Terça, 19 de Setembro de 2017

Super User

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI lançou o Sistema On-line para Registro de Programas de Computador – o e-RPC. A novidade apresenta uma série de benefícios para o usuário, que agora pode fazer o procedimento de maneira segura, rápida, sem burocracia e sem papel.

Para fazer o pedido de registro, o usuário não precisa mais enviar o código-fonte do software para o INPI. Agora basta criptografá-lo na forma de resumo digital hash, garantindo assim o sigilo da informação. Esse resumo será transcrito no formulário eletrônico de depósito.

O usuário anexará ao pedido a Declaração de Veracidade – DV, que deve ser assinada com certificado digital da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. Segundo o INPI, o uso da assinatura digital é outra novidade, que visa a dar maior segurança e substituir a demanda de serviços cartoriais.

Ao todo, o sistema e-RPC oferece nove serviços, dentre eles revogação ou renúncia de procuração; correção de dados no certificado de registro devido à falha do interessado; solicitação de levantamento de sigilo; e renúncia de registro. O certificado de registro poderá ser baixado no sistema BuscaWeb, no portal do INPI. A proteção é por 50 anos a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à sua publicação ou criação.

O novo sistema foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 74/2017. Com a novidade, o prazo de registro deve ter redução significativa, de cem dias para apenas sete. Além disso, o INPI espera zerar o número de pedidos pendentes até o final deste ano.

 

Fonte: TI Inside Online


Os jogos digitais, as apostilas online, as aulas EAD são todas ferramental tecnológico que aumenta a motivação dos estudantes e facilitam a profissionalização das pessoas. São excelentes formas de usar a tecnologia a favor da Educação, mas já estão longe de ser inovação.

 

Quando falamos em algo inovador, precisamos ter em mente uma ideia que ninguém antes pensou ser realizável. É um instrumento realmente capaz de transformar a realidade da massa. Os automóveis, os eletrodomésticos, os smartphones trilharam por esse caminho até que exauriu todas as possibilidades. Ok, já inovaram, agora, aprimoram.

Nos últimos anos, no entanto, conseguimos encontrar o cerne da questão. Há tempos vimos falando que só a Educação vai mudar o país, o mundo, mas não dávamos ferramentas para as mentes disponíveis. Não é uma simples inclusão. É transformar as limitações em um potencial acima da média.

O principal Congresso de Tecnologia da Informação – WCIT - trouxe ao Brasil, no ano passado, uma startup comandada por um suíço e um brasileiro, juntos não somam 50 anos. Com o nome Eyeware Assist, a dupla criou uma multi-plataforma semelhante à usada pelo cientista Stephen Hawking, que permite a comunicação por meio de movimento dos olhos.

No caso da plataforma da startup, uma câmera 3D capta movimentos da cabeça e face. A diferença é de milhares de dólares para aquisição. Os garotos garantem que o produto criado recentemente é adaptável a qualquer software e hardware, reduzindo consideravelmente os custos.

Mais próximo do Brasil, uma escola de modelo comunitário desenvolveu óculos de realidade virtual adaptado com sensor de íris. O aparelho é usado nas aulas de química como forma de ampliar o universo de aprendizagem daqueles que possuem paralisia completa. Os alunos nessa condição são capazes de manipular (virtualmente) os tubos e soluções químicas.

Há também, na mesma escola, drones que obedecem comandos de uma pulseira. Esse, além de permitir o acesso de pessoas com dificuldades motoras, é usado para que as crianças tenham acesso à tecnologia ainda não popularizada.

Baseada em casos como o do cientista inglês, pesquisadores pensam em maneiras de traduzir os pensamentos ou expressões de Hawking em fala.

A inovação converge para um caminho no qual as pessoas que hoje são preteridas em suas formações profissionais terão seu potencial ainda mais explorado do que de um ser humano comum.

Imaginem a potência de uma mente funcionando na velocidade real, lida por computadores superdesenvolvidos e capaz de fazer coisas que os outros indivíduos não são motivados a fazer, como se locomover de forma racional e controlada.

Até então, a ciência tem investido em inteligência artificial, apesar de saber que o cérebro humano é uma fonte infindável de capacidades. Sabemos que usamos menos de 10% das funcionalidades do nosso cérebro, portanto, não podemos dizer que os robôs são mais precisos do que um ser humano.

Eis o motivo pelo qual a educação e a inovação devem caminhar juntas. Principalmente, neste momento em que o Governo Federal anuncia o corte de 3% em Educação e 27% em Tecnologia (que já não recebia tanto incentivo assim). Os mecanismos devem ser certeiros. Os investimentos tão raros devem fazer evoluir, não apenas entreter.

 

Se o futuro do mundo é a educação, a inovação é o instrumento que fará essa perspectiva real. São áreas aliadas, inter-relacionadas e poderosíssimas.  

 

*Ricardo Caldas, presidente do Sinfor e da Telemikro. 


 

Mais de 200 líderes da Indústria da Informação de Brasília se reuniram em evento inédito de aproximação entre clientes e fornecedores. No dia 2 de setembro, o Sinfor/DF realizou a I Feijoada da Tecnologia, no Centro de Convenções Israel Pinheiro.  


 O primeiro ciclo de debates do projeto Brasília 2060, realizado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), no último dia de agosto, poderia ter sido bastante óbvio sob a constatação de que a vocação natural de Brasília pauta-se pela evolução tecnológica.  Poderiam ter sido só mais dois dias de discursos se não fosse pelo resgate de um histórico que admite exatamente qual o ponto chave que impede a cidade de progredir – o próprio governo.

Após ouvir especialistas até do outro lado do mundo (o projeto teve a consultoria inicial de Singapura), as autoridades confirmaram que o setor de Tecnologia da Informação e Comunicações vem sofrendo há quase uma década. 

O setor, eminentemente inovador e o proeminente, porém curto, ciclo de vida de seus produtos, é um negócio disruptivo, que exige inovação e o desenvolvimento contínuo de novos produtos e processos.

Parte desse sistema foi bem compreendido pelo Governo Federal, quando na década de 60, investiu na criação de empresas para estruturar um setor de TI. O fez com tamanha convicção com a criação do Serpro, Cepesc, Prólogo e Imbel, que se desenvolveram graças ao poder de compra do Estado, que era fundador e cliente.

Anos se passaram e alguns funcionários dessas empresas viram um nicho de mercado em expansão. Ousaram. Empreenderam. E, daí, surgiram as grandes indústrias de hardware, software, serviços e produtos, comércio e representação.

Bons tempos, digo com ar saudosista de empreendedor. Entramos na década de 90 e seguimos em linha acelerada de crescimento para todos. Ganhou governo, ganhou sociedade, ganhou iniciativa privada. Superamos déficits, dívida externa, trocas de lideranças.

Até 2010, o setor de TI tinha benefícios para se investir no DF: era Pró-DF para facilitar a compra de terrenos, benefício fiscal (IPTU e ITBI), redução do ICMS e do ISS. Com o inicio da lei de Inovação (2004), deu-se inicio às subvenções econômicas por parte da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP). Três editais lançados em três anos.

Foram quase 20 anos de incentivos reais. Nós tínhamos grandes indústrias em Brasília: Novadata, Rossi, Rede, Coencisa, Modata, e tantas outras.

Fruto desse tempo de prosperidade, temos uma indústria farta. Atualmente são mais de 4000 empresas registradas, com uma base de 1700 em pleno funcionamento, que geram cerca de R$ 3,1 bilhões em receita anual para movimentar na economia local e 30 mil postos de trabalho.

O sucesso desse período mostra que o cenário hoje é de queda do setor. Como tudo é cíclico, estamos vivendo um momento de vale nessa senoide da economia. Hoje, não temos nenhum incentivo ou subvenção. Acabaram-se os benefícios fiscais, tributários, econômicos, tudo.

A TIC é um setor forte. Poderia (e deveria) ser a principal matriz econômica de Brasília. É uma indústria limpa, promove a absorção da mão de obra de qualidade e é uma vocação da nossa cidade - como está comprovado nesse projeto Brasília 2060, onde apontam que os principais setores promissores: são esses de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Bioeconomia.

A indústria é movida a incentivos. Nunca coube o discurso de que empresariado é protegido pelo Estado. Esse argumento não prospera. Se a situação pede a atração de empresa, é preciso dar incentivos ou elas migram facilmente para outros estados ou países. Foi só depois de tomar essa consciência que grandes centros como Irlanda, Malásia, Singapura e Vietnã conseguiram atrair gigantes da TI.

A FAP do DF é um instrumento importantíssimo para a fixação e atração de empresas no DF. Os recursos da FAP têm a prerrogativa e discricionariedade de serem direcionados para pessoas físicas e jurídicas que têm presença no DF. É diferente de um edital de compras públicas que tem regras mais genéricas.

Esse instrumento, no entanto, não tem sido utilizado como deveria. Sabemos que dos R$ 180 milhões disponíveis para 2016, apenas metade foi destinada ao propósito da Fundação. A outra metade, não foi utilizada.

Isso significa que perdemos R$ 90 milhões que poderiam ser destinados às subvenções. Desperdiçamos espaço, tempo e oportunidade de desenvolver o setor de TIC, mais uma vez apontado como a vocação natural do DF.

 

Queremos uma Capital de alta tecnologia e bem desenvolvida. E o governo? Quer o que? O discurso é de uma Brasília construída de forma colaborativa e planejada. Os caminhos, nós apontamos. Demos pessoalmente nossa contribuição para este projeto. Queremos ser primeiro mundo, que tal ajudar?

 

*Ricardo Caldas, presidente do Sinfor e da Telemikro


Ainda que muitos setores continuem em recessão, o crescimento populacional, o aumento da frota de carros e a expansão da área residencial continuam. A vantagem é que a tecnologia também evolui e caminha para soluções acessíveis para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O conceito mais próximo de se tornar realidade é o de Smart City. Em vários países, projetos nesse sentido são cada vez mais vistos como um futuro palpável. Um dos mais recentes é a Plataforma de Gestão Inteligente da Cidade de Lisboa, em Portugal, que irá interligar a informação recolhida por diferentes operadores de serviços vitais na cidade, como a Proteção Civil, os Bombeiros, a Polícia Municipal e outros no sentido de atender mais rapidamente os chamados e evitar situações de perigo.

Na cidade de Yinchuan, na China, considerada modelo no ramo, a inovação interfere desde o cadastro no transporte público até na coleta seletiva. O planejamento da região foi realizado por meio de parceria entre o governo e a empresa de soluções tecnológicas ZTE, que já lançou modelos semelhantes em mais de 140 locais no mundo. O número demonstra que é grande a quantidade de cidades que investem nessa ideia.

E o negócio é bastante lucrativo. Até 2015, os projetos de Smart Cities movimentaram cerca de U$ 312 milhões no mundo. A estimativa é que o volume alcance mais de 750 bilhões nos próximos três anos. Ou seja, excelente oportunidade para empreendedores, investidores, empresas, governo, estudantes e população.

O Brasil caminha para adotar esse processo de modernização e automação das cidades. O Ceará divulgou a intenção de realizar o primeiro projeto de Cidade Inteligente de cunho social, onde serão construídas casas baseadas neste modelo de inovação – com uso de ferramentas tecnológicas e sustentáveis – e vendidas a baixo custo para populações carentes.

O prefeito de São Paulo, João Doria, visitou a cidade chinesa (Yinchuan) na intenção de usá-la como exemplo para fazer alterações importantes nesse sentido na capital paulista. Na viagem, foram observados pontos como uso de energia solar, telemedicina, sistema de abertura de empresas e outros mais.

O foco é na solução da problemática de moradia, trânsito, facilidades nos serviços, inteligência no uso dos recursos e tantos outros benefícios. O fato é que esse momento de planejamento e consideração das propostas é extremamente importante para os investidores.

Imagina como seria ter, em um só lugar, um condomínio que lhe ofereça moradia, trabalho, lazer, cultura e educação. A primeira impressão é que se trata de um projeto de Lucio Costa, mas não! Pense em todas essas possibilidades, já testadas e aprovadas na concepção de Brasília, aliadas ao uso da tecnologia.

Os jogos virtuais, os filmes, o marketing e os pesquisadores já reconheceram a demandas por modernidade no dia a dia. Todos que investiram na reprodução da realidade futurista foram bem sucedidos.

Esse cenário tão integrado e bem elaborado parece distante. A crise financeira, a leniência governamental e a viabilidade técnica são sempre tenebrosos. Entretanto, para saber a vantagem de investir em um projeto assim, pergunte a si mesmo: quanto vale seu conforto? Quanto pagaria para viver em uma Smart City? A partir dessa análise, visualize a quantidade de pessoas que pensam como você.

Não é à toa que as empresas investem cada vez mais em soluções digitais. As cidades mais modernas também têm aspectos de automação de serviços e procedimentos. O Brasil caminha a passos lentos, mas se o futuro é esse, vale a pena correr para chegar primeiro.

Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.


Quando uma autoridade dá um conselho, o mínimo que se pode fazer é escutar. O setor de tecnologia tem recebido vários, alguns num mesmo sentido.

Há quase meio século, em 1968, o genial Stanley Kubrick produziu e dirigiu o filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço". No futurístico enredo de Arthur Clarke, o terrível e inteligente computador HAL 9000 eliminou, um a um, os membros da tripulação da nave interplanetária. Naquela época, esse tipo de tecnologia era apenas uma ficção: uma máquina que pensava e que buscava a supremacia pelo raciocínio lógico.

Em 2015, o famoso cientista inglês Stephen Hawking, alertou o mundo sobre os riscos do uso da Inteligência Artificial (IA). Segundo o cientista, a IA é “a maior ameaça existencial para a humanidade”, pois, em longo prazo, se projetariam sozinhas em ritmo crescente. Para o cientista, as máquinas poderiam chegar ao ponto de desbancar o ser humano.

Na semana passada, Elon Musk, dono das empresas Tesla Motors, SpaceX e OpenAI, se referiu a esse tipo de tecnologia como “mais perigosa do que a Coreia do Norte”. Musk é um dos empresários mais inovadores do mundo, assinando projetos de transporte interplanetário como forma de salvação da espécie humana frente à mudanças climáticas e outros aspectos. Sobre a AI, Elon afirma que “até que as pessoas vejam robôs matando gente na rua não se entenderão os perigos da inteligência artificial”.

Apesar de precisos, esses cientistas ainda estão desacreditados pela maioria. Muitos acharam exagero, mas o reforço chegou. 

Desta vez, são 115 empresários e autoridades no assunto aconselhando total controle no desenvolvimento de produtos dotados de IA. A preocupação é, especialmente, relacionada à produção de armas autônomas letais, as quais classificam como soldados-robôs ou robôs assassinos.

A temática seguiu em forma de carta, assinada pelos especialistas para a Organização das Nações Unidas. O pleito é para que a ONU regulamente e fiscalize a confecção de armas que podem ser programadas para ações específicas, utilizando-se das técnicas de programação conhecidas como Inteligência Artificial. Neste ponto, não é nenhum absurdo comparar o possível cenário com o enredo do clássico e dizer que HAL 9000 retorna em forma de Armas Autônomas Letais.

As autoridades acreditam que o que vimos no filme pode ser realidade, se usado por pessoas maliciosas. Seria algo como a Bomba Atômica em termos de proporção, e pode-se relacionar com o genocídio da 2ª Guerra Mundial, se considerada a possibilidade de programação para, por exemplo, assassinato de grupos específicos. 

Após os relatos do ataque ocorrido recentemente em Barcelona, não há como ignorar que existem pessoas incrivelmente interessadas nesse tipo de ação. Esse caso, evidenciou o motivo da urgência declarada pelos empresários.

Após o atentado, que deixou 13 mortos e mais de 130 feridos, vizinhos e parentes alegam que já desconfiavam das atividades do principal suspeito ser o articular de toda a ação.  Questionados sobre o porquê de terem se mantido inertes, responderam não acreditar que iria tão longe, e que “na verdade, ninguém poderia imaginar que os rapazes poderiam fazer algo assim”.

 Aliás, foram tantos ataques sucessivos nos últimos anos, que fica cada vez mais evidente que a tecnologia não é mais um mistério para terroristas, e que lamentavelmente pode se tornar uma grande aliada, se não for controlada. 

O que se espera da ONU é que busque normatizar a produção de equipamentos letais autônomos, tal qual se fez com os artefatos nucleares. No Brasil, espera-se que o tema seja acompanhado e debatido urgentemente, antes que a produção se torne impossível de ser controlada.

Por pior que seja a sua índole, o ser humano é controlável. Já a máquina feita para matar é invencível.  É urgente encarar a realidade e o fato, é que já estão em operação, drones equipados e programados, com baixo custo de aquisição. O futuro de Kubrick é a nossa realidade. Precisamos evitar que mais armas estejam apontadas para as nossas cabeças, notadamente estas, controladas por frios comandos autônomos da IA.

 

*por Ricardo Caldas, presidente do Sinfor – DF e da Telemikro SA. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB.

 

 



A sanção do Projeto de Lei Complementar nº 160 pelo presidente da República, Michel Temer, é uma vitória que extrapola o âmbito empresarial. Não é exagero dizer que a qualidade de vida dos brasilienses é diretamente afetada pela equiparação dos impostos na Região Centro-Oeste. A visão neste aspecto tem que ser macro e estratégica. É preciso compreender todo o processo pelo qual a cadeia produtiva passa até que os itens sejam disponibilizados para compra.

Há mais de uma década, o Distrito Federal é considerado hub para todo o Brasil. A Capital da República, além de ostentar a credibilidade de ser a sede dos Poderes (possibilitando negócios também com o governo), é um polo empresarial pela facilidade de acesso – seja de investidores nacionais ou internacionais.

O Aeroporto Juscelino Kubitscheck é o terceiro mais movimentado do país. A localização privilegiada é um dos pontos chaves para os negócios. Por muitos anos, as grandes empresas se concentraram em São Paulo e Rio de Janeiro por conta na quantidade de voos que saem desses estados. As viagens “bate e volta’ são praticamente rotinas das companhias.

Um dos empecilhos que embarreirava a entrada do DF nessa escala é a resistência dos empreendedores em despender mais recursos com impostos. Em comparação as cidades vizinhas, do Goiás, por exemplo, a diferença de tributos chega a 3%. O percentual em grande volume faz diferença sim.

Ao longo dos anos, e por conta de um trabalho de convencimento delicado, os empresários de Brasília enxergaram a necessidade de empreender na cidade natal, privilegiar a população local com os benefícios da instalação das marcas na região, mas acabaram sendo levados pelas oportunidades financeiramente mais vantajosas.

Por conta desse impasse, centenas de empresas levaram milhares de postos de trabalho para outras cidades. As que ficaram, precisaram aumentar os preços dos produtos para compensar o que lhe era cobrado a mais.

Itens mais caros, falta de emprego, queda no poder de compra, circulação de mercadorias e de dinheiro em baixa. Esse é o cenário ideal para o caos econômico e consequente queda da qualidade de vida das pessoas.

A competição com o setor público torna ainda mais distante o sucesso do empreendedor, não só pela disputa por mão de obra qualificada, mas pelo estigma de que a matriz econômica do DF é quase exclusiva de serviços públicos.

Existe ainda um longo caminho para que o ambiente de negócios em Brasília se torne ideal. A desoneração fiscal é apenas um incentivo que começará a chamar a atenção da iniciativa privada. Outras questões deverão ser abordadas junto ao Poder Público. É o caso, por exemplo, do valor dos imóveis, investimentos em inovação, apropriação da matéria prima local, tratamento da imagem nacional e internacional e uma série de outros fatores.

A Indústria, no entanto, é otimista. É notório que a atual conjuntura econômica tem colaborado no convencimento do governo de que a iniciativa privada é aliada e não inimiga. A atratividade proposta pela iniciativa da Lei Complementar nº 160 é um facilitador para que os demais aspectos tenham possibilidade de mudanças.

A população precisa compreender que os incentivos dados ao empresariado são revertidos em benefícios coletivos. E o governo, que esta é a saída para fugir da margem tão rente ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Ricardo de Figueiredo Caldas é presidente do Sinfor – DF. Engenheiro e Mestre em Engenharia Elétrica pela UnB. Fundador da Telemikro SA.


Há tempos a Tecnologia da Informação vem desempenhando papel primordial nos negócios e auxiliando as empresas na definição de padrões, ferramentas, sistemas e até mesmo de novos processos. A transformação digital enfrentada pelas companhias traz à tona um novo desafio: fazer com que a TI se torne TN, ou seja, Tecnologia de Negócios.

Embora o termo seja relativamente novo, essa sigla decorre de uma longa evolução tecnológica já prevista há algum tempo e que leva o mercado a compreender como a tecnologia pode incrementar os resultados de grandes companhias. Algumas delas já estão realizando a migração para esse nível na prática, utilizando conhecimento para apoiar o negócio e fazendo interface não apenas com o usuário, mas com toda a empresa.

A princípio, o discurso pode parecer repetitivo, afinal, não é de hoje que ouvimos que a TI precisar estar mais próxima do negócio. Isso é passado, assim como dizer que a TI é o negócio. Porém, a necessidade de reinventar-se digitalmente pela qual passam as empresas está fazendo com que o CIO precise sim pensar como negócio e deixe de olhar para a TI tradicional.

Obviamente que o sucesso de qualquer negócio depende de fatores como uma análise precisa de indicadores e por isso é necessário escolher a tecnologia certa para suportar a operação e ter uma boa visão de futuro. Esse é o papel do CIO. Porém, não basta ele se preocupar somente com as as ferramentas que serão adquiritas e implementadas: ele precisa avaliar de perto como os investimentos em TI impactarão no desempenho do negócio e deve ainda planejar as estratégias junto com o restante do board da empresa, traçando um caminho de crescimento contínuo e sendo parte dele.

A questão é que os CIOs ainda não compreenderam que a área de TI deve conversar de igual para igual com as demais áreas. Se avaliarmos o nível dos sistemas e informações utilizados versus o que existe para a TI e traçarmos um paralelo, seria o mesmo que dizer que a TI está vivendo na época das planilhas, enquanto o negócio vive a era do Business Intelligence.

Enxergo que o CIO possui papel extremamente relevante diante dos desafios da transformação digital. Porém, pesquisas recentes do Gartner mostram que  80% dos CEOs têm iniciativas de modelos de negócios digitais, mas somente 70% deles têm um líder digital e, desses, apenas 20% deles são CIOs. E mais: 40% dos CEOs acham que os CIOs têm habilidades para ser o líder digital, enquanto apenas 10% deles mencionam o CIO como fonte primária de informação. Sendo assim, podemos dizer que os CEOs continuam liderando a visão dos negócios digitais, enquanto o CIO está cuidando apenas com a TI tradicional.

Por outro lado, o gestor de TI, diferente dos gestores das demais áreas da empresa, não está munido de sistemas inteligentes e automatizados que o auxiliem na identificação de comportamentos que possam colocar em risco a operação ou mesmo o negócio. O que existe, via de regra, é um mar de fornecedores, ferramentas e equipamentos que entregam apenas dados, com pouca (muitas vezes nenhuma) integração. Uma grande dúvida paira no ar: como fazer a gestão de tudo sem informações quantitativas e qualitativas referentes à performance de cada um dos recursos utilizados?

 

(*) Alexandre Paoleschi é CEO da Konics.it

Fonte: CIO


Embaixadores, representantes de organismos internacionais e outras autoridades participaram, nesta quarta-feira (9), da cerimônia que institui o programa Embaixadas de Portas Abertas no Distrito Federal.

O evento, no Palácio do Buriti, contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg. Criada em 2015, a ação tem como objetivo aproximar os estudantes da rede pública da carreira diplomática e informá-los sobre os costumes de outros países.

A ideia é proporcionar visitas a crianças de 9 a 11 anos às 134 representações diplomáticas sediadas na capital brasileira e permitir que estudantes aprendam sobre história, geografia, cultura e idioma de cada nação.

 

“É uma oportunidade de conhecer a cultura e a história dos países e permitir que o corpo diplomático conheça a cultura do Brasil por meio das nossas crianças, o que nos deixa muito felizes”, ressaltou o governador na cerimônia.

"É uma oportunidade de conhecer a cultura e a história dos países e permitir que o corpo diplomático conheça a cultura do Brasil por meio das crianças"

Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

 

De acordo com o chefe do Executivo, o Embaixadas de Portas Abertas é uma extensão do turismo cívico da cidade. “Tenho grande convicção de que a mudança de paradigmas na sociedade ocorrerá por meio das áreas de educação, meio ambiente, turismo e inovação, que são vocações de Brasília”, disse Rollemberg.

As atividades fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

Idealizadora da iniciativa, a colaboradora do governo Márcia Rollemberg definiu o projeto como uma oportunidade em favor da cultura de paz. “Queremos criar esse sentimento de pertencimento e de identidade, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e humano no DF”, destacou.

 

Márcia agradeceu ao corpo diplomático a cooperação e colocou os espaços do governo disponíveis para criação de mais vínculos e parcerias com outros países.

O decreto assinado pelo governador estabelece os termos da parceria da Secretaria de Educação, da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) e da Assessoria Internacional do Executivo local com as embaixadas estrangeiras no DF.

 

"Estamos felizes em dar aos nossos alunos a oportunidade de ampliar a visão de mundo para além das salas de aula"

Júlio Gregório Filho, secretário de Educação

“Estamos muito felizes em dar aos nossos alunos a oportunidade de ampliar a visão de mundo para além das salas de aula”, avaliou o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho. “É um instrumento para trazer o mundo para Brasília e levar Brasília para o mundo”, resumiu a chefe da Assessoria Internacional, Renata Zuquim, na apresentação do vídeo de promoção do projeto.

A embaixadora de El Salvador no Brasil, Diana Marcela Vanegas, primeira a acolher o projeto, relatou como foi receber os alunos e professores do Varjão. “Lembro dos olhares tímidos, porém cheios de curiosidade e expectativas”, contou.

A salvadorenha confessou que ficou preocupada em como explicaria para crianças do 5º ano a importância de fortalecer as relações diplomáticas entre os países. “Foi mais simples e proveitoso do que imaginávamos. Compartilhamos cultura, história, gastronomia e trabalhamos o que desenvolvemos no dia a dia, foi como um encontro de almas”, definiu.

Para a atriz e embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula Fidalgo, a atividade é fundamental para fomentar a união no Brasil e no mundo. “São vínculos de afeto e respeito como este que vão construir uma sociedade amorosa por todo o planeta.”

A coleção de Bonecas do Mundo, da colaboradora do governo Márcia Rollemberg, estiveram expostas durante a cerimônia

A coleção Bonecas do Mundo, da colaboradora do governo Márcia Rollemberg, esteve exposta durante a cerimônia. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Durante a solenidade, a banda marcial e o coral dos alunos do Centro de Ensino Fundamental 11 do Gama entoaram o Hino Nacional e o Hino a Brasília. Na próxima semana, os estudantes da unidade de ensino abrem a agenda do programa no segundo semestre de 2017 com visita à Embaixada de Israel.

Após a assinatura do marco legal, os estudantes da escola do Gama entregaram certificados de participação a representantes das embaixadas de Angola, Argentina, Azerbaijão, Bulgária, Colômbia, El Salvador, Eslovênia, França, Hungria, Índia, República Dominicana e Singapura.

 

Participantes do Embaixadas de Portas Abertas em 2017

17 de agosto      Embaixada de Israel

24 de agosto      Embaixada do Gabão

31 de agosto      Embaixada do Chile

14 de setembro               Embaixada do Paraguai

21 de setembro               Embaixada da Nicarágua

28 de setembro               Embaixada da Argélia

5 de outubro     Embaixada dos Países Baixos

19 de outubro   Embaixada da Coreia (do Sul)

26 de outubro   Embaixada da China

10 de novembro              Embaixada do Vietnã

16 de novembro              Embaixada da Suécia

23 de novembro              Embaixada da Itália

Como funciona o Embaixadas de Portas Abertas

As atividades ocorrerão às quintas-feiras, ocasião em que os alunos conhecerão mais a história, a geografia, a cultura e a língua dos 12 países que até agora já se tornaram parceiros na iniciativa.

As visitas serão feitas durante o ano letivo por alunos selecionados pelas escolas. Embaixadas interessadas em participar devem procurar a Assessoria Internacional do governo de Brasília, por meio do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

Desde a criação do piloto do projeto, em 2015, 500 crianças já participaram das visitas às instituições. A primeira embaixada a receber os estudantes foi a de El Salvador, em 27 de maio de 2015.

 

Objetos do acervo de algumas embaixadas, itens do acervo do Museu de Arte de Brasília e a coleção pessoal de Bonecas do Mundo, da colaboradora do governo Márcia Rollemberg, estiveram expostos para os participantes durante a cerimônia.

 

Fonte: Agência Brasília


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