Domingo, 19 de Novembro de 2017

Clipping 4

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Com um investimento previsto de R$ 3,2 bilhões, o Parque Tecnológico do Distrito Federal, batizado de BioTIC, cuja criação foi oficializada em janeiro último, deve abrigar em seu espaço instituições representantes da comunidade científica e da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), além de centros de pesquisa, startups, aceleradoras e empresas.

O secretário de CT&I do governo distrital, Marcelo Aguiar, confirmou que o polo científico e tecnológico abrigará representações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência Tecnologia e Inovação (Consecti) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), cuja parceria nesse projeto deve ser selada em abril.

No memorando assinado constam ainda as participações da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Fortec – Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Na prática, essa iniciativa representa o esforço conjunto entre as partes na convergência de ações para o avanço científico e tecnológico nacional.

As confirmações de Aguiar foram apresentadas na reunião nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), realizada na semana passada, na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Brasília. A expectativa era de que a informação fosse anunciada oficialmente pelo governador distrital, Rodrigo Rollemberg, mas isso não aconteceu em razão de compromissos de última hora.

O secretário explicou ainda que essas instituições serão abrigadas no edifício de governança que hoje se encontra em processo de construção, em um espaço de 11 mil metros quadrados. A perspectiva é de que esse empreendimento seja inaugurado ainda em setembro deste ano.

No mesmo espaço, acrescentou Aguiar, será abrigada também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), e atividades inerentes ao desenvolvimento do parque, como incubadoras e aceleradoras de empresas.

Conforme disse, o BioTIC será um espaço estratégico para o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do Distrito Federal e de toda a região Centro Oeste, o celeiro agrícola e pecuário do País, com destaque para o Mato Grosso, o principal produtor nacional de soja.

“É um espaço estratégico porque ele é voltado à biotecnologia e à tecnologia da informação”, acrescentou Aguiar, em entrevista ao Jornal da Ciência, após participar da reunião.

Passo para operação

A área total destinada ao Parque Tecnológico é estimada em 1,2 milhão de metros quadrados, em espaço localizado no fim da Asa Norte, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília. A primeira empresa a se instalar no local, estima Aguiar, é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pela construção da Embrapatec, o braço de operações da estatal no mercado de inovação. No local já funcionam os datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

“O passo inicial da operação do parque tecnológico vai ser a inauguração do edifício de governança do parque, em setembro”, disse.

Para o secretário, o início das obras das empresas deve ser começar a parti do início do próximo ano, devendo entrar em operação no fim de 2018.

Na operação do empreendimento, explicou ainda o secretário, o governo do DF participará com a doação do terreno avaliado em R$ 1,2 bilhão. O restante será a contrapartida da iniciativa privada, cujos investimentos totais devem somar R$ 3,2 bilhões. Pelo projeto aprovado, o parque será gerido por um fundo de investimento.

“Não haverá venda de terreno às empresas, porque o governo entra com o terreno e as empresas vão se instalar. E o investimento delas na instalação é o que contamos para chegarmos ao montante dos R$ 3,2 bilhões”, informou.

A avaliação de Aguiar é de que a implementação do BioTIC será “um sucesso”, diante da procura considerável pelas empresas e do foco do empreendimento na bioeconomia -, a economia sustentável que propõe maior utilização de recursos biológicos e conhecimento tecnológico.

“Fizemos um grande estudo sobre o futuro do Centro Oeste e da economia brasileira e, juntamente com a Embrapa, tivemos uma grande discussão com a comunidade científica daqui e identificamos que o foco do desenvolvimento futuro do Distrito Federal está na bioeconomia, que são todas as atividades vinculadas à produção agrícola e seus desdobramentos.”

É uma reclamação dos empresários que eles estão pouco envolvidos nas discussões do Parque Tecnológico. É importante que o GDF ouça a classe empresarial e de empreendedores. Recentemente, o Bizmeet conversou com o presidente do Sinfor, Ricardo Caldas, sobre isso

Da redação Bixzmeet com informações do Jornal da Ciência


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O diretor de Prospecção e Formulação de Novos Empreendimentos da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Mario Henrique Lima, informou que o Parque Tecnológico Capital Digital será lançado em outubro, durante o Congresso Mundial de Tecnologia da Informação – WCIT Brasil. O anúncio foi feito durante Audiência Pública realizada nesta quinta-feira (16), na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

O evento é organizado pela Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, com apoio das entidades representativas do setor, como o Sinfor/DF. A expectativa é atrair cerca de duas mil pessoas – entre empresários, investidores e autoridades – de cerca de 80 países para discutir as Promessas da Era Digital. 

“O lançamento ocorrerá na abertura do evento. Além disso, teremos um espaço especial para rodadas de negócios e apresentar a lógica de funcionamento do local”, disse. A expectativa é conquistar a atenção do público para a implantação de novas empresas no DF, além de buscar parceiros para a construção do espaço.

O Congresso é tradicional no cenário global de TI e chegará à 20ª edição de forma inédita na América do Sul. O formato inclui palestras com personalidades de relevância mundial, além de encontros B2B e exposição de marcas.

“É, sem dúvidas, uma oportunidade única para o mercado brasileiro. No que diz respeito ao Parque Tecnológico, é a chance atrairmos investimentos e visibilidade aos produtos e serviços nacionais. O WCIT criou um novo Vale do Silício no México. É o futuro que vislumbramos para o projeto do Parque há 15 anos”, destacou o presidente do Sinfor/DF, Ricardo Caldas.

 

 A Terracap fará o anúncio do lançamento do local em momento solene, na presença de autoridades de todo o mundo. 


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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) abriu as portas para o debate sobre a construção do Parque Tecnológico Capital Digital. Após quase 15 anos de discussões, os deputados reuniram entes envolvidos na execução do projeto em Audiência Pública, nesta quinta-feira (16). Na ocasião, empresários e representantes de entidades cobraram celeridade e decisão do governo quanto ao modelo de implantação do espaço.

 

O presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF), Ricardo Caldas, pediu sinergia entre os poderes a fim de investir no empreendimento como forma de potencializar a Tecnologia na matriz econômica. “O que precisamos da CLDF e do Executivo que encarem nosso setor como vocacional para gerar empregos e nos libertar das receitas da União. Dessa forma, criaremos uma independência econômica aqui no DF”, afirmou.

Caldas destacou que edital da Manifestação de Interesse Privado, lançado em janeiro deste ano, foi um passo relevante para ouvir as necessidades do setor e construir um planejamento de acordo com a realidade do mercado.

Na opinião do presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, as propostas e cobranças são uma forma, não apenas de cobrar, mas de colaborar com o governo. “Há que se pensar que existem as leis ideológicas do Parque. Ou você conduz a parte do privado ou conduz o Estado e a academia, o que certamente não funcionará. Ouvir pessoas com espirito somente acadêmico e não executor é algo que não dá certo. Por isso, a importância da nossa liderança nesse tema, com a apoio dos parlamentares”, declarou Bittar, que também cobrou agilidade na resposta às MIP’s. “Já entregamos há quatro meses. O que precisamos é de debate, regulação e ação.”

Sob o ponto de vista da Fecomércio, o modelo deverá seguir as diretrizes traçadas ao longo dos 15 anos de discussões. Ademir Santanna, presidente da entidade declarou que não se pode esquecer os esforços, recursos e amplas discussões realizadas. “Eu advogo que seja mantido todo esse trabalho que se baseou em SPE. Tem que ser reafirmar ou redefinir todos os marcos regulatórios para se ter um modelo definitivo da implantação do Parque.”

Por parte do governo, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Marcelo Aguiar, afirmou o governo já vem tomando providências, a exemplo da construção da sede da governança “É um edifício de 10 mil metros quadrados. Cerca de 40% da obra está avançada. É um efetivo compromisso do governo de fazer acontecer”, contou.

Aguiar adiantou que o GDF entende que o Parque deverá ser um empreendimento 100% privado. “Não é um empreendimento para a gestão pública. A participação do governo vai ser no sentido de fomentar a participação das empresas, criar as condições e o modelo. Temos a certeza de que o parque só sairá do papel a partir do momento que for entendido como 100% privado”.

O secretário defendeu ainda a ampliação do Comitê de Governança para incorporar atores legisladores e democratizar a participação das entidades no processo decisório.

 

 

 


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A comissão do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (SINFOR/DF) se reuniu como o SITIMMME, para discutir a pauta de reivindicações dos trabalhadores em 02/06/2016, as negociações continuam em andamento.