Terça, 19 de Setembro de 2017

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Dezembro 09 2016

Nas 32 melhores cidades para se empreender no país o investimento nas Tecnologias da Informação e Comunicação para fomentar o desenvolvimento econômico está previsto para os próximos quatro anos. É o que revela consulta feita Rede Cidade Digital (RCD), a pedido da Revista Exame, aos planos de governo dos prefeitos eleitos nestas localidades e protocolados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento da RCD, que atua no estímulo às cidades inteligentes, mostra que depois da informatização dos serviços públicos (item mais lembrado com 21%), que inclui a modernização e adoção de sistemas de gestão, por exemplo, incentivos na área para economia criativa, parques tecnológicos, incubadoras e startups foram as propostas mais destacadas pelos prefeitos eleitos: 42 ou 13% do total.

Ao todo, 321 propostas para o uso das TICs para aprimorar algum setor da administração pública constam nos documentos. As cinco cidades que mais apontam investimentos em tecnologia, com foco em ambientes de inovação e de conectividade, são Teresina (PI), São Paulo (SP), Natal (RN), Aracaju (SE) e Joinville (SC), respectivamente. Assim como nas localidades menores, a necessidade de melhorar o atendimento e dar mais eficiência a setores como Saúde, Educação e Segurança também estão entre os principais projetos da nova gestão 2017-2020.

Para o diretor da RCD, José Marinho, a demanda social, exigida pelo cidadão cada vez mais conectado, faz com que os municípios busquem na tecnologia a solução para diversos problemas urbanos. “Principalmente nos grandes centros, que sofrem há décadas com o crescimento desordenado devido à migração, a tecnologia é fundamental para melhorar o fluxo intenso de informação e facilitar a vida das pessoas por meio da implantação de ferramentas, equipamentos e soluções”, observa Marinho.

As localidades mapeadas pela RCD constam no Índice Cidades Empreendedoras, produzido pela Endeavor, e divulgado recentemente. Dos 31 planos de governo analisados, dois não citam o uso de tecnologia: Sorocaba e São José dos Campos (SP). Apenas Brasília não entrou na contagem dos dados por não ter eleições municipais.

Maringá, que sediou em novembro o 4º Congresso Paranaense de Cidades Digitais, é a melhor colocada entre as localidades do Estado. Está entre as 10 primeiras do país com maior número de propostas em tecnologia. Teresina lidera o ranking, onde o prefeito reeleito Firmino Filho, do PSDB, acrescentou mais de 35 itens referindo-se à adoção de iniciativas tecnológicas para aprimorar algum setor da administração municipal.

De acordo com o plano de governo registrado no TSE, além de investimentos em tecnologia nas principais áreas como Saúde, Educação e Segurança, Firmino cita a criação e implantação do Núcleo de Startups em parceria com as universidades, do Polo Empresarial- Sul como meta articular junto às empresas de telecomunicações a instalação de internet de alta velocidade na região e do Projeto SINERGIA, que tem como objetivo, segundo o documento, “desenvolver um centro de empreendedorismo em Tecnologia da Informação na capital, com ações de qualificação, articulações com empresas de tecnologia que apoiam estudantes e jovens profissionais na inserção no mercado de trabalho”.

Sobre a Rede Cidade Digital – Iniciativa apartidária criada há cinco anos para estimular o aprimoramento dos serviços públicos e crescimento econômico, principalmente de municípios menores, por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação. Desde então, promoveu mais de 30 fóruns regionais de cidades digitais e cinco congressos estaduais, gratuitos para servidores municipais e abrangendo os três estados do Sul, como forma de levar informação sobre os benefícios e impactos de investir no setor.

Realizados em parceria com Prefeituras e Associações de Municípios, os eventos são direcionados a prefeitos, gestores e vereadores que têm pouco ou nenhum acesso a esse tipo de conhecimento, geralmente concentrado em grandes centros. O objetivo, conforme ressalta o diretor da RCD, é aproximar os administradores públicos das novas tecnologias e do mercado fornecedor de tecnologia, interessado em levar soluções aos pequenos municípios. O principal meio de comunicação é o portal redecidadedigital.com.br. Em 2017, o planejamento da RCD envolve também a realização de eventos em outros dois estados: São Paulo e Minas Gerais. “Trata-se de um novo ciclo nas cidades onde a tecnologia terá papel determinante para o desenvolvimento e aprimoramento dos serviços públicos. Com planejamento em TIC e inovação, os municípios passam a encontrar uma nova fonte para reduzir gastos, aumentar a arrecadação e, principalmente, tornar a vida do cidadão melhor”, completa Marinho.

Informações sobre o calendário de eventos da RCD em 2017 e como diversas Prefeituras pelo país têm investido em tecnologia podem ser obtidas pelo redecidadedigital.com.br

Fonte: O Regional Sul


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Dezembro 07 2016

A Federação das Indústrias do Distrito Federal sediou, nesta quinta-feira (1º/12), a 13º reunião do Comitê Gestor do Núcleo de Inovação da Fibra. O encontro reuniu empresários, representes de academia e do governo local, com objetivo de discutir formas de implementar ações inovadoras nas empresas locais.

Os integrantes do Núcleo de Inovação da Fibra participam de grupos de trabalho em diversas áreas. As atividades desenvolvidas e as propostas a serem aplicadas em cada setor foram apresentadas pelos respectivos gestores. O coordenador do grupo de ‘Comunicação e Capacitação’, Paulo Foina, enfatizou que “a inovação está apenas no discurso e não no dia a dia das empresas”. Para mudar esse cenário, foram apresentadas possíveis soluções, como o desenvolvimento de um aplicativo de notícias gerenciado pelo Núcleo, ou estabelecimento de parcerias com entidades que possuem ações de inovação.

A responsável pelo grupo de trabalho ‘Fomento para Inovação’, Juliana Ribeiro, afirmou que poucas empresas sabem como conseguir recursos para desenvolver projetos inovadores. "Isso é um assunto chave, porque é fundamental saber como obter esses recursos, para ter mecanismos e formas para os projetos virarem realidade", destacou.

Balanço de 2016

O diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Fibra, Graciomário Queiroz, fez uma análise das ações do núcleo em 2016 e apresentou a agenda para 2017. Para o próximo ano, já estão definidas as datas das capacitações e reuniões que serão realizadas de fevereiro a dezembro.

Entre os destaques do ano que está se encerrando foram citados: o convênio com a Universidade Católica de Brasília; as capacitações; grupos de trabalho; sistemas de premiação; além do incentivo para inovação por meio de editais FAP, Senai Sesi de Inovação, FCO, CNI-Sebrae, Indústria + Produtiva e Procompi.

Para 2017, já tem seis reuniões e quatro capacitações programadas para o Núcleo de Inovação da Fibra. "2016 foi o ano de colocar o núcleo nos trilhos e, em 2017, a gente pretende executar e levar os resultados ao setor produtivo do Distrito Federal", explicou Jarbas Machado, coordenador do comitê gestor do núcleo de Inovação da Fibra.

Essa foi a última reunião do núcleo esse ano. A próxima reunião do Comitê Gestor do Núcleo de Inovação da Fibra será realizada no dia 2 de fevereiro de 2017.

Texto: Aline Reis
Foto: Moacir Evangelista/Sistema Fibra
Assessoria de Imprensa do Sistema Fibra

Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Dezembro 05 2016

A Intelit Smart Group comemorou 10 anos de atuação nesta sexta - feira. A festa foi em clima nordetino, região de origem de seus diretores.

 

Parabéns a toda a equipe pelos resultados positivos. Ao longo desses anos, a Intelit contribuiu para o avanço tecnológico de Brasília nas mais variadas formas. Hoje, o grupo ao qual pertence emprega cerca de 1,3 mil profissionais, em cinco capitais.

 

O Sinfor/DF agradece, de maneira especial, a atuação da empresa junto à defesa dos direitos e prerrogativas do setor, por meio da participação de seu sócio Carlos Jacobino na Diretoria do Sindicato.

 

Que os próximos dez anos sejam ainda mais prósperos!


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Dezembro 05 2016

O presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF), Ricardo Caldas, recebeu, na última semana, prêmio em reconhecimento pela excelência na prestação de serviços à cidade.

A premiação foi organizada pela Rede de Negócios, presidida pela deputada distrital Sandra Faraj (Partido Solidariedade), formada por empresários de diversos setores com o objetivo de formar lideranças e promover network multilateral em Brasília.   

Mais de 400 empresários participaram da noite de homenagens às entidades mais atuantes. Entre as autoridades presentes estavam o governador Rodrigo Rollemberg, o presidente do Tribunal de Contas do DF, Renato Rainha; o presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), Jamal Bittar; e o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), Edson de Castro.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Dezembro 05 2016

A Comissão Senado do Futuro apresenta na terça-feira (6), às 11h, em solenidade na Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado (Prodasen), o relatório sobre a tecnologia da informação e o processo legislativo do futuro, política pública eleita pela comissão para análise em 2016. O documento embasou o parecer da comissão sobre o tema.

No relatório, estão reunidas as informações das audiências públicas realizadas pela Comissão Senado do Futuro em parceria com a Secretaria Geral da Mesa do Senado e o Prodasen no contexto do Programa de Modernização dos Sistemas Legislativos e Parlamentares.

O programa prevê a substituição e o desenvolvimento de diversos sistemas que atendem às necessidades no processo legislativo. Está prevista a reflexão sobre o futuro do processo legislativo e o potencial de contribuição que a tecnologia da informação pode ter para a próxima década.

Cada audiência pública foi seguida de uma oficina, voltada para o público interno do Senado. De caráter técnico, esses eventos visaram aprofundar detalhes específicos abordados pelos palestrantes nas audiências públicas, assim como ouvi-los sobre questões internas ao Senado e ao Congresso Nacional relacionadas ao processo legislativo.

Foram realizadas quatro audiências, que tiveram como tema o futuro da democracia, indicadores para avaliação da atividade legislativa, novos mecanismos de participação popular e impactos das tecnologias de informação e comunicação no processo legislativo, que reuniram 15 palestrantes. As oficinas contaram com a presença de seis dos palestrantes convidados.

O relatório final apresenta sugestões de ações de investimentos estratégicos em 8 segmentos:
a) Participação popular;
b) Sistematização de manifestações dos cidadãos para parlamentares;
c) Informação legislativa personalizada;
d) Inovação em soluções para o processo legislativo;
e) Processo legislativo sem papel;
f) Avaliação de políticas públicas instrumentalizada por TI;
g) Gestão do processo legislativo por indicadores objetivos;
h) Diálogo com outras instituições.

Agência Senado 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Dezembro 05 2016

Inaugurado em junho deste ano, o Portal do Voluntariado do Distrito Federal já tem 6,5 mil cadastrados que atuam em 106 projetos. Mais de 660 mil pessoas foram beneficiadas com as ações que incluem rodas de conversas, ouvidoria, banco de alimentos, ações no zoológico, ações do Outubro Rosa e o metrô solidário. Além disso, ações de cidadania também fazem parte do projeto, como a limpeza do córrego do Riacho Fundo 1. Dos voluntários, 70% são mulheres.

A ferramenta, uma das principais iniciativas do programa Brasília Cidadã, é uma plataforma online que facilita a integração de instituições que precisam de ajuda com cidadãos interessados em fazer trabalho voluntário.

Os resultados do Portal do Voluntariado foram divulgados hoje (5) durante a abertura do 1º Fórum Distrital Brasília Cidadã que ocorre até amanhã (6) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O objetivo do evento é discutir a importância da participação da sociedade civil no desenvolvimento social, econômico e sustentável do Distrito Federal. O fórum visa fortalecer as redes sociais e solidárias, fomentar iniciativas e soluções inovadoras, informar as ações dos grupos e promover o diálogo com os movimentos sociais, coletivos e de redes.

Durante o evento, a primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, ressaltou a importância da participação da população para a construção de políticas públicas efetivas. “A participação social é um direito do cidadão e um qualificador da política pública. A dimensão do público tem que ter a participação social e o controle social para ter uma dimensão real de ser uma política pública. Então fortalecemos esse processo. Se estou falando de um programa de cidadania, não posso construir esse programa sem a participação da sociedade. Nada de nós, sem nós”, disse.

Márcia destacou ainda que as principais pautas são as políticas para as crianças e as mulheres. “Temos um quadro em relação a mulheres muito triste, o Brasil é o quinto país em violência no mundo e está em 103º lugar entre os países que não cuidam das suas jovens e meninas. Essa é uma causa que bate na porta. Fizemos o Centro 18 [Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio], que atende crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual que é outra causa também muito importante. Não podemos abrir mão das nossas crianças. É um compromisso da sociedade ter um olhar de cuidado com nossas crianças. Queremos fortalecer, integrar as políticas, criar indicadores, para que a gente possa transformar isso em uma política de governo. Todas as pastas têm que priorizar a criança e a mulher.”

A ideia do fórum é fortalecer redes, compartilhando experiências, pactuando uma agenda de trabalho e reforçando o conjunto de compromissos.

Fonte: Isto é


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Dezembro 05 2016

Desde setembro, os níveis dos reservatórios de água do Distrito Federal podem ser monitorados por qualquer cidadão por meio do aplicativo Água e Tempo . Além de trazer informações sobre temperatura e possibilidade de chuva, o sistema é o único do país que destaca o monitoramento das reservas de água da cidade.

O programa é iniciativa do engenheiro mecatrônico Daniel Kunzler, de 36 anos, que trabalha com desenvolvimento de softwares e aplicativos. Daniel nasceu em Brasília, mas mora em São José dos Campos, interior de São Paulo, onde viveu os efeitos da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. “O objetivo era levar informação para as pessoas, pois havia uma preocupação geral com a situação. Na época, o problema foi noticiado no país inteiro, então, essa foi a primeira motivação” disse.

Atualmente, o sistema abrange todas as cidades do Brasil. Por meio do programa, as pessoas podem acessar informações gerais sobre o abastecimento, a demanda e a oferta de água para todas as cidades. Nas capitais como  São Paulo,  Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, e suas respectivas áreas metropolitanas, o sistema identifica o nível percentual dos reservatórios de água do município.

“As informações são buscadas de forma sistemática, de hora em hora, direto das fontes oficiais. É uma forma fácil e prática de a pessoa monitorar os aspectos relativos à água e chuva de sua localidade", explicou.

No caso de Brasília, os níveis de abastecimento foram incluídos recentemente, devido à crise hídrica que se agravou na cidade desde o último período da seca. Mas, os dados da capital federal disponíveis no programa não são estáveis. “O maior desafio tem sido colocar as informações de Brasília de forma atualizada, porque os dados estão variando muito a fonte”, relata o engenheiro.

Daniel acredita que serão superadas a dificuldade para acessar a informação da capital e aumentar o número de usuários do sistema. Desde 2014, já ocorreram 30 mil downloads do aplicativo. “Considero a busca tímida diante da capacidade do programa. Não tenho uma meta, mas espero que aumente a utilização”, declara.

O engenheiro trabalha com o apoio de uma rede de colaboradores no exterior, onde o aplicativo funciona apenas para acesso à previsão do tempo. Pelas redes sociais, o retorno dos usuários tem sido positivo. Alguns órgãos oficiais que gerenciam os dados sobre água também já se manifestaram em apoio à iniciativa. “Os órgãos consideraram interessante: elogiaram e propuseram parceria. Mas, o sistema não tem nenhum tipo de financiamento externo, apenas coletamos informações”, esclarece Daniel.

A principal base de dados do aplicativo é o  Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos , administrados pela Agência Nacional de Águas . A assessoria da Agência reconhece a importância dos aplicativos para disseminar informação e ressalta que os dados de volume de rios e chuvas também são abertos para qualquer cidadão na página do sistema.

Risco de racionamento no DF

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal divulgou no último dia (7) uma resolução em que declara o estado de restrição de uso dos recursos hídricos e estabelece o regime de racionamento do serviço de abastecimento de água nas localidades atendidas pelos reservatórios do Descoberto e Santa Maria. A resolução estabelece que o racionamento deve entrar vigor caso os reservatórios atinjam 20% de seu volume útil. Apesar das fortes chuvas ocorridas no DF nos últimos dias, o reservatório do descoberto apontou nesta segunda-feira (14) o nível de 19,73%.

 

A situação dos reservatórios de Brasília entraram em estado de atenção em agosto, quando atingiram 60% do volume total. Em setembro, os níveis caíram para 40%, estado de alerta, quando foi declarada situação de escassez hídrica, até que, em outubro, os reservatórios atingiram níveis bem próximos a 20% da capacidade, estado de restrição do uso. Segundo a Adasa, até o momento, nenhuma Região Administrativa do Distrito Federal está com o serviço de abastecimento de água suspenso.

Fonte: Jornal de Brasília


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Dezembro 05 2016

O número de trabalhadores formais empregados em Ponta Grossa caiu 2,5% no ano passado. Números da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), revelados há pouco mais de um mês pelo Ministério do Trabalho, apontam que o número de 88,3 mil trabalhadores com carteira assinada caiu para 86,1 mil, representando o fechamento de 2.210 postos de trabalho. O número, porém, fica acima da média nacional, onde o nível de emprego formal apresentou queda de 3,05% em relação ao estoque de trabalhadores formais de 2014 – uma baixa de 1,5 milhão de empregados.

O relatório permite uma avaliação mais ampla, setorizada por profissões, através da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os números são divididos por setores, 19 no total. Desses, dez apresentaram queda, enquanto que nove tiveram crescimento em Ponta Grossa. Três setores, inclusive, tiveram um crescimento acima de 10% no quadro de funcionários. A que mais gerou vagas foi a ‘educação’, com uma ampliação de 14,94% no número de registrados, seguida pelo setor de ‘artes, cultura, esporte e recreação’, com alta de 11,1% e o setor de tecnologia da informação e comunicação, cujo crescimento foi de 10,49%. O setor de ‘serviços domésticos’ cresceu 29,4%, mas sua representação é pequena no total, já que o número de registrados passou de 17 para 22. No caso da educação, houve um aumento de 4.718 para 5.423 funcionários (705 a mais).

Osni Mongruel Junior, diretor presidente do Sindicato das Escolas Particulares da regional Campos Gerais (Sinepe), avalia que esta alta está relacionada a dois principais fatos: investimentos realizados e uma conscientização da população. “No ano passado, houve o advento de novas instituições de ensino na cidade, e também a ampliação das que já estavam em atividade. Faculdades que tinham cursos com menos períodos e ampliaram, contratando mais professores e funcionários. E a educação tem demandado mais funcionários e algumas escolas inauguraram espaços novos”, resume. Já a conscientização se refere à educação como um investimento para o futuro. “Nesse momento de crise, há sim uma redução nas contratações de maneira geral, mas o brasileiro está começando a entender que o investimento na educação de qualidade é uma segurança para esses momentos de crise, já que estarão mais bem preparados”, completa.

Já no setor de Tecnologia de Informação, o número de contratados passou de 782 para 864. Adriano Krzyuy, Diretor de Tecnologia da empresa DF Systems e vice-presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro), afirma que o setor se sobressai em momentos de crise. “Na crise, as empresas acabam investindo em tecnologia, justamente porque buscam soluções como a redução de custos. Isso fomenta o segmento e é um dos setores que por último sai da crise”, afirma, relatando que, neste ano, o setor permanece contratando.

 

Construção civil e comércio fecham mais vagas no ano

A construção civil foi o setor que teve a maior retração em 2015 em termos percentuais. Se, em 31 de dezembro de 2014, Ponta Grossa tinha 6.547 trabalhadores empregados na construção, enquanto que em 31 de dezembro de 2015, 5.640 – baixa de 13,85%. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Ponta Grossa e região, Helmiro Bobeck, isso se refere ao ciclo industrial e à habitação. “Um dos fatores foi a Ambev, que era muito grande, e, ao final da obra, foram demitidos. Outro foi a diminuição do Minha Casa, Minha Vida, que tinha grandes obras”, resume. Em números absolutos, no entanto, o comércio, que tem o maior número de empregados entre os setores, foi o que mais demitiu, num total de 1.293 trabalhadores. A queda de 24.555 para 23.262 trabalhadores representa uma retração de 5,27%. O segundo maior setor, a indústria, teve uma queda de 4,8%, com o fechamento de 787 vagas (16.128 trabalhadores contra 15.341 trabalhadores).

 

Administração pública lidera número de empregados

Entre os 700 subsetores registrados, o que possui o maior número de empregados é o da ‘administração pública em geral’, com 8.166 empregados com carteira assinada. Na segunda colocação aparecem os registrados na profissão de transportador rodoviário de carga, com 3.932 registrados. Logo depois, quase empatados, aparecem os trabalhadores registrados em ‘ensino superior’, com 2.986 pessoas, e os trabalhadores em ‘mercados’, com 2.945 trabalhadores.

Fonte: Jornal da Manhã


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Agosto 19 2016

O Brasil possui níveis elevados de conectividade móvel, mas isso não tem se traduzido em acesso à internet banda larga, à digitalização e aos benefícios que a era digital pode proporcionar. O panorama foi apresentado por especialistas ouvidos durante audiência pública realizada nesta terça-feira (16) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, inovação, Comunicação e Informática (CCT), na qual foi debatida a importância da conectividade para o acesso ao conhecimento e seu impacto na saúde, na educação e no desenvolvimento econômico.

Segundo o presidente da World Information Technology and Services Alliance (Witsa), Santiago Gutierrez, a conectividade está ligada à inovação e ao desenvolvimento econômico. Como observou o especialista, já se provou a elevação de 0,9 a 1,5 ponto percentual no produto interno bruto (PIB) dos países a cada aumento de 10% na implantação da banda larga. O Brasil tem bons índices de conectividade, com 1,07% de conexões telefônicas móveis por habitante, mas está mal com relação à internet de qualidade, o que afeta a sua digitalização. E é essa digitalização que permite o desenvolvimento eletrônico, a fabricação de equipamentos e a nanotecnologia, entre outras coisas.

— A digitalização tem a ver com a inteligência artificial, com a internet das coisas, tem a ver com a computação: biotecnologia, nanotecnologia, optonics, veículos automatizados e assim por diante. Basicamente é a internet de tudo, na roupa, nas máquinas, nas casas. Nós chamamos isso de sociedade inteligente e reconhecemos que o início dessa quarta revolução vai mudar a forma como vivemos e nos referenciamos um ao outro — disse.

Além da baixa inserção da banda larga, o Brasil não avança por ter um ambiente regulatório fraco, segundo o diagnóstico de líderes mundiais do setor, lido por Gutierrez. O ambiente de negócios também é considerado como um dos mais fracos do mundo, o que diminui o capital para investimento. Até as compras governamentais baixas influenciam, o que demonstra pouco apoio do governo à agenda da Inteligência Competitiva Tecnológica (ICT). Ele sugeriu que o país ajuste a política pública para o setor, com mais inserção da banda larga, e que o governo lidere o uso da conectividade.

— Como usuários dos serviços basicamente, para ser líder na promoção do uso de plataformas digitais, requerendo o pagamento de tributos e de compras, através desse sistema digitalizado. Esse é o caminho — apontou.

Produtividade

Para Marcus Vinicius de Souza, representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a conectividade e a economia digital têm um enorme impacto na produtividade e no setor econômico brasileiro, e isso demanda investimento, aperfeiçoamento da legislação e facilitação do ambiente de negócios.

— Se o Brasil quiser deixar de ser um país exportador de commodities, a questão de conectividade é crítica. Na sociedade do conhecimento, a questão de banda larga disponível a custo acessível e de alta qualidade tem a mesma importância que estradas, portos, saneamento, água e energia. Então, é exatamente o mesmo patamar de competição — avaliou.

André Borges, representante do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, pediu que o Congresso aprove o Projeto de Lei (PL) 3453/2015, que ainda tramita na Câmara, e o Projeto de Lei do Senado (PLS) 226/2016, de Jorge Viana (PT-AC). O primeiro prevê o fim das concessões de telecomunicações, transformando-as em autorizações, que são menos onerosas, o que, em tese, resultaria em mais investimentos no setor. Já o PLS retoma os artigos vetados do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, para dar mais segurança jurídica aos investidores em pesquisa e inovação no país.

Já Leonardo Euler, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), lembrou a pressão sobre a infraestrutura por causa dos crescentes consumo e produção de informações pela internet. Além disso, ele apontou a importância de atualizar o marco legal de um setor tecnologicamente tão dinâmico quanto o de telecomunicações, garantindo segurança jurídica e que se preocupe com a segurança cibernética e a proteção aos dados pessoais.

— Precisamos de uma solução que atraia investimentos, que dinamize o setor, que signifique uma solução de política pública regulatória equilibrada e que possamos inserir a banda larga no centro da política pública — opinou.

Como sugestão de ação, Jeovani Salomão, presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, pediu aos senadores que direcionem recursos orçamentários para Projeto Startup Brasil, do MCTIC. Em sua opinião, se a tecnologia é importante para a saúde e educação, recursos da saúde deveriam ser direcionados para a pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, para encontrar soluções que beneficiem os dois setores.

— Para se ter uma ideia, há um estudo da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] que mostra que a sustentação de empregos nas startups é muito maior do que nas empresas tradicionais. Então, quando tenho uma startup, essa empresa gera mais e sustenta mais empregos, inclusive num momento de crise — lembrou.

A reunião foi presidida pelo senador Helio José (PMDB-DF).

Congresso

Jeovani Salomão e Santiago Gutierrez anunciaram a realização do Congresso Mundial de Tecnologia da Informação, que ocorrerá entre os dias 3 e 5 de outubro de 2016, em Brasília. É a primeira vez em que encontro ocorrerá em um país da América do Sul. Realizado a cada dois anos pela Witsa, o evento promove a interação entre empresas e investidores internacionais em rodadas de negócios, exposições, palestras de personalidades consagradas no setor e, principalmente, a visibilidade das maiores marcas de tecnologia da informação do mundo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Agosto 19 2016

A delegação brasiliense conquistou seu melhor resultado nas Seletivas WorldSkills 2017, maior competição de educação profissional das Américas. Foram, ao todo, oito medalhas conquistadas, sendo quatro de ouro, uma de prata e três de bronze. A competição é uma espécie de Olimpíada da formação de mão de obra. Na competição, os inscritos são desafiados a cumprir tarefas que simula o dia a dia do trabalho nas empresas.

De 4 de julho a 11 de agosto, foram realizadas 43 provas em 32 cidades, nos 26 estados e no Distrito Federal. Os competidores que alcançaram o lugar mais alto do pódio têm a possibilidade de compor a equipe brasileira que irá a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em outubro de 2017 para a WorldSkills Competition. Para carimbar o passaporte, os jovens precisam manter o índice internacional, exigido pela organização do torneio.

Os competidores são jovens de até 22 anos que conseguiram os melhores desempenhos nas ocupações em testes realizados em cada departamento regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em todo o país. Durante as Seletivas, o DF teve 23 representantes, em 21 ocupações. Os brasilienses passaram por 20 estados, do Amapá a Santa Catarina, de Goiás ao Amazonas.

Os alunos da capital federal bateram o resultado de 2010, quando o DF garantiu três ouros, duas pratas e quatro bronzes, na Olimpíada do Conhecimento realizada no Rio de Janeiro. “O resultado deste ano é fruto de muito trabalho. Só tenho que agradecer a Deus, aos professores da Casa – se não fossem eles, não teríamos um resultado assim, e aos competidores pela dedicação e responsabilidade dada ao Senai durante todo esse tempo”, diz Eliséia Tavares, coordenadora da Olimpíada do Conhecimento no Senai-DF.

Os medalhistas

As quatro medalhas de ouro conquistadas pelos jovens do Senai-DF foram nas ocupações de DryWall e Estucagem; Aplicação em Revestimento Cerâmico; Marcenaria; e Refrigeração e Ar Condicionado.

Wanderson Carlos Coimbra dos Santos, foi o primeiro dos alunos da capital federal a conquistar o ouro. As Seletivas de DryWall e Estucagem foram realizadas em Manaus (AM), de 25 a 28/7. A prova durou 20 horas e foi dividida em quatro módulos. Os competidores foram avaliados quanto a estruturação, chapeamento, tratamento de junta, estucagem e moldura. Foram dezenas de medidas, níveis e esquadros analisados até chegar na nota final. E cada milímetro executado diferente do que foi proposto pelos avaliadores foi passível de perder ponto.

“Essa experiência para mim se resume em uma palavra: superação”, comentou orgulhoso Wanderson Santos. O campeão passou mal, tomou soro na veia e, em alguns momentos, precisou fazer as provas sem se alimentar porque não conseguia comer. Mas, mesmo com todos esses percalços, ele foi um dos poucos que conseguiu finalizar todos os módulos da prova. E, para o representante do Distrito Federal, tem uma razão para tudo ter saído tão bem: “Devo tudo ao meu professor, o Mateus, ele é como um pai para mim. Se ele não tivesse feito tudo que fez, eu não teria conseguido”, afirmou o medalhista.

As competições de Aplicação de Revestimento Cerâmico também foram realizadas de 25 a 28/7, neste caso, em João Pessoa (PB). Gilberto Ferreira do Santos foi o grande campeão da modalidade profissional.

Disputando contra o seu maior oponente, o relógio, o jovem teve apenas 18 horas, divididas em três dias, para criar uma verdadeira obra de arte com cerâmicas. Com cortes precisos e milimetricamente calculados, Gilberto retratou, em uma parede de alvenaria, uma paisagem de Abu Dhabi, uma pessoa em pé sobre uma prancha de stand up paddle e, no chão, o numeral 16.

Já nesta semana, de 8 a 11 de agosto, ocorreram as Seletivas de Refrigeração e Ar Condicionado. Hoje (12), foi a vez de Wisley Silva Pereira subir ao lugar mais alto do pódio, em Cabo de Santo Agostinho (PE). O aluno recebeu a medalha de ouro sob lágrimas. Ao descer do pódio, abraçou-se com seus instrutores, Joaquim Venâncio e Willian Grassioti, compartilhando a conquista com aqueles que dividiram com o jovem a preciosidade do conhecimento.

“Foi muito emocionante, porque o nível da prova foi bem elevado. Graças a Deus, conseguimos o ouro – eu e meus instrutores. Agora, podemos comemorar”, disse o melhor profissional de Refrigeração e Ar Condicionado do País.

A prova de Wisley, promovida na Escola Técnica Senai Cabo, consistiu em montar um sistema de refrigeração, fazendo um letreiro escrito OC 2016, de tubo de cobre. A tubulação precisou, ao fim, congelar e ficar toda branca, tal qual um painel de publicidade. Dentro desse processo, eles tiveram que seguir as normas da área de refrigeração. Já o segundo e o terceiro módulo, os jovens precisaram descobrir e resolver defeitos elétricos e mecânicos. Ao todo, foram 19 horas de provas.

Fábio Serpa Crisóstomo, por sua vez, consagrou-se o melhor do Brasil em Marcenaria. As provas, também realizadas nesta semana, foram promovidas em São José dos Pinhais (PR). O aluno teve apenas 18 horas, divididas em 3 dias, para a construção de uma peça que contemplava uma caixa em estrutura de chapa de compensado revestido, uma base em estrutura maciça, como suporte para a estrutura da caixa, uma porta e uma gaveta que completavam a peça.

O competidor acredita que o diferencial perante os demais foi manter o foco e a concentração. “Durante a prova, eu não ficava preocupado se o outro estava mais adiantado que eu. Eu estava confiante no meu trabalho e no meu treinamento. Eu sabia que o resultado não seria diferente que trazer a medalha de ouro para casa”, destaca Fábio.

As demais medalhas do DF foram: uma prata, em Instalações Hidráulicas e a Gás, com o aluno Randerson Cordeiro; e três bronzes em Eletricidade Industrial (Washington Luís Mendonça Júnior); Tecnologia Automotiva (Áthila Côrtes); e Funilaria (Mateus Charles).

(Com informações do Senai-DF)


Página 6 de 12