Quinta, 18 de Janeiro de 2018

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016

A CompTIA, associação do setor de TI, anuncia parceria com a UniCIT- Educação Corporativa, empresa de treinamentos em Tecnologia da Informação e Governança Corporativa. A partir de agora, a empresa passa a oferecer treinamentos aos profissionais interessados nas certificações CompTIA Linux+ Powered by LPI, CompTIA Security+ e CompTIA Network+.

A certificação CompTIA Linux+ atende ao sistema operacional escolhido por boa parte dos servidores disponíveis no mercado, com grande demanda de emprego em função do crescimento do setor de data center.

De acordo com a associação, no mercado de segurança da informação, o crescimento da demanda por profissionais certificados não é diferente. Hoje, os dispositivos móveis, a consolidação da computação em nuvem, a convergência das telecomunicações e o avanço das redes sociais forçam empresas de todos os setores a migrarem para a era digital.  Esse cenário impulsionou a demanda por especialistas em segurança da informação, e a busca por certificações.

Já a certificação CompTIA Network+ é expressiva mundialmente como vendor-neutral com mais de 400 mil profissionais de rede certificados. Ela valida que um indivíduo tem o conhecimento e as habilidades necessárias para solucionar problemas, além de configurar e gerenciar redes.

“Estamos vendo um crescimento positivo da demanda de profissionais capacitados na área de Tecnologia de Informação acontecer no Brasil, e por este motivo multinacionais, Governo e profissionais da área procuram a CompTIA em busca do desenvolvimento profissional da equipe e para se tornarem indíviduos competitivos no mercado de trabalho”, diz Leonard Wadewitz, diretor da CompTIA para a América Latina e Caribe.

Para Pâmella Cardoso, gerente de Treinamento da UniCIT, a parceria representa um grande diferencial competitivo para a empresa, por ser o único centro educacional em Brasília que oferece treinamentos com o selo oficial da CompTIA.

Fonte: Bitmag

 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016

Pequenas, grandes, tecnológicas ou focadas na excelência do trabalho manual. Com características diferentes, indústrias do Centro-Oeste confirmam que há muito mais do que apenas agronegócio por aqui. Na contramão de setores tradicionais que dominam as atividades na região, uma geração de empresas vem investindo em diferenciais competitivos para conquistar novos mercados e provar que o Centro-Oeste pode ir muito além do gado e do grão. Da fabricação de biscoitos à produção de cosméticos e celulose, a região mostra ao Brasil e ao mundo que é possível ter excelência em vários setores.

O estado de Goiás, por exemplo, tradicionalmente conhecido pela larga criação de bois e vacas, já é o maior polo da indústria cosmética das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Se considerar todo o país, fica em sexto lugar, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Da terra do pequi saem esmaltes, protetores solar, repelentes e muitos outros itens para diversas partes do país e do exterior. Em 10 anos, entre 2005 e 2015, a exportação de produtos industrializados saltou 536%.

No Mato Grosso, são 160.703 mil empregos – mais da metade dos trabalhadores (54,5%) tem ao menos o ensino médio completo, o maior índice entre os quatro estados – com salário médio de R$ 1.767. Construção, alimentos e serviços industriais são os principais setores, mas também é possível encontrar empresas dedicadas a produzir móveis fabricados por robôs ou reciclar embalagens de agrotóxicos para a produção de eletrodutos.

Com o oitavo maior PIB industrial do Brasil (R$ 9,7 bilhões), o Distrito Federal, região que respira política e serviço público, já conta com 6,7 mil indústrias, com destaque para as micro e pequenas empresas. Quem arregaça as mangas e atua no setor não tem do que reclamar. De todas unidades da federação do Centro-Oeste, o DF é a que paga melhor ao trabalhador, com um vencimento médio de R$ 2.588.

Já o município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, chamou a atenção do país nos últimos anos ao receber investimentos bilionários, tornando-se um dos principais centros globais na fabricação de celulose. Dois megaprojetos recentemente instalados na região, capazes de produzir 3 milhões de toneladas do material por ano, transformaram a realidade local ao promover uma verdadeira revolução industrial numa economia historicamente baseada na pecuária.

Diferencial para se destacar

Se as grandes empresas investem em tecnologia de ponta para equipar com o que há de mais moderno suas linhas de fabricação, as pequenas e médias marcas não ficam atrás quando o assunto é qualidade na confecção de produtos. Em mercados cada vez mais concorridos, a diferenciação na produção tornou-se uma importante parte da estratégia de negócio para se firmar frente aos concorrentes e enfrentar o atual momento de crise da economia nacional. De olho nisso, empresas se reinventam para otimizar custos e, é claro, levar os produtos a todos os cantos do Brasil e do exterior.

 

Os cosméticos goianos

Com uma política agressiva de incentivo fiscal que acelerou a instalação de diversas indústrias no estado, Goiás vem ganhando destaque no cenário nacional com a produção de cosméticos e de produtos farmacêuticos. Primeira marca de esmaltes do Centro-Oeste, a Blant investe na tecnologia como mola propulsora para angariar novos mercados. Dentro de um galpão na Avenida Transbrasiliana, em Goiânia, 12 funcionários se revezam na produção mensal de 100 mil vidros de esmaltes que são comercializados em 15 estados do país.

A dona da marca, Tânia Cardoso, aposta na nanotecnologia no desenvolvimento de um dos produtos que se transformou no carro-chefe da empresa: o Nanovitaly, uma loção reparadora para unhas. O creme cosmético conta com cinco ativos encapsulados: arginina, óleo de melaleuca, queratina, lecitina e vitamina E, que ajudam a deixar as unhas mais fortes e saudáveis.

De olho na exportação, os frascos trazem na embalagem todas as informações necessárias ao consumidor em dois idiomas português e inglês. “Todos os ativos de nanotecnologia que foram colocados neste produto são riquezas do nosso cerrado”, explica a empresária.

Tânia começou a carreira como representante comercial de itens de beleza, até o dia que decidiu investir na própria marca. Começou a terceirizar a produção, que era feita em São Paulo, no entanto, ao desenvolver técnicas novas, sofreu com concorrentes, que copiavam as fórmulas que criava. “Eu era pequena, aí empresas que eu contratava acabavam passando minhas ideias para marcas maiores. Foi então que decidi abrir minha própria fábrica, em um galpão pequeno. Depois os negócios cresceram e consegui chegar onde estou hoje”, comemora.

A maior parte dos clientes da Blant se concentra no Sul e no Sudeste do país. O nome é a junção de palavras que Tânia Cardoso considera essenciais para o sucesso: Beleza, Leveza, Acessível, Natureza e Tecnologia. “Trabalhamos com esses requisitos. Unimos beleza com saúde e bem-estar”, afirma.

Tânia prefere não comentar sobre os números da empresa, mas ressalta que, apesar da crise, tem visto os negócios crescerem nos últimos anos. A Blant já prepara uma expansão na linha de produção, que passará a contar com batons, cremes e outros cosméticos. Com todas as licenças dos órgãos de fiscalização em mãos, a marca quer levar os produtos para o mundo. “Estamos trabalhando para começar a exportar. Queremos iniciar pela América do Sul. Depois, vamos para outros locais”, conta Tânia.

 

Alta tecnologia

Do outro lado da cidade, em Aparecida de Goiânia, uma outra companhia, a Nutriex, também aposta na alta tecnologia para alavancar as vendas. Especializada em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, a indústria conta com 220 funcionários e 280 produtos na linha de produção, além de 112 em desenvolvimento.

A marca está presente na Áustria, na Itália, na África do Sul e na China. Além disso, foi a empresa escolhida e licenciada para estampar a logo das Olimpíadas de 2016 em protetores solar. Os produtos já são vendidos em free shops e serão distribuídos para atletas que disputarão a Rio 2016.

A Nutriex surgiu, como milhares de outras empresas iniciantes, de forma despretensiosa, comercializando produtos em revistas por meio de vendedoras que atendiam os clientes de “porta em porta”. Em 2009, porém, foi comprada pelos atuais donos que investiram em novas linhas de produtos, elevando a companhia a um outro patamar.

A sócia-diretora da Nutriex, Solange da Mata Neves, afirma que a empresa está na contramão da crise econômica vivida pelo país e diz que a marca vem crescendo acima da média da inflação. Somente no primeiro trimestre deste ano, a empresa apresentou uma alta de 25%, quando comparado ao mesmo período de 2015.

Estamos fora da curva. Enquanto o Brasil está demitindo, estamos contratando. Nos últimos seis meses, aumentamos nosso quadro em 30%. Isso é resultado de trabalho, pesquisas e desenvolvimento de novos produtos”

Sobre o mercado do Centro-Oeste, a diretora reconhece que ainda há certo preconceito sobre a capacidade industrial da região, mas afirma que os empresários estão conseguindo desmistificar a visão de que só há agronegócio. “Quando apresentamos nossos produtos, as pessoas demonstram surpresa por conta do mercado daqui. Mas, nos últimos anos, com a vinda de muitas indústrias para o Goiás, o segmento está se destacando”, completa.

O lixo que vira eletroduto

Centenas de anos são necessários para um plástico se decompor na natureza. Pensando nisso, Adilson Valera Ruiz e mais dois sócios criaram, há 13 anos, a Plastibrás.

A empresa do Mato Grosso recicla embalagens de produtos agrícolas para produzir eletrodutos de 20 a 200 milímetros usados para proteger cabos e fiação elétrica que passam debaixo da terra ou de paredes em grandes obras em todo o país. Surfando nos bons números da construção civil, a empresa cresceu, na última década, em uma média de 25% ao ano.

A ideia surgiu quando Adílson Valera, que é geólogo, trabalhava em fazendas do Mato Grosso fazendo poços artesianos. “Os agricultores tinham dificuldade de se desfazer das embalagens agrícolas, então percebi que era preciso dar uma destinação a esses produtos”, lembra.

A empresa começou com 20 funcionários. Hoje tem 120 – sendo 35 haitianos que buscavam emprego no Brasil – e funciona com a maior parte da produção automatizada. “As pessoas não colocam a mão nos eletrodutos. Nossa fábrica busca sempre equipamentos de ponta. Queremos mostrar a capacidade que temos em fornecer material de qualidade ao mundo todo”, conta Adilson. Pelo menos 200 toneladas são produzidas mensalmente. “Hoje, o maior desafio que enfrentamos é o da logística. Como o MT é pequeno, buscamos os materiais para reciclar em outros estados, como Mato Grosso do Sul e Rondônia”, explica o empresário.

Toda a geração de carbono da Plastibrás é transformada em plantações para ribeirinhos do Mato Grosso. “Calculamos o CO2 gerado por ano e, junto com um instituto, fornecemos mudas aos ribeirinhos. Ajudamos a plantar e a cuidar”, afirma.

 

Robôs na produção de móveis

O uso da tecnologia à favor da produção também é uma das estratégias da Milan Móveis. À frente da empresa, o fundador, Gilmar Milan, começou a produzir móveis por encomenda, em 1980, no Mato Grosso. A capacidade reduzida, na época, permitia a produção de, no máximo, 50 portas e janelas destinadas a residências de Cuiabá.

Vinte anos depois, o empresário viu a necessidade de investir em processos inteligentes para otimizar e aperfeiçoar o trabalho. Entre testes e novos maquinários, em 2010, Gilmar decidiu robotizar toda a indústria.

Com 200 produtos no catálogo, a Milan se especializou em fabricar conjuntos escolares, como mesas e cadeiras. São pelo menos 50 mil unidades produzidas por mês. “Um dos nossos diferenciais é a tecnologia. Os robôs fazem quase todo o processo para que tenhamos cortes de qualidade. Os funcionários – 370 no total – só colocam as peças e as máquinas montam o resto”, explica Gilmar.

Nos últimos cinco anos, a empresa apresentou crescimento de 10%. Com o mercado brasileiro conquistado, a Milan agora está de braços abertos para atender novos mercados. “Muitas vezes ficamos desacreditados por não sermos um polo moveleiro, mas estamos superando as dificuldades e aumentando a competitividade. A proposta é começar a exportação pela América do Sul”, complementa.

 

Celulose transforma o Mato Grosso do Sul

O município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, viu a realidade de sua atividade econômica ser transformada drasticamente nos últimos anos. A chegada de duas das maiores indústrias de celulose do Brasil, a Eldorado Brasil e a Fibria, são as principais responsáveis pelas mudanças. Juntas, elas têm capacidade de produzir até 3 milhões de toneladas de material por ano.

As unidades, que estão entre as maiores do mundo, começaram a ser erguidas em 2007 e mexeram com o município de apenas 113,6 mil habitantes. No período em que as indústrias estavam em construção, os canteiros de obras chegaram a concentrar 15 mil trabalhadores, segundo a Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul (Fiems). “Além da clara diversificação produtiva, essas indústrias proporcionaram que empresas menores de Três Lagoas firmassem contratos que chegam a R$ 200 milhões”, calcula Ezequiel Resende, economista da Fiems. Atualmente, 50% da exportação industrial do Mato Grosso do Sul partem de Três Lagoas.

Inaugurada em dezembro de 2012, a Eldorado Brasil é a quinta maior produtora mundial de celulose de fibra curta, utilizada para a fabricação de guardanapos, absorventes, toalhas, rótulos e embalagens. O investimento para construção e início das operações foi grande, de R$ 6,2 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões na construção da fábrica. O restante foi destinado em logística e em composição das florestas próprias de eucalipto.

Com 4.850 funcionários, a companhia tem capacidade de produção de 1,7 milhão de toneladas de celulose por ano e exporta para o mundo inteiro, com destaque, no ano passado, para a Ásia, que recebeu 43% da produção, Europa (32%), América Latina (14%) e América do Norte (11%).

A unidade fechou 2015 com faturamento bruto de R$ 3,8 bilhões. Em 2015, a Eldorado anunciou ainda um investimento de R$ 9 bilhões para novas operações industriais que deverão dobrar a capacidade de produção durante o ano.

 

Investimento bilionário

A Fibria é a outra companhia responsável pela radical mudança no cenário de Três Lagoas. Com investimento de US$ 1,5 bilhão, a companhia se instalou no estado em março de 2009. Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a unidade tem capacidade de produzir 1,3 milhão de toneladas por ano.

A Fibria anunciou um investimento de R$ 8,7 boilhões para ampliar a unidade de Três Lagoas

A empresa, que conta com outras três unidades no Brasil, mantém um total de 17 mil funcionários. Juntas, as fábricas têm capacidade de produção de 5,3 milhões de toneladas de celulose por ano. Deste total, 90% vão para 37 países. No ano passado, a companhia registrou uma receita líquida recorde de R$ 10,1 bilhões, uma alta de 42% em relação a 2014.

A unidade sul-mato-grossense da companhia foi primeira fábrica brasileira a atingir a marca de 1 milhão de toneladas de celulose produzidas em menos de um ano de funcionamento. Toda a produção é escoada por meio de transporte ferroviário até o Porto de Santos, em São Paulo, de onde é despachada por navio para o mercado internacional.

Em maio de 2015, a Fibria anunciou expansão na unidade de Três Lagoas. A cidade terá uma nova linha de produção de celulose responsável por mais 1,7 milhão de toneladas por ano. O investimento será de aproximadamente R$ 8,7 bilhões. As atividades estão previstas para iniciar no fim de 2017.

“A ampliação da unidade de Três Lagoas é um marco na história da empresa. É um grande investimento que irá gerar empregos, melhoria na qualidade de vida e desenvolvimento para o município”, diz o presidente da companhia, Marcelo Castelli.

Na capital da República, a Confraria, marca que fabrica bolsas e sapatos, faz sucesso em todo o país. As peças delicadamente trabalhadas também brilham em países asiáticos e europeus. Cada item é pensado, desenhado e confeccionado sob os olhares atentos de Ana Paula de Ávila e Silva.

Entre mesas, tesouras, pedaços de couro, máquinas de costura e muitos materiais, funcionários ajudam a preparar os itens com um esmero próprio, de quem se diferencia produzindo peças que se destacam pela beleza. A unidade de produção funciona no Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante, em Brasília. Apesar de requisitada, a marca se preocupa em controlar a escala de produção para manter um ar de exclusividade, sempre exigido pelas clientes. No total, aproximadamente 350 bolsas e 700 pares de sapatos são desenvolvidos todos os meses. “São produtos exclusivos, com DNA próprio e diferentes do que todo mundo usa”, afirma Ana Paula.

Mineira formada em artes plásticas, ela começou a se aventurar no mundo da moda em 1998, quando aceitou o convite feito por uma amiga para produzir peças para venda. Desde então, não parou mais. De um modesto ateliê em Belo Horizonte, onde trabalhava com um funcionário, a artista plástica e empresária se mudou, dois anos depois, para Brasília. Atualmente conta com 12 empregados. Até o momento, já desenvolveu 2.532 modelos de bolsas, nos mais variados formatos e estilos.

Do desenho dos itens aos retoques finais, tudo passa pelas mãos de Ana Paula. A inspiração está em tudo que a mãe de quatro filhos vive diariamente. “Para apresentar as minhas coleções, participo do salão de modas em Belo Horizonte e em Paris”, conta.

O empresário Adauto Lourenço Cavalher Júnior, nascido em Laranjal, município de Minas Gerais, resolveu transformar uma receita de família em negócio. Após ver o aumento de demanda do mercado da capital pelo consumo de biscoitos caseiros, ele alugou um galpão em Planaltina, região administrativa que fica a 42 quilômetros de Brasília, e investiu na produção em grande escala. Vinte e seis anos depois de dar início ao empreendimento, vê os produtos da marca Diminas serem vendidos por quilo nas principais feiras do país.

Com apenas 10 receitas, mas muito engajamento de cinco integrantes da família, a produção começou pequena. Rapidamente caiu no gosto de feirantes do Distrito Federal e donos de padarias, conquistando espaço e clientes pelos quatro cantos do quadrado. Do pequeno galpão, o grupo se mudou para um local maior localizado na mesma região. Lá, aumentou a produção e a quantidade de receitas produzidas. Atualmente são mais de 60 tipos de biscoitos, incluindo uma linha diet.

Além de Planaltina, a Diminas tem uma unidade em Bela Vista de Goiás. Juntas, produzem 80 mil quilos de biscoitos todos os meses. No DF, 80 funcionários se dedicam diariamente ao processo de fabricação. A maioria deles mora ali mesmo, em Planaltina, e atua há mais de 10 anos dentro da fábrica.

Mesmo com a crise, a empresa dribla as dificuldades e se reinventa para não perder o cliente. “Uma das nossas estratégias foi diminuir as embalagens, para vendermos porções menores”, conta Adauto Júnior.

 

Foco nas exportações

A crescente industrialização na região pode ser comprovada em números. Um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento mostra que, em 2000, a indústria da região enviou US$ 351,8 milhões em produtos para fora do Brasil. No ano passado, o volume chegou a US$ 3,8 bilhões. De olho no mercado estrangeiro, empresários têm buscado cada vez mais abrir as portas de suas empresas para a internacionalização.

Sarah Saldanha, gerente de serviço de internacionalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), garante que micro e pequenas empresas são as que mais buscam apoio de olho nas oportunidades que esperam aqueles que cruzam as fronteiras do país. Cabe às federações da indústria de cada estado, no entanto, o papel de auxiliar na elaboração de planos de negócios para preparar as empresas no comércio exterior. “Esse processo de internacionalização é uma alternativa às marcas, ainda mais em um momento pontual como o que passamos com a crise econômica do país”, destaca Sarah.

Na avaliação de Sarah, é “fundamental que a empresa faça a tarefa de casa para conseguir romper as barreiras do mercado interno”. A afirmação diz respeito a mudanças que devem ser feitas para atender as exigências feitas para dar início ao processo de exportação e que, consequentemente, melhoram a imagem da marca nos novos mercados.

 “Outro benefício, da porta para dentro, é que a empresa não fica refém das inconstâncias do mercado interno, estabelecendo relações comerciais fortes quando a maré estiver baixa por aqui”, ressalta a gerente.

Os benefícios das exportações não são apenas das empresas. Segundo a CNI, a economia brasileira também ganha com as relações exteriores do comércio. “Os estudos demonstram que marcas que exportam são capazes de mobilizar mais empregos, agregar mais valores e trazer divisas por moedas estrangeiras para o Brasil”, comenta.

 

Incentivos

Principal responsável pelos bons números da indústria do Centro-Oeste, Goiás desponta também na exportação. Segundo a Federação da Indústria de Goiás (Fieg), em 15 anos, o volume de mercadorias enviadas ao exterior cresceu 536%, passando de US$ 297,4 milhões para US$ 1,5 bilhão.

O coordenador técnico da Fieg Wellington Vieira lembra que o estado passou por diferentes fases para conquistar destaque no mercado industrial. “Nos anos 1980 foi criado o Fomentar (Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás), que ofereceu incentivos para que as empresas se instalassem aqui. Foi um tempo de muito progresso e preparo para o atual momento. Nos anos 2000 tivemos programas que impactaram no ICMS, mas que foram abatidos quando as empresas atingiam metas pré-fixadas, como a criação de empregos”, afirma Vieira.

Antes de exportar, as companhias recebem consultorias de federações, além de entidades com o Sebrae, o Senai, centros internacionais de negócios e de outros institutos de apoio à indústria. “Trabalhamos muito com inovação e tecnologia para apoiar as empresas e ajudá-las a produzir com maios valor agregado”, afirma Vieira.

O representante da Federação afirma que a estrutura ainda não é a ideal, mas está em ascensão e, na opinião dele, Goiás será uma importante plataforma logística para o país. “Mais cedo ou mais tarde, a economia do Brasil vai cruzar no estado. Afinal, as principais rodovias que levam a todas as regiões passam por aqui”, assinala.

Otimismo

Com as maiores indústrias do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul apresenta expectativas econômicas otimistas a médio e longo prazo. A Federação das Indústrias do estado (Fiems) prevê que até o fim deste ano, o PIB industrial passe de R$ 13,6 bilhões para R$ 18 bilhões. As contas são feitas com base em dados industriais de 2013 a 2016. O crescimento, segundo a entidade, é puxado em grande parte pela produção de celulose das indústrias instaladas em Três Lagoas.

Economista da Fiems, Ezequiel Resende afirma que os índices começaram a apresentar destaque nos mercados nacional e internacional a partir da entrada das indústrias de celulose do município. “Já tínhamos representatividade com frigorífico, mineração e produção de grãos, mas o investimento delas (Fibria e Eldorado) aumentou a exportação. Teve ano que a cidade foi responsável por 70% da exportação de todo o estado”, lembra Resende.

 

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam a evolução da exportação de produtos industrializados no Mato Grosso do Sul nos últimos 15 anos. Em 2000, foram US$ 49 milhões. No ano passado, o número chegou a US$ 1,6 bilhão. “Ainda estamos em período de acelerada expansão. As indústrias de Três Lagoas anunciaram aumento na produção. Com essas atividades, o próximo quadriênio será de bom desempenho”, prevê Resende.

Fonte: Metrópoles 


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 27 2016
A exemplo de artistas e intelectuais que se uniram pela volta do Ministério da Cultura, cientistas, pesquisadores e professores universitários se mobilizam contra a fusão dos Ministérios da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações. Nesta quarta-feira, 25, cem deles participaram do lançamento da Frente Contra a Extinção do MCTI, na Coordenadoria de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

Eles programam uma série de ações, como abraço a prédios históricos, convocação de alunos e abertura de laboratórios nos fins de semana. De acordo com professores, a fusão já causou problemas: estudantes de 55 programas de formação de recursos humanos estariam sem receber bolsas. "A extinção do MCTI já impactou o pagamento de bolsas de alunos de graduação e pós-graduação vigentes no programa de recursos humanos (PRHs), que atuam nas áreas de petróleo e gás. São alunos que não têm como dar continuidade às pesquisas", afirmou a professora do Instituto de Química da UFRJ Jussara Miranda.

 

A preocupação dos cientistas é com a desorganização de redes de pesquisa. Em um caso como o da epidemia de zika, em que diversas instituições se mobilizam para entender desde a estrutura do vírus à microcefalia, passando pelo desenvolvimento de medicamentos e vacinas, não haveria resposta rápida se os grupos de pesquisas não estivessem ativos, com bolsistas, alunos de iniciação científica, mestrandos e doutorandos atuando nos laboratórios.

 

Para o reitor da UFRJ, Roberto Leher, a extinção do MCTI surpreendeu a comunidade científica brasileira, que estaria agora diante de um "aviso de incêndio". "É uma reforma sem debater com a cidadania, imposta por um governo interino."

Ele ainda criticou o deslocamento da ciência e tecnologia para um "âmbito inferior". "A fusão vai desarticular as políticas de ciência e tecnologia em curso nas universidades públicas. Com o MCTI, foi possível capilarizar a ciência em todo o território nacional."

 

Patrimônio

 

Ex-presidente da Agência Espacial Brasileira e ministro da Ciência e Tecnologia na transição entre os governos Fernando Collor e Itamar Franco, Luiz Bevilacqua disse que o patrimônio construído ao longo dos últimos 30 anos corre o risco de se perder. "Se a gente fecha uma fábrica de automóveis hoje, daqui a dois anos reabre sem grandes prejuízos. Mas interromper o processo de desenvolvimento científico e retomar depois de um ano é um desastre quase irrecuperável", comparou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: Estadao Conteúdo


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 27 2016

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, indicou Paulo Rogério Caffarelli para a presidência do Banco do Brasil e Gilberto Magalhães Occhi para a Caixa Econômica Federal. Até a nomeação de Occhi, Joaquim Lima de Oliveira, que é vice-presidente de tecnologia da informação, ocupa o cargo interinamente. Ambos os executivos são funcionários de carreira desses bancos.

Caffarelli, que já foi secretário executivo do Ministério da Fazenda, é advogado e tem pós-graduação em comércio exterior, finanças e direito societário. Ele também tem mestrado em economia pela Universidade de Brasília (UnB). O executivo começou no BB como menor aprendiz e chegou aos cargos de gerente executivo na diretoria de Distribuição.

Na carreira, ocupou três diretorias no banco: a de Marketing e Comunicação, a de Novos Negócios de Varejo e a de Logística. Antes de se tornar secretário executivo da Fazenda Caffarelli havia sido vice-presidente de Negócios de Varejo. Ele substituí Alexandre Abreu, outro funcionário de carreira.

Gilberto Occhi

Occhi, que foi Ministro das Cidades, é graduado em Direito e tem pós-graduação nas áreas de Finanças e Mercado Financeiro pela Universidade de Vila Velha (ES). Ele também cursou Gestão Empresarial pela UnB e Comércio Exterior pela Universidade Católica de Brasília. Ingressou na Caixa Econômica Federal em 1980 e acumulou experiência como gerente em diversas áreas da Instituição Financeira e do Banco Nacional da Habitação (BNH), como: tesouraria, saneamento, habitação popular e cobrança.

Em 1995, Gilberto Occhi assumiu o cargo de gerente de mercado no Espírito Santo. Em 2004, foi designado para o cargo de superintendente regional em Sergipe. No ano de 2008, passou a ocupar o cargo de Superintendente Regional em Alagoas, quando atuou também como Conselheiro Deliberativo do SEBRAE no Estado. Em 2011, assumiu o cargo de Superintendente Nacional da Região Nordeste.

Fonte: Portal Brasil


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

O Metrô lançou nesta três editais nesta segunda-feira (2) para modernização do sistema. O primeiro vai ampliar a capacidade de transmissão de dados; o segundo trocará todo o sistema atual de telefonia, que é da década de 80; e o terceiro tem como foco a melhoria da sonorização das estações. Com isso, o Centro de Controle Operacional passa a se comunicar diretamente com as plataformas. Os valores das licitações não foram informados.

De acordo com o presidente do Metrô, Marcelo Dourado, mais três licitações estão previstas para completar a modernização do sistema: a sinalização e controle, energia e o Sistema de Circuito Fechado de TV. “Há muito tempo a empresa aguardava essas melhorias e, finalmente, será possível realizá-las”, afirmou.

O início da modernização do sistema começou no ano passado, com a compra de 200 rádios para melhorar a comunicação entre estações, centro de controle e os trens ao custo de R$ 14 milhões. De acordo com a empresa, o valor foi baseado em cotações de mercado e em licitações similares. A compra foi analisada e aprovada pela Caixa.

O valor também abarca as antenas de transmissão e softwares. A tecnologia dos aparelhos é equivalente aos usados pelos órgãos de segurança pública. Eles seguem o protocolo Terrestrial Trunked Radio (Tetra), gerenciado por um instituto internacional. A fabricante afirma que os equipamentos impossibilitam escutas não autorizadas e garantem que as comunicações sejam sempre completadas.

Os rádios usados atualmente têm mais de 17 anos, segundo o Metrô, e teriam de ser descartados nos próximos dois anos por estarem defasados e não se enquadrarem mais nos padrões técnicos da Anatel. A previsão é de que os novos equipamentos entrem em teste no final de 2016.

O Metrô atende diariamente 160 mil usuários, funcionando das 6h às 23h30 entre segunda-feira e sábado e das 7h às 19h aos domingos e feriados. São 24 estações, que ligam as regiões administrativas de Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e Guará ao Plano Piloto.

Estudos geológicos

O Metrô também lançou edital de licitação para contratar empresa que irá realizar investigações geológicas e geotécnicas por meio de sondagens mecânicas. O estudo integra os projetos para a expansão da Linha no ramal Samambaia. Serão construídas duas estações na região.

Por se tratar de uma obra de engenharia mais complexa, as investigações fornecerão resultados mais abrangentes e detalhados a respeito do solo da região para consolidação dos projetos executivos. Além disso, com esse estudo, será possível verificar as condições do subsolo da área, no sentido de minimizar riscos e custos da obra. O prazo para recebimento das propostas está aberto e se encerra às 9h desta quarta-feira (4).

 

Também estão previstas as obras da primeira estação da Asa Norte, nas proximidades da Galeria do Trabalhador, e mais duas estações em Ceilândia. Junto com as de Samambaia, as novas plataformas somarão 7,5 quilômetros a mais de malha metroviária.

Fonte: G1DF


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

Se você está com pouca bateria no seu celular, você tem mais chances de pagar mais caro por uma corrida no Uber. De acordo com Keth Chein, chefe de pesquisa econômica no Uber, as pessoas tendem a não esperar alguns minutos para que a tarifa seja reduzida.

Quando muita gente pede um carro do Uber ao mesmo tempo em uma determinada região, o preço da corrida sobe. A empresa chama isso de "tarifa dinâmica". O valor é mostrado ao usuário como: x1,2 ou x2,4, por exemplo. No entanto, com o passar do tempo, outro motorista parceiro do Uber pode chegar perto do local onde você está e o preço volta ao normal. 

Como o Uber sabe quanta bateria você tem no seu celular? Segundo o NPR, o aplicativo da empresa pode detectar esse tipo de dado porque ele o utiliza para ir para o modo de economia de energia.

Mas Chen garante que a companhia nunca usa essa informação para inflar o preço das corridas e trata-se apenas de um dado interessante sobre o comportamento dos usuários. 

"Absolutamente não usamos isso para aumentar preços, mas é um fato interessante do comportamento psicológico humano", declarou Chen ao NPR.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

A IBM apresentou hoje no IEEE International Memory Workshop, em Paris, uma nova tecnologia de armazenamento de dados digitais que pode substituir, no futuro, tanto a memória flash usada nos SSDs atuais quanto a RAM. A empresa desenvolveu um método de armazenar 3 bits por célula de memória PCM (Phase Change Memory).

Esse tipo de memória, embora seja mais rápida que a memória flash, também tinha a inconveniência de ser quase tão custosa quanto a memória RAM por conta de sua baixa densidade: era necessário muito espaço para gravar poucos dados. Por esse motivo, ela era usada apenas em discos ópticos.

Com a inovação da IBM, ela pode se tornar interessante como substituta tanto de memórias voláteis quanto não voláteis. A novidade é fruto da pesquisa de Haris Pozidis, gerente de sistemas não-voláteis de memórias no centro de pesquisa de Zurich da empresa.

Mudança de fase

PCM, ou memória de mudança de fase, é a tecnologia usada para armazenar dados em discos Blu-Ray, por exemplo. Os materiais usados nas PCM têm dois estados: amorfo e cristalino. O primeiro deles conduz pouca eletricidade, e o segundo conduz muita.

Para gravar dados na memória, uma corrente elétrica elevada é aplicada ao material, de maneira a alterar o estado das células. Uma célula em estado amorfo pode representar um 0, e uma célula em estado cristalino pode representar um 1, ou vice-versa. Em seguida, para "ler" o conteúdo da memória, basta aplicar uma voltagem baixa ao material.

O grande avanço da IBM, no entanto, foi conseguir encontrar uma maneira confiável de armazenar até 3 bits de memória por célula. Com isso, a capacidade das mídias se torna muito maior, ao mesmo tempo em que outros benefícios dela, como retenção e velocidade, se mantém. Essa inovação também permite aumentar a densidade da memória, armazenando muito mais dados em menos espaço.

Memória única

Por conta de suas propriedades, a PCM poderia ser usada tanto para substituir memórias duradouras (como HDs ou SSDs, cujos dados continuam armazenados mesmo quando eles estão desligados) quanto voláteis (como RAM, cujos dados se perdem quando ela é desconectada da energia).

A PCM tem a vantagem de ser mais rápida que a memória flash dos SSDs, embora ainda seja menos densa que ela. Com relação à RAM, a PCM tem a vantagem de ser duradoura, ainda que não atinja as mesmas velocidades de leitura que a RAM oferece. Ela pode, no entanto, existir ao lado desses dois tipos de memória e complementá-las quando necessário.

Dessa maneira, uma célula de PCM poderia ser usada, por exemplo, para conter o sistema operacional de um smartphone - o que faria com que ele fosse carregado de maneira extremamente ágil, segundo o Engadget. Por conta de sua agilidade, ela também seria ideal para redes neurais e sistemas de aprendizado de máquina, já que ela aceleraria os ciclos de aprendizado, reduzindo o tempo do processo.

 

Outra vantagem da memória PCM sobre a memória flash é a sua durabilidade. Nos testes realizados por Pozidis, a memória suportou mais de 10 milhões de ciclos de escrita; a memória flash de pen drives, por comparação, suporta no máximo cerca de 3 mil ciclos.

*Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

A polêmica do corte da banda larga fixa inflamou os brasileiros com acesso à internet, mas a insatisfação com a qualidade do serviço é antiga e uma das principais críticas diz respeito à lentidão da conexão. Segundo a empresa Akamai, o Brasil ocupa somente a 88ª colocação no ranking global de velocidade da internet banda larga com conexão média em 4,1 Mbps. Na liderança está a Coreia do Sul, país que tem velocidade média de conexão de 26,7 Mbps. Ficamos devendo até para a média global: 5,6 Mbps.

Desde sua chegada ao Brasil em 1995, a internet nacional avançou bastante, mas ainda há muito o que se fazer em termos de infraestrutura. A instalação de fibra óptica é um exemplo do desafio operacional. O processo é lento e está disponível somente nas grandes cidades, atendendo a uma pequena parte da população, enquanto regiões como Norte e Nordeste sofrem os danos causados por uma conexão precária.

Como os equipamentos são caros e, muitas vezes, precisam ser importados, não há investimento suficiente na implementação da infraestrutura em regiões menos urbanizadas, o que contribui com a desigualdade de acesso à rede que existem entre as regiões do país.

A infraestrutura é fundamental para garantir internet de qualidade e a preços acessíveis. Na Coreia do Sul, que lidera o ranking de velocidade de acesso, o governo deu início em 1995 a um amplo projeto visando o investimento massivo no país inteiro. O resultado mostra que a estratégia deu certo: vinte e um anos depois, 84% da população é conectada, sendo 80% através da banda larga.

O governo coreano também facilitou a entrada de empresas que desejavam investir neste setor, criando um ambiente de negócios com competição acirrada que beneficiou o desenvolvimento da rede no país. Ainda hoje existem políticas de incentivo fiscal para que o preço dos planos seja reduzido, uma realidade diferente da praticada no mercado brasileiro.

De volta ao Brasil

Outro desafio enfrentado pela internet brasileira é a atualização de padrões de endereços. Boa parte dos dispositivos ainda funciona no padrão IPv4, que permite um total de 4 bilhões de endereços diferentes. Como a quantidade de aparelhos com acesso à internet aumentou – graças aos smartphones, tablets e smart TVs, e tende a aumentar mais ainda com a Internet das Coisas – é preciso atualizar para um novo padrão, no caso o IPv6. Dispositivos mais novos já funcionam apenas com IPv6, enquanto outros, mais antigos, ainda têm só IPv4.

A boa notícia é que tanto o governo quanto as empresas privadas demonstram interesse em prover melhorias para a internet. Apesar de ser muito criticado, principalmente no que se diz respeito a neutralidade, privacidade e responsabilidade na rede, o Marco Civil da Internet, em vigor a partir de junho, é uma tentativa de trazer avanços importantes para o ambiente online nacional, estabelecendo direitos e garantias dos usuários.

Entre as suas propostas, o Marco Civil prega que a qualidade da conexão esteja alinhada com o que foi contratado junto às operadoras e que elas estejam proibidas de vender pacotes de internet pelo tipo de uso. Além disso, o documento cita que nenhuma empresa poderá criar barreiras para algum tipo de conteúdo com qualquer tipo de interesse financeiro. Outra proposição do Marco Civil da Internet é a simplificação e o esclarecimento dos contratos das operadoras, de forma que elas informassem aos internautas como funciona a coleta e armazenamento de dados, registros de conexão e acesso.

Projetos e mais projetos

Mais recentemente, o Ministério das Comunicações anunciou o plano Brasil Inteligente, que pretende interligar 70% dos municípios com fibra óptica, além de elevar a velocidade de conexão das escolas. A expectativa é que os novos cabos submarinos capazes de conectar o Brasil aos Estados Unidos, Europa e África reduzam os custos de conexões em 20%. Além disso, entre o final deste ano e início do ano que vem, deve ser lançado o satélite brasileiro Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – ele irá cobrir todo o território brasileiro e conseguirá oferecer internet para os pontos mais afastados.

No setor privado, os investimentos são principalmente voltados para pesquisas. Claro e a Ericsson firmaram parceria, junto com a Universidade Federal do Ceará, para iniciar pesquisas e testes da conexão 5G no país, de olho na próxima geração da internet móvel, que deverá mudar radicalmente a experiência do usuário, com mais velocidade e qualidade no acesso. Mas é preciso paciência, pois os primeiros celulares equipados para a tecnologia deverão surgir apenas em 2020.

Paralelamente aos esforços do governo e das empresas, o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), responsável pelo Registro.br, que cuida da distribuição dos domínios “.com.br”, afirma reinvestir o dinheiro obtido com taxas de registros em inciativas como a operação dos pontos de troca de tráfego, os estudos sobre o uso da Internet no Brasil do CETIC.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), as ações de segurança e as cartilhas do CERT (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), e os cursos de IPv6. O grupo ainda distribui o Simet Box, um equipamento que analisa a qualidade da Internet.

Apesar dos projetos, o setor de Telecom e o governo precisam entrar em um acordo para conseguir oferecer melhores serviços e preços para os consumidores brasileiros. Não só por questões de consumo do dia a dia, mas também para incentivar o avanço tecnológico do país.

 

 *Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

Depois de um certo bate-boca, os senadores da comissão de Ciência e Tecnologia acordaram em como ouvir do novo ministro Gilberto Kassab como será a condução das agora unificadas pastas de Comunicações e de Ciência e Tecnologia.

Antes, porém, serão convidados cientistas, reitores de universidades e representantes das fundações estaduais de amparo à pesquisa, que na semana passada criticaram a ideia de fusão dos dois ministérios. Essa reunião está prevista já para a próxima terça, 24/5.

O presidente da CCT, Lasier Martins (PDT-RS) já abriu a reunião desta terça-feira, 17/5, destacando “uma certa polêmica criada com a indicação ou com a anexação do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério das Comunicações neste novo governo”, ou ainda “certa irresignação já percebida na nobre classe de cientistas que estão preocupados”.

De fato, a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências lideraram a divulgação de uma nota de repúdio à ideia de juntar as duas pastas, considerando ser “uma medida artificial que prejudicaria o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação”.

Senador pelo DF, Cristovam Buarque (PPS), ele mesmo ex-reitor da UnB, fez coro na sessão desta terça. “A junção é um equívoco. São coisas completamente diferentes. Claro que há tecnologia em comunicações, como há em tudo. Aí juntasse com a saúde, com a educação, com a agricultura. Creio que é um grave equívoco do Governo interino fazer essa junção”, afirmou.

“O Ministro, se fosse um grande cientista lá, uma pessoa da área, mesmo assim não era bom, porque ele ia tirar tempo da comunicação para se dedicar à ciência e tecnologia. Mas o Ministro Kassab não é da área, não é do ramo, e creio que vai ser mau para a ciência e tecnologia brasileira. E sendo ruim para a ciência e tecnologia brasileira será muito ruim para o futuro do Brasil”, completou Buarque.

O conflito criado na reunião, no entanto, foi pela ideia de serem ouvidos cientistas e reitores. O senador Helio José (PMDB-DF) indignou-se por não ter sido prevista também uma reunião prévia com o lado das telecomunicações e ameaçou derrubar a sessão (ao pedir verificação de quórum).“Não concordo. Os meios de comunicação são tão importantes quanto a ciência e tecnologia”, afirmou.

Por fim, costurou-se que na próxima terça serão ouvidas a SBPC e a ABC, além do Confap e da Andifes. Em seguida, mas a critério do próprio, haverá uma audiência na comissão com o ministro Kassab. Depois haverá reunião com Sintelebrasil, Abratel, Anatel, FNDC e Idec. E um novo pedido de reunião com o ministro.

 

 *Fonte: Convergência Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 25 2016

Um dos cientistas mais brilhantes de seu tempo (a ponto de “rivalizar” com Einstein de vez em quando), Nikola Tesla ganhou finalmente o reconhecimento que merecia quando a internet tratou de espalhar a importância de seu trabalho e de suas contribuições inestimáveis para a ciência. Mas durante nos anos 1930, o cientista era queridinho de jornalistas das revistas New York Times e Time, que o visitavam toda hora em seu quarto de hotel para ouvir histórias do início de sua carreira. Idoso, Tesla não se continha ao fazer previsões para o futuro da humanidade.

Agora, um artigo da revista Liberty de 1935, aparentemente escrito pelo próprio cientista com participação do célebre jornalista George Sylvester Viereck (um amigo pessoal de Tesla, inclusive), foi encontrado – e revelou ainda mais reflexões do gênio sobre o século 21. Confira:

Criação de sociedades protetoras do meio ambiente

A agência de proteção ambiental dos Estados Unidos seria criada 35 anos depois do artigo de Testa, mas o cientista já previa a importância de regulamentações que protegessem mais o meio ambiente. Segundo Tesla, “a poluição que existe em nossas praias hoje ao redor de Nova York será impensável para nossos filhos e netos, assim como a vida sem encanamentos parece incabível para nós. Nossas reservas de água serão supervisionadas com mais cuidado, e só um maluco beberia água não-esterelizada“.

Educação, guerra e jornalismo

Tesla imaginou um mundo em que novas descobertas científicas, mais do que guerras, seriam uma prioridade para a humanidade. Sonhava com um mundo em que “os países mais civilizados do mundo” gastariam mais dinheiro em educação do que em guerras. “Será mais glorioso lutar contra a ignorância do que morrer no campo de batalha. A descoberta de uma nova verdade científica será mais importante do que a discussão de diplomatas.” Também previu um novo caminho para o jonralismo: “Até os jornais do nosso tempo estão começando a tratar descobertas científicas e a criação de novos conceitos filosóficos como novidade. Os jornais do século 21 darão apenas uma coluna nas páginas finais para falar sobre crimes e controvérsias políticas, mas as páginas de capa proclamarão novas hipóteses científicas”. Bem…

Saúde e dieta

Até o fim de sua vida, Tesla conduziria uma dieta, no mínimo, curiosa. Em seus últimos dias, jantava basicamente mel e leite, pois acreditava que era a forma mais pura de alimento. Tesla perdeu tanto peso que parecia um fantasma. Essa dieta restritiva, além de sua aparência esquálida, ajudaram a espalhar o mito de que teria chegado ao fim da vida sem uma moeda no bolso. Em seu artigo, estava convicto de que estimulantes, como café, chá e tabaco, estariam em declínio. “Essa abolição dos estimulantes não vierá de maneira forçada. Apenas não estará mais na moda intoxicar seu sistema com ingredientes que fazem mal”. Mas o álcool ainda seria “usado”, pois, para ele, “não é um estimulante e sim um elixir da vida”. Em relação a alimentos, Tesla acreditava que as porções seriam mais saudáveis e “epicuristas”: “haverá suficiente trigo e produtos feitos dele para alimentar o mundo todo, inclusive os milhões que vivem na China e na Índia, que correm risco de morrerem de fome”.

Robôs

O trabalho de Tesla com a robótica começou no fim dos anos 1890, quando patenteou seu barco de controle remoto, que deixou abismados os participantes da exibição Electrical Exhibition, que aconteceu no Madison Square Garden em 1898. Para Tesla, o problema de sua geração era que “nós ainda não nos ajustamos completamente à época da máquina. A solução dos nossos problemas não está em destruir as máquinas e sim dominá-las”. Em uma previsão certeira, Tesla escreveu que “inúmeras atividades ainda produzidas por mãos humanas serão feitas por autômatos no futuro. Nesse exato momento, há cientistas trabalhando em laboratórios de universidades americanas para tentar criar uma ‘máquina pensante’. Eu antecipei esta inovação”. Tesla também acreditava que “no século 21, o robô tomará o lugar que o trabalho escravo ocupava nas civilizações antigas. Não há motivos para que tudo isso não aconteça em menos de um século, liberando a humanidade para perseguir suas altas aspirações”.

Energia barata e uso de recursos naturais 

Em um palpite bastante otimista, Tesla acreditava que “reflorestamento sistemático e cuidado científico com nossos recursos naturais terá dado fim às devastadoras inundações e aos incêndios florestais. A utilização universal da água como geradora de eletricidade e sua transmissão a longa distância vai abastecer cada casa, com preços baratos”. Para Tesla, tudo isso serviria para livrar a humanidade de lutar por sua sobrevivência, permitindo que alcançássemos novos e grandiosos objetivos.

Otimista ou não, Tesla era um visionário, cuja visão de mundo e enormes contribuições científicas estão sendo celebradas mais do que nunca. E mesmo que estejamos longe do ideal enxergado por ele, o cientista compreendeu com muita clareza que a humanidade atual estaria preocupada com o legado ambiental que será deixado para futuras gerações.

FONTE:  Paleofuture


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