Segunda, 18 de Dezembro de 2017

Inovação, a mola que nos move

A inovação determina os rumos que a humanidade vai tomar. É a partir dos avanços tecnológicos que se amplia o conhecimento, a relação com outros seres e com o planeta, as preferências de consumo, a longevidade e o conforto das pessoas. 

As modalidades de trabalho, o desempenho profissional e as ferramentas de prestação de serviços são diretamente impactados pela criatividade dos nossos gênios da computação. 

 

Assim como as descobertas da roda e da eletricidade abriram portas para uma mentalidade diferenciada, os produtos inovadores são fatores chaves para direcionarem até que ponto esta sociedade irá evoluir. 

 

Esse será um dos temas debatidos por profissionais, pesquisadores e especialistas de Tecnologia na Mostra Brasília +TI, que será realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal no próximo mês. Os sindicatos e empresários se reunirão para discutir como o setor é importante para o planejamento econômico da cidade. 

 

O futuro do trabalho, da medicina, da mobilidade urbana, do meio ambiente. Todas as áreas serão, de alguma maneira, modificadas pelo desenvolvimento e pelas invenções tecnológicas. A transição ocorre de maneira gradual, porém significativa a ponto de influenciar nas necessidades básicas do ser humano. 

A forma como o indivíduo acompanha esse processo é o que irá diferenciá-lo dos demais no futuro. Existem as pessoas que são alcançadas pela inovação, mas o sucesso chegará para aquelas que demandam tecnologia. 

 

Apesar de intrínseca à rotina do ser humano, as invenções têm um processo criativo complexo, que depende de esforço para compreendê-lo e otimizar seus recursos. Como em todos os setores, não basta saber operar o básico para se ter o resultado esperado. É preciso explorar opções. 

 

Somente as pessoas que tiverem intimidade com o ambiente inovador serão capazes de gerar demandas relevantes a ponto de contribuir para o direcionamento da evolução do ser. Não se trata de reduzir o conhecimento a termos tecnológicos, mas da busca por pessoas comprometidas com o mundo digital em seus segmentos de atuação, a fim de torná-lo realmente futurístico.   

Por mais esperto que seja um profissional de TI, ele precisará saber quais necessidades mais profundas da medicina para criar novos equipamentos ou soluções. O médico, por outro lado, só poderá demandar essa criação se souber do que a Tecnologia já é capaz de desenvolver. É um trabalho conjunto, possível a partir do grau de envolvimento de ambos, em universos diferentes do que são acostumados. 

 

Esse é mais um ponto fundamental da inovação: ela é eficaz quando sair da esfera de conforto. Inovar significa fazer algo diferente. É mostrar ao mercado, ao consumidor, à indústria o que eles precisam. Caso contrário, cria-se um ciclo de réplicas melhoradas. 

 

A geração atual está acostumada a pensar que séries de celulares identificados por número de atualização de modelo e espessura é inovação. Não é! Isso é a simples dinâmica do consumo oferecendo uma nova oportunidade de ter o mesmo produto a um preço mais caro. 

 

Pense em algo que modificaria sua vida, seu trabalho, sua qualidade de vida; algo que abra portas para outras tecnologias e que impactaria na forma como você enxerga o mundo. Isso é inovação! 

 

 

Talvez a resposta não seja a imagem de um produto, mas você sabe que seria completamente diferente de tudo o que experimentou até hoje. A sensação é inspiradora, impulsiona a criatividade, desperta o desejo de que todos conheçam. É assim que nasce um inventor. É assim que a humanidade evolui.

 


Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.

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