pelo qual fornecedores e produtos são escolhidos para possível aquisição de bens e serviços, é uma opção interessante para reduzir custos na contratação de TI. Entretanto, o auditor ressalta que o uso desse mecanismo deve ser planejado por todos os órgãos envolvidos, evitando distorções e propiciando ganho de escala na compra.

O auditor também disse ser preciso haver transparência das contratações de TI, publicando-se os estudos técnicos preliminares que foram base para a contratação. Desse modo, a sociedade em geral pode ter acesso às decisões tomadas e avaliar a qualidade do uso do dinheiro público.

Ao final da apresentação, Hernandes distribuiu exemplares do seu livro Guia de boas práticas em contratação de soluções de tecnologia da informação: riscos e controles para o planejamento da contratação, versão 1.0, escrito pelo palestrante.

Estiveram no evento representantes da área de tecnologia do Senado, Serpro, TCU e Câmara dos Deputados, entre outros.

O Ciclo de Palestras no Poder Legislativo terá continuidade na próxima segunda-feira (20), às 16h30, desta vez no Auditório Antônio Carlos Magalhães (Prédio do Interlegis), e contará com a presença secretário judiciário do TSE, Fernando Maciel de Alencastro, que tratará sobre as regras das eleições municipais de 2016. Mais informações pelo telefone (61) 3303-4701.

Da assessoria do Instituto Legislativo Brasileiro

 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016

A CompTIA, associação do setor de TI, anuncia parceria com a UniCIT- Educação Corporativa, empresa de treinamentos em Tecnologia da Informação e Governança Corporativa. A partir de agora, a empresa passa a oferecer treinamentos aos profissionais interessados nas certificações CompTIA Linux+ Powered by LPI, CompTIA Security+ e CompTIA Network+.

A certificação CompTIA Linux+ atende ao sistema operacional escolhido por boa parte dos servidores disponíveis no mercado, com grande demanda de emprego em função do crescimento do setor de data center.

De acordo com a associação, no mercado de segurança da informação, o crescimento da demanda por profissionais certificados não é diferente. Hoje, os dispositivos móveis, a consolidação da computação em nuvem, a convergência das telecomunicações e o avanço das redes sociais forçam empresas de todos os setores a migrarem para a era digital.  Esse cenário impulsionou a demanda por especialistas em segurança da informação, e a busca por certificações.

Já a certificação CompTIA Network+ é expressiva mundialmente como vendor-neutral com mais de 400 mil profissionais de rede certificados. Ela valida que um indivíduo tem o conhecimento e as habilidades necessárias para solucionar problemas, além de configurar e gerenciar redes.

“Estamos vendo um crescimento positivo da demanda de profissionais capacitados na área de Tecnologia de Informação acontecer no Brasil, e por este motivo multinacionais, Governo e profissionais da área procuram a CompTIA em busca do desenvolvimento profissional da equipe e para se tornarem indíviduos competitivos no mercado de trabalho”, diz Leonard Wadewitz, diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe.

Para Pâmella Cardoso, gerente de Treinamento da UniCIT, a parceria representa um grande diferencial competitivo para a empresa, por ser o único centro educacional em Brasília que oferece treinamentos com o selo oficial da CompTIA.

Fonte: Bitmag

 


Página 8 de 13