Sexta, 17 de Novembro de 2017

Super User

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Entre prós e contras, a modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) entrou em vigor em um cenário mais amistoso. Longe da pressão dos movimentos políticos – ou, pelo menos, com menor adesão a eles – os debates lançados desde a validade da legislação são mais plausíveis e coerentes com a realidade de um país que se esforça para crescer diante de uma crise.

Os primeiros dias foram marcados por dúvidas e respostas ponto a ponto da nova lei. A mediocridade dos contrapontos baseados em suposições e na historicidade do Brasil foi e continuará a ser calada pelas vozes dos mais de 13 milhões de desempregados, além daqueles que há anos se preparam para um mercado de trabalho mais dinâmico, competitivo e produtivo.

Não há mais espaço para o comodismo. Há tempos, as empresas clamam por produção, qualificação e, especialmente, por pessoas gabaritadas e interessadas em novos desafios profissionais. Esse será o perfil do trabalhador que terá sucesso no mercado.

O velho modelo de funcionário que chega antes do amanhecer ao escritório e se senta em frente ao computador esperando pelo próximo contato com a máquina de registro de ponto iria quebrar o país de vez se não fosse extinto.

As empresas não estão em situação de arcar com custo caro de encargos para manter a relação de trabalho com o empregado que se mostrou eficiente apenas no período de experiência. A geração de empregos no cenário nacional é baseada, especialmente, em serviços, que estão deficitários. A expectativa com a nova legislação é trazer de volta a eficiência neste contexto.

As estatísticas de geração de empregos variam entre cinco e dois milhões nos próximos cinco anos. Esse é apenas o start para eliminar pouco a pouco a desocupação. Nessa conta, somam-se ainda aqueles que estão em contratos que antes não eram reconhecidos pela lei.

As remunerações se transformarão em pagamentos por serviços prestados. Ou seja, o individuo recebe pelo que faz. Quanto melhor for o resultado, mais oportunidade terá de crescer, alavancar carreiras antes estagnadas pela desmotivação e falta de reconhecimento.

A tecnologia terá papel ainda mais essencial. Os escritórios físicos tendem reduzir e, junto com eles, os problemas de mobilidade urbana, gerenciamento de horas trabalhadas, rotina exaustiva e improdutiva.

Os computadores, a automação, os aplicativos, a nanotecnologia e as telecomunicações serão destaque nas relações de trabalho a distância. A digitalização dos serviços vem ao encontro à previsão dos especialistas de que os futuros profissionais deverão ir além de suas áreas de formação. O mundo está conectado à internet e os ambientes de negócios e trabalho também estarão. As portas do analógico diminuirão o espaço dos defasados, mas criarão uma realidade sem limites para os novos trabalhadores.

No fundo, somos todos empreendedores. O brasileiro é consagrado como um povo criativo. Porque não usar esse potencial para produção? É esse incentivo que a lei atualizada nos propõe como meta. Sairmos da nossa rotina estável, abraçar projetos - e não marcas, evoluir no conhecimento de forma contínua é o que move o ser inteligente.

 

Embora ainda existam os embates em determinados tópicos, as regras serão, a partir de agora, analisadas em detalhes. Há um longo caminho até a completa absorção do texto, mas o tempo e a experiência nos apontarão erros e acertos dessa decisão.

 


Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.


Servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) decidiram encerrar nesta quinta-feira (16), durante assembleia da categoria, a greve iniciada no dia 6 de novembro. Os funcionários aceitaram a proposta apresentada pela companhia na audiência de conciliação realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última terça-feira (14).

Os trabalhadores acataram a oferta de reajuste salarial de R$ 140,96, tíquete-alimentação de R$ 1,3 mil por mês, além da garantia de abono de metade dos dias parados e compensação do restante do período pelos servidores que paralisaram as atividades desde o início do movimento grevista.

Durante a paralisação dos funcionários da CEB, o Distrito Federal foi atingido por uma forte chuva, que causou estragos em vários pontos da capital, como queda de árvores, alagamento de ruas e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Dois dias após o início da greve, a CEB contabilizou 2.149 pontos de reparo no sistema. Segundo a companhia, todos os problemas decorrentes da tempestade foram normalizados nesta semana.

Na sexta-feira passada (10), o GDF havia determinado à diretoria da CEB que cortasse o ponto dos servidores grevistas. O governo do DF também estipulou que a Companhia Energética de Brasília questionasse, na Justiça, a greve deflagrada pelos funcionários.

Em nota, o Palácio do Buriti afirmou que a paralisação era "inadmissível" e causava "enormes e desnecessários transtornos".

"É inadmissível que, num momento em que boa parte da cidade sofre sérios danos com as sucessivas enxurradas, os funcionários da empresa entrem em greve e deixem de atender plenamente a milhares de pedidos de reparos", afirmou Rollemberg no comunicado.

No sábado (11), o TRT em Brasília determinou que os servidores da CEB atendam "prontamente" 100% dos chamados relacionados a problemas emergenciais e de suspensão de energia elétrica.

 

Fonte: G1


A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) agora é digital. O governador Rodrigo Rollemberg lançou, nesta quinta-feira (16/11), o aplicativo que transfere para o celular as informações da CNH do motorista. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o serviço é gratuito.

Por enquanto, apenas motoristas que obtiveram ou renovaram a carteira a partir de maio deste ano têm acesso ao serviço. No verso da habilitação desses cerca de 200 mil motoristas, há QR Code (código lido por aparelhos celulares para conversão em links).
 
Ao todo, há 1,7 milhão de condutores no DF. Os demais devem solicitar segunda via para ter acesso ao código. Para isso, o interessado deve atualizar seus dados no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) pessoalmente ou pelo número 154. A partir de sexta-feira, a atualização poderá ser feita pelo site do órgão. Depois disso, é necessário fazer um cadastro no site do Denatran, no endereço www.portalservicos.denatran.serpro.gov.br
 
Para ter a carteira pelo celular, é preciso baixar o aplicativo da CNH Digital no Google Play (Android) ou App Store (Iphone) e cadastrar um login e uma senha de quatro dígitos para quando for acessar o aplicativo. A conexão na internet só será necessária no primeiro acesso, depois só será preciso digitar a senha e acessar. O condutor deve aguardar ser parado por um agente de trânsito para que seja feita a validação.
 

Para não esquecer mais 

 
Segundo Rollemberg, o Distrito Federal é a segunda unidade da Federação a adotar essa tecnologia. A primeira foi Goiás. Como pontos positivos, o governador citou a comodidade e segurança. “As pessoas esquecem com muito mais facilidade a carteira de habilitação do que o celular”, afirma.
 
Para o diretor do Denatran, Elmer Vicenzi, a tecnologia vai dificultar a falsificação do documento. “O QR Code é gerado por um algoritmo de propriedade do governo, não é qualquer pessoa que pode gerá-lo. Toda vez que for exibir a carteira, precisará digitar a senha de quatro dígitos. Se ela perder o celular, ninguém poderá acessar no lugar dela e ela poderá fazer o bloqueio através do portal de serviços do Denatran.”
 
O lançamento é uma parceria do Detran, Denatran e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O sistema já está no ar e a portabilidade já pode ser feita. A CNH Digital é opcional, a carteira impressa continuará sendo emitida normalmente.
 
 
Fonte: Correio Braziliense

Quatro anos depois de aprovado, o Marco Civil da Internet dá demonstrações permanentes de sua centralidade legal e jurídica. Elas estão no número de projetos de lei que tentam de alguma forma modificar a Lei 12.965/14, mas também no de decisões judiciais que vão consolidando a jurisprudência em assuntos relacionados à internet. 

“Tantas iniciativas para modificar pontualmente, às vezes emergencialmente em casos de ‘pânico moral’, e um número bastante expressivo de ações judiciais mostram a centralidade da lei, mostram como ela era necessária”, resumiu durante o 7º Fórum da Internet no Brasil o diretor do ITS/Rio, Carlos Affonso. 

Pelo viés da jurisprudência, as indicações são positivas. “Depois de quatro anos o Marco Civil da Internet tem se consolidado em vários temas. O Judiciário tem aplicado de forma criteriosa, regular e frequente o Marco Civil. Temas como responsabilidade civil têm sido frequentemente objeto de decisão do STJ, que vem reiteradamente consolidando entendimentos. Chegando até a mudar o que era a orientação do próprio Tribunal”, disse Affonso. 

Do lado dos ataques, a bateria é forte. “Infelizmente não é força de expressão. Praticamente todas as semanas são apresentados projetos de lei para modificar o Marco Civil”, lembrou a coordenadora do Intervozes, Bia Barbosa, no debate sobre os desafios enfrentados pela legislação. “Tem uma vigilância permanente da implementação da lei que a sociedade civil deve perseguir. O tripé neutralidade, privacidade e liberdade de expressão continua válido. Mas está longe de ser implementado da maneira que esperávamos.”

O afã legislativo que busca, em geral, facilitar a remoção de conteúdo ou garantir acesso sem ordem judicial, lembraram os debatedores, deixa de lado que esses pontos foram exaustivamente discutidos na tramitação da lei. “Muito do que se quer legislar agora não são lacunas. Mas fruto da composição complexa da construção de uma lei como essa. Para que a lei continue boa, não podemos ceder à tentação das vontades e achar cada um que dá para interpretar a lei para atender a sua própria demanda”, apontou Luiz Fernando Castro, do CGI.br. 

Fonte: Convergência Digital


Em relatório divulgado nesta quinta-feira (16/11) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a União Internacional de Telecomunicações (UIT) da Organização das Nações Unidas (ONU) coloca o Brasil em 66º lugar entre 176 países, nos quais foram analisados os usos de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Entre 35 países das Américas/Caribe, o país ficou em 10º lugar na utilização de serviços de telecomunicações.
 
O desempenho dos países é medido pelo Índice de Desenvolvimento da Sociedade da Informação (IDI), uma combinação de 11 indicadores, nas categorias de acesso, uso e habilidades em TICs. 

Os países aumentaram, em média, 0,18 ponto no ranking total de 2017 se comparado ao relatório do ano passado. No Brasil, o aumento foi maior, de 0,23 ponto. Segundo a UIT, o Brasil elevou a proporção de usuários de internet, de 58,3% em 2016 para 59,7% em 2017. O número de assinantes de banda larga fixa subiu de 12,2% para 13% e de banda larga móvel, de 88,6% para 89,5%, no período.
 
Análise
 
O relatório analítico da UIT sobre acesso e utilização das TICs informou que a competitividade do mercado de telecomunicações no Brasil está em expansão. O documento destacou que o país é um dos maiores mercados das Américas e que existe competição de todos os serviços nas grandes cidades do país.

O relatório apontou que o crescimento da telefonia fixa está estagnada há vários anos no Brasil a sua penetração é de 20,4 por 100 habitantes, enquanto crescem os serviços móveis e o VoIP (voz sobre dados). A banda larga fixa está disponível para 13 por 100 habitantes. A penetração da telefonia móvel é 118,9 por 100 habitantes. A tecnologia 3G já está disponível para 96,9% da população.

Outro ponto importante, segundo o relatório, é que tanto o governo, quanto as empresas privadas investem no setor. Citou como exemplo a expansão de cabos submarinos e do serviço de satélites que atendem as regiões onde não é possível a instalação de fibra ótica.
 
Fonte: Correio Braziliense

O governo suíço revisou a alocação de frequências, abrindo o caminho para a telefonia 5G, mas os críticos estão alertando que isso poderia ser ruim para nossa saúde. (SRF/swissinfo.ch)

A telefonia 5G é 100 vezes mais rápida do que a 4G. É uma conexão sem fio construída especificamente para acompanhar a proliferação de dispositivos que precisam de uma conexão de internet móvel. As primeiras aplicações 5G estarão disponíveis em 2020 ou 2021, permitindo maiores transferências de dados com tempos de resposta mais curtos. Isso significa que o conteúdo será baixado mais rápido, ou os sites serão carregados mais rapidamente. Várias antenas de entrada e saída (MIMOs) provavelmente serão usadas para aumentar o sinal em qualquer lugar que a 5G for oferecida.

Normalmente, quando uma nova tecnologia móvel sem fio chega, é atribuída uma frequência de rádio maior. A 4G ocupou as faixas de frequência até 20 MHz. Em breve, a faixa de frequência 694-790 MHz, originalmente reservada para transmissão radiofônica, estará disponível para aplicações de comunicações móveis de banda larga na Suíça. O governo também liberou frequências na faixa de 1400 a 3500 MHz para comunicações móveis.

Mas Peter Kälin, presidente da “International Society of Doctors for the Environment (ISDE)”, com base em Basileia, adverte que a 5G usa ondas muito curtas, que serão absorvidas pela pele. Ele acrescenta: "A pele já está exposta aos efeitos prejudiciais da radiação ultravioleta (UV). A 5G pode apresentar um risco adicional de câncer".

Fonte: Swissinfo.ch


É uma ótima notícia que a ciência e a tecnologia estejam avançando para fazer as pessoas viver mais tempo e melhor. Mas as inovações vão fazer os custos com a saúde disparar? Os especialistas participantes da segunda parte do EXAME Fórum Saúde, realizada no dia 7 de novembro em São Paulo (o primeiro encontro foi no dia 11 de setembro), dizem que não necessariamente.

Uma das conclusões a que chegaram é que, num primeiro momento, as inovações trazem um aumento dos custos, mas isso tende a arrefecer ao longo do tempo. “Os equipamentos e os tratamentos inovadores têm, sim, seu custo inicial, que precisa ser considerado, mas a tendência é que ele se reduza”, diz Jeane Tsutsui, diretora executiva para a área de pesquisa e desenvolvimento do grupo de diagnósticos médicos Fleury.

Veja o caso do sequenciamento genético: o teste, que custava 100 milhões de dólares em 2001, já pode ser realizado por 1.000 dólares, e a previsão é que caia para 100 dólares em 2018. Ou, melhor ainda, o caso da dose de penicilina, que, em 1945, custava 272 dólares (em valores atualizados), mas hoje é acessível por menos de 10 dólares.

 

O alto custo inicial decorre do investimento na pesquisa. O desenvolvimento de uma molécula que trate o câncer exige 1,5 bilhão de dólares aplicados por um prazo que pode chegar a 15 anos. A cada 10 000 moléculas pesquisadas, apenas uma vira um remédio. “Com um volume maior de novas tecnologias desenvolvidas, vai haver mais competição, um dos fatores que fazem o custo cair”, diz Felipe Marques Gonçalves, executivo de estratégia de medicamentos biológicos na farmacêutica americana AbbVie, presente ao Fórum.

A preocupação com o custo da saúde ocorre porque, nos últimos anos, ele disparou pelo mundo: nos países desenvolvidos, saiu de 4% do produto interno bruto em 1960 para os 12% atuais. Nos Estados Unidos, o custo da saúde representa o equivalente a 17% do PIB e, no Brasil, já está em 8%. Para os sistemas de atendimento público, fica o desafio de definir quais inovações podem ser oferecidas à população ou não. “É impossível, mesmo no país mais rico do mundo, com a tecnologia e o conhecimento dispo-níveis hoje, entregar tudo para os cidadãos”, afirma Marcos Bosi, professor na Escola Paulista de Medicina e presidente do conselho do grupo Fleury.

 

Parte desse aumento de custo decorre das ineficiências dos sistemas de saúde mundiais. Nesse caso, a tecnologia entra como aliada. “No Brasil, cerca de 30% das despesas da área de saúde vêm de desvios e desperdícios, que podem ser atacados com o uso de tecnologia”, diz Enrico de Vettori, sócio da consultoria Deloitte.

A tecnologia também é a base para o desenvolvimento de novos negócios que tornem a saúde mais acessível. Diversas startups têm tido esse papel. O Dr. Consulta, de São Paulo, oferece atendimento mais barato à população que sofre com a fila de espera no setor público e que não tem condição de pagar por um plano de saúde privado. Com o prontuário eletrônico, que mantém o histórico dos pacientes, seus médicos costumam pedir até dois exames por consulta, metade do solicitado nos planos de saúde.

 

Já a Docway, startup nascida há dois anos em Curitiba, criou um aplicativo que lista médicos credenciados para consultas em domicílio. O preço: 300 reais, metade do cobrado nos pronto-atendimentos. Realmente, as inovações podem pressionar os custos num primeiro momento. Mas, se bem usadas, eles são compensados.

Fonte: Revista Exame


Técnicos de Tecnologia da Informação (TI) de câmaras municipais e assembleias de dezoito estados e do Distrito Federal, estiveram na abertura do 9ª Encontro do Grupo Interlegis de Tecnologia, nessa quinta-feira (16), em Brasília. Já são mais de 180 inscritos.

Durante a abertura dos trabalhos, Helder Rebouças, diretor-executivo do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), ao qual o Programa Interlegis está vinculado, frisou que cada vez mais a Tecnologia da Informação "deixa de ser um suporte para ser o próprio negócio da instituição", sua razão de ser. O trabalho de TI reflete no município e nos responsáveis por desenvolver políticas públicas, acrescentou. “Soluções operacionais trazem aproximação com o município”, afirmou.

Francisco Biondo, coordenador de Planejamento e Relações Institucionais do ILB/Interlegis, enfatizou que a modernização legislativa se torna mais perceptível na medida em que os processos aplicados nos trabalhos das casas aumentam a participação popular. Segundo ele, o Interlegis ajuda a alcançar esse objetivo tanto por meio do desenvolvimento de produtos tecnológicos para as casas que sejam claros e inteligíveis para a sociedade quanto pela realização de oficinas de capacitação em todo o país.

Luis Fernando Pires Machado, especialista em assuntos jurídicos e instrutor de Oficinas de Revisão de Marcos Jurídicos nas Câmaras, falou sobre a importância de as casas estarem atentas às mudanças e novidades nas leis e adotá-las para o benefício da comunidade. Ele citou vários exemplos de Leis Orgânicas em flagrante dissonância com a Constituição Federal.

Sobre o EnGITEC, o coordenador de Tecnologia da Informação do ILB, Sesóstris Vieira falou que evento consolida o ano de intensas discussões nos grupos virtuais e destacou o esforço de servidores que vieram ao Encontro usando recursos próprios. “Esse grupo que está aqui quer mudar o cenário político do Brasil”, disse.

A mesa de abertura foi composta por Helder Rebouças; Sesóstris Vieira; Francisco Biondo; Alessandro Pereira de Albuquerque, diretor do Prodasen; vereador Itamar José, presidente da Câmara Municipal de Agudo (RS); e Alzira Fernanda, servidora da Câmara Municipal de Paracatu (MG), uma das responsáveis pela organização do evento.

Fonte: Agência do Senado


A Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal cumpre na manhã desta terça-feira, 14, 10 mandados de busca e apreensão no âmbito da operação batizada de Back Bone. Cerca de 50 policiais estão envolvidos na ação que tem como alvo supostos desvios em contratos da área de Tecnologia da Informação(TI) da Caixa Econômica Federal.

O nome da operação faz referência um termo comumente utilizada no setor de informática que significa sistema central ou espinha central. O Estado apurou que os desvios alvos da investigação alcançam a casa dos R$ 380 milhões.

 

De acordo com a investigação, o grupo criminoso seria por empregados da Caixa, empresários da área de TI e uma empresa de consultoria pertencente a um ex empregado da CEF. “As investigações apontam que empregados da CEF, juntamente com o sócio administrador da empresa de consultoria, receberam vantagens indevidas repassadas por empresas de TI, com a finalidade de cometer irregularidades na formalização e fiscalização dos contratos dessas empresas com a CEF”, diz nota da PF sobre a Back Bone.

Segundo a PF, as empresas de TI repassavam os valores indevidos para uma empresa de consultoria por meio de contratos de prestação de consultorias, em princípio, inexistentes. Parte dos valores recebidos, diz a PF, eram distribuídos pela empresa de consultoria para os demais membros da organização criminosa.

A PF descobriu ainda que como forma de lavar o dinheiro proveniente do esquema e mascarar a evolução patrimonial,  os empregados da CEF e o sócio administrador da empresa de consultoria celebravam contratos de compra e venda de imóveis. Os envolvidos são investigados pela prática dos crimes de corrupção Ativa e Passiva e por participação de organização criminosa.

 

Fonte: Estadão


Em contraponto a diversas propostas absurdas que pretendiam limitar o uso da internet como ferramenta de liberdade de expressão e de transparência política, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou Projeto de Emenda à Constituição que coloca o acesso à web entre os direitos fundamentais do cidadão.

A decisão não foi unânime, pois deu início ao debate sobre a gravidade dessa medida. Entre os prós, está o argumento de que a internet já é fundamental para todos os aspectos do desenvolvimento humano – econômico, intelectual, segurança, democracia, comunicação, trabalho, lazer, saúde e outros. A inclusão desse direito entre os mais importantes da Constituição seria uma forma de proteger o cidadão contra qualquer tentativa de exclusão ou limitação.

Por outro lado, houve quem atentou justamente para a relevância do rol dos direitos fundamentais. De fato, a lista do 5º artigo é a mais restrita entre os direitos – defendendo questões como liberdade, a vida, a sucessão de bens, o direito às crenças religiosas, a propriedade e assim por diante.

Na teoria, os direitos fundamentais são aqueles sobre os quais o Estado deve apenas proteger, mas não deve agir. É como se o Poder Público tivesse a obrigação de ter postura negativa, apenas deixando que o indivíduo possa viver de forma livre, autônoma, sem repressão ou intervenção. É o rol mais protegido, cujas alterações são mais raras e cautelosas.

No caso das garantias sociais (artigo 6), sim, o Estado é obrigado a prover. Nesse rol, estão: moradia, alimentação, educação, transporte, segurança, previdência social e muito mais. São os direitos de segunda geração, nos quais o Estado deve ter ação positiva, ativa. O Poder Público é o responsável por disponibilizar meios para que esses direitos sejam cumpridos.

A partir desse conceito, surgiu a segunda parte do debate: a ideia de que o Estado deveria fornecer a internet aos cidadãos. Pois, se bem analisado, isso já ocorre. Porém, por meio de uma das modalidades previstas, também na Constituição Federal, que é a concessão.  Esse artifício foi criado exatamente para não sobrecarregar a Administração Pública e oferecer o serviço por quem tem competência para fazê-lo com qualidade.

O tema precisa ser tratado como direito. Independente de onde for enquadrado, é preciso parar com as tentativas de censura, de discriminação social, de diferenças no acesso ao aprendizado, de estabelecer castas por meio do ensino. O acesso à internet não é um luxo, é necessidade primária.

Não fosse pelo grande poder desse instrumento, não haveria tanto interesse em limitá-lo. Nos países onde as pessoas são mais reprimidas é impensável o uso da web, ainda que para assuntos supérfluos. Há o desenvolvimento, mas ele ocorre no interesse do governante e não da nação.

A popularização das Redes Sociais - com a possibilidade de interatividade proveniente, da participação ativa e em tempo real do cidadão – também intimidou as castas políticas do Brasil. Durante algum tempo, houve certa polidez, sorrisos amarelos e tentativas de utilização da ferramenta para publicidade boba, mas logo se viu que o propósito iria além. Transcenderia para a transparência, a cobrança ferrenha e a prestação de contas sem o faz de conta de sempre.

Há alguns anos estamos sendo bombardeados pelo mantra de que evolução vem da Educação, que essa seria prioridade de governo e assim vai. Mas, na prática, os políticos não se envolvem e, ainda há aqueles que tentam barrar o aceso. Os estudantes se aquietaram. Não vimos mais os grupos de universitários nas ruas lutando por melhorias. Os docentes são chicoteados sempre que arriscam alguma manifestação. 

Quem ficou responsável por prover? Quem será o defensor que irá brigar por melhorias? Não temos mais essa figura.

A inclusão do cidadão nas políticas públicas e a Educação são apenas alguns dos benefícios da internet. O próprio criador do protocolo TCP/IP, Vint Cerf, veio recentemente ao Brasil e declarou que sua invenção não está nem 20% concluída. Ou seja, não conhecemos ainda o potencial da Internet. Enquanto todos os cérebros não estiverem voltados à exploração dessa ferramenta, ela será um tesouro obsoleto, um diamante não lapidado.

 

A internet significa a independência real dos povos. É por meio dela que iremos nos proporcionar todo o conhecimento possível para fazer as transformações. É o único instrumento que nos permite a democracia em sua forma mais clara e precisa. É, sim, um direito. Caso não absorva isso, a Constituição ficará, mais uma vez, estacionada na década de 80.

 


Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.


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