Sexta, 22 de Setembro de 2017

“Parque Tecnológico dará independência econômica ao DF”, diz Ricardo Caldas em Audiência Pública.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu as portas para o debate sobre a construção do Parque Tecnológico Capital Digital. Após quase 15 anos de discussões, os deputados reuniram entes envolvidos na execução do projeto em Audiência Pública, nesta quinta-feira (16). Na ocasião, empresários e representantes de entidades cobraram celeridade e decisão do governo quanto ao modelo de implantação do espaço.

 

O presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF), Ricardo Caldas, pediu sinergia entre os poderes a fim de investir no empreendimento como forma de potencializar a Tecnologia na matriz econômica. “O que precisamos da CLDF e do Executivo que encarem nosso setor como vocacional para gerar empregos e nos libertar das receitas da União. Dessa forma, criaremos uma independência econômica aqui no DF”, afirmou.

Caldas destacou que edital da Manifestação de Interesse Privado, lançado em janeiro deste ano, foi um passo relevante para ouvir as necessidades do setor e construir um planejamento de acordo com a realidade do mercado.

Na opinião do presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, as propostas e cobranças são uma forma, não apenas de cobrar, mas de colaborar com o governo. “Há que se pensar que existem as leis ideológicas do Parque. Ou você conduz a parte do privado ou conduz o Estado e a academia, o que certamente não funcionará. Ouvir pessoas com espirito somente acadêmico e não executor é algo que não dá certo. Por isso, a importância da nossa liderança nesse tema, com a apoio dos parlamentares”, declarou Bittar, que também cobrou agilidade na resposta às MIP’s. “Já entregamos há quatro meses. O que precisamos é de debate, regulação e ação.”

Sob o ponto de vista da Fecomércio, o modelo deverá seguir as diretrizes traçadas ao longo dos 15 anos de discussões. Ademir Santanna, presidente da entidade declarou que não se pode esquecer os esforços, recursos e amplas discussões realizadas. “Eu advogo que seja mantido todo esse trabalho que se baseou em SPE. Tem que ser reafirmar ou redefinir todos os marcos regulatórios para se ter um modelo definitivo da implantação do Parque.”

Por parte do governo, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Marcelo Aguiar, afirmou o governo já vem tomando providências, a exemplo da construção da sede da governança “É um edifício de 10 mil metros quadrados. Cerca de 40% da obra está avançada. É um efetivo compromisso do governo de fazer acontecer”, contou.

Aguiar adiantou que o GDF entende que o Parque deverá ser um empreendimento 100% privado. “Não é um empreendimento para a gestão pública. A participação do governo vai ser no sentido de fomentar a participação das empresas, criar as condições e o modelo. Temos a certeza de que o parque só sairá do papel a partir do momento que for entendido como 100% privado”.

O secretário defendeu ainda a ampliação do Comitê de Governança para incorporar atores legisladores e democratizar a participação das entidades no processo decisório.

 

 

 

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