Terça, 19 de Setembro de 2017

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Informações em tempo real, 24 horas por dia, sobre desastres naturais no Brasil serão disponibilizadas a partir de agora pelo Google. A parceria da empresa americana com os Ministérios da Integração Nacional e da Agricultura, lançada nesta sexta-feira (22), tem o objetivo de auxiliar os profissionais que atuam no setor e a população. Os alertas serão publicados antes, durante e depois dos desastres naturais, com avisos meteorológicos, orientações sobre os procedimentos a serem adotados ao longo das ocorrências, números de emergências, links para doações, notícias atualizadas e demais medidas executadas pela Defesa Civil Nacional.

 

O sistema lançará dados fornecidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, em conjunto com as defesas civis estaduais e municipais, sobre alagamentos e inundações, enxurradas, granizo,  tornado e vendaval. Os alertas exibidos dependerão da localização, da gravidade da ocorrência e do tipo de consulta realizada na busca e ficarão disponíveis em várias plataformas do Google, como Google Now, Google Maps e Busca, além da página de Avisos Públicos do Google.

 

“A parceria do Ministério da Integração Nacional com o Google vai ajudar a salvar vidas. Com o serviço de Alertas Públicos vamos gerar informações de emergência, apoiar os profissionais envolvidos no atendimento e orientar a população, trazendo mais agilidade ao acesso e garantindo que a sociedade obtenha dados oficiais em tempo real”, explica o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

 

Segundo o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, a parceria com o Google tem duas principais vertentes. “Uma delas é crescer a cultura de defesa civil na nossa população e a outra é oferecer informação rápida e de qualidade na internet”, ressalta.

 

Durante o evento, a Gerente de parcerias do Google, Juliana Dib Rezende, destacou o objetivo do serviço de trazer informações criticas sobre desastres quando as pessoas mais precisam. “Acreditamos que o serviço de Alertas Públicos ajudará os brasileiros a se prepararem melhor para situações sensíveis ao trazer as informações valiosas do INMET e do CENAD para ferramentas online que já fazem parte do dia a dia deles”, diz

 

O Projeto Google é desenvolvido pela equipe Google Apoio em Emergências, apoiado pela Google.org, e usa os recursos da empresa em informação e tecnologia para criar produtos e defender políticas voltadas para os desafios globais. Com o Brasil, o serviço Google de Avisos Públicos já está disponível num total de 12 países (Austrália, Canadá, Colômbia, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, Filipinas, Taiwan e Estados Unidos). O primeiro a receber a ferramenta foram os Estados Unidos, em 2012.

 

A plataforma do Google no Brasil conta com a parceria do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que será responsável pela inserção de avisos meteorológicos de tempo severo no sistema.

 

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

As novas tecnologias surgem para facilitar a vida das pessoas, mas a velocidade das inovações estão dando dor de cabeça para especialistas em direito tributário e trabalhista e, principalmente, para o governo. Cada vez mais aplicativos, softwares e serviços OTTs (Over-the-Top) — dos quais Netflix e WhatsApp são os exemplos mais conhecidos — subvertem as cadeias produtivas de setores tradicionais da economia. Como o tempo para adequar a lei não acompanha, nem de perto, a rapidez das transformações, os efeitos iniciais são perversos para a sobrevivência de empresas e manutenção de empregos e para a arrecadação de impostos.

Os bloqueios do WhatsApp, as controvérsias sobre o Uber, a reação exacerbada de taxistas diante do novo modelo de transporte de passageiros e a ameaça de regulação dos aplicativos, encarecendo os serviços, mostram como a sociedade ainda não está preparada para lidar com as modernidades da era digital. Quase não há setores que já não tenham enfrentado problemas com a concorrência de processos inovadores. Desde o século passado, a automação vem provocando o desemprego em fábricas, com a substituição de homens por robôs. O que mudou foi a velocidade. Enquanto se tinha anos e até décadas para adaptação no passado, agora um aplicativo é capaz de provocar estragos em questão de semanas.

A recuperação, no entanto, é muito mais lenta. Os setores que sentiram o baque há 15 ou 20 anos só agora aprenderam a conviver com a concorrência e se beneficiar das inovações. A receita mundial da indústria fonográfica, por exemplo, caiu de US$ 26,6 bilhões por ano em 1999 para US$ 14,9 bilhões em 2014 desde os primeiros programas de compartilhamento de música pela internet. No ano passado, contudo, os formatos digitais superaram as vendas físicas de CDs pela primeira vez e o setor voltou a crescer. A receita global cresceu 3,2%, para mais de US$ 15 bilhões, depois de declínio ininterrupto por quase duas décadas, aponta a IFPI (federação internacional da indústria fonográfica, na sigla em inglês).

No país, com a chegada do Spotify, ficou mais raro ver as lojas de CDs lotadas. O aplicativo permite escutar músicas gratuitamente pela internet, pelo celular ou tablet e, gradativamente, substituiu a mídia física pelos conteúdos disponibilizados nas redes. Márcio Júlio, de 50 anos, gerente de uma loja de discos há 30, foi obrigado a diminuir o quadro de funcionários devido à queda nas vendas. “Como se não bastasse a crise, a tecnologia está sendo uma dura concorrente. Tínhamos 12 empregados, hoje são apenas oito”, lamenta. Para não perder receita, a loja incorporou a venda de instrumentos musicais. 

O mesmo ocorreu com as agências de turismo, que sofreram com a proliferação de sites de venda de passagens, pacotes e hospedagem. Carlos Vieira, presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), lembra que as micro e pequenas empresas do setor tiveram dificuldades de sobreviver e muitas fecharam. “Atualmente, no entanto, os grandes players produzem tecnologia e a disponibilizam, dando condições das menores brigarem pelo mercado”, afirma. Edmar Bull, presidente da Abav Nacional, ressalta que a maior parte das agências já se adaptou. “É difícil aceitar a mudança. Várias empresas tinham restrição à tecnologia. Assim que entenderam que a ferramenta é uma aliada e não concorrência, o setor ganhou produtividade, transparência e rapidez”, diz.

EXPLOSÃO Os exemplos mais recentes, contudo, ainda estão no centro da polêmica. São os casos dos OTTs, como WhatsApp e Netflix, e o Uber. Presente em 59 países e em mais de 250 cidades, o aplicativo de transporte de passageiro minou a categoria de taxistas por onde passou. A Cidade do México foi a primeira da América Latina a regulamentar o serviço e os motoristas passaram a pagar taxas. Em Londres, os táxis sofreram com a concorrência. E, em Nova York, os carros amarelos já são minoria.

No Brasil, o Uber começou a operar em maio de 2014, não sem polêmica. Uma prova de que a sociedade não está preparada para as mudanças foram os casos de agressão de taxistas aos motoristas do aplicativo, depredação de carros e até retirada à força de passageiros. Os taxistas reclamam que precisam de licença especial e têm vários custos que o Uber não tem, o que torna a concorrência desleal. Cabe a cada cidade legislar sobre o assunto.

Para o consumidor, a inovação só traz benefícios, na opinião de Patrícia Agra, advogada especialista em defesa da concorrência e sócia da L.O. Baptista-SVMFA, porque as novas tecnologias tiram o setor tradicional da zona de conforto. “Quando o processo é muito competitivo, as empresas nunca param de tentar corrigir, melhorar, baratear. Quem inova colhe frutos e provoca uma mexida na forma tradicional de fazer as coisas”, avalia.

Patrícia cita o caso do Uber como exemplo. “O cara do táxi fica imaginando como ir além do copo d’água e do pagamento com cartão. Ele começa a pensar no que pode melhorar”, diz. Da mesma forma, acrescenta, a Netflix provocou a criação dos produtos sob demanda das TVs por assinatura. “Agora, quando alguma cadeia tradicional não consegue competir porque tem uma estrutura de custos muito pesado, aí a legislação tem que socorrer”, explica.

É o caso das telecomunicações, que recolhem, no país, R$ 60 bilhões por ano em tributos. Alex Castro, diretor de regulamentação do Sinditelebrasil, diz que o setor defende eliminar a assimetria. “A revolução digital afeta todos os setores. Geram desequilíbrio. São raros os casos em que o poder público consegue, antecipadamente, fazer a regulamentação”, aponta. “Mas, em algum momento, a cadeia se equilibra novamente. Nesse processo, muitas empresas desaparecem, quebram, mas novas surgem. A revolução digital é inexorável. É uma realidade”, ressalta.

 

Fonte: Estado de Minas


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Única equipe latino-americana classificada para a primeira edição da Cybathlon, conhecida como “Olimpíadas Biônicas”, a Empowering Mobility and Autonomy (EMA) precisa de ajuda para arcar com custos da participação no torneio. O grupo é de um projeto da Universidade de Brasília (UnB) voltado para o desenvolvimento de tecnologias que auxiliam na mobilidade e autonomia de pessoas com dificuldades motoras.

 

Através de tecnologias de estímulo elétrico funcional, os pesquisadores desenvolveram a chamada EMA Trike, uma espécie de triciclo adaptado para que pessoas com lesões medulares possam pedalar com as próprias pernas. O equipamento ainda não está disponível para a população, mas o grupo acredita que a exposição na Cybathlon pode atrair a atenção de parceiros interessados no desenvolvimento do dispositivo.

 

Nosso objetivo final com a competição é levar a tecnologia desenvolvida a pessoas que precisam dela. Além de atrair olhares de possíveis patrocinadores, acreditamos que a Cybathlon seja uma boa oportunidade para mostrar que conseguimos desenvolver tecnologias desse tipo por aqui"
George Brindeiro, engenheiro que integra a equipe

Multidisciplinar, o grupo é composto por pessoas de diversas áreas, como engenharia e fisioterapia. “Já trabalhávamos com a criação de tecnologias assistivas quando ficamos sabendo do torneio. Foi um estímulo para desenvolvermos o projeto da EMA Trike”, explicou o engenheiro de 28 anos.

A competição, marcada para outubro na Suíça, será realizada entre pessoas com deficiência, que devem correr contra o tempo para realizar tarefas cotidianas auxiliadas por diferentes tecnologias. As categorias são divididas entre interface cérebro-máquina, prótese ativa de braço, prótese ativa de perna, exoesqueleto robótico, cadeira de rodas motorizada e ciclismo com estimulação elétrica. A EMA competirá na última.

Para garantir a classificação, a equipe teve que mandar uma série de formulários e vídeos, provando para o comitê organizador que estava apta a participar. “A gente tinha o Trike pronto e uma programação, que ainda não estava 100%, mas que mostrava potencial. A gente fez vídeos mostrando a questão da segurança do equipamento também”, contou Brindeiro ao Metrópoles.

Vaquinha
No ano passado, os responsáveis pela Cybathlon organizaram um evento teste – do qual a EMA não conseguiu participar por falta de financiamento. “Para 2016, conseguimos apoio com alguns parceiros e ainda tentamos com outros. Então decidimos recorrer à campanha para divulgar um pouco do nosso trabalho e dar a oportunidade a quem achar bacana e puder ajudar a gente a participar”, explicou Brindeiro.

O grupo já conseguiu recursos para cobrir os gastos com passagens, hospedagem e aluguel de van. No entanto, ainda precisa de ajuda para arcar com os custos da inscrição, alimentação e o transporte da EMA Trike. A meta é arrecadar R$ 21.350. A equipe já conseguiu cerca de 70% do valor necessário.

A Empowering Mobility and Autonomy conta com 16 integrantes, mas, com base nos recursos arrecadados, a ideia é levar apenas quatro deles e um piloto para a Suíça. Os testes para eleger o condutor da EMA Trike ainda estão em andamento. “Temos duas pessoas com potencial muito grande. Todos os candidatos faziam o treinamento com a equipe de fisioterapia e estão acostumados a trabalhar com estímulos elétricos”, finalizou o engenheiro.

Serviço
Quem quiser ajudar a EMA a participar da Cybathlon pode contribuir através da vaquina on-line criada pelo grupo no site Catarse. Todos os gastos estão detalhados na página.

Fonte: Metrópoles


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 20 2016

Kassab participou de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, marcada por discussões entre deputados do governo e da oposição e por críticas de entidades ligadas à área de pesquisa e tecnologia à fusão dos dois ministérios.

Em resposta às questões dos deputados e às críticas das entidades, Kassab garantiu a manutenção dos principais programas do antigo ministério. “Assumo o compromisso de manter os programas do ministério e de tentar, junto com o Congresso, reverter a tendência de queda do orçamento da área”, disse o ministro, ao responder a perguntas dos deputados Sibá Machado (PT-AC), Margarida Salomão (PT-MG) e do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

Kassab referia-se principalmente aos programas relacionados a pesquisas nuclear, de satélites e banda larga. Ele também assumiu o compromisso de prosseguir na negociação de empréstimo de R$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento de pesquisas.

Manifesto contra a fusão

No início de maio, assim que foi anunciada a fusão, 13 entidades ligadas à área de pesquisa assinaram um manifesto contra a extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Segundo o documento, a fusão dos dois ministérios “é uma medida artificial, que prejudicará o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País”. O texto foi endossado, entre outras entidades, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Kassab respondeu às críticas com a alegação de que existe “sinergia” entre as duas áreas. A redução do número de ministérios, segundo ele, é uma exigência da sociedade.

“A redução de ministérios é o primeiro passo para uma reforma administrativa e um dos pontos mais focados pela população é a redução dos ministérios, que caíram de 39 para 23. Tenho certeza de que nas próximas eleições a população vai cobrar redução maior ainda”, disse.


Críticas 

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, considerou a extinção do ministério um antecedente perigoso para o setor. “Concordo que é preciso enxugar a máquina, mas há outras maneiras de fazer isso que não seja sobre o Ministério da Ciência e Tecnologia. Em todos os lugares do mundo, a ciência e tecnologia são consideradas o motor da economia. Quando o governo federal faz isso, os estados podem começar a fazer também”, alertou.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, também criticou a fusão dos ministérios. Segundo Davidovich, a medida enfraquece o setor de pesquisa e inovação, que ele considera fundamental para que o País supere a crise econômica. “O que está em jogo é o futuro do País. Os Estados Unidos investem 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento. Coreia do Sul e Israel, 4%. O Brasil não chega a 2%”, comparou.

Davidovich apontou que o setor de pesquisa já enfrenta dificuldades, como corte orçamentário e a falta de investimento dos recursos arrecadados pelos fundos setoriais. O resultado se reflete no número de pesquisadores do País.

Ele apresentou dados que mostram que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Econômico (OCDE) têm 7.600 pesquisadores por milhão de habitantes, enquanto outros, como a Argentina, tem mais de mil e o Brasil apenas 760.

Fonte: Agência Câmara Notícias


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 17 2016

O Ministério do Planejamento abriu uma consulta pública sobre a norma que vai estabelecer a Política de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação dos órgãos federais – integrantes do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP).

“Esta política é fundamental para envolver a alta administração dos órgãos públicos nas ações de tecnologia. Os projetos de TIC têm de estar focados nas necessidades do cidadão”, afirma Fernando Siqueira, secretário adjunto de Tecnologia da Informação do MP. 

O documento determina, entre outras medidas, que cabe à alta administração a responsabilidade pela governança de TIC, sendo exigido que cada órgão defina claramente o papel de cada estrutura interna. Também exige gestão por resultados e medidas de transparência. 

Segundo a STI, a participação dos órgãos públicos na consulta é imprescindível, visto serem os agentes das medidas ali descritas. Para participar deve ser feito cadastro no portal Participa.br, onde o texto já está disponível. As sugestões serão aceitas até 30/6.

* Com informações do MPOG


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 18 2016

O ex-secretário de Educação no governo de Agnelo Queiroz (PT), Marcelo Aguiar, é o novo titular da Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação, vinculada à Casa Civil. Marcelo entra no lugar de Oskar Klingl, que passa a ser chefe da assessoria internacional da governadoria. Marcelo é filiado ao PDT, mas não entrou no cargo por indicação de integrantes da legenda. O convite veio diretamente de Rodrigo Rollemberg (PSB), com apoio do deputado distrital Cláudio Abrantes (Rede).

Aguiar passou um ano à frente da Educação e conseguiu dar celeridade ao processo de educação integral, por exemplo. Agora, entra na secretaria adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação com outra missão difícil: fazer projetos parados historicamente, alguns há mais de 15 anos, saírem do papel.

 

“Temos muito trabalho pela frente. Uma das prioridades é desatar os nós do Parque Tecnológico Digital. A outra questão é o Wi-Fi público para ampliar a capacidade de atendimento à população”, afirmou Aguiar. Um terceiro ponto a ser retomado é o Brasília Sem Fronteiras, programa com o objetivo de enviar estudantes ao exterior para ampliar os estudos, que passará para a sua gestão.

Fonte: Metrópoles


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 17 2016

Pena de prisão para quem cometer crimes de racismo e discriminação pela internet, inclusive para aqueles que repassarem as ofensas adiante. É o que prevê o PLS 80/2016, do senador Paulo Paim (PT-RS), aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quarta-feira (15). A proposta, que atualiza a lei de racismo no Brasil, também dá ao juiz a possibilidade de interditar mensagens ou páginas de acesso público.

Sendo assim, quem for acusado de preconceito por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade cometido por meio da internet, ou de qualquer outra rede de computadores destinada ao acesso público, poderá ser condenado a pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

A relatora original, senadora Simone Tebet (PMDB-MS), foi substituída na reunião pelo senador Telmário Mota (PDT-RR). Durante a leitura do parecer, ele lembrou que a internet é tida por muitos como “território livre”, sendo usada como cenário da manifestação de discriminações e preconceitos variados. O aparente anonimato e a ausência de confrontação física incentivam a prática criminosa, o que a proposta pretende alterar. Segundo o senador, o Direito não pode ficar alheio à realidade trazida pela modernidade digital.

“Num momento em que a sociedade se encontra profundamente dividida, e em que proliferam comportamentos marcados pela agressividade e pela intolerância, que ofendem os valores que aprendemos a respeitar como fundadores da nação brasileira, qualquer iniciativa que objetive coibir os excessos de comportamento, incentivando o cultivo civilizado – e educado – das diferenças será sempre bem-vindo” – afirmou o relator em seu parecer.

O texto segue para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e, depois, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual caberá decisão terminativa.

Agência Senado


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 17 2016

As contratações do setor público no setor de tecnologia da informação estiveram em debate no Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) na segunda-feira (13). O evento fez parte do segundo ciclo de palestras no Poder Legislativo. O auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União, Carlos Alberto Mamede Hernandes, proferiu a palestra Contratações Públicas de TI: aspectos relevantes a partir de uma visão sistêmica.

Segundo o auditor, as contratações públicas de bens e serviços de TI deveriam ser planejadas num plano global de aquisição de cada instituição. Seguindo a jurisprudência do TCU, este instrumento deve ser orientado, por exemplo, pelo plano estratégico institucional. Do mesmo modo, outros instrumentos, como o Plano Plurianual e a Estratégia de Governança Digital — este último no caso de órgãos do Poder Executivo —, deveriam ser considerados. Estas medidas visam evitar desperdícios e falta de foco nos gastos e investimentos públicos.

Para o especialista, o Congresso Nacional poderia elaborar um plano estratégico conjunto, bem como um plano comum da área de TI, diante da similaridade da natureza do trabalho realizado pelas duas Casas Legislativas.

Outro aspecto ressaltado é a importância das instâncias de governança, da alta administração do órgão. Nesses colegiados, diferentes setores da instituição precisam tomar a decisão sobre quais projetos de TI atendem melhor os objetivos organizacionais, não deixando a responsabilidade apenas para a área de tecnologia. Além da seleção dos projetos, a alta administração também deveria supervisionar as principais contratações de TI.

Para Hernandes, o sistema de registro de preços, que envolve um processo licitatório pelo qual fornecedores e produtos são escolhidos para possível aquisição de bens e serviços, é uma opção interessante para reduzir custos na contratação de TI. Entretanto, o auditor ressalta que o uso desse mecanismo deve ser planejado por todos os órgãos envolvidos, evitando distorções e propiciando ganho de escala na compra.

O auditor também disse ser preciso haver transparência das contratações de TI, publicando-se os estudos técnicos preliminares que foram base para a contratação. Desse modo, a sociedade em geral pode ter acesso às decisões tomadas e avaliar a qualidade do uso do dinheiro público.

Ao final da apresentação, Hernandes distribuiu exemplares do seu livro Guia de boas práticas em contratação de soluções de tecnologia da informação: riscos e controles para o planejamento da contratação, versão 1.0, escrito pelo palestrante.

Estiveram no evento representantes da área de tecnologia do Senado, Serpro, TCU e Câmara dos Deputados, entre outros.

O Ciclo de Palestras no Poder Legislativo terá continuidade na próxima segunda-feira (20), às 16h30, desta vez no Auditório Antônio Carlos Magalhães (Prédio do Interlegis), e contará com a presença secretário judiciário do TSE, Fernando Maciel de Alencastro, que tratará sobre as regras das eleições municipais de 2016. Mais informações pelo telefone (61) 3303-4701.

Da assessoria do Instituto Legislativo Brasileiro

 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016

A CompTIA, associação do setor de TI, anuncia parceria com a UniCIT- Educação Corporativa, empresa de treinamentos em Tecnologia da Informação e Governança Corporativa. A partir de agora, a empresa passa a oferecer treinamentos aos profissionais interessados nas certificações CompTIA Linux+ Powered by LPI, CompTIA Security+ e CompTIA Network+.

A certificação CompTIA Linux+ atende ao sistema operacional escolhido por boa parte dos servidores disponíveis no mercado, com grande demanda de emprego em função do crescimento do setor de data center.

De acordo com a associação, no mercado de segurança da informação, o crescimento da demanda por profissionais certificados não é diferente. Hoje, os dispositivos móveis, a consolidação da computação em nuvem, a convergência das telecomunicações e o avanço das redes sociais forçam empresas de todos os setores a migrarem para a era digital.  Esse cenário impulsionou a demanda por especialistas em segurança da informação, e a busca por certificações.

Já a certificação CompTIA Network+ é expressiva mundialmente como vendor-neutral com mais de 400 mil profissionais de rede certificados. Ela valida que um indivíduo tem o conhecimento e as habilidades necessárias para solucionar problemas, além de configurar e gerenciar redes.

“Estamos vendo um crescimento positivo da demanda de profissionais capacitados na área de Tecnologia de Informação acontecer no Brasil, e por este motivo multinacionais, Governo e profissionais da área procuram a CompTIA em busca do desenvolvimento profissional da equipe e para se tornarem indíviduos competitivos no mercado de trabalho”, diz Leonard Wadewitz, diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe.

Para Pâmella Cardoso, gerente de Treinamento da UniCIT, a parceria representa um grande diferencial competitivo para a empresa, por ser o único centro educacional em Brasília que oferece treinamentos com o selo oficial da CompTIA.

Fonte: Bitmag

 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016

Pequenas, grandes, tecnológicas ou focadas na excelência do trabalho manual. Com características diferentes, indústrias do Centro-Oeste confirmam que há muito mais do que apenas agronegócio por aqui. Na contramão de setores tradicionais que dominam as atividades na região, uma geração de empresas vem investindo em diferenciais competitivos para conquistar novos mercados e provar que o Centro-Oeste pode ir muito além do gado e do grão. Da fabricação de biscoitos à produção de cosméticos e celulose, a região mostra ao Brasil e ao mundo que é possível ter excelência em vários setores.

O estado de Goiás, por exemplo, tradicionalmente conhecido pela larga criação de bois e vacas, já é o maior polo da indústria cosmética das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Se considerar todo o país, fica em sexto lugar, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Da terra do pequi saem esmaltes, protetores solar, repelentes e muitos outros itens para diversas partes do país e do exterior. Em 10 anos, entre 2005 e 2015, a exportação de produtos industrializados saltou 536%.

No Mato Grosso, são 160.703 mil empregos – mais da metade dos trabalhadores (54,5%) tem ao menos o ensino médio completo, o maior índice entre os quatro estados – com salário médio de R$ 1.767. Construção, alimentos e serviços industriais são os principais setores, mas também é possível encontrar empresas dedicadas a produzir móveis fabricados por robôs ou reciclar embalagens de agrotóxicos para a produção de eletrodutos.

Com o oitavo maior PIB industrial do Brasil (R$ 9,7 bilhões), o Distrito Federal, região que respira política e serviço público, já conta com 6,7 mil indústrias, com destaque para as micro e pequenas empresas. Quem arregaça as mangas e atua no setor não tem do que reclamar. De todas unidades da federação do Centro-Oeste, o DF é a que paga melhor ao trabalhador, com um vencimento médio de R$ 2.588.

Já o município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, chamou a atenção do país nos últimos anos ao receber investimentos bilionários, tornando-se um dos principais centros globais na fabricação de celulose. Dois megaprojetos recentemente instalados na região, capazes de produzir 3 milhões de toneladas do material por ano, transformaram a realidade local ao promover uma verdadeira revolução industrial numa economia historicamente baseada na pecuária.

Diferencial para se destacar

Se as grandes empresas investem em tecnologia de ponta para equipar com o que há de mais moderno suas linhas de fabricação, as pequenas e médias marcas não ficam atrás quando o assunto é qualidade na confecção de produtos. Em mercados cada vez mais concorridos, a diferenciação na produção tornou-se uma importante parte da estratégia de negócio para se firmar frente aos concorrentes e enfrentar o atual momento de crise da economia nacional. De olho nisso, empresas se reinventam para otimizar custos e, é claro, levar os produtos a todos os cantos do Brasil e do exterior.

 

Os cosméticos goianos

Com uma política agressiva de incentivo fiscal que acelerou a instalação de diversas indústrias no estado, Goiás vem ganhando destaque no cenário nacional com a produção de cosméticos e de produtos farmacêuticos. Primeira marca de esmaltes do Centro-Oeste, a Blant investe na tecnologia como mola propulsora para angariar novos mercados. Dentro de um galpão na Avenida Transbrasiliana, em Goiânia, 12 funcionários se revezam na produção mensal de 100 mil vidros de esmaltes que são comercializados em 15 estados do país.

A dona da marca, Tânia Cardoso, aposta na nanotecnologia no desenvolvimento de um dos produtos que se transformou no carro-chefe da empresa: o Nanovitaly, uma loção reparadora para unhas. O creme cosmético conta com cinco ativos encapsulados: arginina, óleo de melaleuca, queratina, lecitina e vitamina E, que ajudam a deixar as unhas mais fortes e saudáveis.

De olho na exportação, os frascos trazem na embalagem todas as informações necessárias ao consumidor em dois idiomas português e inglês. “Todos os ativos de nanotecnologia que foram colocados neste produto são riquezas do nosso cerrado”, explica a empresária.

Tânia começou a carreira como representante comercial de itens de beleza, até o dia que decidiu investir na própria marca. Começou a terceirizar a produção, que era feita em São Paulo, no entanto, ao desenvolver técnicas novas, sofreu com concorrentes, que copiavam as fórmulas que criava. “Eu era pequena, aí empresas que eu contratava acabavam passando minhas ideias para marcas maiores. Foi então que decidi abrir minha própria fábrica, em um galpão pequeno. Depois os negócios cresceram e consegui chegar onde estou hoje”, comemora.

A maior parte dos clientes da Blant se concentra no Sul e no Sudeste do país. O nome é a junção de palavras que Tânia Cardoso considera essenciais para o sucesso: Beleza, Leveza, Acessível, Natureza e Tecnologia. “Trabalhamos com esses requisitos. Unimos beleza com saúde e bem-estar”, afirma.

Tânia prefere não comentar sobre os números da empresa, mas ressalta que, apesar da crise, tem visto os negócios crescerem nos últimos anos. A Blant já prepara uma expansão na linha de produção, que passará a contar com batons, cremes e outros cosméticos. Com todas as licenças dos órgãos de fiscalização em mãos, a marca quer levar os produtos para o mundo. “Estamos trabalhando para começar a exportar. Queremos iniciar pela América do Sul. Depois, vamos para outros locais”, conta Tânia.

 

Alta tecnologia

Do outro lado da cidade, em Aparecida de Goiânia, uma outra companhia, a Nutriex, também aposta na alta tecnologia para alavancar as vendas. Especializada em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, a indústria conta com 220 funcionários e 280 produtos na linha de produção, além de 112 em desenvolvimento.

A marca está presente na Áustria, na Itália, na África do Sul e na China. Além disso, foi a empresa escolhida e licenciada para estampar a logo das Olimpíadas de 2016 em protetores solar. Os produtos já são vendidos em free shops e serão distribuídos para atletas que disputarão a Rio 2016.

A Nutriex surgiu, como milhares de outras empresas iniciantes, de forma despretensiosa, comercializando produtos em revistas por meio de vendedoras que atendiam os clientes de “porta em porta”. Em 2009, porém, foi comprada pelos atuais donos que investiram em novas linhas de produtos, elevando a companhia a um outro patamar.

A sócia-diretora da Nutriex, Solange da Mata Neves, afirma que a empresa está na contramão da crise econômica vivida pelo país e diz que a marca vem crescendo acima da média da inflação. Somente no primeiro trimestre deste ano, a empresa apresentou uma alta de 25%, quando comparado ao mesmo período de 2015.

Estamos fora da curva. Enquanto o Brasil está demitindo, estamos contratando. Nos últimos seis meses, aumentamos nosso quadro em 30%. Isso é resultado de trabalho, pesquisas e desenvolvimento de novos produtos”

Sobre o mercado do Centro-Oeste, a diretora reconhece que ainda há certo preconceito sobre a capacidade industrial da região, mas afirma que os empresários estão conseguindo desmistificar a visão de que só há agronegócio. “Quando apresentamos nossos produtos, as pessoas demonstram surpresa por conta do mercado daqui. Mas, nos últimos anos, com a vinda de muitas indústrias para o Goiás, o segmento está se destacando”, completa.

O lixo que vira eletroduto

Centenas de anos são necessários para um plástico se decompor na natureza. Pensando nisso, Adilson Valera Ruiz e mais dois sócios criaram, há 13 anos, a Plastibrás.

A empresa do Mato Grosso recicla embalagens de produtos agrícolas para produzir eletrodutos de 20 a 200 milímetros usados para proteger cabos e fiação elétrica que passam debaixo da terra ou de paredes em grandes obras em todo o país. Surfando nos bons números da construção civil, a empresa cresceu, na última década, em uma média de 25% ao ano.

A ideia surgiu quando Adílson Valera, que é geólogo, trabalhava em fazendas do Mato Grosso fazendo poços artesianos. “Os agricultores tinham dificuldade de se desfazer das embalagens agrícolas, então percebi que era preciso dar uma destinação a esses produtos”, lembra.

A empresa começou com 20 funcionários. Hoje tem 120 – sendo 35 haitianos que buscavam emprego no Brasil – e funciona com a maior parte da produção automatizada. “As pessoas não colocam a mão nos eletrodutos. Nossa fábrica busca sempre equipamentos de ponta. Queremos mostrar a capacidade que temos em fornecer material de qualidade ao mundo todo”, conta Adilson. Pelo menos 200 toneladas são produzidas mensalmente. “Hoje, o maior desafio que enfrentamos é o da logística. Como o MT é pequeno, buscamos os materiais para reciclar em outros estados, como Mato Grosso do Sul e Rondônia”, explica o empresário.

Toda a geração de carbono da Plastibrás é transformada em plantações para ribeirinhos do Mato Grosso. “Calculamos o CO2 gerado por ano e, junto com um instituto, fornecemos mudas aos ribeirinhos. Ajudamos a plantar e a cuidar”, afirma.

 

Robôs na produção de móveis

O uso da tecnologia à favor da produção também é uma das estratégias da Milan Móveis. À frente da empresa, o fundador, Gilmar Milan, começou a produzir móveis por encomenda, em 1980, no Mato Grosso. A capacidade reduzida, na época, permitia a produção de, no máximo, 50 portas e janelas destinadas a residências de Cuiabá.

Vinte anos depois, o empresário viu a necessidade de investir em processos inteligentes para otimizar e aperfeiçoar o trabalho. Entre testes e novos maquinários, em 2010, Gilmar decidiu robotizar toda a indústria.

Com 200 produtos no catálogo, a Milan se especializou em fabricar conjuntos escolares, como mesas e cadeiras. São pelo menos 50 mil unidades produzidas por mês. “Um dos nossos diferenciais é a tecnologia. Os robôs fazem quase todo o processo para que tenhamos cortes de qualidade. Os funcionários – 370 no total – só colocam as peças e as máquinas montam o resto”, explica Gilmar.

Nos últimos cinco anos, a empresa apresentou crescimento de 10%. Com o mercado brasileiro conquistado, a Milan agora está de braços abertos para atender novos mercados. “Muitas vezes ficamos desacreditados por não sermos um polo moveleiro, mas estamos superando as dificuldades e aumentando a competitividade. A proposta é começar a exportação pela América do Sul”, complementa.

 

Celulose transforma o Mato Grosso do Sul

O município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, viu a realidade de sua atividade econômica ser transformada drasticamente nos últimos anos. A chegada de duas das maiores indústrias de celulose do Brasil, a Eldorado Brasil e a Fibria, são as principais responsáveis pelas mudanças. Juntas, elas têm capacidade de produzir até 3 milhões de toneladas de material por ano.

As unidades, que estão entre as maiores do mundo, começaram a ser erguidas em 2007 e mexeram com o município de apenas 113,6 mil habitantes. No período em que as indústrias estavam em construção, os canteiros de obras chegaram a concentrar 15 mil trabalhadores, segundo a Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul (Fiems). “Além da clara diversificação produtiva, essas indústrias proporcionaram que empresas menores de Três Lagoas firmassem contratos que chegam a R$ 200 milhões”, calcula Ezequiel Resende, economista da Fiems. Atualmente, 50% da exportação industrial do Mato Grosso do Sul partem de Três Lagoas.

Inaugurada em dezembro de 2012, a Eldorado Brasil é a quinta maior produtora mundial de celulose de fibra curta, utilizada para a fabricação de guardanapos, absorventes, toalhas, rótulos e embalagens. O investimento para construção e início das operações foi grande, de R$ 6,2 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões na construção da fábrica. O restante foi destinado em logística e em composição das florestas próprias de eucalipto.

Com 4.850 funcionários, a companhia tem capacidade de produção de 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano e exporta para o mundo inteiro, com destaque, no ano passado, para a Ásia, que recebeu 43% da produção, Europa (32%), América Latina (14%) e América do Norte (11%).

A unidade fechou 2015 com faturamento bruto de R$ 3,8 bilhões. Em 2015, a Eldorado anunciou ainda um investimento de R$ 9 bilhões para novas operações industriais que deverão dobrar a capacidade de produção durante o ano.

 

Investimento bilionário

A Fibria é a outra companhia responsável pela radical mudança no cenário de Três Lagoas. Com investimento de US$ 1,5 bilhão, a companhia se instalou no estado em março de 2009. Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a unidade tem capacidade de produzir 1,3 milhão de toneladas por ano.

A Fibria anunciou um investimento de R$ 8,7 boilhões para ampliar a unidade de Três Lagoas

A empresa, que conta com outras três unidades no Brasil, mantém um total de 17 mil funcionários. Juntas, as fábricas têm capacidade de produção de 5,3 milhões de toneladas de celulose por ano. Deste total, 90% vão para 37 países. No ano passado, a companhia registrou uma receita líquida recorde de R$ 10,1 bilhões, uma alta de 42% em relação a 2014.

A unidade sul-mato-grossense da companhia foi primeira fábrica brasileira a atingir a marca de 1 milhão de toneladas de celulose produzidas em menos de um ano de funcionamento. Toda a produção é escoada por meio de transporte ferroviário até o Porto de Santos, em São Paulo, de onde é despachada por navio para o mercado internacional.

Em maio de 2015, a Fibria anunciou expansão na unidade de Três Lagoas. A cidade terá uma nova linha de produção de celulose responsável por mais 1,7 milhão de toneladas por ano. O investimento será de aproximadamente R$ 8,7 bilhões. As atividades estão previstas para iniciar no fim de 2017.

“A ampliação da unidade de Três Lagoas é um marco na história da empresa. É um grande investimento que irá gerar empregos, melhoria na qualidade de vida e desenvolvimento para o município”, diz o presidente da companhia, Marcelo Castelli.

Na capital da República, a Confraria, marca que fabrica bolsas e sapatos, faz sucesso em todo o país. As peças delicadamente trabalhadas também brilham em países asiáticos e europeus. Cada item é pensado, desenhado e confeccionado sob os olhares atentos de Ana Paula de Ávila e Silva.

Entre mesas, tesouras, pedaços de couro, máquinas de costura e muitos materiais, funcionários ajudam a preparar os itens com um esmero próprio, de quem se diferencia produzindo peças que se destacam pela beleza. A unidade de produção funciona no Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante, em Brasília. Apesar de requisitada, a marca se preocupa em controlar a escala de produção para manter um ar de exclusividade, sempre exigido pelas clientes. No total, aproximadamente 350 bolsas e 700 pares de sapatos são desenvolvidos todos os meses. “São produtos exclusivos, com DNA próprio e diferentes do que todo mundo usa”, afirma Ana Paula.

Mineira formada em artes plásticas, ela começou a se aventurar no mundo da moda em 1998, quando aceitou o convite feito por uma amiga para produzir peças para venda. Desde então, não parou mais. De um modesto ateliê em Belo Horizonte, onde trabalhava com um funcionário, a artista plástica e empresária se mudou, dois anos depois, para Brasília. Atualmente conta com 12 empregados. Até o momento, já desenvolveu 2.532 modelos de bolsas, nos mais variados formatos e estilos.

Do desenho dos itens aos retoques finais, tudo passa pelas mãos de Ana Paula. A inspiração está em tudo que a mãe de quatro filhos vive diariamente. “Para apresentar as minhas coleções, participo do salão de modas em Belo Horizonte e em Paris”, conta.

O empresário Adauto Lourenço Cavalher Júnior, nascido em Laranjal, município de Minas Gerais, resolveu transformar uma receita de família em negócio. Após ver o aumento de demanda do mercado da capital pelo consumo de biscoitos caseiros, ele alugou um galpão em Planaltina, região administrativa que fica a 42 quilômetros de Brasília, e investiu na produção em grande escala. Vinte e seis anos depois de dar início ao empreendimento, vê os produtos da marca Diminas serem vendidos por quilo nas principais feiras do país.

Com apenas 10 receitas, mas muito engajamento de cinco integrantes da família, a produção começou pequena. Rapidamente caiu no gosto de feirantes do Distrito Federal e donos de padarias, conquistando espaço e clientes pelos quatro cantos do quadrado. Do pequeno galpão, o grupo se mudou para um local maior localizado na mesma região. Lá, aumentou a produção e a quantidade de receitas produzidas. Atualmente são mais de 60 tipos de biscoitos, incluindo uma linha diet.

Além de Planaltina, a Diminas tem uma unidade em Bela Vista de Goiás. Juntas, produzem 80 mil quilos de biscoitos todos os meses. No DF, 80 funcionários se dedicam diariamente ao processo de fabricação. A maioria deles mora ali mesmo, em Planaltina, e atua há mais de 10 anos dentro da fábrica.

Mesmo com a crise, a empresa dribla as dificuldades e se reinventa para não perder o cliente. “Uma das nossas estratégias foi diminuir as embalagens, para vendermos porções menores”, conta Adauto Júnior.

 

Foco nas exportações

A crescente industrialização na região pode ser comprovada em números. Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento mostra que, em 2000, a indústria da região enviou US$ 351,8 milhões em produtos para fora do Brasil. No ano passado, o volume chegou a US$ 3,8 bilhões. De olho no mercado estrangeiro, empresários têm buscado cada vez mais abrir as portas de suas empresas para a internacionalização.

Sarah Saldanha, gerente de serviço de internacionalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), garante que micro e pequenas empresas são as que mais buscam apoio de olho nas oportunidades que esperam aqueles que cruzam as fronteiras do país. Cabe às federações da indústria de cada estado, no entanto, o papel de auxiliar na elaboração de planos de negócios para preparar as empresas no comércio exterior. “Esse processo de internacionalização é uma alternativa às marcas, ainda mais em um momento pontual como o que passamos com a crise econômica do país”, destaca Sarah.

Na avaliação de Sarah, é “fundamental que a empresa faça a tarefa de casa para conseguir romper as barreiras do mercado interno”. A afirmação diz respeito a mudanças que devem ser feitas para atender as exigências feitas para dar início ao processo de exportação e que, consequentemente, melhoram a imagem da marca nos novos mercados.

 “Outro benefício, da porta para dentro, é que a empresa não fica refém das inconstâncias do mercado interno, estabelecendo relações comerciais fortes quando a maré estiver baixa por aqui”, ressalta a gerente.

Os benefícios das exportações não são apenas das empresas. Segundo a CNI, a economia brasileira também ganha com as relações exteriores do comércio. “Os estudos demonstram que marcas que exportam são capazes de mobilizar mais empregos, agregar mais valores e trazer divisas por moedas estrangeiras para o Brasil”, comenta.

 

Incentivos

Principal responsável pelos bons números da indústria do Centro-Oeste, Goiás desponta também na exportação. Segundo a Federação da Indústria de Goiás (Fieg), em 15 anos, o volume de mercadorias enviadas ao exterior cresceu 536%, passando de US$ 297,4 milhões para US$ 1,5 bilhão.

O coordenador técnico da Fieg Wellington Vieira lembra que o estado passou por diferentes fases para conquistar destaque no mercado industrial. “Nos anos 1980 foi criado o Fomentar (Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás), que ofereceu incentivos para que as empresas se instalassem aqui. Foi um tempo de muito progresso e preparo para o atual momento. Nos anos 2000 tivemos programas que impactaram no ICMS, mas que foram abatidos quando as empresas atingiam metas pré-fixadas, como a criação de empregos”, afirma Vieira.

Antes de exportar, as companhias recebem consultorias de federações, além de entidades com o Sebrae, o Senai, centros internacionais de negócios e de outros institutos de apoio à indústria. “Trabalhamos muito com inovação e tecnologia para apoiar as empresas e ajudá-las a produzir com maios valor agregado”, afirma Vieira.

O representante da Federação afirma que a estrutura ainda não é a ideal, mas está em ascensão e, na opinião dele, Goiás será uma importante plataforma logística para o país. “Mais cedo ou mais tarde, a economia do Brasil vai cruzar no estado. Afinal, as principais rodovias que levam a todas as regiões passam por aqui”, assinala.

Otimismo

Com as maiores indústrias do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta expectativas econômicas otimistas a médio e longo prazo. A Federação das Indústrias do estado (Fiems) prevê que até o fim deste ano, o PIB industrial passe de R$ 13,6 bilhões para R$ 18 bilhões. As contas são feitas com base em dados industriais de 2013 a 2016. O crescimento, segundo a entidade, é puxado em grande parte pela produção de celulose das indústrias instaladas em Três Lagoas.

Economista da Fiems, Ezequiel Resende afirma que os índices começaram a apresentar destaque nos mercados nacional e internacional a partir da entrada das indústrias de celulose do município. “Já tínhamos representatividade com frigorífico, mineração e produção de grãos, mas o investimento delas (Fibria e Eldorado) aumentou a exportação. Teve ano que a cidade foi responsável por 70% da exportação de todo o estado”, lembra Resende.

 

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam a evolução da exportação de produtos industrializados no Mato Grosso do Sul nos últimos 15 anos. Em 2000, foram US$ 49 milhões. No ano passado, o número chegou a US$ 1,6 bilhão. “Ainda estamos em período de acelerada expansão. As indústrias de Três Lagoas anunciaram aumento na produção. Com essas atividades, o próximo quadriênio será de bom desempenho”, prevê Resende.

Fonte: Metrópoles 


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