Sexta, 17 de Novembro de 2017

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

Se você está com pouca bateria no seu celular, você tem mais chances de pagar mais caro por uma corrida no Uber. De acordo com Keth Chein, chefe de pesquisa econômica no Uber, as pessoas tendem a não esperar alguns minutos para que a tarifa seja reduzida.

Quando muita gente pede um carro do Uber ao mesmo tempo em uma determinada região, o preço da corrida sobe. A empresa chama isso de "tarifa dinâmica". O valor é mostrado ao usuário como: x1,2 ou x2,4, por exemplo. No entanto, com o passar do tempo, outro motorista parceiro do Uber pode chegar perto do local onde você está e o preço volta ao normal. 

Como o Uber sabe quanta bateria você tem no seu celular? Segundo o NPR, o aplicativo da empresa pode detectar esse tipo de dado porque ele o utiliza para ir para o modo de economia de energia.

Mas Chen garante que a companhia nunca usa essa informação para inflar o preço das corridas e trata-se apenas de um dado interessante sobre o comportamento dos usuários. 

"Absolutamente não usamos isso para aumentar preços, mas é um fato interessante do comportamento psicológico humano", declarou Chen ao NPR.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

A IBM apresentou hoje no IEEE International Memory Workshop, em Paris, uma nova tecnologia de armazenamento de dados digitais que pode substituir, no futuro, tanto a memória flash usada nos SSDs atuais quanto a RAM. A empresa desenvolveu um método de armazenar 3 bits por célula de memória PCM (Phase Change Memory).

Esse tipo de memória, embora seja mais rápida que a memória flash, também tinha a inconveniência de ser quase tão custosa quanto a memória RAM por conta de sua baixa densidade: era necessário muito espaço para gravar poucos dados. Por esse motivo, ela era usada apenas em discos ópticos.

Com a inovação da IBM, ela pode se tornar interessante como substituta tanto de memórias voláteis quanto não voláteis. A novidade é fruto da pesquisa de Haris Pozidis, gerente de sistemas não-voláteis de memórias no centro de pesquisa de Zurich da empresa.

Mudança de fase

PCM, ou memória de mudança de fase, é a tecnologia usada para armazenar dados em discos Blu-Ray, por exemplo. Os materiais usados nas PCM têm dois estados: amorfo e cristalino. O primeiro deles conduz pouca eletricidade, e o segundo conduz muita.

Para gravar dados na memória, uma corrente elétrica elevada é aplicada ao material, de maneira a alterar o estado das células. Uma célula em estado amorfo pode representar um 0, e uma célula em estado cristalino pode representar um 1, ou vice-versa. Em seguida, para "ler" o conteúdo da memória, basta aplicar uma voltagem baixa ao material.

O grande avanço da IBM, no entanto, foi conseguir encontrar uma maneira confiável de armazenar até 3 bits de memória por célula. Com isso, a capacidade das mídias se torna muito maior, ao mesmo tempo em que outros benefícios dela, como retenção e velocidade, se mantém. Essa inovação também permite aumentar a densidade da memória, armazenando muito mais dados em menos espaço.

Memória única

Por conta de suas propriedades, a PCM poderia ser usada tanto para substituir memórias duradouras (como HDs ou SSDs, cujos dados continuam armazenados mesmo quando eles estão desligados) quanto voláteis (como RAM, cujos dados se perdem quando ela é desconectada da energia).

A PCM tem a vantagem de ser mais rápida que a memória flash dos SSDs, embora ainda seja menos densa que ela. Com relação à RAM, a PCM tem a vantagem de ser duradoura, ainda que não atinja as mesmas velocidades de leitura que a RAM oferece. Ela pode, no entanto, existir ao lado desses dois tipos de memória e complementá-las quando necessário.

Dessa maneira, uma célula de PCM poderia ser usada, por exemplo, para conter o sistema operacional de um smartphone - o que faria com que ele fosse carregado de maneira extremamente ágil, segundo o Engadget. Por conta de sua agilidade, ela também seria ideal para redes neurais e sistemas de aprendizado de máquina, já que ela aceleraria os ciclos de aprendizado, reduzindo o tempo do processo.

 

Outra vantagem da memória PCM sobre a memória flash é a sua durabilidade. Nos testes realizados por Pozidis, a memória suportou mais de 10 milhões de ciclos de escrita; a memória flash de pen drives, por comparação, suporta no máximo cerca de 3 mil ciclos.

*Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

A polêmica do corte da banda larga fixa inflamou os brasileiros com acesso à internet, mas a insatisfação com a qualidade do serviço é antiga e uma das principais críticas diz respeito à lentidão da conexão. Segundo a empresa Akamai, o Brasil ocupa somente a 88ª colocação no ranking global de velocidade da internet banda larga com conexão média em 4,1 Mbps. Na liderança está a Coreia do Sul, país que tem velocidade média de conexão de 26,7 Mbps. Ficamos devendo até para a média global: 5,6 Mbps.

Desde sua chegada ao Brasil em 1995, a internet nacional avançou bastante, mas ainda há muito o que se fazer em termos de infraestrutura. A instalação de fibra óptica é um exemplo do desafio operacional. O processo é lento e está disponível somente nas grandes cidades, atendendo a uma pequena parte da população, enquanto regiões como Norte e Nordeste sofrem os danos causados por uma conexão precária.

Como os equipamentos são caros e, muitas vezes, precisam ser importados, não há investimento suficiente na implementação da infraestrutura em regiões menos urbanizadas, o que contribui com a desigualdade de acesso à rede que existem entre as regiões do país.

A infraestrutura é fundamental para garantir internet de qualidade e a preços acessíveis. Na Coreia do Sul, que lidera o ranking de velocidade de acesso, o governo deu início em 1995 a um amplo projeto visando o investimento massivo no país inteiro. O resultado mostra que a estratégia deu certo: vinte e um anos depois, 84% da população é conectada, sendo 80% através da banda larga.

O governo coreano também facilitou a entrada de empresas que desejavam investir neste setor, criando um ambiente de negócios com competição acirrada que beneficiou o desenvolvimento da rede no país. Ainda hoje existem políticas de incentivo fiscal para que o preço dos planos seja reduzido, uma realidade diferente da praticada no mercado brasileiro.

De volta ao Brasil

Outro desafio enfrentado pela internet brasileira é a atualização de padrões de endereços. Boa parte dos dispositivos ainda funciona no padrão IPv4, que permite um total de 4 bilhões de endereços diferentes. Como a quantidade de aparelhos com acesso à internet aumentou – graças aos smartphones, tablets e smart TVs, e tende a aumentar mais ainda com a Internet das Coisas – é preciso atualizar para um novo padrão, no caso o IPv6. Dispositivos mais novos já funcionam apenas com IPv6, enquanto outros, mais antigos, ainda têm só IPv4.

A boa notícia é que tanto o governo quanto as empresas privadas demonstram interesse em prover melhorias para a internet. Apesar de ser muito criticado, principalmente no que se diz respeito a neutralidade, privacidade e responsabilidade na rede, o Marco Civil da Internet, em vigor a partir de junho, é uma tentativa de trazer avanços importantes para o ambiente online nacional, estabelecendo direitos e garantias dos usuários.

Entre as suas propostas, o Marco Civil prega que a qualidade da conexão esteja alinhada com o que foi contratado junto às operadoras e que elas estejam proibidas de vender pacotes de internet pelo tipo de uso. Além disso, o documento cita que nenhuma empresa poderá criar barreiras para algum tipo de conteúdo com qualquer tipo de interesse financeiro. Outra proposição do Marco Civil da Internet é a simplificação e o esclarecimento dos contratos das operadoras, de forma que elas informassem aos internautas como funciona a coleta e armazenamento de dados, registros de conexão e acesso.

Projetos e mais projetos

Mais recentemente, o Ministério das Comunicações anunciou o plano Brasil Inteligente, que pretende interligar 70% dos municípios com fibra óptica, além de elevar a velocidade de conexão das escolas. A expectativa é que os novos cabos submarinos capazes de conectar o Brasil aos Estados Unidos, Europa e África reduzam os custos de conexões em 20%. Além disso, entre o final deste ano e início do ano que vem, deve ser lançado o satélite brasileiro Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas – ele irá cobrir todo o território brasileiro e conseguirá oferecer internet para os pontos mais afastados.

No setor privado, os investimentos são principalmente voltados para pesquisas. Claro e a Ericsson firmaram parceria, junto com a Universidade Federal do Ceará, para iniciar pesquisas e testes da conexão 5G no país, de olho na próxima geração da internet móvel, que deverá mudar radicalmente a experiência do usuário, com mais velocidade e qualidade no acesso. Mas é preciso paciência, pois os primeiros celulares equipados para a tecnologia deverão surgir apenas em 2020.

Paralelamente aos esforços do governo e das empresas, o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), responsável pelo Registro.br, que cuida da distribuição dos domínios “.com.br”, afirma reinvestir o dinheiro obtido com taxas de registros em inciativas como a operação dos pontos de troca de tráfego, os estudos sobre o uso da Internet no Brasil do CETIC.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), as ações de segurança e as cartilhas do CERT (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), e os cursos de IPv6. O grupo ainda distribui o Simet Box, um equipamento que analisa a qualidade da Internet.

Apesar dos projetos, o setor de Telecom e o governo precisam entrar em um acordo para conseguir oferecer melhores serviços e preços para os consumidores brasileiros. Não só por questões de consumo do dia a dia, mas também para incentivar o avanço tecnológico do país.

 

 *Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Maio 18 2016

Depois de um certo bate-boca, os senadores da comissão de Ciência e Tecnologia acordaram em como ouvir do novo ministro Gilberto Kassab como será a condução das agora unificadas pastas de Comunicações e de Ciência e Tecnologia.

Antes, porém, serão convidados cientistas, reitores de universidades e representantes das fundações estaduais de amparo à pesquisa, que na semana passada criticaram a ideia de fusão dos dois ministérios. Essa reunião está prevista já para a próxima terça, 24/5.

O presidente da CCT, Lasier Martins (PDT-RS) já abriu a reunião desta terça-feira, 17/5, destacando “uma certa polêmica criada com a indicação ou com a anexação do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério das Comunicações neste novo governo”, ou ainda “certa irresignação já percebida na nobre classe de cientistas que estão preocupados”.

De fato, a Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências lideraram a divulgação de uma nota de repúdio à ideia de juntar as duas pastas, considerando ser “uma medida artificial que prejudicaria o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação”.

Senador pelo DF, Cristovam Buarque (PPS), ele mesmo ex-reitor da UnB, fez coro na sessão desta terça. “A junção é um equívoco. São coisas completamente diferentes. Claro que há tecnologia em comunicações, como há em tudo. Aí juntasse com a saúde, com a educação, com a agricultura. Creio que é um grave equívoco do Governo interino fazer essa junção”, afirmou.

“O Ministro, se fosse um grande cientista lá, uma pessoa da área, mesmo assim não era bom, porque ele ia tirar tempo da comunicação para se dedicar à ciência e tecnologia. Mas o Ministro Kassab não é da área, não é do ramo, e creio que vai ser mau para a ciência e tecnologia brasileira. E sendo ruim para a ciência e tecnologia brasileira será muito ruim para o futuro do Brasil”, completou Buarque.

O conflito criado na reunião, no entanto, foi pela ideia de serem ouvidos cientistas e reitores. O senador Helio José (PMDB-DF) indignou-se por não ter sido prevista também uma reunião prévia com o lado das telecomunicações e ameaçou derrubar a sessão (ao pedir verificação de quórum).“Não concordo. Os meios de comunicação são tão importantes quanto a ciência e tecnologia”, afirmou.

Por fim, costurou-se que na próxima terça serão ouvidas a SBPC e a ABC, além do Confap e da Andifes. Em seguida, mas a critério do próprio, haverá uma audiência na comissão com o ministro Kassab. Depois haverá reunião com Sintelebrasil, Abratel, Anatel, FNDC e Idec. E um novo pedido de reunião com o ministro.

 

 *Fonte: Convergência Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 25 2016

Um dos cientistas mais brilhantes de seu tempo (a ponto de “rivalizar” com Einstein de vez em quando), Nikola Tesla ganhou finalmente o reconhecimento que merecia quando a internet tratou de espalhar a importância de seu trabalho e de suas contribuições inestimáveis para a ciência. Mas durante nos anos 1930, o cientista era queridinho de jornalistas das revistas New York Times e Time, que o visitavam toda hora em seu quarto de hotel para ouvir histórias do início de sua carreira. Idoso, Tesla não se continha ao fazer previsões para o futuro da humanidade.

Agora, um artigo da revista Liberty de 1935, aparentemente escrito pelo próprio cientista com participação do célebre jornalista George Sylvester Viereck (um amigo pessoal de Tesla, inclusive), foi encontrado – e revelou ainda mais reflexões do gênio sobre o século 21. Confira:

Criação de sociedades protetoras do meio ambiente

A agência de proteção ambiental dos Estados Unidos seria criada 35 anos depois do artigo de Testa, mas o cientista já previa a importância de regulamentações que protegessem mais o meio ambiente. Segundo Tesla, “a poluição que existe em nossas praias hoje ao redor de Nova York será impensável para nossos filhos e netos, assim como a vida sem encanamentos parece incabível para nós. Nossas reservas de água serão supervisionadas com mais cuidado, e só um maluco beberia água não-esterelizada“.

Educação, guerra e jornalismo

Tesla imaginou um mundo em que novas descobertas científicas, mais do que guerras, seriam uma prioridade para a humanidade. Sonhava com um mundo em que “os países mais civilizados do mundo” gastariam mais dinheiro em educação do que em guerras. “Será mais glorioso lutar contra a ignorância do que morrer no campo de batalha. A descoberta de uma nova verdade científica será mais importante do que a discussão de diplomatas.” Também previu um novo caminho para o jonralismo: “Até os jornais do nosso tempo estão começando a tratar descobertas científicas e a criação de novos conceitos filosóficos como novidade. Os jornais do século 21 darão apenas uma coluna nas páginas finais para falar sobre crimes e controvérsias políticas, mas as páginas de capa proclamarão novas hipóteses científicas”. Bem…

Saúde e dieta

Até o fim de sua vida, Tesla conduziria uma dieta, no mínimo, curiosa. Em seus últimos dias, jantava basicamente mel e leite, pois acreditava que era a forma mais pura de alimento. Tesla perdeu tanto peso que parecia um fantasma. Essa dieta restritiva, além de sua aparência esquálida, ajudaram a espalhar o mito de que teria chegado ao fim da vida sem uma moeda no bolso. Em seu artigo, estava convicto de que estimulantes, como café, chá e tabaco, estariam em declínio. “Essa abolição dos estimulantes não vierá de maneira forçada. Apenas não estará mais na moda intoxicar seu sistema com ingredientes que fazem mal”. Mas o álcool ainda seria “usado”, pois, para ele, “não é um estimulante e sim um elixir da vida”. Em relação a alimentos, Tesla acreditava que as porções seriam mais saudáveis e “epicuristas”: “haverá suficiente trigo e produtos feitos dele para alimentar o mundo todo, inclusive os milhões que vivem na China e na Índia, que correm risco de morrerem de fome”.

Robôs

O trabalho de Tesla com a robótica começou no fim dos anos 1890, quando patenteou seu barco de controle remoto, que deixou abismados os participantes da exibição Electrical Exhibition, que aconteceu no Madison Square Garden em 1898. Para Tesla, o problema de sua geração era que “nós ainda não nos ajustamos completamente à época da máquina. A solução dos nossos problemas não está em destruir as máquinas e sim dominá-las”. Em uma previsão certeira, Tesla escreveu que “inúmeras atividades ainda produzidas por mãos humanas serão feitas por autômatos no futuro. Nesse exato momento, há cientistas trabalhando em laboratórios de universidades americanas para tentar criar uma ‘máquina pensante’. Eu antecipei esta inovação”. Tesla também acreditava que “no século 21, o robô tomará o lugar que o trabalho escravo ocupava nas civilizações antigas. Não há motivos para que tudo isso não aconteça em menos de um século, liberando a humanidade para perseguir suas altas aspirações”.

Energia barata e uso de recursos naturais 

Em um palpite bastante otimista, Tesla acreditava que “reflorestamento sistemático e cuidado científico com nossos recursos naturais terá dado fim às devastadoras inundações e aos incêndios florestais. A utilização universal da água como geradora de eletricidade e sua transmissão a longa distância vai abastecer cada casa, com preços baratos”. Para Tesla, tudo isso serviria para livrar a humanidade de lutar por sua sobrevivência, permitindo que alcançássemos novos e grandiosos objetivos.

Otimista ou não, Tesla era um visionário, cuja visão de mundo e enormes contribuições científicas estão sendo celebradas mais do que nunca. E mesmo que estejamos longe do ideal enxergado por ele, o cientista compreendeu com muita clareza que a humanidade atual estaria preocupada com o legado ambiental que será deixado para futuras gerações.

FONTE:  Paleofuture


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 24 2016

Uberlândia tem se destacado como um polo de tecnologia em franco desenvolvimento. A cidade tem hoje cerca de 1 mil empresas do setor de Tecnologia da Informação (TI), segundo dados da Secretaria Municipal de Gestão Estratégica, Ciência e Tecnologia. Muitas delas, inclusive, estão em expansão. Além disso, Uberlândia conta com cerca 100 startups em atividade, número que tende a aumentar em 20% a cada ano, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Município ainda atrai vários eventos nacionais e internacionais do setor anualmente.

Esse cenário, segundo especialistas, é proporcionado pela grande oferta de mão de obra qualificada na cidade, que possui diversas instituições com cursos de graduação e pós-graduação na área. O polo também é impulsionado pela presença de empresas âncoras, que apostam em inovação, como o Grupo Algar.

Conforme informações do Sebrae, nos últimos seis anos, foram investidos cerca de R$ 30 milhões em startups em Uberlândia. “A presença de cursos superiores e da própria Algar aqui foram fundamentais para fomentar a tecnologia e criar um ecossistema propício para a inovação. Surgiram associações, como a i9 e a Minas Startup, que são especializadas nisso. Além disso, estamos trabalhando para ajudar a desenvolver esse modelo de negócios cada vez mais”, afirmou o analista do Sebrae Fabiano Alves.

O diretor de projetos da i9 – associação que reúne cerca de 80 empresas de TI da cidade -, Gabriel Ferreira, que também é autor do blog Startup Digital no CORREIO de Uberlândia, disse que o crescimento da cidade na área tecnológica está ligado ao engajamento de profissionais. “Atribuo o crescimento do movimento inovador de startups na região à uma mentalidade empreendedora fomentada justamente pelo ecossistema que começou a ser criado pelas associações e também pela UFU, que tem fomentado o empreendedorismo e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras”, afirmou Ferreira.

Para ele, o que faz os investidores estarem atentos a Uberlândia é o grande número de startups na cidade. “Estamos promovendo diversos eventos, que implicam em possibilidades de investimentos de sucesso, como o Lemonade e o Startup Weekend.”

As startups de Uberlândia também se destacam fora da cidade. É o caso da Inngage, desenvolvida por Octavio Braga, de 26 anos, e outros três sócios. Ela foi uma das selecionadas para participar do SEED (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development), programa de aceleração de ideias de base tecnológica. “Nosso produto é uma ferramenta de comunicação que potencializa canais digitais das empresas. É um trabalho que pode aumentar vendas, acesso ou visibilidade. Essa seleção mostra que estamos no caminho certo. É uma oportunidade para investirmos mais para aperfeiçoar o produto”, disse Braga.

Instituições incentivam inovação

Uberlândia também conta com incubadoras de empresas do ramo tecnológico, cuja intenção é servir de berço para as ideias inovadoras apoiar pequenas empresas nas primeiras etapas de suas vidas. A Universidade Federal de Uberlândia, por exemplo, criou o Centro de Incubação de Atividades Empreendbedoras (Ciaem), que incentiva a criação e desenvolvimento de novos negócios de base tecnológica e promove a difusão da cultura empreendedora. Isso é feito por intermédio da assessoria na elaboração e no desenvolvimento do plano de negócio das empresas para que elas possam ser competitivas no mercado. Também no campus Santa Mônica da UFU, com o intuito de apoiar pesquisas e projetos de inovação na cidade, a Algar Telecom lançou, em dezembro do ano passado, o Laboratório de Inovação Tecnológica (LIT).

A UFU ainda propôs, no ano passado, a utilização do terreno que faz limite com campus Glória, chamado Cinturão Verde, para a construção do Parque Tecnológico na cidade. “Ele estava previsto para 2012, mas ainda está em fase de tratativas por causa das questões envolvendo a ocupação do Glória. Contudo, estamos criando micropolos tecnológicos, que têm o objetivo de focar política de inovação da empresa ou grupo, como é o caso do Granja Marileusa. Outros micropolos serão desenvolvidos ainda nesse ano”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Uberlândia, Cláudio de Almeida Fernandes.

Empresas locais se destacam nacionalmente

O potencial tecnológico de Uberlândia possibilitou, além da criação de diversas startups, o surgimento de empresas de tecnologia que hoje estão consolidadas. É o caso da Softbox, que nasceu na cidade há mais de uma década e atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “A quantidade de cursos na área de TI cria um ambiente propício para inovação, porque produz mão de obra qualificada e gente com vontade de trabalhar. A geração jovem tem muito de inovadora”, afirmou o CEO da companhia, Ricardo Rocha.

Também é o caso da Cedro Technologies, empresa nascida dentro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que atua na elaboração de soluções de TI para o mercado financeiro e que também tem unidade em São Paulo. “Queríamos viabilizar oportunidades de compra de ações. Desenvolvemos um algoritmo que nos ajudasse nisso, testamos o produto e começamos a atuar comercialmente em 2006. Hoje, já temos outros produtos também”, disse o presidente da empresa, Leonardo dos Reis Vilela.

Para reforçar o denominado ecossistema de inovação criado em Uberlândia, a cidade recebe, pela segunda vez, o Startup Weekend. É o maior evento de startups do mundo. O objetivo é desenvolver o perfil de empreendedor nos participantes e será realizado entre os dias 20 e 22 de maio na Esamc. Segundo organizador do evento e conselheiro na i9, Marcos Caixeta Valim, a ideia de trazer o Startup Weekend para Uberlândia é para projetar a cidade e a região como referência em empreendedorismo.

“O evento consiste na elaboração e criação de negócios em 54 horas. Os candidatos levam ideias, detalham-nas, validam um modelo de negócio e uma banca avalia, ao final, o que é mais viável. O Easy Taxi, presente hoje em diversos países do mundo, nasceu desse evento”, disse Valim.

 

Também com o objetivo de alavancar a transformação de pesquisas em inovação, estão abertas até amanhã as inscrições para o Lemonade 3TM, programa de pré-aceleração. Ele é realizado pela Fundepar e correalizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais. Serão selecionadas 20 equipes com, no máximo, cinco integrantes, que passarão por um programa de aceleração por oito semanas, onde terão acesso à inteligência e à estrutura.

Fonte: Correio de Uberlândia


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 24 2016

Depois de ter sido demitido do Reddit, Dan McComas decidiu criar uma página que fosse ainda melhor do que a produzida por sua antiga empresa. Assim nasceu o Imzy, site que segue os moldes do Reddit de conectar pessoas e compartilhar conteúdo na internet, mas que conta com suas particularidades.

 

O portal tem grupos dedicados à discussão de jogos, música, filmes e mais de 400 outros assuntos. A ideia foi criar uma plataforma que permitia a discussão entre criadores de conteúdo e internautas.

Além disso, o Imzy também conta com recurso que permite remunerar os usuários. Dessa forma, a comunidade cria uma cerca cadeia econômica na qual os criadores de conteúdo podem ser monetizados por suas publicações de acordo com a vontade dos usuários de fazer isso.

 

Ao todo McComas já conseguiu arrecadar mais de US$ 3 milhões com a nova página que foi lançada no começo deste ano e uma das principais diferenças em relação ao concorrente é que o Imzy não conta com propagandas publicitárias na página como forma de arrecadação. Ao invés disso, o site pede doações dos usuários e permite algumas compras “on-site”, semelhantes aos negócios “in-game” realizado com jogos de smartphone.

Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 04 2016

Para Steve Wozniak, que junto a Steve Jobs fundou a Apple em uma garagem do Vale do Silício em 1976, as startups que se instalam na região hoje em dia são bem diferentes das do seu tempo. Em entrevista publicada esta semana, o engenheiro criticou a ganância dos profissionais de tecnologia que, segundo ele, colocam o dinheiro em primeiro lugar.

 

"Com a Apple, nós pensávamos em termos de 'talvez nós seremos uma empresa pequena, mas faremos o que achamos ser importante'", disse Wozniak. Mas hoje, segundo ele, o crescimento no número de startups - e a popularização desse modelo de negócio - tem atraído mais pessoas interessadas em ganhar dinheiro do que apenas apaixonados por tecnologia e inovação.

"Eu acho que o dinheiro que tem sido feito [no Vale do Silício] atraiu um tipo diferente de pessoas que olham para a tecnologia hoje e dizem 'oh meu Deus, eu poderia abrir uma startup e fazer muito dinheiro'", criticou o cofundador da Apple.

 

Via Business Insider


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 04 2016

Uma empresa americana que ganha dinheiro gerenciando direitos autorais teve a ideia inusitada de bloquear o navegador de quem baixar conteúdo pirateado pela internet e só liberar o acesso mediante pagamento.

 

A proposta partiu da Rightscorp, que o TorrentFreak classifica como “copyright troll”, e consiste em costurar acordos com provedoras de internet para que elas ajudem a tornar o combate à pirataria mais agressivo.

Geralmente essas empresas enviam notificações por e-mail que acabam sendo ignoradas, então o que a Rightscorp quer é que, após um determinado número de avisos, os provedores “tranquem” a internet da pessoa e exijam que ela pague multa para voltar à navegação.

A ideia do bloqueio, em si, não é nova, mas o TorrentFreak ressalta que é a primeira vez que uma empresa tenta forçar um pagamento de resgate.

 

Foi a saída que a companhia encontrou para tentar voltar a ganhar dinheiro. O último balanço financeiro da Roghtscorp revelou que suas perdas líquidas bateram recorde em 2015, chegando ao valor negativo de US$ 3,43 bilhões.

Fonte: Olhar Digital


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Abril 04 2016

Você já reparou quantas redes Wi-Fi existem perto de você; agora, por exemplo? Muitas, provavelmente. A proliferação de redes sem fio se tornou um problema para quem vive rodeado de pontos de acesso – e talvez você nem saiba disso.

 

Um estudo da Northwestern University, nos Estados Unidos, afirma que um dos principais motivos para que nossa conexão fique repentinamente lenta é exatamente este; quando nosso roteador sofre interferências de redes vizinhas. As comunicações entre roteadores e dispositivos colidem umas com as outras impedindo que os dados cheguem corretamente. A boa notícia é que o mesmo professor responsável pelo estudo, junto com dois de seus alunos, desenvolveu uma possível solução para o problema.

É o Wi-FM, um canal de frequência modulada – igual ao do nosso rádio – para que os roteadores e suas respectivas redes wireless conversem entre si. A solução promete melhorar o desempenho de cada rede Wi-Fi entre 20 e 50%...

Se tem tecnologia querendo melhorar a qualidade do Wi-Fi atual, já há luz no fim do túnel para a evolução do atual sistema. Experimentos com a Li-Fi, a transmissão da rede de internet através da luz, atingiram a incrível velocidade de 10 gigabits por segundo. A fibra óptica já é um exemplo de transmissão de dados pela luz, mas a proposta agora é usar lâmpada de LED em locais abertos.

Com uma velocidade tão superior ao Wi-Fi, que no seu último padrão dificilmente chega a 1 gigabit por segundo, a Li-Fi tem alguns desafios para vencer antes de ganhar mercado, mas as vantagens já são reconhecidas por quem entende do assunto.

Uma das hipóteses que já se estuda, é usar a iluminação pública para substituir as redes de banda larga móvel, por exemplo. Talvez o maior obstáculo para a transmissão da internet pela luz ainda sejam os ruídos – a luz se dissipa facilmente e pode sofrer uma série de interferências.

 

Embora pareça recente, a transmissão de internet pela luz está em teste há 10 anos. Recentemente, chineses alcançaram conexão de 150 megabits por segundo e até já marcaram a primeira demonstração pública da tecnologia. A NASA, a agência espacial norte-americana, também trabalha em um sistema com o mesmo princípio para tentar estabelecer conexão entre planetas usando a luz. O que parecia ficção já está se tornando realidade e, em breve, pode chegar ao nosso dia a dia! Essa e outras evoluções você acompanha aqui, no Olhar Digital, é claro!

Fonte: Olhar Digital


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