Quinta, 18 de Janeiro de 2018

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 31 2017

Quatro aplicativos para as áreas de educação, segurança pública e mobilidade urbana foram apresentados por jovens do Distrito Federal durante "Café Hacker" nesta segunda-feira (24). Os projetos venceram a competição "Hackaton Inova Brasília", maratona iniciada durante a Campus Party, em junho deste ano.

As "soluções tecnológicas" são: um programa que moderniza o sistema de matrículas da rede pública de ensino; outro que reúne informações das forças de segurança; um aplicativo para melhorar a experiência da população em mobilidade urbana; e um dispositivo para combater a violência contra a mulher.

De acordo com o governador, Rodrigo Rollemberg, a expectativa é de que, em breve, os programas sejam incorporados pelas secretarias e disponibilizados para a população.

"Agora é adequar e fazer pequenos ajustes para que esses aplicativos possam ser implementados para melhorar a qualidade de vida da população. É a juventude inovadora e empreendedora contribuindo para melhorar a qualidade de vida, através da tecnologia, de toda a população brasiliense."

O desafio das equipes durante a Hackaton era desenvolver projetos inovadores capazes melhorar, por meio da tecnologia, serviços oferecidos pelas secretarias de Segurança Pública, Educação e Mobilidade. O evento desta segunda foi promovido pelo governo do DF para divulgar os resultados das soluções tecnológicas propostas pelas equipes da Hackaton.

Para desenvolver os programas, os grupos tiveram acesso ao número de matrículas da rede pública de ensino, às ocorrências policias e ao sinal de GPS de uma das empresas que opera o transporte público do DF.

Educação

O projeto ganhador da competição foi o “Matrícul@seDF”, aplicativo desenvolvido por quatro jovens estudantes de engenharia de software para a área de educação. A solução criada pela equipe para otimizar as matrículas em escolas públicas usa um sistema de geolocalização, que automatiza o cruzamento do CEP do estudante com o endereço da escola mais próxima.

Hoje, o processo é feito manualmente, por telefone. A ideia do projeto é substituir o telematrícula pelo sistema mais moderno. O responsável pelo estudante vai preencher os dados no sistema e o programa indicará a escola mais próxima com base na geolocalização. Como não será mais manual, o tempo de indicação das escolas será reduzido, garantem os desenvolvedores.

Segurança pública

Em segundo lugar, o aplicativo “Salvaguarda” reúne dados da central de emergência da Secretaria de Segurança Pública, que inclui ocorrências das forças de segurança do DF (Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran, Defesa Civil e Samu).

A tecnologia disponibiliza aos moradores da capital um questionário com perguntas de resposta "sim" ou "não" sobre a segurança na região onde moram. O app também usa georreferenciamento. As informações, anônimas, são repassadas aos órgãos competentes como uma espécie de monitoramento voluntário.

O aplicativo também contém uma lista de contatos de órgãos públicos de segurança para casos de emergências. Dados sobre furtos, roubos e perturbação à ordem pública, por exemplo, também vão ficar disponíveis na plataforma. A ideia, segundo os criadores, é estimular a participação da população nas políticas de segurança pública.

Mobilidade

O aplicativo “Go By Bus”, na área de mobilidade urbana, ficou em terceiro lugar. A ideia é unir informação e entretenimento no uso do transporte público. Os passageiros ficam por dentro do horário que os ônibus passam em cada ponto e, durante o trajeto, podem passar o tempo com um jogo.

Mais que um passatempo, o game ajuda a manter o serviço de localização em funcionamento. Enquanto brinca, o usuário pode informar para outros passageiros sobre o percurso do ônibus onde ele está. Ao final da viagem, ele pode avaliar o ônibus, a parada onde embarcou e o sistema público de transporte.

Segundo os desenvolvedores, o projeto foi criado a partir de uma necessidade identificada nas ruas. O grupo colheu depoimentos de passageiros sobre o transporte público no DF em diferentes pontos.

Botão de pânico

Os desenvolvedores do aplicativo ”Talismã”, um botão de pânico que pode ser usado para prevenir a violência contra a mulher, receberam a menção honrosa. O projeto permite que a mulher possa gerar um sinal de alerta para a polícia em casos de emergência.

Ao pressionar o botão, será gerado um aviso para a secretaria de segurança, com a localização e foto da vítima e, automaticamente, outro alerta para uma viatura policial mais próxima, com a auxílio de dados do GPS. O aplicativo será gratuito ao governo e aos cidadãos.

O aplicativo é semelhante à ideia da Secretaria de Segurança Pública para mulheres sob medidas protetivas anunciado em março deste ano. A ideia da pasta é disponibilizar para as mulheres um aplicativo de monitoramento com "botão de pânico" para emergências. As chamadas, de acordo com a secretaria, receberiam prioridade na Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), que recebe as ligações do 190, da Polícia Militar. O GDF disse que o app não trouxe nenhum custo adicional.

Campus Party 2018

A GDF confirmou mais uma edição da Campus Party em 2018. De acordo com o secretário adjunto do trabalho Thiago Jarjour, são esperados ao menos 8 mil campuseiros (como são chamados os participantes) na próxima edição do evento, que deve ser realizada no Estádio Mané Garrincha – escolhido para abrigar mais participantes.

Transparência

Nesta segunda, o governador Rodrigo Rollemberg também assinou o decreto que dá início à Política de Dados Abertos. Atualmente, há dados públicos disponibilizados no portal da transparência, mas por meio do decreto assinado, as informação agora serão mais detalhadas.

O governo também atingiu a marca de 1 milhão de documentos anexados digitalmente no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O sistema é uma plataforma online desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região para digitalização de documentos, contratos, entre outros, e, segundo o governo, visa desburocratizar o trâmite de informações entre os órgãos.

 

Se o cidadão precisar entregar documentos em duas secretarias, por exemplo, não será mais necessário protocolar nos dois locais, já que o acesso ao portal é remoto e pode ser feito de qualquer local, por meio da internet.

Fonte: G1DF


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Julho 20 2017

O Sindicato das Indústrias da Informação (Sinfor/DF) convida todos os empresários do setor a participar de evento inédito de network. No dia 2 de setembro, a entidade promoverá a primeira edição da Feijoada da Tecnologia, um ambiente descontraído para ampliar a rede de relacionamentos local e fortalecer os segmentos da Indústria.

 

O evento ocorrerá no Centro de Convenções Israel Pinheiro, a partir das 12h. Os ingressos individuais podem ser adquiridos junto à equipe do Sinfor/DF. Os familiares e amigos também são bem vindos. 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 10 2017

Quando a digitalização de informação atingiu a telefonia móvel, o que já era um fenômeno revolucionário, mas antes restrito aos profissionais de TI e Telecom, incendiou o resto do mundo instantaneamente por meio dos jovens e ninguém mais conseguiu controlar a propagação do fogo, nem suas consequências: voz virou dado. Imagem virou dado. Conhecimento virou dado. Comportamento virou dado. Moeda virou dado. Mídia virou dado. Tudo virou dado.

Esta metástase digital, que explode em todas as direções - na sociedade, nas empresas, nos governos, nos comportamentos, nas expectativas das pessoas, nas soluções empresariais, nas redes e nos equipamentos que usamos -, deu origem a um fenômeno que passou a ser chamado de big data. O nome pegou. Desde então, bateu uma certa aflição em quase todas as empresas, e com razão: o desejo de pegar a onda digital, sob receio de ficar para trás. Os gestores e tomadores de decisão se viram imersos em novos projetos, metodologias, plataformas e ferramentas. A casa virou de cabeça para baixo e os profissionais ainda estão tentando se adaptar. 

Foi um tremendo baque e os profissionais de Marketing sentiram. Mas um segundo baque, e ainda mais complicado, estava se aproximando. Deste, poucos profissionais já se deram conta. O novo desafio é mais complicado porque as empresas podem estar jogando dinheiro fora e correndo riscos de imagem. Talvez, sem saber. Vamos por partes.

O primeiro baque ocorreu quando os profissionais de publicidade e mídia se deram conta de que as novas formas de comunicação digital alteraram toda a lógica anterior de consumo de conteúdo, por causa da proliferação de novos pontos de contato e contextos de comunicação com o consumidor e também por causa da invasão invisível de algoritmos de modelagem dos dados coletados online. Que dados? Silenciosamente, as redes sociais que a pessoa frequenta, os celulares que usa, os computadores pessoais, as buscas no Google, os aplicativos que utiliza, os sites que visita, todas estas fontes e equipamentos passaram a coletar dados sobre o consumidor. Os algoritmos começam a modelar os dados e, assim, o consumidor passou a receber ofertas que nunca pediu, mas que tinham a ver com o que estava pensando: onde passar as férias, que notícias ler, que pessoas convidar para suas redes sociais, que páginas seguir, que descontos aproveitar. O primeiro desafio foi adaptar os orçamentos de Marketing às oportunidades do Digital.

O segundo baque é atualíssimo. E mais complicado. O desafio do Marketing agora não é mais apenas o de aproveitar as oportunidades do Digital, mas evitar as armadilhas. Duas armadilhas já têm nome, e provavelmente você vai ouvir falar delas muito mais do que gostaria, daqui para a frente:  fake news e robôs digitais (ou bots).  Por causa das armadilhas, sua empresa pode estar perdendo dinheiro ou correndo riscos de imagem, enquanto você lê este artigo.

O que são fake news e bots? Que fake news é notícia falsa, todo mundo sabe, mas pouca gente sabe que é também um ótimo negócio. As notícias falsas são geradas a baixo custo, em alta velocidade, com títulos chamativos, em grande quantidade. Existem muitas páginas de notícias falsas com alta audiência. Têm aparência de portais noticiosos independentes, podem até ter um editor, sempre com perfil falso. Todas são desenhadas para atrair tráfego. Oferecem espaços de exibição de publicidade a baixo custo e conseguem enganar os otimizadores de mídia. Quando são descobertos, os donos, que são difíceis de identificar, fecham a página imediatamente e abrem outra similar em outro endereço. 

Já os robôs são programas que agem de forma autônoma na internet, simulando o comportamento humano. São perfis falsos nas redes sociais. Bots ficam amigos de outros bots, e de pessoas. Visitam todo tipo de destino na internet, inclusive os portais de notícias falsas e as redes sociais. Agem freneticamente: tanto para difundir opinião e fake news  por meio de massificação; bem como para inflar as audiências de publicidade.  Simulam uma multidão de pessoas conversando ou vendo seu anúncio, só que é tudo artificial. Esta avalanche de tráfego falso é chamada de NHT, isto é, tráfego não humano, na sigla em inglês. 

A armadilha você já entendeu.  Mais verbas do orçamento de Marketing das empresas têm sido alocadas para o Digital. Mas os algoritmos não distinguem robôs de humanos e nem os portais idôneos dos de fake news. Sua empresa pode estar pagando por audiência falsa, jogando dinheiro fora. Sua publicidade pode estar patrocinando portais de fake news, e sabe-se lá que tipo de interesses escusos por trás deles. O risco de associar sua imagem e marca a páginas falsas e seu orçamento a tráfego não humano não pode ser ignorado. Sabe-se lá que tipo de conteúdos e interesses você estará patrocinando e quanto dinheiro estará desperdiçando, não é mesmo? Para o bem e para o mal, é impossível entender a sociedade de hoje sem levar em consideração cuidadosa os impactos do Digital. Trata-se de um mundo novo, nem sempre admirável.  Juntamente com as oportunidades do Digital, vieram também novas ameaças. 

Bernardo Lorenzo-Fernandez, fundador da consultoria e instituto de pesquisa digital Folks Netnográfica e presidente da ABRADi-DF. 

Fonte: AD News


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 10 2017

Terminou nesta sexta-feira (7), na Escola de Governo do Distrito Federal, o primeiro ciclo de capacitação do Marco Regulatório do Terceiro Setor, que teve início em 19 de abril.

O objetivo foi esclarecer todos os pontos das novas regras trazidas pelo Decreto nº 37.843, de 2016, que rege parcerias entre administração pública e organizações da sociedade civil (como creches, centros de convivência e unidades de acolhimento).

Sancionado pelo governador Rodrigo Rollemberg em 13 de dezembro de 2016, o texto veio regulamentar a Lei Nacional nº 13.019, de 2014, o Marco Regulatório do Terceiro Setor.

O marco visa diminuir a burocracia, aumentar a transparência e garantir maior segurança jurídica para esse tipo de cooperação.

Participaram dos cursos, divididas em cinco turmas, 199 pessoas — 152 servidores públicos de diferentes órgãos do governo e 47 representantes e/ou dirigentes de organizações da sociedade civil.

Os instrutores esclareceram cada etapa do processo, desde a preparação e seleção até a fase de execução do contrato, de acordo com a norma atual.

“Esse tipo de capacitação proporciona segurança jurídica para quem opera e, para as organizações da sociedade civil, representa mais conhecimento, principalmente, na aplicação dos recursos”, destaca Hernany Gomes de Castro, assessor da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

"O momento exige uma mudança de paradigmas e de revisão dos conceitos que não mais se aplicam. O marco regulatório trouxe inovações e tornou as parcerias mais eficientes"

Hernany Gomes de Castro, assessor da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos

Segundo ele, não se trata de um tema complexo, mas apenas de um assunto com muitas informações. “O momento exige uma mudança de paradigmas e de revisão dos conceitos que não mais se aplicam. O marco regulatório trouxe inovações e tornou as parcerias mais eficientes.”

A prestação de contas foi a parte mais enfatizada por Castro: “Essa é a última parte e muito importante. Por um lado, é a hora de a organização comprovar a execução do serviço, o uso adequado dos recursos e os resultados alcançados. Por outro, é o momento de a administração analisar se o contrato foi cumprido”.

Para a gerente de projetos e convênios do Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal), Inês Correia Serra Vieira, a capacitação faz com que a parceria fique mais fundamentada e orientada.

“O governo passa a estabelecer normas mais claras e transparentes. Além disso, o relacionamento fica mais fácil, a relação, mais estreita e o trabalho, mais valorizado”, avalia Inês.

A instituição presta atendimento educacional, de saúde e assistência social, há mais de 40 anos, a quase 500 crianças com deficiência auditiva e intelectual, por meio de convênio com o governo.

Curso teve módulo para assessorias jurídicas

O ciclo começou em abril com um módulo destinado a servidores das assessorias jurídicas das secretarias de Estado que têm ou possam vir a ter convênios e parcerias com organizações da sociedade civil.

 

Em seguida, os esclarecimentos foram estendidos aos setores jurídicos dessas entidades, já que a segurança jurídica de todo o processo decorre da boa execução dos planos de trabalho e da boa gestão dos recursos públicos por parte dessas instituições.

 

Fonte: Agência Brasília


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 03 2017

Conversamos com o presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Joe Valle,
que respondeu 04 perguntas da coluna de política do site #PolíticaNoDF, abordando a crise financeira do Distrito Federal, o governo Rollemberg e sua gestão na Câmara Legislativa do DF.

01 – Como sua gestão na presidência espera se aproximar do povo?

JOE VALLE – Ressignificar e melhorar a CLDF por meio da participação das pessoas. As pessoas precisam se sentirem pertencentes a esse processo de democracia. Já colocamos em prática algumas iniciativas que tem promovido mudanças significativas na rotina da CLDF e, semanalmente, temos recebido cada vez mais representantes. Também tem crescido a participação em eventos como exposições de arte e apresentações musicais, realizados pelo programa “Câmara Convida”. Outro projeto que vale destacar é o “Câmara em Movimento” que foi repaginado. 

02 – Quais projetos pretende por em ação na CLDF, antes de encerrar essa legislatura?

Joe Valle – Temos um projeto claro de transparência e credibilidade. Nosso projeto visa a melhoria da Casa a partir da participação das pessoas. Vamos trabalhar por temas como, por exemplo, a Sustentabilidade e Inovação, a Regularização de Terras e a Desburocratização.

03 – Como vê o executivo local, em relação a crise hídrica e financeira do DF?

JOE VALLE – É necessário consolidar o setor produtivo na capital do país, para que sejam criados “empregos perenes”. Acredito em dois caminhos para a recuperação e um deles é cortar custos e outro é aumentar a base da arrecadação do Setor Produtivo. Precisamos discutir um modelo de desenvolvimento para a nossa cidade.

04 – O que esperar do LabHacker da CLDF?

JOE VALLE – Essa é outra inovação da Casa, também lançada em abril deste ano.O Laboratório Hacker de Inovação é um espaço de desenvolvimento colaborativo para projetos inovadores em cidadania, que articula uma rede de parlamentares, hackers, servidores públicos e sociedade civil. Nosso objetivo é fortalecer a cultura da transparência e a participação popular. Em junho, o Laboratório participou da Campus Party com uma maratona de criação. Foram mais de 40 sugestões de ferramentas digitais.

 

Informações do EldoGomes.com.br


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 03 2017

A internet das coisas (do inglês internet of things) amplia o leque de dados e informações sobre tudo o que cada cidadão compra, consome, faz e utiliza em diferentes aparelhos. Como funciona, na prática, a internet das coisas? Imagine que os eletrodomésticos, smartphones, maquinários industriais e veículos de transporte estejam todos conectados à internet e que os hábitos de utilização destes recursos e dispositivos são coletados e armazenados por tecnologias capazes de acessar todos os seus passos do usuário.

O cotidiano do consumidor e suas ações rotineiras são dados valiosíssimos para diferentes tipos de negócios e empresas, bem como para administração pública conhecer os hábitos do cidadão. Mesmo que seja um avanço pioneiro, alinhando às inovações presentes em poucos países, o debate sobre a implantação da IoT não pode omitir discussões fundamentais.

A mais basilar questão é: será que o cidadão brasileiro realmente quer repassar tais informações e, se o fizer, quais são as políticas e recursos que serão capazes de garantir a eficácia segurança digital destes dados? Não se pode negar que a implantação da IoT decorre na potencialização de riscos on-line, motivo pelo qual os termos de uso e políticas de privacidade devem ser claros.

Entre os argumentos favoráveis para a implantação da Internet das Coisas está o da melhoria do desempenho de produtos e serviços uma vez que todos os dispositivos estejam interligados. É exatamente neste aspecto no qual o fluxo de informações dos usuários deverá crescer exponencialmente.

O processo demandará maior proteção, armazenagem e preservação dos dados fornecidos com absoluta segurança da privacidade dos usuários à medida que produtos e serviços analógicos perdem espaço e a conexão entre dispositivos cresce. O desafio da implantação de novas tecnologias não pode sacrificar a segurança digital dos usuários e promover a violação do direito à privacidade.

O cenário de risco é claro, pois os cibercriminosos tentarão se aproveitar de todas as vulnerabilidades dos dispositivos e aparelhos, bem como das fraquezas que encontrarem na segurança digital da informação. Esse é um alerta já dado pelas empresas especializadas, como no relatório do Mcafee Labs, da Intel Security, que adverte sobre as ameaças virtuais neste ano.

É certo que ocorrerão ataques contra infraestruturas críticas, redução significativa da privacidade dos consumidores, hackativismo crescente, erros de fabricantes ao dotar seus produtos com IPs, bem como os pontos de agregação no qual os dados são coletados, transformados em alvo preferencial de investidas criminosas. Evidencia-se a necessidade de refletir e planejar a integração das conexões, o armazenamento das informações e as respostas a serem dadas às iminentes ameaças virtuais.

Por outro lado, os cibercriminosos cada vez se aproveitarão dos erros banais cometidos por usuários. A prática contumaz é a busca ávida por obtenção de lucro financeiro, ainda que os hackers visem moedas digitais, como bitcoins, as quais são mais difíceis de serem rastreadas. O ciberataque WannaCry, responsável por infectar mais de 300 mil sistemas operacionais no Brasil e no mundo, reforça ser verdadeira a premissa de que não existe ambiente integralmente seguro. Na verdade, o WannaCry é só o começo e já surgem notícias de nova e mais potente ameaça chamada EternalRocks.

Educação para o uso seguro da internet é outro fator que se torna cada vez mais imprescindível conforme a tecnologia avança e o número de usuários cresce. Num país em que há 170 milhões de smartphones em uso e mais de 100 milhões de usuários da internet, toda e qualquer medida de segurança digital que se possa adotar é importante. Ainda mais num cenário em que todos os aparelhos das casas estarão conectados à internet.

Posturas como ler atentamente as políticas de privacidade, termos de uso das plataformas e aplicativos antes de aceitar e iniciar a utilização. Os usuários também devem fortalecer suas senhas de acesso, evitando informações públicas de fácil conhecimento como datas de nascimento, nome de familiares ou de animais de estimação. Também precisam refrear sua exposição excessiva nas redes sociais, pois todos os dados poderão ser utilizados para fins criminosos.

É indiscutível que novos desafios aparecerão de acordo com a implementação e utilização de novas tecnologias. Entretanto, tal fato não é escusa para que medidas preventivas, tanto das empresas fornecedoras das plataformas digitais quanto dos usuários, não sejam tomadas imediatamente. Tampouco isenta governos e órgãos responsáveis por eventuais lacunas que possam existir na regulamentação do setor.

O Plano Nacional da Internet das Coisas precisa contemplar e definir regras claras de orientação sobre os procedimentos eficazes de segurança digital e preservação eficiente dos dados dos usuários das plataformas. Órgãos como o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) terão significativas contribuições para auxiliar a firmar as diretrizes estratégicas ao uso e desenvolvimento da internet no país.

Ana Paula Siqueira é especialista em direito digital e sócia fundadora do SLM Advogados

 

Fonte: Convergência Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 26 2017

O que faz com que muitos departamentos de TI falhem? Muitas vezes a adoção do que foi descrito, até aqui, como "melhores práticas da indústria", sempre por pessoas que nunca tiveram que fazer o trabalho da TI.

Desde o estabelecimento de clientes internos até a instituição de encargos para insistir no ROI, muitos desses conselhos parecem plausíveis quando vistos a partir de um sobrevoo a uma altura de 50 mil pés,  ou mais. Raspe a superfície, no entanto, e você começará a perceber que essas receitas infalíveis para sucesso são, muitas vezes, fórmulas para falhar.

1. Dizer a todos que eles são seus clientes 
Procurando falhar? Certifique-se de que todos na TI informem a todos fora da TI coisas do tipo "você é meu cliente e meu trabalho é superar suas expectativas "(ou, pior," fazer você feliz").

Os funcionários fora da TI não são clientes da TI. Eles são parceiros da TI, com quem sua equipeI colabora como igual.

Legitimizar a ideia de clientes internos coloca a TI em uma posição de subserviência, onde todos na TI têm que deixar seus colegas felizes, realizando o que faz  sentido para o negócio ou não.

Essa atitude também não encoraja os clientes reais da empresa a comprarem mais produtos e serviços .

2. Estabelece SLAs e tratá-los como contratos 
Quer provocar algum dano? Estabeleça acordos de nível formal de serviço, insista para que seus "clientes internos" os assinem e trate esses SLAs como contratos.

Se você realmente quiser que a TI falhe, discuta se você satisfaz seus SLAs sempre que um "cliente interno" sugere que a TI não está fazendo o que  o que eles necessitam.

Mas se você preferir o sucesso, então lembre-se que os relacionamentos requerem confiança. E que a confiança não acontece em uma passe de mágica. É preciso que você reconheça os colegas como pessoas reais que, se gostarem de você, trabalharão com você para corrigir o que quer que seja. 

O objetivo dos contratos não é definir relacionamentos - é definir o que acontece quando não há confiança e algo dá errado de forma grave.

3. Contar histórias idiotas 
Você sabe do que estou falando. São aquelas piadinha clássicas, do tipo "Deixe-me entender isso - você está tendo uma queda de energia e não consegue entender por que seu PC não inicializará?" e "Eu disse a ele para tentar reverter o plugue na impressora ... e era um plugue de três pontas (snicker)! "

Rir quando outros membros da equipe de TI contam casos tentando fazer com que os clientes internos parecerem idiotas não é um uma boa prática. Nunca foi.

4. Cobrar tudo, sempre
Aqui está uma ótima maneira de desencorajar o uso de Tecnologia da Informação: instituir cobranças sistrmáticas. Não apenas qualquer cobrança de custos, mas aquelas cuidadosamente calculados que geram faturas detalhadas sobre cada categoria de despesa por centros de custos, como os ciclos de CPU, o consumo de armazenamento, as horas de desenvolvedor e por aí vai...

Nada desencoraja tanto a colaboração quanto argumentar, com precisão, sobre os custos corporativos.

5. Insistir no ROI

Quer garantir que projetos críticos não sejam financiados? Insista que o processo de governança de TI requer retorno financeiro tangível, claro. Fazendo isso, você praticamente garante a sua obsolescência, já que a tecnologia que ajudará os departamentos de negócios a oferecer melhores resultados é adquirida de forma mais rápida e não financiada.

6. Ater-se apenas aos requisitos dos projetos de TI

Quer uma fórmula para disfunção negócios x TI? Defina projetos em termos de entregas de software que satisfaçam os requisitos e atendam às especificações.

Dessa forma, quando a gerência de negócios se queixar que o software não faz o que precisa er feito, você estará em uma posição perfeita para argumentar que faz exatamente o que deveria fazer, porque atende às especificações definidas pela área de negócios, não é?  De quem é a culpa? Dos gerentes de negócios que validaram o projeto, é claro.

Isso não funciona

O que funciona? Definir os projetos em termos de resultados comerciais ("aumentar a eficácia das vendas, por exemplo"), e em termos de software ("implementar o Salesforce.com").

7. Atribuir patrocinadores aos projetos

É bem conhecido nos círculos de gerenciamento de projetos que cada projeto deve ter um patrocinador comercial, para assegurar o sucesso. Mas quer garantir que um projeto falhe? Atribua a ele um patrocinador.

Patrocinadores - patrocinadores reais, não SINOs ("patrocinadores apenas no nome") - querem que seu projeto seja bem sucedido e estão dispostos a correr riscos, se necessário, para colher os benefícios comerciais que trarão.

Acha que alguém que foi designado para ser um patrocinador fará essas coisas? Nem eu.

8. Estabelecer uma estratégia de computação em nuvem

Aqui está uma maneira maravilhosa de garantir falhas na  TI - estabelecer uma estratégia de computação em nuvem.

Você sabe que você precisa estar na nuvem, então o objetivo da estratégia é fazer com que isso aconteça.

Bom, seja lá o que você fizer, não pense mais do que isso.

Não considere uma arquitetura técnica gerenciada, definida em termos de serviços, como uma infraestrurura fixa. Afinal, fazer isso pode levar você a acreditar que os serviços são o que você precisa e que a nuvem pode ser uma forma de provisionar alguns deles. Isso pode levá-lo a superdimensionar a nuvem na hora da contratação.

9. Adotar Agile e OffShore, ambos ao mesmo tempo

As metodologias ágeis têm muito para dar.  São pré-requisitos para o sucesso, ao garantir alto nível de envolvimento informal do usuário para que as correções  sejam freqüentes e pequenas, e os desenvolvedores vejam o progresso e lidem com os testes de aceitação dos usuários todos os dias

Offshore tem um apelo forte: o baixo custo homem/hora. Mas essa carcterística exclui qualquer possibilidade de alto nível de envolvimento informal do usuário.

Só os mais experientes têm chance de fazer com que ambos funcionem juntos. Novatos em Agile dificilmente conseguirão tal proeza.

Quer ser ágil? Quer usar oustsoursing de outro país? Escolha focar em uma dessas duas coisas.

10. Ter interrupçõesconstantes

O próximo passo para garantir que a TI falhe é insistir no modelo multitarefa. Apesar de ser uma habilidade altamente desejável, ela carrega com ela o risco de reduzir a produtividade e a qualidade, aumentando o estresse na tentativa de fazer mais.

Sempre que você pedir a alguém para parar o que está fazendo para focar em outra coisa, lembre-se: os seres humanos não são multitarefa. O melhor que podem fazer é ir e voltar de uma tarefa para outra. Toda vez que fazem isso, perdem tempo mudando suas engrenagens mentais.

Quer que a TI tenha sucesso? Deixe as pessoas terminem o que estão fazendo antes de passarem para outra tarefa.

11. Combinar muitos projetos

Voc6e nunca tem equipe suficiente para lidar com tudo o que todos querem? Então não faz sentido fazer tudo o que puder para entregar de qualquer maneira, lançando muitos projetos e movendo funcionários de um lado para o outro entre eles.

A menos que você queira que todos os projetos demorem muito mais, custem muito mais e entreguem resultados ruins.

Se você deseja que a TI desenvolva uma boa reputação, estabeleça esta regra: Todo projeto terá uma equipe dedicada.O que significa que o projeto nunca esperará que um membro da equipe se torne disponível para trabalhar nele.

12. Dizer não ou sim, não importa o pedido

A última e melhor maneira de garantir a falha de TI é dizer não ou sim, não importa o pedido. Diga não, e você danifica seus relacionamentos. Diga sim, e você está fazendo promessas que você não poderá cumprir porque você e todos os outros já têm todo tempo tomadp por outras tarefas.

A resposta certa, se você quiser ter sucesso, é, "podemos fazer isso, mas esse é o prazo necessário, se tivermos que contar com a aeuipe interna ".

Existe uma regra inviolável de gerenciamento de solicitação, seja uma solicitação de mudança de escopo do projeto, um aprimoramento de software ou o fornecimento de um laptop a alguém que não esteja agendado para receber um: nada é de graça.

Não diga não. Não diga sim. Explique o que você terá que fazer para satisfazer os pedidos.

 

Fonte: CIO Magazine


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 26 2017

A Câmara dos Deputados lançou um portal exclusivo para desafiar o cidadão a desenvolver soluções digitais para os serviços públicos do Legislativo. Os dois primeiros concursos oferecem, ao todo, R$350 mil em prêmios.

A instituição entende que os desafios são uma forma inovadora de aplicar a Lei de Licitações (8.666/1993), ao abrir espaço para ideias criativas sem que isso venha necessariamente de uma empresa formalizada ou constituída, já que qualquer indivíduo ou equipe pode participar do desafio.

"É um concurso de ideias já prontas e apresentadas. Não é como uma licitação em que você faz uma disputa de preços e só depois aquele que te deu o menor preço vai te apresentar realmente o que tem a oferecer. Muitas vezes, pode não ser uma solução das mais adequadas para os problemas a que se propõe," explicou Fabrício Rocha, do Centro de Informática da Câmara dos Deputados.

Site legislativo

O primeiro desafio tem como objetivo criar um projeto para um novo portal da Câmara dos Deputados, com apresentação criativa, navegação intuitiva, soluções de interação e transparência. Nele serão oferecidos R$ 300 mil em prêmios, divididos entre os três primeiros colocados, sendo R$ 150 mil para o primeiro lugar, R$ 100 mil para o segundo e R$ 50 mil para o terceiro.

"A gente espera atrair as melhores cabeças de empresas, de indivíduos, da academia inclusive, das universidades, para apresentarem o melhor portal legislativo do mundo", disse Fabrício.

Os projetos podem ser enviados para a Câmara dos Deputados até o dia 15 de setembro de 2017 e seguem as regras previstas no edital publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira (16) - o regulamento também está disponível no portal desafio.leg.br.

Ganhar dinheiro

O segundo concurso lançado é o Desafio APP Legislativo 2017, que propõe o desenvolvimento de um aplicativo para celulares sobre o processo legislativo. Ele deve ser desenvolvido a partir das informações disponibilizadas no canal Dados Abertos.

Depois de criado, para concorrer o aplicativo precisa ser publicado em lojas nacionais e internacionais. "Mesmo aqueles concorrentes que não sejam premiados vão ter um produto já com vida própria, com o qual podem ganhar dinheiro," disse Fabrício.

Os prêmios serão de R$ 25 mil para o primeiro colocado, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro. Os aplicativos podem ser inscritos até o dia 25 de agosto deste ano e todas as regras para participar também estão disponíveis no portal desafio.leg.br.

Fonte: Inovação Tecnológica


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 26 2017

Encerrou-se nesta semana a primeira etapa da nona edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Foram inscritas ao todo 735 iniciativas da América Latina. A próxima fase da premiação é a análise das experiências inscritas, que serão avaliadas por uma comissão - composta por técnicos da Fundação BB - de acordo com os critérios do regulamento. As tecnologias certificadas serão divulgadas no dia 17 de julho e passarão a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação BB, que atualmente tem 850 iniciativas.


Após a certificação, as iniciativas serão classificadas para a premiação. Serão 21 finalistas - três por categoria – que vão receber um troféu e um vídeo documentário da metodologia. Além disso, as entidades serão convidadas a participar do Fórum Internacional de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), em novembro deste ano.


As categorias voltadas para experiências no Brasil são "Água e Meio Ambiente"; "Agroecologia"; "Economia Solidária"; "Educação"; "Saúde e Bem-Estar" e "Cidades Sustentáveis e Inovação Digital". As vencedoras nacionais vão receber R$ 50 mil. Já as iniciativas da América Latina e do Caribe vão concorrer na categoria "Água e Meio Ambiente, Agroecologia ou Cidades Sustentáveis". A divulgação das finalistas será no dia 31 de julho. Já as vencedoras serão conhecidas na cerimônia de premiação, em novembro, em Brasília.


Realizado a cada dois anos, o Prêmio é considerado um dos principais do terceiro setor no País. Esta edição tem a cooperação da UNESCO no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Acompanhe os resultados de cada etapa do Prêmio no site da Fundação Banco do Brasil (www.fbb.org.br) e no BTS (www.tecnologiasocial.fbb.org.br).

Veja o regulamento no site: www.fbb.org.br/premio

Fonte: O Nortão

 


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Junho 21 2017

A Tecnologia da Informação e Comunicação tem mais um aliado para abordar os temas mais relevantes do setor sob o ponto de vista da iniciativa privada. O Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (SINFOR/DF) e o Portal Bizmeet celebraram uma parceria que dará mais espaço à entidade para se pronunciar sobre atualidades da política e economia local.

“O Bizmeet já é um portal consolidado e bastante acessado pelo nosso público. Essa parceria será um importante canal ara que a indústria se posicione e cobre mais efetividades das políticas públicas e iniciativas que visem a valorizar o setor”, afirmou Ricardo Caldas, presidente do Sinfor.

Caldas terá uma coluna semanal, publicada sempre às segundas-feiras. No espaço, serão divulgadas opiniões sobre o cenário atual e o caminho que tem sido percorrido para mudar a situação econômica do país, a forma como a TI pode colaborar com um novo panorama e como os outros países têm se utilizado da Tecnologia para movimentar a moeda e gerar empregos.

 

O primeiro tema é uma análise sobre o Índice Global de Competitividade, no qual o Brasil caiu para a 63ª posição, impulsionado pelas altas taxas de impostos e dificuldade em estabelecer um ambiente favorável para geração de negócios.

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