Quinta, 18 de Janeiro de 2018

Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Agosto 19 2016

A delegação brasiliense conquistou seu melhor resultado nas Seletivas WorldSkills 2017, maior competição de educação profissional das Américas. Foram, ao todo, oito medalhas conquistadas, sendo quatro de ouro, uma de prata e três de bronze. A competição é uma espécie de Olimpíada da formação de mão de obra. Na competição, os inscritos são desafiados a cumprir tarefas que simula o dia a dia do trabalho nas empresas.

De 4 de julho a 11 de agosto, foram realizadas 43 provas em 32 cidades, nos 26 estados e no Distrito Federal. Os competidores que alcançaram o lugar mais alto do pódio têm a possibilidade de compor a equipe brasileira que irá a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em outubro de 2017 para a WorldSkills Competition. Para carimbar o passaporte, os jovens precisam manter o índice internacional, exigido pela organização do torneio.

Os competidores são jovens de até 22 anos que conseguiram os melhores desempenhos nas ocupações em testes realizados em cada departamento regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em todo o país. Durante as Seletivas, o DF teve 23 representantes, em 21 ocupações. Os brasilienses passaram por 20 estados, do Amapá a Santa Catarina, de Goiás ao Amazonas.

Os alunos da capital federal bateram o resultado de 2010, quando o DF garantiu três ouros, duas pratas e quatro bronzes, na Olimpíada do Conhecimento realizada no Rio de Janeiro. “O resultado deste ano é fruto de muito trabalho. Só tenho que agradecer a Deus, aos professores da Casa – se não fossem eles, não teríamos um resultado assim, e aos competidores pela dedicação e responsabilidade dada ao Senai durante todo esse tempo”, diz Eliséia Tavares, coordenadora da Olimpíada do Conhecimento no Senai-DF.

Os medalhistas

As quatro medalhas de ouro conquistadas pelos jovens do Senai-DF foram nas ocupações de DryWall e Estucagem; Aplicação em Revestimento Cerâmico; Marcenaria; e Refrigeração e Ar Condicionado.

Wanderson Carlos Coimbra dos Santos, foi o primeiro dos alunos da capital federal a conquistar o ouro. As Seletivas de DryWall e Estucagem foram realizadas em Manaus (AM), de 25 a 28/7. A prova durou 20 horas e foi dividida em quatro módulos. Os competidores foram avaliados quanto a estruturação, chapeamento, tratamento de junta, estucagem e moldura. Foram dezenas de medidas, níveis e esquadros analisados até chegar na nota final. E cada milímetro executado diferente do que foi proposto pelos avaliadores foi passível de perder ponto.

“Essa experiência para mim se resume em uma palavra: superação”, comentou orgulhoso Wanderson Santos. O campeão passou mal, tomou soro na veia e, em alguns momentos, precisou fazer as provas sem se alimentar porque não conseguia comer. Mas, mesmo com todos esses percalços, ele foi um dos poucos que conseguiu finalizar todos os módulos da prova. E, para o representante do Distrito Federal, tem uma razão para tudo ter saído tão bem: “Devo tudo ao meu professor, o Mateus, ele é como um pai para mim. Se ele não tivesse feito tudo que fez, eu não teria conseguido”, afirmou o medalhista.

As competições de Aplicação de Revestimento Cerâmico também foram realizadas de 25 a 28/7, neste caso, em João Pessoa (PB). Gilberto Ferreira do Santos foi o grande campeão da modalidade profissional.

Disputando contra o seu maior oponente, o relógio, o jovem teve apenas 18 horas, divididas em três dias, para criar uma verdadeira obra de arte com cerâmicas. Com cortes precisos e milimetricamente calculados, Gilberto retratou, em uma parede de alvenaria, uma paisagem de Abu Dhabi, uma pessoa em pé sobre uma prancha de stand up paddle e, no chão, o numeral 16.

Já nesta semana, de 8 a 11 de agosto, ocorreram as Seletivas de Refrigeração e Ar Condicionado. Hoje (12), foi a vez de Wisley Silva Pereira subir ao lugar mais alto do pódio, em Cabo de Santo Agostinho (PE). O aluno recebeu a medalha de ouro sob lágrimas. Ao descer do pódio, abraçou-se com seus instrutores, Joaquim Venâncio e Willian Grassioti, compartilhando a conquista com aqueles que dividiram com o jovem a preciosidade do conhecimento.

“Foi muito emocionante, porque o nível da prova foi bem elevado. Graças a Deus, conseguimos o ouro – eu e meus instrutores. Agora, podemos comemorar”, disse o melhor profissional de Refrigeração e Ar Condicionado do País.

A prova de Wisley, promovida na Escola Técnica Senai Cabo, consistiu em montar um sistema de refrigeração, fazendo um letreiro escrito OC 2016, de tubo de cobre. A tubulação precisou, ao fim, congelar e ficar toda branca, tal qual um painel de publicidade. Dentro desse processo, eles tiveram que seguir as normas da área de refrigeração. Já o segundo e o terceiro módulo, os jovens precisaram descobrir e resolver defeitos elétricos e mecânicos. Ao todo, foram 19 horas de provas.

Fábio Serpa Crisóstomo, por sua vez, consagrou-se o melhor do Brasil em Marcenaria. As provas, também realizadas nesta semana, foram promovidas em São José dos Pinhais (PR). O aluno teve apenas 18 horas, divididas em 3 dias, para a construção de uma peça que contemplava uma caixa em estrutura de chapa de compensado revestido, uma base em estrutura maciça, como suporte para a estrutura da caixa, uma porta e uma gaveta que completavam a peça.

O competidor acredita que o diferencial perante os demais foi manter o foco e a concentração. “Durante a prova, eu não ficava preocupado se o outro estava mais adiantado que eu. Eu estava confiante no meu trabalho e no meu treinamento. Eu sabia que o resultado não seria diferente que trazer a medalha de ouro para casa”, destaca Fábio.

As demais medalhas do DF foram: uma prata, em Instalações Hidráulicas e a Gás, com o aluno Randerson Cordeiro; e três bronzes em Eletricidade Industrial (Washington Luís Mendonça Júnior); Tecnologia Automotiva (Áthila Côrtes); e Funilaria (Mateus Charles).

(Com informações do Senai-DF)


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Agosto 19 2016

O programa Brasília Solar tem como objetivo captar recursos para investir no uso de energia solar em escolas, postos de saúde e feiras. Sobre o assunto, nesta segunda- feira (15), o Revista Brasília conversou com o secretário de meio ambiente do Distrito Federal (DF), André Lima.

O secretário destaca que essa fonte de energia é a que mais cresce no mundo. Ele também comenta que a ideia do programa é trazer tecnologia sustentável e segurança energética para a sociedade.

Fonte: EBC


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Setembro 01 2016

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), da Câmara dos Deputados, aprovou hoje (31) uma pauta que prevê a proibição de aplicativos como o Waze no Brasil. A justificativa é que o app mostra ao usuário onde encontrar blitz e radares no trânsito – e consequentemente como burlá-los.

O projeto de lei nº 5596 de 2013, proposto pelo deputado Major Fábio (PROS-PB), sugere a alteração do Código de Trânsito Brasileiro para transformar em infração o uso de dispositivos eletrônicos, aplicativos ou redes sociais que identifiquem esses pontos de interesse no mapa.

Se a lei for aprovada e o Waze não remover a função, o aplicativo pode ser até banido do Brasil. Já o motorista que for flagrado usando esse tipo de recurso pode receber uma multa de até R$ 50 mil.

Na CCTCI, a pauta foi aprovada por unanimidade. Agora, a proposta aguarda o parecer da Comissão de Viação e Transportes (CVT). Se for aprovada novamente, ela seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça. Só depois disso o projeto será discutido no plenário da Câmara e, se aprovado, encaminhado ao Senado, de onde partirá para a Presidência da República para ser aprovado ou vetado em definitivo.

Há chão ainda, mas já é bom ficar de olho aberto com essa PL.

(via Olhar Digital)


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Setembro 30 2016

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, garantiu que o Sinfor/DF terá espaço cativo nas discussões a respeito do Parque Tecnológico Capital Digital, projeto do qual a entidade é protagonista desde o modelo inicial formatado há 15 anos. O governador reconheceu a importância do Sinfor no debate sobre a execução do projeto ao âmbito público e reforçou que os empresários de TI voltarão a ser parte do corpo deliberativo, por meio do Sindicato, nas futuras negociações.


Escrito por Publicado em Destaques Sinfor Outubro 13 2016

O Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal – Sinfor/DF – quer estar ainda mais próximo das definições e soluções de impasses entre os serviços de telecomunicações e o usuário final. Para fiscalizar a qualidade dos serviços prestados e colaborar na visibilidade do setor, o presidente Ricardo Caldas é um dos candidatos ao Conselho.

A seleção segue até sábado (15). Podem votar pessoas físicas e jurídicas. O Sinfor conta com seus votos nas duas modalidades. Para isso, acesse o site: http://www.conselhodeusuariosamx2017.com.br/. Basta inserir os números do CPF, selecionar a região e marcar o nome “Ricardo Figueiredo Caldas”. Em seguida, clique em “Votar”. Repita o procedimento usando o CNPJ da sua empresa.

Conselho

O Conselho é composto por 12 pessoas de todas as regiões do país. Os membros eleitos se reunirão uma vez por semestre para cooperar com a Claro S.A. e Embratel TVsat Telecomunicações S.A. com propostas de melhoria e adequação dos serviços prestados, no desenvolvimento e disseminação de programas e ações de conscientização e orientação aos usuários sobre a utilização dos serviços de telecomunicações, bem como sobre os seus direitos e deveres.

O Conselho de Usuários é iniciativa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para aproximar as prestadoras, os usuários de telecomunicações e os membros das entidades de defesa do consumidor.

*Com informações da Claro


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

A digitalização dos serviços bancários tem ganhado cada vez a confiança dos clientes e já soma mais da metade das operações realizadas no ano passado.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os segmentos internet banking e mobile banking responderam em 2015 pela gorda fatia de 54% das operações e serviços realizadas pelos bancos.

Porém o dado que mais chama a atenção no levantamento da Federação é o crescimento exponencial do segmento mobile em comparação com as demais opções de serviços.

Em quatro anos, os aplicativos de celular passaram de zero para 21% do total de operações efetuadas. Entre 2014 e 2015, o total de transações efetuadas pelo celular mais que dobrou, passando de 4,7 bilhões para 11,2 bilhões de operações.

Essa migração para plataformas online já é vista como permanente pelo mercado. Segundo o presidente da agência de risco Austin, Erivelto Rodrigues, a tecnologia dos aplicativos para celular é uma tendência que veio para ficar.

“Hoje em dia você consegue fazer quase tudo pelo celular, desde pagamentos até pedidos de folhas de cheques. Trata-se de um movimento irreversível de digitalização dos serviços bancários”.

Os investimentos bancários nessas novas plataformas também ganham cada vez mais espaço dentro das instituições financeiras.

O relatório da Febraban de 2015 sobre tecnologias online aponta que o Brasil segue como o integrante do grupo de países emergentes Brics, formado por China, Rússia, Índia e África do Sul, com maiores investimentos em Tecnologia da Informação nos segmentos bancários.

Ainda segundo o relatório, o país ocupa a sétima colocação, entre as 10 maiores economias do mundo, em gastos com TI no setor. Em números absolutos, os bancos brasileiros investiram R$ 19 bilhões em tecnologia.

Para Erivelto Rodrigues, o grande destaque dos bancos está na divulgação de produtos e treinamento de funcionários para promover esses aplicativos mobile.

Investimento pesado em segurança

Outro grande destaque observado é o forte investimento em sistemas de segurança e criptografia para garantir o funcionamento dos aplicativos e plataformas.

O risco de fraudes e invasões de contas no ambiente online é muito maior do que os sistemas bancários convencionais e isso tornou-se um dos principais desafios para os bancos.

“Para acompanhar esse boom dos aplicativos que o Brasil vive hoje, os bancos se depararam com o desafio de ampliar cada vez mais os recursos de segurança para suportar essa demanda”, acrescenta Erivelto.

Agências físicas tendem a perder espaço; caixas eletrônicos devem manter participação

Nesse processo de digitalização bancária, o futuro das agências físicas parece estar cada vez mais ameaçado. O segmento perdeu espaço entre as opções de serviços oferecidos pelos bancos e voltou em 2015 ao mesmo patamar de números absolutos de agências observados três anos atrás.

Para o presidente da Austin, as agências ficarão sem utilidade e sofrerão cada vez mais com o processo de fechamento. “A tendência que vamos observar no futuro próximo será a tentativa dos bancos de disseminar a ideia do uso do mobile e do digital”, afirma.

“Trata-se de um movimento muito rápido de mudança, e o fluxo de clientes nas agências deve diminuir cada vez mais rápido”, acrescenta.

Apesar do fim pré-anunciado das agências físicas, o uso dos caixas eletrônicos deve perder boa parte do espaço que possui hoje, porém não deve ser extinto sobretudo pela necessidade de saques em dinheiro dos clientes.

Os pontos de autoatendimento nas agências perderam 7% de participação entre os serviços bancários em 4 anos. No ano passado, segundo a Febraban, os caixas eletrônicos eram responsáveis por 19% das transações efetuadas no país.

Em 2011, esse percentual era de 26%. “A necessidade do saque em cash é o que vai sustentar o uso dos caixas eletrônicos no futuro. Esse segmento deve perder espaço para o online, mas sem correr o risco de extinção total”.

Fonte: Revista Exame


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Informações em tempo real, 24 horas por dia, sobre desastres naturais no Brasil serão disponibilizadas a partir de agora pelo Google. A parceria da empresa americana com os Ministérios da Integração Nacional e da Agricultura, lançada nesta sexta-feira (22), tem o objetivo de auxiliar os profissionais que atuam no setor e a população. Os alertas serão publicados antes, durante e depois dos desastres naturais, com avisos meteorológicos, orientações sobre os procedimentos a serem adotados ao longo das ocorrências, números de emergências, links para doações, notícias atualizadas e demais medidas executadas pela Defesa Civil Nacional.

 

O sistema lançará dados fornecidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, em conjunto com as defesas civis estaduais e municipais, sobre alagamentos e inundações, enxurradas, granizo,  tornado e vendaval. Os alertas exibidos dependerão da localização, da gravidade da ocorrência e do tipo de consulta realizada na busca e ficarão disponíveis em várias plataformas do Google, como Google Now, Google Maps e Busca, além da página de Avisos Públicos do Google.

 

“A parceria do Ministério da Integração Nacional com o Google vai ajudar a salvar vidas. Com o serviço de Alertas Públicos vamos gerar informações de emergência, apoiar os profissionais envolvidos no atendimento e orientar a população, trazendo mais agilidade ao acesso e garantindo que a sociedade obtenha dados oficiais em tempo real”, explica o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho.

 

Segundo o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Adriano Pereira, a parceria com o Google tem duas principais vertentes. “Uma delas é crescer a cultura de defesa civil na nossa população e a outra é oferecer informação rápida e de qualidade na internet”, ressalta.

 

Durante o evento, a Gerente de parcerias do Google, Juliana Dib Rezende, destacou o objetivo do serviço de trazer informações criticas sobre desastres quando as pessoas mais precisam. “Acreditamos que o serviço de Alertas Públicos ajudará os brasileiros a se prepararem melhor para situações sensíveis ao trazer as informações valiosas do INMET e do CENAD para ferramentas online que já fazem parte do dia a dia deles”, diz

 

O Projeto Google é desenvolvido pela equipe Google Apoio em Emergências, apoiado pela Google.org, e usa os recursos da empresa em informação e tecnologia para criar produtos e defender políticas voltadas para os desafios globais. Com o Brasil, o serviço Google de Avisos Públicos já está disponível num total de 12 países (Austrália, Canadá, Colômbia, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, Filipinas, Taiwan e Estados Unidos). O primeiro a receber a ferramenta foram os Estados Unidos, em 2012.

 

A plataforma do Google no Brasil conta com a parceria do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que será responsável pela inserção de avisos meteorológicos de tempo severo no sistema.

 

Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Integração Nacional.


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

As novas tecnologias surgem para facilitar a vida das pessoas, mas a velocidade das inovações estão dando dor de cabeça para especialistas em direito tributário e trabalhista e, principalmente, para o governo. Cada vez mais aplicativos, softwares e serviços OTTs (Over-the-Top) — dos quais Netflix e WhatsApp são os exemplos mais conhecidos — subvertem as cadeias produtivas de setores tradicionais da economia. Como o tempo para adequar a lei não acompanha, nem de perto, a rapidez das transformações, os efeitos iniciais são perversos para a sobrevivência de empresas e manutenção de empregos e para a arrecadação de impostos.

Os bloqueios do WhatsApp, as controvérsias sobre o Uber, a reação exacerbada de taxistas diante do novo modelo de transporte de passageiros e a ameaça de regulação dos aplicativos, encarecendo os serviços, mostram como a sociedade ainda não está preparada para lidar com as modernidades da era digital. Quase não há setores que já não tenham enfrentado problemas com a concorrência de processos inovadores. Desde o século passado, a automação vem provocando o desemprego em fábricas, com a substituição de homens por robôs. O que mudou foi a velocidade. Enquanto se tinha anos e até décadas para adaptação no passado, agora um aplicativo é capaz de provocar estragos em questão de semanas.

A recuperação, no entanto, é muito mais lenta. Os setores que sentiram o baque há 15 ou 20 anos só agora aprenderam a conviver com a concorrência e se beneficiar das inovações. A receita mundial da indústria fonográfica, por exemplo, caiu de US$ 26,6 bilhões por ano em 1999 para US$ 14,9 bilhões em 2014 desde os primeiros programas de compartilhamento de música pela internet. No ano passado, contudo, os formatos digitais superaram as vendas físicas de CDs pela primeira vez e o setor voltou a crescer. A receita global cresceu 3,2%, para mais de US$ 15 bilhões, depois de declínio ininterrupto por quase duas décadas, aponta a IFPI (federação internacional da indústria fonográfica, na sigla em inglês).

No país, com a chegada do Spotify, ficou mais raro ver as lojas de CDs lotadas. O aplicativo permite escutar músicas gratuitamente pela internet, pelo celular ou tablet e, gradativamente, substituiu a mídia física pelos conteúdos disponibilizados nas redes. Márcio Júlio, de 50 anos, gerente de uma loja de discos há 30, foi obrigado a diminuir o quadro de funcionários devido à queda nas vendas. “Como se não bastasse a crise, a tecnologia está sendo uma dura concorrente. Tínhamos 12 empregados, hoje são apenas oito”, lamenta. Para não perder receita, a loja incorporou a venda de instrumentos musicais. 

O mesmo ocorreu com as agências de turismo, que sofreram com a proliferação de sites de venda de passagens, pacotes e hospedagem. Carlos Vieira, presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagem do Distrito Federal (Abav-DF), lembra que as micro e pequenas empresas do setor tiveram dificuldades de sobreviver e muitas fecharam. “Atualmente, no entanto, os grandes players produzem tecnologia e a disponibilizam, dando condições das menores brigarem pelo mercado”, afirma. Edmar Bull, presidente da Abav Nacional, ressalta que a maior parte das agências já se adaptou. “É difícil aceitar a mudança. Várias empresas tinham restrição à tecnologia. Assim que entenderam que a ferramenta é uma aliada e não concorrência, o setor ganhou produtividade, transparência e rapidez”, diz.

EXPLOSÃO Os exemplos mais recentes, contudo, ainda estão no centro da polêmica. São os casos dos OTTs, como WhatsApp e Netflix, e o Uber. Presente em 59 países e em mais de 250 cidades, o aplicativo de transporte de passageiro minou a categoria de taxistas por onde passou. A Cidade do México foi a primeira da América Latina a regulamentar o serviço e os motoristas passaram a pagar taxas. Em Londres, os táxis sofreram com a concorrência. E, em Nova York, os carros amarelos já são minoria.

No Brasil, o Uber começou a operar em maio de 2014, não sem polêmica. Uma prova de que a sociedade não está preparada para as mudanças foram os casos de agressão de taxistas aos motoristas do aplicativo, depredação de carros e até retirada à força de passageiros. Os taxistas reclamam que precisam de licença especial e têm vários custos que o Uber não tem, o que torna a concorrência desleal. Cabe a cada cidade legislar sobre o assunto.

Para o consumidor, a inovação só traz benefícios, na opinião de Patrícia Agra, advogada especialista em defesa da concorrência e sócia da L.O. Baptista-SVMFA, porque as novas tecnologias tiram o setor tradicional da zona de conforto. “Quando o processo é muito competitivo, as empresas nunca param de tentar corrigir, melhorar, baratear. Quem inova colhe frutos e provoca uma mexida na forma tradicional de fazer as coisas”, avalia.

Patrícia cita o caso do Uber como exemplo. “O cara do táxi fica imaginando como ir além do copo d’água e do pagamento com cartão. Ele começa a pensar no que pode melhorar”, diz. Da mesma forma, acrescenta, a Netflix provocou a criação dos produtos sob demanda das TVs por assinatura. “Agora, quando alguma cadeia tradicional não consegue competir porque tem uma estrutura de custos muito pesado, aí a legislação tem que socorrer”, explica.

É o caso das telecomunicações, que recolhem, no país, R$ 60 bilhões por ano em tributos. Alex Castro, diretor de regulamentação do Sinditelebrasil, diz que o setor defende eliminar a assimetria. “A revolução digital afeta todos os setores. Geram desequilíbrio. São raros os casos em que o poder público consegue, antecipadamente, fazer a regulamentação”, aponta. “Mas, em algum momento, a cadeia se equilibra novamente. Nesse processo, muitas empresas desaparecem, quebram, mas novas surgem. A revolução digital é inexorável. É uma realidade”, ressalta.

 

Fonte: Estado de Minas


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Julho 25 2016

Única equipe latino-americana classificada para a primeira edição da Cybathlon, conhecida como “Olimpíadas Biônicas”, a Empowering Mobility and Autonomy (EMA) precisa de ajuda para arcar com custos da participação no torneio. O grupo é de um projeto da Universidade de Brasília (UnB) voltado para o desenvolvimento de tecnologias que auxiliam na mobilidade e autonomia de pessoas com dificuldades motoras.

 

Através de tecnologias de estímulo elétrico funcional, os pesquisadores desenvolveram a chamada EMA Trike, uma espécie de triciclo adaptado para que pessoas com lesões medulares possam pedalar com as próprias pernas. O equipamento ainda não está disponível para a população, mas o grupo acredita que a exposição na Cybathlon pode atrair a atenção de parceiros interessados no desenvolvimento do dispositivo.

 

Nosso objetivo final com a competição é levar a tecnologia desenvolvida a pessoas que precisam dela. Além de atrair olhares de possíveis patrocinadores, acreditamos que a Cybathlon seja uma boa oportunidade para mostrar que conseguimos desenvolver tecnologias desse tipo por aqui"
George Brindeiro, engenheiro que integra a equipe

Multidisciplinar, o grupo é composto por pessoas de diversas áreas, como engenharia e fisioterapia. “Já trabalhávamos com a criação de tecnologias assistivas quando ficamos sabendo do torneio. Foi um estímulo para desenvolvermos o projeto da EMA Trike”, explicou o engenheiro de 28 anos.

A competição, marcada para outubro na Suíça, será realizada entre pessoas com deficiência, que devem correr contra o tempo para realizar tarefas cotidianas auxiliadas por diferentes tecnologias. As categorias são divididas entre interface cérebro-máquina, prótese ativa de braço, prótese ativa de perna, exoesqueleto robótico, cadeira de rodas motorizada e ciclismo com estimulação elétrica. A EMA competirá na última.

Para garantir a classificação, a equipe teve que mandar uma série de formulários e vídeos, provando para o comitê organizador que estava apta a participar. “A gente tinha o Trike pronto e uma programação, que ainda não estava 100%, mas que mostrava potencial. A gente fez vídeos mostrando a questão da segurança do equipamento também”, contou Brindeiro ao Metrópoles.

Vaquinha
No ano passado, os responsáveis pela Cybathlon organizaram um evento teste – do qual a EMA não conseguiu participar por falta de financiamento. “Para 2016, conseguimos apoio com alguns parceiros e ainda tentamos com outros. Então decidimos recorrer à campanha para divulgar um pouco do nosso trabalho e dar a oportunidade a quem achar bacana e puder ajudar a gente a participar”, explicou Brindeiro.

O grupo já conseguiu recursos para cobrir os gastos com passagens, hospedagem e aluguel de van. No entanto, ainda precisa de ajuda para arcar com os custos da inscrição, alimentação e o transporte da EMA Trike. A meta é arrecadar R$ 21.350. A equipe já conseguiu cerca de 70% do valor necessário.

A Empowering Mobility and Autonomy conta com 16 integrantes, mas, com base nos recursos arrecadados, a ideia é levar apenas quatro deles e um piloto para a Suíça. Os testes para eleger o condutor da EMA Trike ainda estão em andamento. “Temos duas pessoas com potencial muito grande. Todos os candidatos faziam o treinamento com a equipe de fisioterapia e estão acostumados a trabalhar com estímulos elétricos”, finalizou o engenheiro.

Serviço
Quem quiser ajudar a EMA a participar da Cybathlon pode contribuir através da vaquina on-line criada pelo grupo no site Catarse. Todos os gastos estão detalhados na página.

Fonte: Metrópoles


Escrito por Publicado em Tecnologia da Informação Junho 20 2016

Kassab participou de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, marcada por discussões entre deputados do governo e da oposição e por críticas de entidades ligadas à área de pesquisa e tecnologia à fusão dos dois ministérios.

Em resposta às questões dos deputados e às críticas das entidades, Kassab garantiu a manutenção dos principais programas do antigo ministério. “Assumo o compromisso de manter os programas do ministério e de tentar, junto com o Congresso, reverter a tendência de queda do orçamento da área”, disse o ministro, ao responder a perguntas dos deputados Sibá Machado (PT-AC), Margarida Salomão (PT-MG) e do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, deputado Celso Pansera (PMDB-RJ).

Kassab referia-se principalmente aos programas relacionados a pesquisas nuclear, de satélites e banda larga. Ele também assumiu o compromisso de prosseguir na negociação de empréstimo de R$ 1 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento de pesquisas.

Manifesto contra a fusão

No início de maio, assim que foi anunciada a fusão, 13 entidades ligadas à área de pesquisa assinaram um manifesto contra a extinção do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Segundo o documento, a fusão dos dois ministérios “é uma medida artificial, que prejudicará o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do País”. O texto foi endossado, entre outras entidades, pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Kassab respondeu às críticas com a alegação de que existe “sinergia” entre as duas áreas. A redução do número de ministérios, segundo ele, é uma exigência da sociedade.

“A redução de ministérios é o primeiro passo para uma reforma administrativa e um dos pontos mais focados pela população é a redução dos ministérios, que caíram de 39 para 23. Tenho certeza de que nas próximas eleições a população vai cobrar redução maior ainda”, disse.


Críticas 

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, considerou a extinção do ministério um antecedente perigoso para o setor. “Concordo que é preciso enxugar a máquina, mas há outras maneiras de fazer isso que não seja sobre o Ministério da Ciência e Tecnologia. Em todos os lugares do mundo, a ciência e tecnologia são consideradas o motor da economia. Quando o governo federal faz isso, os estados podem começar a fazer também”, alertou.

O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, também criticou a fusão dos ministérios. Segundo Davidovich, a medida enfraquece o setor de pesquisa e inovação, que ele considera fundamental para que o País supere a crise econômica. “O que está em jogo é o futuro do País. Os Estados Unidos investem 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento. Coreia do Sul e Israel, 4%. O Brasil não chega a 2%”, comparou.

Davidovich apontou que o setor de pesquisa já enfrenta dificuldades, como corte orçamentário e a falta de investimento dos recursos arrecadados pelos fundos setoriais. O resultado se reflete no número de pesquisadores do País.

Ele apresentou dados que mostram que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Econômico (OCDE) têm 7.600 pesquisadores por milhão de habitantes, enquanto outros, como a Argentina, tem mais de mil e o Brasil apenas 760.

Fonte: Agência Câmara Notícias


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